DivulgaçãoMedida afeta equipas de todos os países e unidades de negócio.
O grupo OLX vai avançar com uma restruturação e prevê despedir cerca de 1500 trabalhadores em todas as geografias onde atua.
Segundo nota o Financial Express, citado pelo portal imobiliário idealista, o despedimento foi anunciado na Índia, com um porta-voz local da empresa a confirmar que o grupo "está a reduzir a força global de trabalho em quinze porcento, o que afetará as equipas por todos os países, unidades de negócio e funções". O porta-voz acrescenta que a reestruturação visa "reduzir" os custos "à luz das mudanças nas condições macroeconómicas. Infelizmente, isso significa que estamos a reduzir o tamanho da nossa força de trabalho em toda a empresa", frisa.
A empresa não avançou, no entanto, com quantos funcionários serão despedidos por país, indemnizações ou prazos. O grupo neerlandês também não se pronunciou oficialmente.
O Grupo OLX iniciou operações em 2006, sendo detida pelo grupo tecnológico Prosus. Em Portugal, além do site "OLX", o grupo detém os sites "Standvirtual" e Imovirtual". A nível mundial, a empresa tem mais de 10 mil trabalhadores.
Garakta-StudioServiços de abastecimento encontram-se assegurados
A empresa municipal Águas e Energia do Porto foi alvo de um ataque informático esta segunda-feira. A informação foi divulgada pela própria empresa num comunicado no seu site oficial.
A empresa refere que os serviços de abastecimento público de água e saneamento não foram afetados. O comunicado não adianta qual é a extensão dos dados que possam ter sido acedidos ou apagados, frisando que estão já a "trabalhar em estreita colaboração com as diferentes entidades competentes, nomeadamente o Centro Nacional de Cibersegurança e a Polícia Judiciária". mas sempre vai dizendo que "alguns serviços ao cliente sofreram constrangimentos. Nesse sentido, todos os clientes que, nas últimas 72 horas, submeteram pedidos de informação, pedidos de serviço, reclamações, entre outros, deverão entrar em contacto com a empresa municipal", refere a entidade. Aquando da publicação deste artigo, o "Balcão Digital" da entidade estava indisponível, assim como a possibilidade de comunicar leituras.
A gestora municipal "lamenta os transtornos causados" e diz estar a "desenvolver todos os esforços para repor as condições normais de funcionamento o mais brevemente possível".
Group of happy kids with their African American female science teacher with laptop programming electric toys and robots at robotics classroom"Estamos, desde logo, a falar de maior cidadania, de um maior controlo que os cidadãos podem exercer sobre o espaço onde vivem"
[powerkit_alert type="info" dismissible="false" multiline="false"] Este artigo foi escrito originalmente em setembro de 2022 [/powerkit_alert]
Vários jovens numa escola, sentados ao computador, realizam uma tarefa de identificação do número de células que permanecem intactas, colaborando num estudo para desenvolvimento de fármacos para atacar células cancerígenas, num esforço colectivo de colaboração com uma investigação envolvendo milhares de voluntários em Portugal, Espanha e Brasil. Num subúrbio de Londres, com problemas de poluição, vários cidadãos realizam medições diárias da qualidade do ar, para as utilizarem como evidências nas negociações com a Câmara de Londres, apoiados por investigadores da University College. Uma pessoa, num local de Portugal, encontra uma planta que julga ser invasora; fotografa-a e usa uma aplicação no seu telemóvel para a enviar para os gestores do site, que validarão e assinalarão num mapa esse avistamento. Outros jovens de muitas escolas analisam imagens do Sol, de um longo registo diário do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra, para um estudo das manchas solares, num intervalo de tempo de mais de 80 anos. Voluntários de escolas e associações realizam colectas regulares de invertebrados em um pequeno curso de água, numa aldeia no Brasil, para monitorizarem a qualidade da água desse recurso, que é um bem comum. Estes são exemplos de actividades realizadas por cidadãos que voluntariamente colaboram com um projecto científico, tornando possível investigação que seria impossível ou muito difícil de conduzir sem o seu contributo, ou que usam um projecto científico desenhado para responder às suas necessidades. Estas actividades designam-se por ciência cidadã e têm vindo a disseminar-se e a tornar-se cada vez mais frequentes e envolvendo cada vez mais participantes, um pouco por todo o mundo. Embora as primeiras iniciativas de envolvimento de cidadãos voluntários em projectos científicos sejam já bem antigas, só nos últimos anos o movimento adquiriu uma dimensão global, particularmente graças aos recursos da internet.
A ciência cidadã pode caracterizar-se como sendo qualquer iniciativa de carácter científico, envolvendo os cidadãos como participantes activos. Estas iniciativas podem assumir várias formas, ter origem em interesses dos investigadores que procuram colaboradores voluntários, ou nos cidadãos que procuram o uso do conhecimento científico para sustentarem, de uma forma objectiva, os seus argumentos ou terem possibilidade de confirmar ou não as suas preocupações. Muitos projectos de ciência cidadã têm uma preocupação mais didáctica e educativa; outros procuram a promoção e protecção do valor de um bem, em regra um bem natural, como uma floresta, um território, ou uma espécie ameaçada; outros ainda visam responder a questões de investigação fundamental, como a detecção de fenómenos astronómicos, ou aplicada, como estudos para combate de doenças. Mas, em todos os casos, temos a participação activa de cidadãos na recolha de dados, por vezes na análise e até no desenho dos projectos.
Muitos investigadores compreendem a importância da ciência cidadã, embora muitos outros exprimam dúvidas e receiem envolver-se nelas. Embora, o problema da qualidade dos dados para fins científicos seja crítico, na realidade isso é válido para qualquer projecto científico, havendo metodologias para melhorar a qualidade dos dados, reduzir o erro e garantir a validade das observações, mesmo que isso tenha que passar por simplificações de procedimentos. Mas, o maior problema será o da dificuldade em aceitar a invasão pelos cidadãos de domínios que eram exclusivos. Tal como as novas gerações de cientistas estão cada vez mais conscientes, familiarizados e disponíveis para comunicar e divulgar ciência, também a habituação com a ciência cidadã irá acontecer à medida que os projectos se forem diversificando e for sendo compreendido o seu potencial.
Embora em Portugal as iniciativas tenham, em geral, uma participação limitada, com excepções, em outros países, particularmente na Europa e Estados Unidos, há já uma forte planificação, com apoio directo dos governos a estruturas que visam a promoção de iniciativas que claramente aproximam a sociedade da actividade científica e capazes de contribuir para uma maior compreensão de como o conhecimento é produzido, em sociedades cada vez mais tecnológicas e dependentes do conhecimento científico para o seu desenvolvimento e a qualidade de vida das pessoas. Além dessas iniciativas nacionais, existem mesmo uma Associação Europeia de Ciência Cidadã e a própria União Europeia está muito interessada no fenómeno. Investigadores da Universidade de Coimbra e do Museu da Ciência estiveram mesmo envolvidos num projecto que produziu o livro branco da ciência cidadã para a União Europeia. O documento procura sintetizar o que é a ciência cidadã e avaliar que oportunidades se colocam com a sua expansão e consolidação.
Ao falarmos de ciência cidadã estamos, desde logo, a falar de maior cidadania, de um maior controlo que os cidadãos podem exercer sobre o espaço onde vivem, ter a possibilidade de contribuir para resolver problemas que se colocam a uma escala que não tem solução possível, excepto se através da acção colaborativa de muitas pessoas, em projectos com objectivos claros, de colectivamente colaborarmos num dos mais belos e fascinantes empreendimentos que a humanidade já desenvolveu.
grenwail (CC BY 2.0)Liga de wrestling será transmitido em quarenta e dois mercados
A plataforma de streaming DAZN assegurou a transmissão de conteúdos da All Elite Wrestling (AEW).
O acordo de dois anos permitirá a transmissão exclusiva de conteúdos da liga norte-americana de wrestling profissional, adicionando mais de duzentos eventos anuais à plataforma: "A AEW é a nova liga de luta livre profissional que está a conquistar o mundo de forma meteórica", considera o grupo de media numa nota enviada à imprensa, classificando aquele conteúdo como um "produto altamente divertido".
Os conteúdos estarão disponíveis nos 42 mercados europeus e asiáticos onde a plataforma atua, incluindo Portugal.
A DAZN é uma plataforma de streaming dedicada à desporto, transmitindo conteúdos de futebol, basquetebol, automobilismo e desporto de combate, entre outros.
Facebook Órgão Sinfónico da Catedral de Vila RealAtuação é de entrada livre.
A organista italiana Giulia Biagetti vai estar em Vila Real esta quinta-feira para um concerto na Sé da cidade transmontana.
