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29 outubro 2022

Bolsonaro diz que não fala "espanhol nem portunhol" a jornalista português

Palácio do Planalto (CC BY 2.0)
Pedro Sá Guerra, correspondente da RTP, fez uma pergunta ao atual presidente do Brasil numa conferência de imprensa após o debate da campanha eleitoral no país.

Era para ser uma simples conferência de imprensa. No entanto, rapidamente tornou-se um comício. O último frente-a-frente entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva, candidatos da segunda volta das eleições à presidência do Brasil, que decorreu na noite de sexta para sábado, não terá corrido bem ao atual presidente. Na conferência de imprensa pós-debate, mostrou-se irritado com os jornalistas e não cumpriu as regras impostas pela Rede Globo. A conferência ficou ainda marcada pela (não) resposta a um jornalista da RTP.

"Você vai repetir e eu vou continuar não entendendo!" - Bolsonaro

A pergunta de Pedro Sá Guerra, correspondente da televisão pública portuguesa, era sobre a política externa brasileira, um tema algo difícil para Bolsonaro: "O senhor falou aqui que tem mantido um bom relacionamento com a comunidade internacional, mas o que é facto é que poucos são os presidentes da comunidade internacional, e sobretudo da Europa, que se têm referido ao Brasil. E quando se referem ao Brasil, referem-se com enorme preocupação em relação ao resultado destas eleições. Eu gostava de saber a sua opinião".

https://youtu.be/rf_6wnICbmQ

Bolsonaro passou ao ataque:

Bolsonaro: Eu não entendi o que você falou....
Guerra: Não entendeu?
Bolsonaro: Se é que entendi...
Guerra: Se quiser, eu repito.
Bolsonaro: Você vai repetir e eu vou continuar não entendendo, 'tá? É que não falo nem espanhol nem portunhol.
Guerra: Eu não falo portunhol!
Bolsonaro: Me desculpa aqui, mas eu não falo!

Mas Bolsonaro acabaria por responder ainda que indiretamente à questão, aludindo à reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos da América Joe Biden e a ligação com outros países: "O mundo árabe fala comigo", assegura.

A conferência de imprensa terminou com Bolsonaro a abandonar o púlpito, depois de uma pergunta de um jornalista do jornal A Folha de São Paulo sobre uma notícia falsa citada pelo candidato durante o debate: "Você tem a moral para me chamar de mentiroso?", disse ao jornalista, antes de se retirar o púlpito

O relacionamento de Bolsonaro com a imprensa sempre foi bastante tortuoso, criticando abertamente os media e os jornalistas quando as notícias não lhe são favoráveis e preferindo usar as redes sociais e meios de comunicação social que são mais próximos do atual governo. A segunda volta das eleições presidenciais acontece este domingo.

18 outubro 2022

Odivelas promove workshop de stand-up comedy

Município de Odivelas
Ação culminará num espetáculo ao vivo

Marco Horácio e Carla Vasconcelos serão os formadores do workshop "O Teu Humor Próprio", uma iniciativa do município de Odivelas.

Em nota enviada à imprensa, a autarquia indica que este workshop se destina a sessenta jovens do concelho "com idades compreendidas entre os 16 e os 35 anos". O objetivo é a criação dum "texto/diálogo de comédia, a ser apresentado num espetáculo, juntamente com o humorista Marco Horácio". O espetáculo deverá acontecer no dia 06 de novembro, às 19h, no Auditório do Mosteiro de Odivelas.

O Workshop decorre nos dias 29 de outubro e 05 de novembro. A participação é totalmente gratuita, sendo necessária inscrição prévia na Casa de Juventude. O último dia para inscrições é 24 de outubro, entre as 10h e as 12h30 e as 14h e as 17h.

TDT: ainda há futuro?

Fran Jacquier/Unsplash
Altice Portugal tem até 09 de dezembro para dizer se quer continuar com a licença.