O concerto será dado no órgão sinfónico instalado na Sé e do alinhamento constam peças dos compositores Pardini James Christopher, Williams Carol, Stamn Hans André e Yon Pietro Alessandro.
A atuação inicia-se às 21h e a entrada é livre.
Biagetti inaugura um ciclo de concertos mensais no órgão sinfónico, organizado pela Comissão Dinamizadora. Até dezembro, será possível assistir a atuações de organistas vindos da Alemanha, Espanha, Itália Noruega, Polónia, Roménia e Portugal. O próximo concerto será com o romeno Victor-Antonio Agura. Todo o programa pode ser consultado no site oficial.
Carta dos Segredos Gastronómicos CIM Viseu Dão LafõesInvestigadora Olga Cavaleiro recolheu testemunhos e perpetua receitas ao longo de 383 páginas.
A Carta dos Segredos Gastronómicos da região Viseu Dão Lafões é “todo um novo olhar sobre as cozinhas regionais deste território”, explica a investigadora Olga Cavaleiro.
Numa exaustiva recolha de testemunhos, “deu-se luz a uma diversidade de receitas e produtos que habitavam o fundo da memória das comunidades, mas que há muito não se faziam”, diz.
Receitas simples, repletas de sabor, “das quais os locais sentem saudades por não integrarem as ementas disponíveis nos restaurantes”. Cada receita é um segredo, uma história que alguém viveu e sentiu na pele e, pelo detalhe do receituário inventariado, é possível contribuir para a qualificação da produção local.
Este “profundo trabalho de investigação” e “exaustivo levantamento do património gastronómico da região, é uma oportunidade e um desafio para a valorização da gastronomia, da restauração e de toda a atividade turística associada”, sublinha Nuno Martinho, Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões.
De acordo com o Coordenador Geral da Associação de Desenvolvimento Dão Lafões e Alto Paiva (ADDLAP), Carlos Cardoso, com esta iniciativa, “estamos a tentar alavancar um dos grandes recursos turísticos desta região, ao mesmo tempo que, recuperamos e transmitimos, às próximas gerações, um legado cultural de grande valor imaterial".
Mais do que um livro de receitas, a Carta dos Segredos Gastronómicos, é um registo de histórias de outros tempos, contadas na primeira pessoa. Entre as curiosidades, pode encontrar um arroz de castanha, resultado da abundância deste fruto outonal. Pode descobrir, ainda, a mais tradicional vitela assada que ia à mesa no dia da Nossa Senhora dos Milagres (15 de agosto), em Pindelo dos Milagres.
“São receitas muitas delas esquecidas, de que só os mais velhos se recordavam, e que em boa hora a CIM Viseu Dão Lafões decidiu recuperar”, concluiu Nuno Martinho.
O próximo passo desta iniciativa passa por transportar as receitas agora recuperadas para as escolas profissionais, nomeadamente para os cursos de Cozinha, Pastelaria e Serviço de Restaurante, e fazê-las chegar às ementas dos restaurantes regionais. Desta forma, a Carta permite criar valor, contribuindo para a formação de profissionais conhecedores da tradição gastronómica local.
ellinnurA Russia Today é uma disseminadora popular de notícias sobre a Ucrânia
Historicamente, quando a Rússia e os Estados Unidos da América têm uma desavença, a Rússia tenta aproximar-se dos vizinhos dos EUA na América Latina. E embora a Rússia não tenha poder económico significativo para aumentar a sua influência naquela região, os seus canais de informação na América Latina estão a expandir-se de forma rápida e eficaz.
Russia Today (RT) Español, Sputnik Mundo, a rede russa de missões diplomáticas e políticos aliados, académicos, influenciadores e utilizadores falsos na internet contribuem significativamente para a forma como os latino-americanos veem a política global, de acordo com o o nosso estudo realizado na Universidade de Vilnius, na Lituânia, durante o primeiro semestre de 2022.
A RT Español, fundada em 2009 pelo estado russo, é proibida na Europa, mas é uma das fontes de notícias mais populares sobre a Ucrânia na América Latina. A sua página no Facebook tem mais de dezoito milhões de seguidores, quase cinco vezes mais do que a versão em inglês. Os órgãos de comunicação social ocidentais em espanhol ficam atrás da RT Español – a CNN tem cerca de quinze milhões de seguidores, a BBC tem cerca de sete milhões e a Deutche Welle, três milhões.
As contas da RT e Sputnik do Twitter, atualmente suspensas, não possuem muitos seguidores, mas os utilizadores da internet e funcionários da fábrica de trolls partilham o seu conteúdo. Outras contas, como a conta do Twitter em espanhol “Donbass Media”, criada em fevereiro de 2022, dirigida pelo “Comité Espanhol de Ajuda e Apoio ao Donbass” e dedicada a “cobrir a situação em Donbass”, têm atuado em relatórios sobre supostos crimes ucranianos contra civis e atividades humanitárias das tropas da Federação Russa. A Donbass Media, que supostamente é dirigida por voluntários, publicou mais de oitocentos tuítes e tem mais de trinta e três mil seguidores. No entanto, não está claro quantos deles são reais, pois o número de gostos, comentários e partilhas é baixo.
Como os países ocidentais decidiram bloquear os meios de comunicação social russos, a rede de escritórios de representação russa tornou-se particularmente importante nesta guerra de informação. As embaixadas partilham informações da RT, fornecem material original ou partilham publicações de outras embaixadas. Eles têm uma rede muito grande de seguidores: por exemplo, a embaixada da Rússia no México tem quase sessenta e dois mil seguidores. As informações geradas pelas missões diplomáticas são amplamente partilhadas: por exemplo, a notícia de que a crise na Ucrânia começou muito antes de 24 de fevereiro, implicando assim que a Rússia não tinha iniciado a guerra e que quarenta e oito pessoas foram queimadas até a morte por nacionalistas ucranianos em Odessa em 2014, sem punição, foi partilhada mais de quatro mil vezes e recebeu quase sete mil gostos.
Há também uma quantidade significativa de atividades de contas falsas nas redes sociais. Uma conta do YouTube com o nome de Ricardo Meruano, por exemplo, usando uma foto do famoso comediante chileno Ricardo Meruane, tendo compartilhado videoclipes apenas ocasionalmente, apareceu em abril de 2022 com um fluxo interminável de informações pró-russas sobre a Ucrânia.
“Culpem todos, menos a Rússia”
Todas as fontes de informação mencionadas partilham publicações criadas entre si ou republicam declarações oficiais de políticos russos. Embora as mensagens pretendidas sejam numerosas, é possível identificar algumas narrativas amplas que a Rússia busca incutir nas sociedades latino-americanas: um remorso do Ocidente, a culpa ucraniana, alegações de russofobia e hipocrisia ocidental. As narrativas são complementares, criando desconfiança em relação à Ucrânia e aos seus parceiros e apresentando a Rússia como a verdadeira vítima do Ocidente.
Uma das primeiras explicações usadas para justificar a “operação especial” da Rússia na Ucrânia foi a narrativa de “culpa ocidental”, ou seja, as mensagens de uma “expansão agressiva da NATO”, o perpétuo “imperialismo ocidental” e a Ucrânia como um “fantoche do Ocidente.” A expansão da NATO foi uma das primeiras justificações para a intervenção militar. Um dos programas de sátira política em espanhol mais populares da RT vinha explicando ativamente os limites da Rússia um mês antes da invasão.
No início da guerra, a embaixada da Rússia no México compartilhou uma mensagem de Sergey Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, onde referia que o país havia tentado negociar com o Ocidente, mas só encontrou “mentiras e dissimulação.” Quando a guerra eclodiu, várias embaixadas russas na América Latina partilharam regularmente curtas mensagens, principalmente de Lavrov, afirmando que o objetivo da guerra era impedir o Ocidente (ou os EUA) de criar um mundo unipolar ou parar a dominação dos EUA.
Outro elemento histórico frequentemente explorado pelos media russos é a imagem nazi. O Ocidente é frequentemente acusado – tanto em contas diplomáticas oficiais quanto em vídeos de nicho na rede social Tiktok – de apoiar nazis e ultranacionalistas que se infiltraram na política e nas forças armadas da Ucrânia, de financiar laboratórios militares ou de armas químicas e de trabalhar com nacionalistas ucranianos para fazer do país uma plataforma para lutar contra a Rússia. A narrativa do “Ocidente transgressor” entrelaça-se com outra que culpa a Ucrânia pela guerra.
Bloqueio de canais russos é “russofobia”
A “russofobia histórica” é outra narrativa que se tornou crucial desde que os governos ocidentais decidiram proibir os meios de comunicação social russos para conter a desinformação. Missões diplomáticas russas, agências de notícias e trolls financiados pela Rússia têm sido muito ativos em partilhar mensagens sobre cidadãos de língua russa perseguidos fora de seu país e sobre a cultura russa estar a ser destruída. Eles enfatizam que censurar os media russos priva os ocidentais da oportunidade de ouvir a versão russa dos eventos.