A Televisão Digital Terrestre (TDT) estreou-se em Portugal em 1998, mas as emissões regulares só arrancaram em 2009. Depois de treze anos, com polémicas, falta de cobertura em diversas zonas, acusações de aproveitamento por parte das operadoras de comunicações e uma grelha pobre quando comparada com outros países, a televisão gratuita pode conhecer um novo episódio... e que pode não ser positivo.

Atualmente, a Altice Portugal é quem detém a licença para fornecer o serviço de TDT em Portugal. A licença foi atribuída em 2008, depois de uma primeira tentativa gorada: o consórcio "Plataforma de Televisão Digital Portuguesa" (PTDP), em que participavam a RTP e SIC. Agora o prazo para o término da licença aproxima-se: será a 09 de dezembro de 2023. E não há certezas se a dona da MEO vai querer quer renovar a licença.

Dezembro é o mês da decisão

É que, segundo nota o Diário de Notícias, a lei refere que o operador é que tem de demonstrar interesse na renovação da licença "com uma antecedência mínima de um ano". Ou seja, até ao próximo dia 09 de dezembro. E há três anos, a empresa manifestou publicamente o desejo de não renovar a licença: "A não renovação da licença após 2023 encontra-se a ser equacionada pela Altice Portugal, sendo, no entanto, o cenário mais provável, tendo presente o quadro incerteza jurídica e de quebra de confiança regulatória que têm marcado o projeto TDT, aguardando que entidades competentes ajam em tempo, percebendo o quanto o regulador está a prejudicar o país", referia uma fonte oficial da Altice Portugal à publicação digital Dinheiro Vivo.

Do lado do Governo, a questão de descontinuidade do serviço de TDT não se coloca. Aliás, o Orçamento de Estado prevê essa continuidade. Mas é omisso à forma de como isto acontecerá. O presidente da Autoridade Nacional para as Comunicações (ANACOM) João Cadete tem defendido que a TDT deve ser disponibilizada por cabo e de forma gratuita para todas as famílias. Em julho, o responsável diz que essa possibilidade "faz todo o sentido" e seria "de interesse quer para as televisões, quer para os consumidores".

A verdade é que se desconhecem números. Apesar da TDT cobrir cem porcento do território nacional, através de sinal terrestre ou de satélite, não se sabe quantos lares acedem a conteúdos televisivos apenas através da TDT. No entanto, os dados da ANACOM divulgados a 07 de setembro mostram que 94,8% das famílias são subscritoras de um serviço de televisão, com 4,4 milhões de clientes ativos no primeiro semestre de 2022. 59% dos clientes recebem televisão através de fibra.

15 outubro 2022

As Humanidades para os Oceanos

"Historiadores marítimos, ambientais e da ciência, arqueólogos, geógrafos, ecocríticos, entre outros investigadores dos campos das humanidades têm abordado as mudanças e desafios sociais e ambientais distantes ou recentes."

"É hoje essencial reconhecer os fundamentos ecológicos e materiais das culturas e sociedades, as suas fontes energéticas e alimentares, as formas de coexistência biológica, e a interdependência entre a humanidade e o mundo não humano, particularmente no que diz respeito ao estudo dos oceanos na sua dimensão temporal.

Historiadores marítimos, ambientais e da ciência, arqueólogos, geógrafos, ecocríticos, entre outros investigadores dos campos das humanidades (filosofia, antropologia, estudos culturais, estudos étnicos e de género, estudos literários, estudos religiosos) têm abordado as mudanças e desafios sociais e ambientais distantes ou recentes – como sejam, as perceções e representações de populações marinhas; formas convergentes ou divergentes de interação com o oceano; trocas, extrações, comércio e consumo; património, memória, práticas.