Inna Afinogenova, ex-editora adjunta da RT Español e apresentadora dum programa popular de sátira política na América Latina, é um exemplo particularmente interessante da disseminação dessa narrativa. Assim que a guerra começou, ela condenou veementemente as restrições à RT e a outros orgãos de comunicação russos. Mais tarde, ela desapareceu dos olhos do público e reapareceu após um mês de silêncio com seu próprio canal no YouTube. Falando de Espanha, ela disse que não queria apoiar nenhuma guerra com vítimas civis, tendo, por isso, deixado a RT e a Rússia. Ao mesmo tempo, ela encorajou as pessoas a não acreditarem que a Ucrânia é uma vítima inocente, afirmando que não poderia dizer se a RT estava a publicar propaganda política ou não, mas frisou que propaganda é algo que é difundido por todos os meios de comunicação social ocidentais.
A última narrativa proeminente é a da “hipocrisia ocidental”, intimamente ligada ao “whataboutism” (em vez de responder ao argumento, mostra-se a hipocrisia ou duplicidade de julgamento do interlocutor). A menção à Ucrânia lembra imediatamente outras intervenções ocidentais, como as guerras no Iraque e no Afeganistão, e a resposta europeia à crise dos refugiados. No entanto, esses argumentos não são feitos para ajudar a entender os conflitos, mas para apresentar os EUA como o verdadeiro conquistador do mundo e as ações da Rússia como resistência à sua hegemonia.
O exemplo do bombardeamento da Jugoslávia pela NATO em 1999, destacado pelo cineasta sérvio Emir Kusturica, também foi algo frequente. Kusturica argumentou que o atual conflito sobre a Ucrânia é essencialmente uma consequência daquele bombardeamento. Para ele, a ideia está enraizada na posição do Kremlin, de que o bombardeamento é o pecado original e a humilhação provocados pelo Ocidente que a Rússia deve vingar. Esta história foi agravada quando as embaixadas da Rússia na América Latina partilharam a história de uma jornalista que sobreviveu aos atentados, comparando sua experiência com a do povo de Donbass.
As narrativas da Rússia fazem eco das dores da América Latina. As relações tensas com os EUA, a tentativa de sair de sua sombra e o desejo de construir um sistema internacional em que o papel dos EUA e de outras ex-potências coloniais seja limitado estão a impulsionar a busca por alternativas. Quando se trata da América Latina, a Rússia tenda a suavizar o seu tom imperialista, enfatizar a hipocrisia das potências ocidentais e a relembrar os episódios mais sombrios de suas relações com os EUA. Ao fazer isso, a Rússia está a manipular a opinião pública da América Latina a seu favor.
O estudo foi realizado em junho de 2022 por Ieva Giedraitytė e Benas Butrimas no Instituto de Relações Internacionais e Ciências Políticas da Universidade de Vilnius, na Lituânia. Desde esse período, os dados quantitativos podem ter mudado.
Este artigo, escrito por Ieva Giedraitytė e Benas Butrimas e traduzido por Kamila Nogueira, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.
Vodafone GroupOperadora troca os equipamentos de forma gratuita
É mais uma alteração ao serviço da Vodafone Portugal e que promete dar dores de cabeça aos clientes: as boxes mais antigas do serviço de televisão vão deixar de suportar a aplicação da Netflix, assim como a aplicação HBO Portugal.
Segundo nota o jornal digital Observador, os clientes estão a receber um alerta no equipamento, dando conta da descontinuidade do serviço em modelos mais antigos já a partir de 31 de março. Não é caso único: também os subscritores do serviço de streaming HBO Max através da operadora estão a ser informados de que as boxes antigas iriam deixar de suportar o serviço de streaming a partir de 28 de fevereiro, sendo que as respetivas subscrições também terminariam nessa altura. Dessa forma, a aplicação designada por "HBO Portugal" iria deixar de funcionar.
A Vodafone Portugal referiu ao jornal digital que o fim de suporte à Netflix nos descodificadores mais antigos se deve a uma decisão da gigante de streaming.
Para todos os casos, a operadora propõe a troca da box de televisão por um modelo mais recente e compatível e que pode passar pela "vBox", um dos modelos disponibilizados. A troca de equipamento é gratuita e não altera o período de fidelização, além de manter a subscrição da HBO Max ativa.
Benoît Prieur (CC-BY-SA)Canal está impedido de emitir no espaço europeu devido às sanções impostas à Rússia.
Cento e vinte e três funcionários, setenta e sete jornalistas e um "silêncio ensurdecedor". Foi desta forma que a RT France descreveu o seu encerramento, numa nota enviada à imprensa este sábado. A versão francesa do canal Russia Today encerra depois da União Europeia (UE) ter decidido bloquear os bens do grupo de media russo em solo europeu.
Pacote de sanções "não visa o nosso canal" - RT France
França era o único país da UE que albergava uma filial da Russia Today, daí que a situação possa escalar para uma troca de sanções com a Rússia.
Tudo começou sexta-feira, 20, com uma denúncia dos sindicatos dos trabalhados da RT France: o Estado francês havia congelado as contas e bens do canal. "Recebemos uma carta do nosso banco, a 18 de janeiro, a informar que as nossas contas bancárias haviam sido congeladas a pedido da Direção-Geral do Tesouro", frisou um delegado sindical do Sindicato National dos Jornalistas francês ao jornal Le Parisien.
O ministério da Economia francês diz que a situação de congelar os bens não parte diretamente do Governo, mas sim de uma decisão europeia tomada em dezembro, que previa o congelamento de contas bancárias e bens de diversas entidades, entre as quais a ANO TV Novosti, uma empresa gerida pelo Estado russo e que detém a RT France na totalidade.
A decisão do canal não demorou mais do que um dia: não havia condições para continuar. Ao início da tarde deste sábado, o Gabinete de Imprensa do canal emite um comunicado muito duro, disparando contra tudo e todos, mas deixando para o fim o essencial: mais de cento e vinte pessoas iriam para o desemprego.
A nota partilhada no site da estação (acessível apenas por VPN em espaço comunitário) começa por dizer que "as autoridades no poder alcançaram o seu objetivo: o encerramento da RT France" e defendem que o pacote de sanções "não visa o nosso canal, mas a nossa acionista e empresa-mãe".
"Alguns colegas confundiram o seu papel de jornalista com o de polícias ou juízes" - RT France
O comunicado faz também um longo historial da atividade da RT France no que acreditam ser o seu trabalho pela liberdade de imprensa: "Neste mundo de meios de comunicação cada vez menos representativo e cada vez mais estreito, onde o pensamento crítico já não é permitido, a RT France era uma lufada de ar fresco. Sem julgamentos, mas sempre com seriedade e rigor, fazíamos questão de apresentar todas as opiniões, de dar voz a todos, de "ousar questionar": este era o slogan da RT France e era isto que nos animava todos os dias", acrescenta.
Partindo para o ataque, a nota dá conta que os media franceses foram coniventes com toda a situação, contribuindo para a pressão no canal: "A RT France foi sendo o alvo, desde o seu lançamento, de alguns jornalistas cheios de certezas, há muito desligados da realidade do povo francês, e portadores da sua moral e boas intenções que impõem nos seus artigos e crónicas, em detrimento de toda a honestidade intelectual e no desprezo de uma maioria silenciosa (incluindo colegas jornalistas, gostaríamos de acreditar), que foram subjugados a um pensamento único". E vai mais longe, acreditando que a guerra da Ucrânia, foi apenas um pretexto para encerrar o canal, "sem que a RT France alguma vez tenha sido condenada ou sancionada por alguma coisa": "Uma decisão política fora de qualquer quadro legal previamente estabelecido é o que se designa por censura", acusa.
O canal acrescenta que a medida "arbitrária" de congelamento dos bens foi o culminar de uma campanha organizada de "notícias e crónicas que não tinham outro objetivo que não fosse o de nos prejudicar": "Trabalhando claramente em concertação com as autoridades, alguns colegas confundiram o seu papel de jornalistas com o dos polícias ou juízes, apelando entre linhas à censura dos nossos órgãos de comunicação social e não hesitando em utilizar informações falsas, alegando, por exemplo, que a atividade da RT France era proibida ou ilegal". E vai mais longe, acusando o regulador francês de ter sido silenciado: "O encerramento da RT France, num silêncio ensurdecedor por parte de outros meios de comunicação social e jornalistas franceses, é apenas um primeiro passo extremamente perigoso, porque, depois do nosso canal, outros meios de comunicação social serão o próximo alvo".
Lançado em 2017, o RT France era a filial do canal Russia Today para o mercado francófono, emitindo para França, Bélgica, Canadá, Suíça e na zona do Mediterrâneo. Com o encerramento da estação, cento e vinte e três trabalhadores franceses, entre os quais setenta e sete jornalistas, vão para o desemprego. Detido e financiado diretamente pelo Estado russo através da agência Rossi Segodnya, o canal estava disponível em Portugal através de satélite. Recorde-se que apenas a estação-mãe, a RT, era transmitida em Portugal através MEO, NOS, NOWO e na Vodafone Portugal, sendo que nesta última era também transmitido o canal de documentários RT Documentary. As emissões foram suspensas no passado dia 02 de março.
Sobre a não publicação de conteúdos durante os dias 21 e 22 de janeiro.
Devido a uma atualização dos sistemas com vista a melhorar o nosso fluxo redatorial, a equipa d'o largo. esteve impedida de atualizar todos os canais da rede durante todo o fim de semana.
O fluxo redatorial será retomado esta segunda-feira.
Lamentamos o inconveniente, pedindo desculpas aos nossos leitores.
DivulgaçãoO jogo, disponível em formato “Print and Play”, pode ser livremente descarregado e impresso.
“E.T. chama casa”. Neste jogo, a frase do icónico filme de Steven Spielberg não funciona. Terão de ser os jogadores a levar as dezasseis criaturas de outros mundos, perdidas no Sistema Solar, até às suas casas. É este desafio que o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) propõe a todos, mas em particular àqueles entre os 8 e 12 anos, para em conjunto se entusiasmarem com factos sobre planetas e luas do nosso bairro cósmico, e sobre as condições necessárias à vida fora do nosso planeta azul.
“ET – Uma Aventura no Sistema Solar” é um jogo de tabuleiro, lançado online no dia 17 de Janeiro em português e inglês, e que se apresenta como um recurso educativo, gratuito, e validado cientificamente por uma unidade de investigação nacional. “O objetivo deste jogo é criar interesse nos jovens pelo Espaço e pela procura de vida fora da Terra, a astrobiologia. Usámos como estratégia um tema já popular entre o nosso público-alvo: os extraterrestres”, diz Catarina Leote, do Grupo de Comunicação de Ciência do IA e coordenadora do projeto que, em colaboração com o Grupo de Sistemas Planetários do IA, levou à conceção e produção do jogo.
O jogo, disponível em formato “Print and Play”, pode ser livremente descarregado e impresso. Depois, basta recortar e montar, faltando apenas peões e um dado para começar esta divertida aventura, na companhia das ilustrações dos extraterrestres criadas por Paulo Galindro e com o design do tabuleiro e demais acessórios por Sara Patinho. É uma atividade lúdica e educativa para famílias e uma útil ferramenta para professores que pretendam introduzir o mundo da astronomia aos seus alunos.
Quais são então os desafios colocados aos jogadores? Primeiro têm de conhecer o seu território, ou seja, os mundos do Sistema Solar – os planetas, mas também várias das suas luas, algumas delas alvos reais da atual procura de vida fora da Terra. Para isso, os jogadores têm de responder a perguntas, que lhes darão acesso a cartas com informação e a peças de mini-puzzles das ilustrações dos dezasseis E.T.s. Poderão negociar as peças com os outros jogadores até obter a figura completa. Só então se podem lançar no objetivo final: adivinhar o mundo de origem do seu extraterrestre.
As criaturas que representam os E.T.s são todas imaginárias, mas a sua anatomia é fundamentada em factos científicos sobre diversos ambientes no Sistema Solar. Se estes extraterrestres de facto existissem, é quase certo que chamariam a esses locais de “lar doce lar”. “A discussão [sobre a criação dos E.T.s] foi de índole científica e portanto a informação veiculada, que está relacionada com os ambientes do jogo, é ciência boa e sólida. Os E.T.s foram um exercício de imaginação interessante”, diz Pedro Machado, investigador do IA e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa), e um dos investigadores que participou na criação de elementos para o jogo.
Este jogo de tabuleiro inclui ainda uma ajuda: um livreto com informação complementar sobre planetas, luas e pequenos corpos do Sistema Solar, assim como noções essenciais sobre a procura de vida fora da Terra, ou astrobiologia.
O aspeto gráfico foi outra prioridade, afirma Catarina Leote. “Criámos os E.T.s com base em características fisionómicas e fisiológicas necessárias para viverem adaptados aos seus planetas ou luas, e portanto havia condições de representação que tinham de ser cumpridas no desenho”, explica. “O resultado final foi uma combinação das nossas descrições com o talento e criatividade do Paulo Galindro.”
O jogo “ET – Uma Aventura no Sistema Solar” foi financiado pela Europlanet Society por ter sido uma das propostas vencedoras no concurso Europlanet 2020 RI Public Engagement Funding Scheme. Numa próxima fase terá versões noutras línguas, como o castelhano, francês e italiano.
RTP DivulgaçãoO vencedor sucederá a MARO e ao tema "saudade saudade"
Já são conhecidas os temas e intérpretes que vão concorrer à edição de 2023 do Festival RTP da Canção.
Ao todo, serão vinte temas que serão apresentados em duas semifinais a decorrer no dia 25 de fevereiro e 04 de março. A final será no dia 11 de março. As três emissões serão transmitidas a partir dos estúdios da RTP, em Lisboa.
O vencedor sucederá a MARO, com "saudade saudade", e irá representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, que este ano decorre em Liverpool, no Reino Unido, de 09 e 11 de maio (semifinais) e 13 de maio (final). Em 2022, a Ucrânia foi a vencedora, com o tema "Stefania" pelos Kalush Orchestra.
Plflcn (CC BY-SA 4.0)Canal internacional assume posição da estação generalista italiana.
Os clientes NOS têm agora acesso a um novo canal: a antena internacional da RAI está disponível desde esta quarta-feira, 18.
Segundo o site da operadora, o canal internacional do serviço público italiano substituiu a RAI 1 na posição 201 da grelha fibra: "O canal RAI Itália é o canal essencial para os italianos no estrangeiro que agrega os principais conteúdos dos canais RAI, com foco em informação, desporto, ficção e muito mais", acrescenta.
O canal RAI 1 continua, no entanto, disponível em Portugal na MEO (por subscrição adicional) e na Vodafone Portugal.
yanaiskayeva"Como tem sido usual, parece que apenas é relevante aquilo que se torna viral, o que é ‘trendy’."
O que é isso do ChatGPT? Neste momento podemos descrevê-lo como um protótipo de chatbot desenvolvido pela OpenAI, um grande modelo de linguagem (LLM) a usar uma enorme soma de dados. Não é o primeiro chatbot de acesso livre, mas é seguramente aquele que marca uma viragem na disseminação deste tipo de ferramenta por ser o oposto do violino de Ingres: tudo o que faz, desde gerar código python até ensaios sobre os mais variados temas, faz bem. Se fosse humano, dir-se-ia “tem jeito”. Mas não o sendo, a disponibilização livre da sua capacidade geradora sem qualquer salvaguarda de eventuais consequências ignora várias das considerações éticas da União Europeia para uma Inteligência Artificial confiável e responsável. Não está aqui em causa limitar a inovação, está em causa promover, novamente, um processo inverso em que se experimenta primeiro e se definem políticas e diretrizes depois, já em reação às consequências, as quais irão inevitavelmente decorrer da utilização massiva desde o seu lançamento em novembro.
Para testar o ChatGPT basta criar uma conta e começar a experiência. Tanto se pode fazer uma questão, como solicitar que escreva código numa linguagem de programação. Este modelo de IA, ou chatbot, gera conteúdo de uma forma semelhante à desenvolvida por seres humanos, incluindo o preditivo. Mas sabemos também que o ChatGPT não tem a capacidade de verificar a veracidade do conteúdo produzido, apesar de ter a habilidade de forçar a sua credibilidade mesmo que enviesada.
Testámos o chat com várias questões abertas sobre eventos históricos, noções filosóficas, políticas e jurídicas, teorias e experiências científicas, movimentos artísticos, cuidados médicos e de saúde. As respostas têm, invariavelmente, uma estrutura bem conseguida, apresentando várias perspetivas de um modo descritivo. Não é só à vista desarmada que parecem escritas por humanos, justificando-se, portanto, o receio de ser um meio usado para substituir um processo de reflexão e composição original.
O estudo "Machine Generated Text: A Comprehensive Survey of Threat Models and Detection Methods" demonstra-nos como é que o abuso dos modelos de Geração de Linguagem Natural (NLG) está a multiplicar o impacto social negativo (e não só) com o aparecimento de casos de utilização abusiva ou nociva. A questão que se coloca é: qual o motivo pelo qual não temos órgãos de comunicação social (e outros intervenientes) a promover uma análise cuidada sobre as medidas que mitigam o abuso dos sistemas de IA? Vamos falar sobre o modo como o ChatGPT pode ser uma ferramenta para detetar, ou promover, ataques de cibersegurança? Sobre o possível escalonamento de notícias falsas? Sobre as formas de identificar e prevenir eventuais fraudes académicas? Sobre maneiras criativas de tentar aproveitar esta ferramenta em contexto pedagógico? Sobre quais os tipos de impacto que trará para o exercício de diversas profissões, desde o ensino até à engenharia informática?