A investigação atual no âmbito das chamadas ‘Humanidades Azuis’ está a mostrar como a integração de dados históricos acrescenta informação à nossa visão sobre processos oceânicos e práticas humanas em relação aos mares. As sociedades dependeram historicamente e foram moldadas pelos organismos marinhos e seus ecossistemas, através dos quais foram construídas relações a nível ecológico e cultural ao longo de milénios. Estas interações mútuas asseguraram a subsistência dos seres humanos e a capacidade de resiliência das sociedades baseadas numa utilização sustentável dos oceanos, mas também causaram impactos profundos na composição, estrutura e função dos ecossistemas devido à sobre-exploração, conduzindo igualmente a uma degradação do habitat e extinção de espécies. Os níveis pré-industriais de extrações de recursos vivos marinhos estão a ser revelados em cada vez maior detalhe, e revelam impactos maiores do que os anteriormente antecipados.

É fundamental os seres humanos (dos indivíduos às sociedades) como atores ecológicos e os seres não-humanos como agentes históricos, e promover o desenvolvimento integrado do conhecimento sobre os sistemas oceânicos com base nestas premissas. Os quadros inter- e transdisciplinares são essenciais, e os esforços de colaboração entre o meio académico e a sociedade civil, incluindo grupos vulneráveis com conhecimentos ancestrais sobre sistemas oceânicos e costeiros passados, serão decisivos para a nossa compreensão global, inclusiva e equitativa dos sistemas oceânicos integrados de natureza-cultura.

No âmbito de vários projetos e iniciativas globais, nova informação quantitativa apoiada no conhecimento dos fatores ecológicos e culturais e suas consequências, mas também de contextos históricos, será produzida. Esta investigação recorre à análise de fontes históricas escritas, iconográficas e cartográficas para identificação de espécies marinhas e a sua utilização por sociedades humanas. Assim, estes dados globais, em larga escala e de acesso aberto, permitirão ainda a identificação de paradigmas históricos sobre o passado, o estado atual e futuro da saúde e equilíbrio dos oceanos.

A promoção do estudo de sistemas sócio-ecológicos, abordando as dimensões políticas relevantes para uma ciência integrada, trabalhando no sentido de incluir dimensões humanas, transculturais, trans-cronológicas e multidisciplinares, permite o envolvimento com vários intervenientes sociais, nomeadamente no âmbito da Década dos Oceanos. A construção de um mundo mais inclusivo, equitativo, justo e sustentável requer reciprocidade e inclusão entre o meio académico e as diversas comunidades, e entre todas as criaturas que coexistem na biosfera. Assim, dizemos que as humanidades são verdadeiramente relevantes e que é essencial que a investigação deste domínio académico seja reconhecida como tendo um papel central na abordagem à ciência do e para os oceanos, e dos esforços futuros de produção de conhecimento, conservação e literacia para os oceanos."

11 outubro 2022

Morreu Angela Lansbury

Direitos reservados
Atriz tinha 96 anos.

A atriz Angela Lansbury morreu esta terça-feira. A informação foi confirmada pela família.

Nascida em Londres em 1925, notabilizou-se pelo seu papel como "Jessica Fletcher" na série norte-americana "Crime, Disse Ela" (atualmente em exibição no canal FOX Crime Portugal). No entanto, tem uma longa carreira em cinema e teatro musical. Foi também nomeada para três OSCAR, tendo recebido um OSCAR horário pela sua carreira em 2013.

Em nota enviada à imprensa, a família da atriz britânica afirma que Lansbury "morreu em paz enquanto dormia na sua casa em Los Angeles".

Angela Lansbury tinha 96 anos.

Canais transmitem celebrações de Fátima

Diego Grandi
Apenas a Canção Nova Portugal transmitirá a peregrinação mariana na íntegra.

A Peregrinação Aniversária do 13 de outubro, em Fátima, terá transmissão na televisão e na internet. RTP, TVI e Canção Nova Portugal transmitem as celebrações em direto e em diferido, assim como o próprio Santuário que assegura transmissões na internet.

Estações não dedicam especiais às celebrações

Ao contrário de outros anos, os canais apenas dedicarão espaço às celebrações, não estando previstos outros conteúdos. Das três estações, apenas a Canção Nova Portugal transmitirá a Procissão das Velas em direto. A emissão está prevista para as 21h30.