Como tem sido usual, parece que apenas é relevante aquilo que se torna viral, o que é ‘trendy’ e, por isso mesmo, potencialmente alvo de investimentos financeiros. Isto parece demonstrar três coisas: somos um país pobre, com fraca literacia digital e no qual é fácil comprar a atenção social através da produção de notícias que se apoia em termos como: “capital”; “milhões”; “investidores”. Como diria o Paulo Leminski: “Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase.”.
Pedro Pina/RTPCompetição de dança será aposta da estação pública aos domingos à noite
Sónia Araújo Noua Wong e Filipe La Féria serão os jurados fixos da quinta temporada de "Dança Comigo". O programa de dança está de regresso à RTP 1 e foi apresentado esta terça-feira em conferência de imprensa.
O concurso regressa assim aos ecrãs do canal público após uma ausência de catorze anos e será a aposta do "canal um" para os domingos à noite, competindo com "Vale Tudo" (SIC) e "A Ex-periência" (TVI). Sílvia Alberto será a apresentadora do programa. "Celebridades vão mostrar-nos as suas habilidades na pista de dança, sempre ao sabor de vários ritmos", promete a RTP, acrescentando que tudo será "pensado ao pormenor para um grande espetáculo que contará com a preciosa ajuda dos melhores profissionais, especialistas desde as mais belas danças de salão ao rock'n'roll, samba ou hip hop".
Direitos reservadosCanal tem agendadas transmissões de sete encontros nos próximos dias.
O Canal 11 vai transmitir em exclusivo os jogos da Copa América Sub-20 de futebol (CONMEBOL Sub-20. A estação da Federação Portuguesa de Futebol será assim a televisão oficial em Portugal do evento que arranca já esta quinta-feira, 19.
O primeiro jogo a ser emitido será o encontro entre o Peru e o Brasil às 22h, seguindo-se o jogo entre e Colômbia e o Paraguai, às 00h30 do dia 20, ambos do Grupo A da competição.
A Copa América Sub-20 de futebol decorre até dia 12 de fevereiro na Colômbia. Encarado como uma das principais competições deste escalão no continente americano, o CONMEBOL Sub-20 vai apurar quatro equipas para o campeonato do mundo, que vai decorrer este ano na Indonésia.
[powerkit_collapsibles] [powerkit_collapsible title="Consulta o calendário dos próximos jogos a serem emitidos"]
19 de janeiro
22h: Peru - Brasil
20 de janeiro
00h30: Colômbia - Paraguai
21 de janeiro
00h30: Equador - Chile 21h: Paraguai - Argentina 23h30: Peru - Colômbia
O rapper e cantor Jaca vai apresentar ao vivo o seu primeiro EP de originais. "Licor de Jaca" estará no MusicBox, em Lisboa, já no próximo dia 04 de março.
Segundo a editora Virgin Music Portugal, o EP tem "uma conotação autobiográfica e chega ao público com o objetivo de apresentar uma parte de Jaca e das suas diferentes perspetivas. É uma viagem por ele próprio e pelo que o rodeia. Pelos dias demasiado reais e pelas noites difusas, afogadas em licor" refere.
O tema "Licor", single de apresentação do EP, já está disponível nas plataformas digitais e é uma "dança num sentimento incondicional e transversal: o amor, na sua forma mais pura e líquida, capaz de amadurecer na língua de qualquer um", acrescenta a editora.
Sermos o cuidador de uma pessoa com demência é uma situação temporária dolorosa ou uma oportunidade?
Acordar de manhã e ver o chão da casa de banho imundo porque a nossa avó se esqueceu do objecto próprio para o efeito, não é fácil.
Receber um telefonema da polícia a dizer que o nosso pai se perdeu no meio da cidade e não sabe o caminho de volta a casa, não é fácil.
Acordar diariamente dez vezes durante a noite porque o nosso avô se engana na porta do quarto de cada vez que vai à casa de banho, não é fácil.
Ler um email de um médico a pedir que enquanto única filha do casal assine um documento para dar a guarda total da minha mãe ao meu pai, não é fácil.
Estes e outros exemplos são cada vez mais frequentes entre nós. Por um lado, vivemos mais anos, por outro somos mais atacados pelas demências: Alzheimer, Vascular, Parkinson, Corpos de Lewy, Frontotemporal, Huntington, Korsakoff, Creutzfeldt-Jacob, entre outras. Em 2050 vamos ser mais de 100 milhões de pessoas no mundo com demência. O triplo de hoje.
Ver um familiar que outrora era um profissional activo, um velejador experiente, o pronto-socorro ou o elo de ligação da família, ou mesmo o guardião das memórias familiares, a perder as suas capacidades, não é fácil. Nada fácil.
Vivemos mais, mas ainda não somos treinados para lidar com a demência, algo que muitas vezes vemos a desenvolver-se a uma velocidade galopante. É uma profissão para a qual não fizemos estágio. Vamos fazendo por tentativa e erro, o melhor que sabemos. E desgastando. Sim, desgastando-nos incrivelmente.
É certo que existem uma variedade de sintomas e a progressão da demência pode variar bastante entre diferentes pacientes da mesma idade. A investigação sugere até que se defina cada vez mais subtipos para um tratamento de mais qualidade.
Voltando aos cuidadores, surge o isolamento social, o stress, a depressão, o burnout. A falta de confiança e o medo de perder o controle tornam-se por vezes assustadores.
Cuidadores com depressão podem sentir falta de interesse e prazer em actividades diárias, perda ou ganho de peso significativo, insónia ou sono excessivo, falta de energia, incapacidade de concentração, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva e pensamentos recorrentes de morte ou suicídio. Estes cuidadores muitas vezes precisam de ajuda psicológica. Quanto mais cedo procurarem ajuda profissional, melhor. Psicólogo ou também juntamente um psiquiatra. Há casos em que uma combinação de terapia e medicação antidepressiva pode ajudar a garantir a recuperação. Felizmente, a depressão é tratável. O isolamento social aumenta o risco de depressão. Mas acontece que passar muito tempo a discutir problemas também pode aumentar a depressão.
Gostaria de salientar que hábitos saudáveis como a prática de exercício físico e uma dieta saudável são um tratamento efectivo e económico para a depressão e podem ajudar na prevenção e tratamento de outras doenças, como por exemplo a obesidade.
Mas surge também a paz quando por morte natural perdemos a pessoa com demência porque fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Aprendemos a paciência, a humildade, o carinho, a fragilidade. Já para não falar das vantagens intergeracionais: transmissão bidireccional de atitudes, orientações, comportamentos, saberes, valores, códigos, mitos, segredos, pontes sociais, interventores na crise. Apesar da perda da pessoa com demência ser um processo que varia entre todos nós, são menos comuns os sentimentos de raiva e de culpa e o estado de choque quando cuidámos da pessoa com demência directamente.
Então, sermos o cuidador de uma pessoa com demência é uma situação temporária dolorosa ou uma oportunidade?
O cuidado como uma oportunidade consiste em 3 passos:
criar um ambiente seguro, interessante e positivo;
ser disciplinado e ter expectativas realistas;
cuidar de si enquanto cuidador.
Esta autora não segue as normas do acordo ortográfico de 1990.
Direitos reservadosSérie "dá um novo significado ao conceito "um chefe infernal", diz a plataforma.
A Amazon Prime Video divulgou esta segunda-feira as primeiras imagens da série "The Consultant".
Protagonizada por Christopher Waltz, os oito episódios da série vão ser disponibilizados na plataforma a 24 de fevereiro.
Waltz é Regus Patoff, um consultor que é contratado para "melhorar os resultados da empresa de aplicações de videojogos CompWare", explica a plataforma de streaming, acrescentando que, quando Patoff entra na empresa, "os empregados experimentam novas exigências e desafios que colocam tudo em questão… incluindo as suas vidas".
Descrita como uma série de comédia e thriller, "The Consultant" é baseada no livro homónimo de Bentley Little, editado em 2015 (ainda sem versão em português) e "explora a complicada relação entre chefe e empregado": "A série dá um novo significado ao conceito "um chefe infernal", reforça a plataforma.
A série ficará disponível na íntegra para os subscritores em todos os territórios onde a Amazon Prime Video marca presença.
Além de Waltz, Nat Wolff, Brittany O'Grady e Aimee Carrero também fazem parte do elenco.
Carlos Goldgrub/TV Brasil EBC (CC BY-NC-SA 2.0)Os responsáveis demitidos foram designados por Jair Bolsonaro.
A cobertura dada pelos meios de comunicação públicos brasileiros de rádio, televisão e online à invasão às sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, no passado dia 08 de janeiro é o motivo apontado para que o presidente Lula da Silva tenha demitido por decreto a direção da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
O decreto foi publicado na sexta-feira e implica o início dum processo de transição de trinta dias. Glen Valente, até aqui presidente da EBC, foi demitido e Kariane Oliveira, jornalista da estação, foi nomeada para o lugar. Lula também demitiu o diretor-geral Roni Pinto, o diretor de informação Sirlei Batista, o diretor de administração Márcio Fusissava e o diretor de operações Pedro Moszczovski. No entanto, o diretor de programação Denilson Silva mantêm-se no cargo, por ser empregado de carreira na empresa.
Oliveira devera assim conduzir o processo de transição para nova gestão, sendo que tem mandato até ao final de outubro.
Responsáveis eram próximos de Bolsonaro
A demissão dos profissionais está ligada ao tratamento dado pelos meios de comunicação social públicos durante a invasão no passado dia 08 de janeiro. Segundo nota a imprensa brasileira, quanto outros meios tratavam aqueles apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro como "vândalos", "conspiradores golpistas" ou, mesmo, "terroristas", os meios públicos mantinham a designação "manifestantes", mantendo uma distância sobre os acontecimentos, tentando minimizá-los. Além disso, o telejornal da TV Brasil emitiu declarações do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, algo que foi considerado como uma provocação política por parte da estação.
O jornal Folha de São Paulo acrescenta que havia o medo acrescido de que os responsáveis das estações de rádio e televisão, designados para o cargo pelo ex-presidente, sabotassem as emissões ou veiculassem ideias antidemocráticas.
ELEVEN Sports PortugalJogos prolongam-se até terça-feira.
Seis jogos ao longo de quatro dias: esta é a proposta da ELEVEN Sports Portugal, que vai emitir os jogos dos playoffs da National Football League (NFL).
Em nota, o canal premium de desporto indica que serão "dias intensos e repletos de emoção, com de seis jogos onde apenas o vencedor segue em frente naquela que é a fase a eliminar da competição, rumo ao Super Bowl LVII, que se realiza este ano em Glendale, no Arizona".
As transmissões arrancam este sábado, a partir das 21h35, com a transmissão do terceiro jogo da temporada entre o San Francisco 49ers e o Seattle Seahawks, na ELEVEN 3. Na madrugada de sábado para domingo, às 01h15, o encontro entre os Jacksonville Jaguars e Los Angeles Chargers é transmitido na ELEVEN 1.
Os jogos regressam ao fim da tarde de domingo, às 18h05, com o encontro Buffalo Bills e os Miami Dolphins, na Eleven 2. Mais tarde, às 21h40, há transmissão do jogo Minnesota Vikings - New York Giants. Na madrugada de domingo para segunda, às 01h15, na ELEVEN 1, os Cincinnati Bengals defrontam os Baltimore Ravens.
O último jogo a ser emitido a ser emitido na ELEVENSports Portugal será o Tampa Bay Buccaneers - Dallas Cowboys. O jogo será transmitido na madrugada de segunda para terça, às 01h15, na ELEVEN 1.
Os canais da ELEVEN Sports Portugal estão disponíveis na MEO, NOS, NOWO e Vodafone.
Craig Melville/UnsplashDetenção acontece durante os prorestos contra o regime iraniano.
Este artigo é uma tradução para português de Portugal dum artigo em inglês da RFE/RL.
A jornalista iraniana Nasim Soltanbeigi foi detida no aeroporto internacional de Teerão e transferida para a prisão de Evin sem lhe serem dadas informações detalhadas sobre as acusações que enfrenta.
A mãe de Soltanbeigi Iran Jalali referiu num tuíte no passado dia 12 de janeiro que a sua filha lhe tinha dito num breve chamada telefónica que as forças de segurança a tinha transferido para a solitária. Ela não tem quaisquer novidades sobre as acusações ou sobre a razão para a detenção.
Soltanbeigi foi uma ativista estudantil nos anos 2000 e tem trabalhado como jornalista para várias publicações iranianas nos últimos anos.
Já antes, ela tinha sido detida devido a ações ativistas: em 2006, Soltanbeigi foi detida durante oito dias por participar num protesto "Women for Change" e um tribunal condenou-a a uma pena suspensa de cinco anos. Foi colocada em liberdade condicional durante dois anos e foi informada de que a sua sentença seria anulada, se não violasse os termos da sua liberdade condicional.
Um ano depois, foi novamente detida juntamente com alguns ativistas estudantis de esquerda e foi condenada a um total de seis anos de prisão por "agir contra a segurança nacional" e "propaganda contra a República Islâmica". Foi finalmente libertada em 2014.
A nova detenção acontece no meio de protestos nacionais, com um mês de duração, pela morte de Mahsa Amini, de 22 anos, um movimento marcado por demonstrações sem precedentes de rebeldia por parte de mulheres e estudantes no que parece ser a maior ameaça ao governo islâmico desde a revolução de 1979.
Amini, 22 anos, morreu no passado dia 16 de setembro, poucos dias depois de ter sido detida pela famosa polícia moral de Teerão por, alegadamente, violar o rigoroso código de vestuário feminino do país. As autoridades atribuíram a causa da morte a "doenças subjacentes", mas apoiantes e familiares dizem que Amini foi espancada enquanto estava detida.
De acordo com a Associação de Jornalistas de Teerão, pelo menos setenta jornalistas iranianos foram presos desde o início dos protestos.
Numa nota no passado dia 11 de janeiro, a associação afirmou que vários dos jornalistas presos foram postos em liberdade sob fiança, enquanto trinta jornalistas ainda se encontram na prisão.
Os protestos fizeram mais de quinhentos mortos e milhares foram detidos, segundo grupos de direitos humanos. Apesar dos avisos do governo de que a repressão se intensificará, os iranianos continuam a ir para a rua.
Vários milhares foram presos desde a morte de Amini, incluindo muitos manifestantes, advogados, ativistas e defensores dos direitos digitais.
Tubagus Andri Maulana/UnsplashResultados do estudo mostram que uma maior perceção da qualidade da comunicação previu uma maior confiança no governo português e a aceitação geral da vacina.
Os resultados de um estudo desenvolvido no Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Iscte) indicam que as pessoas que consideravam a comunicação do governo português sobre a COVID-19 como tendo uma qualidade superior (isto é, clara, consistente e baseada na ciência), tinham menos probabilidade de acreditar em teorias de conspiração e, por sua vez, mais probabilidade de aceitar e receber vacinas contra a COVID-19.
Segundo Melanie Vauclair, investigadora do CIS-Iscte e primeira autora deste estudo, "muitos estudos associaram positivamente a aceitação da vacina COVID-19 a diferentes variáveis, tais como um nível de educação mais elevado ou um estatuto socioeconómico mais elevado". Mais importante, a investigadora acrescenta que "a hesitação na vacinação tem sido associada a crenças em teorias da conspiração e a uma falta de confiança nos governos e instituições".
Alargando a investigação já existente, Melanie Vauclair e Elena Piccinelli, doutoranda no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa, exploraram o papel crítico da perceção acerca da comunicação governamental sobre a pandemia COVID-19 na previsão da aceitação da vacina e se esta ligação poderia ser explicada pelas crenças em teorias da conspiração e pela confiança no governo.
377 participantes de Portugal responderam a questionários sobre a sua aceitação geral de vacinas contra a COVID-19, a sua aceitação de uma vacina desenvolvida na China (Sinovac), as suas crenças em teorias da conspiração sobre a COVID-19, a sua confiança nos governos português e chinês, a sua perceção da qualidade da comunicação COVID-19 pelo governo português, e os seus estereótipos sobre o povo chinês. Foram também recolhidos vários dados sociodemográficos.
Após o controlo de fatores relevantes, nomeadamente sociodemográficos e o medo da COVID-19, os resultados deste estudo mostram que uma maior perceção da qualidade da comunicação previu uma maior confiança no governo português e a aceitação geral da vacina. Por outras palavras, as pessoas que consideravam a comunicação do governo português sobre a COVID-19 como sendo clara, consistente e baseada na ciência tinham menos probabilidades de acreditar em teorias de conspiração e, por sua vez, tinham mais probabilidades de aceitar vacinas. No entanto, ao contrário do que as autoras esperavam, a crença em teorias de conspiração não se relacionou com a confiança no governo, que também não estava associada à aceitação geral de vacinas. Elena Piccinelli explica o impacto destes resultados: "Os governos que investem numa comunicação clara e coerente sobre a pandemia podem ser capazes de contrariar a onda de crenças em teorias da conspiração, o que, por sua vez, pode ajudar a aumentar a aceitação das vacinas".