Por seu turno a RTP1 transmitirá a Procissão das Velas em diferido a partir das 00h10. Já a TVI emitirá a cerimónia a partir das 03h05.

Já no dia 13 de maio, todas as estações estarão em direto a partir das 10h, à exceção da Canção Nova Portugal, que inicia a emissão a partir das 08h55.

As cerimónias serão também transmitidas nos canais internacionais RTP África, RTP Internacional e TVI Internacional.

O Santuário também transmitirá as cerimónias na íntegra no site e no YouTube.

Cientistas da Universidade de Coimbra estudam o efeito do aquecimento global na Serra da Estrela

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"É preciso ter em conta o padrão sazonal das alterações climáticas para entender os efeitos na diversidade e funcionamento dos ecossistemas"refere a investigadora Susana Rodríguez Echeverría

O aquecimento global tem impacto nas principais espécies de arbustos existentes na Serra da Estrela e no crescimento das pastagens da região, indicam os primeiros resultados do projeto de investigação ESTRELA, liderado por uma equipa da Universidade de Coimbra (UC).

O projeto “ESTRELA - Efeito do aquecimento global na diversidade e funcionamento dos ecossistemas alpinos da Serra da Estrela” é coordenado por Susana Rodríguez Echeverría, Cristina Nabais e Marta Correia, do Centro de Ecologia Funcional do Departamento de Ciências da Vida, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), e tem como parceiro o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) da Câmara Municipal de Seia. Conta ainda com o apoio do Geoparque Estrela e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O objetivo é estudar o efeito do aquecimento global, um fator primário das alterações climáticas, no funcionamento e diversidade dos ecossistemas do planalto superior da Serra da Estrela, especialmente nas comunidades de arbustos e nos cervunais (pastagens onde predomina o cervum, uma planta da família das gramíneas que nasce de forma espontânea na Serra da Estrela).

As coordenadoras do projeto, iniciado em 2020, explicam que o seu trabalho se tem focado no estudo dos «anéis de crescimento do zimbro (Juniperus communis ssp alpina), e do piorno (Cytisus oromediterraneus), espécies típicas da alta montanha na Península Ibérica e que em Portugal aparecem quase exclusivamente na Serra da Estrela».

Os resultados obtidos até agora indicam «um maior crescimento destes arbustos (zimbro e piorno) nos últimos anos devido ao aumento de temperatura mínima na primavera e no outono, que resulta numa estação de crescimento mais longa», relata Susana Rodríguez Echeverría, esclarecendo que, ainda assim, «existem diferenças entre as espécies. O zimbro começa a crescer antes devido ao aumento de temperatura na primavera, enquanto o piorno não responde à temperatura da primavera, mas atrasa o fim do crescimento pelo aumento de temperatura no outono. Já o aumento da temperatura mínima no verão e a diminuição da precipitação no inverno têm um efeito negativo apenas no crescimento do zimbro».

Isto significa, acrescenta a investigadora do Centro de Ecologia Funcional da FCTUC, que «é preciso ter em conta o padrão sazonal das alterações climáticas para entender os efeitos na diversidade e funcionamento dos ecossistemas».

A equipa está também a realizar um estudo experimental de manipulação da temperatura em cinco cervunais, tendo já comprovado que «o aumento de temperatura leva a um maior crescimento das pastagens, mas que depende da disponibilidade de água e das condições do solo. Ainda está em estudo se este rápido crescimento, em resposta a temperaturas mais altas, afeta a qualidade nutritiva destas pastagens», revela Susana Rodríguez Echeverría.

A investigadora refere ainda que, além da rápida resposta destas espécies vegetais ao aquecimento, a equipa tem observado «a necessidade de realizar a monitorização das condições climáticas a pequena escala em paralelo a estudos ecológicos que permitam uma melhor inferência das respostas dos ecossistemas ao clima», salientando que «há poucos estudos ecológicos e funcionais na Serra da Estrela, e os dados fornecidos pelo observatório das Penhas Douradas ou pelos modelos climáticos atuais não conseguem recolher a diversidade de topoclimas e microclimas na Estrela».