Além disso, os indivíduos que apresentavam mais estereótipos sobre os chineses eram mais propensos a acreditar em teorias de conspiração sobre o Covid-19 e, por sua vez, confiaram menos no governo chinês, estando menos dispostos a aceitar a vacina Sinovac. "O nosso estudo sugere que os estereótipos sobre a nacionalidade poderão alimentar as teorias da conspiração", diz Elena. A investigadora explica ainda que "considerar o papel de diferentes variáveis sociopsicológicas é importante para a aceitação da vacina", mas observa que tais influências devem ser examinadas experimentalmente em investigações futuras.
O estudo foi realizado em Portugal entre março e abril de 2021, durante um confinamento, no qual as pessoas se baseavam sobretudo nas notícias para saber mais sobre a pandemia e as ações governamentais. As autoras refletem que "em retrospetiva, Portugal está numa posição melhor do que muitos outros estados-membros da União Europeia, e levanta-se a questão se as conclusões poderão informar a governação noutros países". De acordo com o website ourworldindata.org, Portugal tem uma das mais altas taxas de vacinação a nível mundial e a mais alta da Europa.
Município de MoraGastronomia regional alentejana também estará representada no evento.
Os Vinhos de Talha Alentejanos vão ser postos à prova em Cabeção, concelho de Mora.
O evento regressa no último fim de semana de janeiro, 27 e 28, com a tradicional Prova do Vinho Novo e a novidade “Rotas pelas Adegas da Vila”.
O primeiro Concurso de vinhos de Talha de Cabeção assinala o arranque, às 16h do dia 27, da XXVI Prova do Vinho Novo. Pela primeira vez, os produtores de vinho de talha de Cabeção vão propor a concursos os seus néctares. “Neste concurso, serão eleitos os melhores vinhos brancos e tintos do Município, com a ajuda de um júri convidado para avaliar os vinhos participantes”, informa a organização numa nota enviada à imprensa.
A entrega de prémios do concurso de vinhos decorrerá às 21h30, seguida de um espetáculo de Cante Alentejano.
A edição de 2023 da Prova do Vinho Novo de Cabeção inclui na programação as Rotas pelas Adegas da Vila, "uma excelente oportunidade para conhecer o processo de produção do Vinho de Talha e os produtores, que todos os anos preservam as técnicas milenares das talhas que contam mais de dois mil anos de história”, realça a organização. A visita às Adegas será feita em grupos de quinze pessoas, acompanhados por um guia. Os participantes recebem um kit de boas-vindas com o copo oficial da prova, além de terem a oportunidade de visitar até quatro adegas e provar os vinhos e algumas iguarias da gastronomia regional. As inscrições estão disponíveis através de formulário próprio.
A Prova do Vinho Novo, prolonga-se pela tarde de sábado no pavilhão desportivo de Cabeção, que vai estar de portas abertas com a prova de vinhos entre as 14h e as 18h e onde vão estar presentes os produtores de vinho da talha. A gastronomia regional também estará representada com tasquinhas dinamizadas pelas associações do Concelho.
A entrada no evento é gratuita, com possibilidade de adquirir o copo oficial da prova (no valor de cinco euros) para provar gratuitamente os vinhos expostos para degustação.
rupixen.com/UnsplashEm caso de dúvida, telefone para o seu banco para confirmar que ação deve tomar.
Quase todos os bancos nacionais disponibilizam aos seus clientes serviços de banca eletrónica através da Internet, que permitem a realização de operações bancárias comuns, no conforto da sua casa ou no trabalho. Pela sua importância, estes serviços possuem um conjunto de mecanismos de segurança, tais como cartões-matriz e códigos enviados por SMS. Pela mesma razão, são um alvo apetecível. Grupos de criminosos utilizam diversos esquemas a que se dá a designação de phishing para conseguir, de uma forma direta ou indireta, elementos de segurança que lhes permitam fazer-se passar por si e apoderar-se dos seus bens.
Para evitar estes esquemas deve ter em atenção que o seu banco NUNCA usa o email para pedir informação, visto que este meio é reconhecido como um canal inseguro. Por este motivo, deve ignorar qualquer email que lhe peça informação ou solicite que aceda a uma determinada página da Internet.
No caso de haver algum problema com o seu cartão-matriz, o banco gera um novo. E em caso algum lhe pede mais que uma pequena parte dos números que estão no seu cartão (normalmente tem de introduzir 3 números). O seu banco também não lhe pede que instale uma aplicação no telemóvel para reforçar a segurança das suas operações. Estas aplicações são, tipicamente, vírus.
Em caso de dúvida, telefone para o seu banco para confirmar que ação deve tomar.
Verifique regularmente os movimentos da sua conta bancária e dos seus cartões de crédito. Se algum movimento for suspeito, deve alertar de imediato o seu banco e a Polícia Judiciária através do contato telefónico do serviço de piquete disponível em www.pj.pt.
De um modo geral deve também evitar abrir anexos ou aceder a páginas de Internet que constem em emails de que desconfie. O simples facto de abrir uma página da internet ou um documento de texto pode infetar o seu computador com um vírus que envia as suas informações para os criminosos. Um endereço de email é facilmente falsificado e, portanto, não deve confiar num email simplesmente porque vem de uma determinada fonte. O remetente pode não ser quem parece.
Por último, deve ter sempre ativo e atualizado um antivírus e deve manter aplicações como o Java e o Flash atualizados. Embora o mais importante seja seguir as recomendações apresentadas anteriormente e ter uma atitude de precaução.
Município de VouzelaNova estrutura reaproveita antiga escola de Sacorelhe
O TEAR (Centro Interpretativo do Linho e do Burel da Serra do Caramulo) já foi oficialmente inaugurado. A nova estrutura museológica abriu ao público no passado sábado, dia 07, no aglomerado de Sacorelhe, em Ventosa, Vouzela.
Segundo uma nota enviada às redações, este projeto serve para "perpetuar a memória de uma atividade outrora muito importante para a serra do Caramulo": "Esta é mais uma oferta turística temática do nosso território e que vem complementar o trabalho que temos vindo a fazer nos últimos anos", referiu o autarca vouzelense Rui Ladeira.
O espaço ocupa a antiga escola primária de Sacorelhe e conta com um auditório e duas salas dedicadas ao linho e ao burel, que mostram a "história, o processo de fabrico, peças e instrumentos relacionados com a produção do linho", assim como um destaque especial para a capucha caramulana.
O TEAR representa um investimento de mais de perto de cinquenta mil euros, com comparticipação de 80% vindos de fundos do Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020.
DivulgaçãoEstação da Cofina celebrou um acordo de distribuição com empresa do grupo Canal+
A CMTV assinou um novo acordo de distribuição com a empresa de gestão de direitos televisivos e de distribuição internacional Thema. O contrato entre a estação do grupo Cofina e a empresa do grupo francês Canal+ foi anunciado este sábado.
Numa nota publicada no site do jornal Correio da Manhã, Francisco Penim, responsável pela internacionalização da CMTV, afirma que "é uma enorme satisfação podermos estar junto destas novas comunidades que falam português. São pessoas que anseiam pela CMTV porque lhes é relevante", afiança.
O acordo permitirá aumentar a cobertura do canal junto da diáspora, disponibilizando-o em mais operadores francófonos em territórios francófonos como a Bélgica, Luxemburgo, Suíça e França, onde recentemente a CMTV foi disponibilizada na operadora Free. Recorde-se que a CMTV está também disponível em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Canadá e Estados Unidos da América.
A CMTV junta-se assim ao portfólio de canais cuja distribuição internacional é assegurada pela Thema. O catálogo inclui também A Bola TV e o Canal Q.
A empresa Thema é uma empresa do grupo de media Canal+, dedicando-se à distribuição de canais de televisão lineares e não lineares em diversos territórios, gerindo a disponibilização de mais de cento e oitenta canais em diversas geografias. A CMTV é um canal generalista de teor informativo do grupo Cofina, surgido em 2013. Atualmente, é o canal de cabo mais visto em Portugal.
A Escola Municipal de Teatro de Sátão vai reiniciar a sua atividade já em janeiro, informou a autarquia.
Numa nota enviada às redações, o município refere que a estrutura pretende ser "uma importante ferramenta para a formação cultural e pessoal dos seus alunos", considerando que "o teatro promove o autoconhecimento, desenvolve a inteligência, estimula a sociabilidade e eleva a autoestima".
A professora de teatro Flobela Cunha será a responsável pelas formações que serão retomadas a partir de 21 de janeiro, das 10h às 13h, no Cineteatro Municipal.
Para frequentar a Escola, a inscrição é obrigatória, devendo ser realizada no Gabinete de Atendimento ao Munícipe. A frequência tem um custo mensal de dez euros.
christinesmitthA educação imersiva é a única forma de gerar novos falantes de línguas minoritárias
Com mais de vinte línguas regionais, a França sempre foi um país multilingue, mas o seu governo central continua relutante em reconhecer e abraçar plenamente essa diversidade. Numa entrevista com a Global Voices, o linguista e ativista Michel Feltin-Palas explica as razões desta hesitação.
Feltin-Palas é jornalista no semanário francês L'Express, onde publica uma newsletter dedicada à diversidade linguística francesa. É também autor de vários livros dedicados ao tema, incluindo o último "Sauvons les langues régionales" (em português: "Salvemos as línguas regionais") publicado em 2022 pela editora Héliopoles, onde analisa as razões históricas e políticas apresentadas pelo governo francês para limitar o reconhecimento daquilo a que oficialmente se chama de "Langues régionales" (em português: "línguas regionais"). O livro faz referência a vinte línguas que têm sido historicamente faladas no que é hoje a França metropolitana.
Durante muito tempo, trazer o francês para áreas onde não era falado era visto como uma forma de trazer "civilização". Nesta perspetiva, pode-se mesmo traçar um paralelo com a colonização.
Michel Feltin-Palas, linguista e ativista
Feltin-Palas revelou as origens deste medo da diversidade linguística por parte das instituições estatais francesas, particularmente no domínio da legislação e da educação:
"A França é um país que não poderia ter existido. De facto, não há nenhuma razão para que uma pessoa da Alsácia tenha um dia acabado por viver no mesmo estado que uma pessoa do País Basco, da Córsega ou de Auvergne. O poder central francês sempre teve a preocupação de que todas essas culturas diversas pudessem eventualmente fomentar o separatismo. Como resultado, foi imposta uma única língua: o francês. Quanto às culturas locais, são reduzidas ao simples folclore e proibidas nas escolas. Como escreve o historiador francês Olivier Grenouilleau no seu livro "Nos petites patries" (em português: "As nossas pequenas pátrias"), "a uniformidade é um excelente meio para liderar um país tão vasto e diversificado como a França".
Durante muito tempo, trazer o francês para áreas onde não era falado era visto como uma forma de trazer "civilização". Nesta perspetiva, pode-se mesmo traçar um paralelo com a colonização. Jules Ferry (primeiro-ministro francês e, mais tarde, Ministro da Educação) afirmou no parlamento francês, em 25 de Julho de 1885, que "é preciso dizer abertamente que as raças superiores têm um direito em relação às raças inferiores […] porque têm um dever. Um dever de civilizar as raças inferiores". Assim, não é descabido considerar que a mesma visão prevaleceu em França, onde Paris, a encarnação da "civilização", estabeleceu o "dever" de elevar as classes inferiores da mediocridade da sua "patois" através da escolaridade pública".
Muitas destas 20 línguas têm uma rica tradição literária, tanto oral como escrita, ainda que o património continue em grande parte ausente da paisagem educativa e mesmo cultural.
A explicação é a mesma. O Estado francês tentou, através do sistema educativo, impor uma visão simples: que a França tem apenas uma cultura, a francesa, enquanto as outras são simplesmente manifestações de folclore e, portanto, sem qualquer interesse. Ensinar às crianças que existem outras literaturas não é compatível com tal conceção. Uma editora de livros escolares atraveu-se a escrever num livro que Bernat de Ventadour, um dos maiores "troubadours" (poetas que escrevem em occitano), escrevia em… "français du Sud" (em português: "francês do sul")! E ainda... Frédéric Mistral recebeu o Nobel da literatura (em 1904]) por uma obra em provençal (uma das variantes da língua occitana). Mas ele não é ensinado nas escolas.
Muitas das "línguas regionais" contêm diferentes dialetos, e nalguns casos, diferentes ortografias, como é o caso do occitano.
A resposta é complexa. Há características comuns que ligam Provençal, Gascon, Auvergnat, Languedocien, Limousin, Vivaro-alpin (os nomes dados pelos falantes às seis variantes principais do occitano). Há também diferenças. Neste contexto, alguns preferem concentrar-se no que os une, enquanto outros se concentram no que os separa. Quanto à ortografia, existem dois grupos principais. O primeiro chama-se "ortografia clássica" e refere-se à idade de ouro da língua occitana utilizada pelos "troubadours". Baseia-se na ortografia dessa época e tem a vantagem do prestígio, mas desvantagem da complexidade, uma vez que a pronúncia evoluiu desde a Idade Média. Os falantes atuais que não o conhecem têm, portanto, dificuldade em reconhecer a sua própria língua, e os não falantes pronunciam-na mal. O segundo grupo chama-se "ortografia Mistral" e foi estabelecida mais recentemente. A sua principal vantagem é que é mais fácil para os francófonos pronunciarem. A sua desvantagem é que está mais próxima do francês. Pessoalmente, prefiro não tomar partido nesses debates, reconhecendo ao mesmo tempo que são bastante legítimos. A minha opinião é que as pessoas que defendem essas línguas estão do mesmo lado, independentemente dos termos que utilizam, e devem permanecer unidas contra aqueles cujo objetivo é fazê-las desaparecer.
Dada a importância da nomeação, quais são, na sua opinião, os termos mais respeitosos e apropriados para aplicar ao que o Estado francês chama "línguas regionais"?
"Com base nas minhas convicções, eu falaria de línguas "históricas", "indígenas", "minoritárias" ou de "uso reduzido". Mas os peritos da Internet com quem falei sobre o assunto são claros: nos motores de busca, ninguém usa tais termos. Assim, quando os utilizo em artigos, chamaria a atenção apenas das pessoas que estão familiarizadas com esses termos. Tenho um grande respeito por essas pessoas, mas o meu objetivo é sensibilizar o mais possível o público em geral. Por isso, tive de fazer uma escolha: seria mais apropriado linguisticamente manter os termos que mencionei acima, mas depois menos pessoas me leriam. Ou poderia usar o termo "línguas regionais" e divulgar mais amplamente as minhas ideias. Dado que estou interessado no impacto, decidi optar pela segunda opção. Não pretendo estar certo, mas é aqui que está o meu pensamento atual.
O poder central francês sempre teve a preocupação de que todas essas culturas diversas pudessem eventualmente fomentar o separatismo. Como resultado, foi imposta uma única língua: o francês.
Michel Feltin-Palas, linguista e ativista
Como explica o sucesso da Euskara, ou da língua basca, em comparação com outras línguas regionais francesas?
A língua basca é uma exceção: é, de facto, a única língua regional dentro da França continental onde o número de falantes tem aumentado. Isto deve-se à educação em grande escala em basco, que resultou na "produção" de falantes suficientes para substituir os mais antigos. Este sucesso é devido à mobilização da sociedade civil basca. O desenvolvimento duma língua baseia-se em três factores-chave: a densidade de falantes, o sentido de competência linguística, e a motivação de cada falante. Este último elemento é fundamental e duplo. Há um aspeto prático: uma pessoa está mais inclinada a aprender uma língua se esta lhe permitir formar-se e encontrar um emprego (por isso, muitas pessoas em França procuram aprender inglês). E um factor de identidade, ligado a um sentimento de pertença, de amor ao próprio território, ao apego que se tem à própria cultura. Do lado espanhol [da região de língua basca], estes elementos são cumulativos. Do lado francês, é principalmente o factor de identidade que domina, mas o prático está a tornar-se mais importante.
Acha que a "educação imersiva", em que todas as disciplinas são lecionadas às crianças na sua língua regional durante os primeiros anos de escola, está finalmente a ser reconhecida pelo Estado como a única forma de promover eficazmente estas línguas?
Não há uma resposta fácil. Do ponto de vista pedagógico, é o melhor método para "produzir" bons falantes numa sociedade que é agora inteiramente francófona. Sabe-se também que os estudantes matriculados neste tipo de sistema educativo não são desfavorecidos quando se trata de francês. Bem pelo contrário: um relatório oficial do Ministério da Educação francês sobre a rede Diwan [uma rede de escolas imersivas em Brezhoneg ou bretão, uma língua celta] reconhece que os estudantes dessas escolas têm melhores resultados em francês do que os estudantes do sistema escolar regular. A escolarização por imersão representa assim o melhor meio para combinar uma educação bem-sucedida com a diversidade cultural. Infelizmente, há que lidar com a ideologia... Em Paris, instituições poderosas tais como o Ministério da Educação, o Conselho Constitucional ou o Conselho de Estado ainda consideram as línguas ditas regionais como ameaças à unidade da nação e à aprendizagem da língua francesa. Esperemos que os factos possam um dia trazer a razão a essas mentes.
Este artigo, escrito por Filip Noubel, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e traduzido e publicado em português de Portugal n'o largo ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.