O projeto ESTRELA é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) através de fundos nacionais (PIDDAC).

10 outubro 2022

"Vidro Azul" celebra vigésimo aniversário

SBSR.fm
Mítico programa de rádio tem programa de comemorações que arranca esta segunda

"São 20 anos de muitas canções de texturas noturnas e melancólicas que Ricardo Mariano tem dado a conhecer, ao mesmo tempo que a paixão pela arte de fazer rádio, tem contribuído para a longevidade do programa". É desta forma que a rádio SBSR anuncia o programa de celebração do vigésimo aniversário do programa "Vidro Azul" .

As comemorações arrancam esta segunda-feira na antena da rádio da promotora Música no Coração com uma emissão diária a partir das 21h, com depoimentos e atuações em direto. As emissões diárias prolongam-se até ao dia 14 de outubro, data em que acontece a festa de aniversário no clube noturno "Incógnito", em Lisboa. A festa terá um dj set do Ricardo Mariano, além de diversos convidados.

Surgido em outubro de 2022 na Rádio Universidade de Coimbra, "Vidro Azul" tornou-se um dos programas de música mais descarregados em Portugal. Além da RUC, o programa mantém-se na grelha da SBSR e na Rádio Universitária do Minho.

Podcast "Dias Úteis" vai ter segunda temporada

Divulgação
Novos episódios mantêm "receita" de duração curta para "democratizar o acesso à leitura".

"Um poema para quem acha que não tem tempo de ler". Este é o mote do podcast "Dias Úteis", um projeto da Associação de Ideias e que vai ter uma segunda temporada.

O primeiro episódio do podcast surgiu a 21 de março de 2021 (dia mundial da Poesia) e, desde aí, já foram disponibilizados mais de quatrocentos episódios, de entre um e três minutos. Numa nota enviada às redações, o mentor do projeto Filipe Lopes diz que a duração de cada episódio é a "certa para escutar entre o transporte e o emprego, ou até enquanto se escova os dentes".

Disponibilizado de segunda a sexta às 07h, cada episódio de "Dias Úteis" traz leituras de poemas, textos em prosa poética ou excertos de contos ou romances. "Com o podcast Dias Úteis pretende-se democratizar o acesso à leitura", esclarece a associação, acrescentando que a segunda temporada vai manter o objetivo, além de "alguns episódios extra com questões a escritores e outros artistas e uma maior quantidade de textos registados com públicos mais jovens", através do trabalho desenvolvido junto de "escolas secundárias nacionais, mas também com alunos de Língua Portuguesa do Instituto Camões por todo o mundo". No entanto, a associação frisa que o podcast "é produzido de forma independente e sem qualquer tipo de apoios financeiros ou patrocínios, num espírito de missão em prol da divulgação da cultura e da literatura", frisa

A nova temporada vai estrear no próximo dia 17 de outubro na página do podcast e nas principais plataformas de streaming.

04 outubro 2022

Centro Colombo recebe exposição "Art Box"

Divulgação
Obras de quinze artistas são produzidas em realidade virtual.

Uma exposição que é também uma experiência imersiva. Este é o conceito de "Art Box", uma iniciativa que estará patente no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, até 15 de outubro.

Segundo o centro comercial gerido pela Sonae Sierra, a exposição agrupa obras de arte contemporânea produzidas em realidade virtual de mais de quinze artistas: "Num formato disruptivo, no qual o espaço da Praça Central dos Navegantes ganha novas dimensões, os visitantes são convidados a descobrir um espetáculo virtual imersivo onde as pinturas saem das molduras e é permitido tocar nas obras de arte", descreve o centro comercial.

O espetáculo, produzido pelas Galerias de São Rafael, surge das Open Call promovidas pela gestora: "mostra que os centros são espaços que proporcionam várias experiências que vão muito além das compras", reforça o centro comercial.

A entrada é totalmente gratuita.

TVCine lança especial de documentários sobre arte e cultura

Direitos reservados
Documentários serão emitidos ao longo do mês de outubro

As sextas-feiras do mês de outubro são dedicadas à arte nas suas variadas vertentes. Este é objetivo do canal TVCine Edition que criou um especial de documentários que arranca já a 07 de outubro. Ao todo, serão quatro documentários exibidos, sendo um deles produzido em Portugal.

O ciclo arranca com a estreia em Portugal do documentário "Not For Resale", de Kevin J. James, que "examina a mudança radical na indústria dos videojogos que se dá com a transição para a distribuição digital", seguindo-se os documentários "The Challenge - O Voo do Falcão" (14 de outubro) e "Jane por Charlotte" (21 de outubro). O ciclo encerra a 28 de outubro com "Um Corpo que Dança - Ballet Gulbenkian 1965-2005", um documentário de Marco Martins que "oferece uma proposta para a história do corpo a partir do percurso de uma das maiores companhias de dança portuguesas do século XX", usando "imagens de arquivo inéditas e entrevistas a vários criadores e bailarinos".

Todos os documentários serão emitidos a partir das 22h, ficando disponíveis após exibição no serviço de streaming TVCine+.

03 outubro 2022

Amazon Prime Video estreia "Jogo da Corrupção" em novembro

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Plataforma divulgou posters e data de estreia

Albano Jerónimo é um dos elementos do elenco da segunda temporada de "El Presidente", série da Amazon Prime Video, que adotará o nome de "Jogo da Corrupção".

Ao todo, serão oito episódios que ficarão disponíveis para os mais de duzentos mercados onde a plataforma está disponível, sendo que o primeiro episódio ficará disponível a 04 de novembro.

A série é "uma versão satírica dos bastidores da corrupção no mundo do futebol, e mostra as origens da transformação da FIFA de uma simples organização desportiva numa potência comercial e política. No centro da história está o ex-presidente da FIFA, João Havelange, o improvável forasteiro brasileiro que roubou o poder aos europeus e manteve o controle da organização durante quase três décadas", refere a plataforma.

Além de Jerónimo, a série conta com Eduardo Moscovis, Maria Fernanda Cândido e Andrés Parra no elenco.

Museu da Região Flaviense comemora centenário

Município de Chaves
Eventos são de entrada gratuita, mas sujeitos a marcação prévia.

O município de Chaves vai assinalar o centenário da criação do Museu da Região Flaviense com um concerto, uma exposição e uma tertúlia. Os eventos acontecem no dia 06 de outubro.

O programa arranca às 17h, no Museu da Região Flaviense, com a inauguração da exposição "100 Anos de Museu numa cidade BiMilenar", que reúne "os últimos achados arqueológicos, os arcanus das civilizações que nos precederam. A exposição promove um percurso que integra períodos desde a pré-história até ao séc. XX, através da visualização de epígrafes, esculturas, peças arqueológicas e multimédia", refere o município. A mostra estará patente até abril de 2023. Às 18h, haverá a Tertúlia "Museu de Ontem, de Hoje e de Amanhã", onde alguns "oradores convidados" vão "explorar a temática partindo da publicação em Diário de Governo de 06 de outubro de 1922, do Decreto n.º 8410, que determinou a criação do primeiro Museu Regional de Chaves".

À noite, a partir das 21h30, as comemorações encerram com um concerto da fadista Gisela João. O espetáculo acontece no Pavilhão Expoflávia, sendo de entrada gratuita, mas com levantamento prévio de bilhete.

"Nova Arcada" recebe exposição de campanhas marcantes da APAV

Divulgação
Mostra pretende "reforçar o trabalho" desenvolvido pela associação há mais de trinta anos.

São cartazes que mostram o trabalho desenvolvido pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), mas serve também para sensibilizar "para o que pode e deve ser feito no caso de ser necessário reportar alguma situação abusiva". Este é o mote da "Exposição APAV pelos Direitos das Vítimas" que arrancou esta segunda-feira no centro comercial Nova Arcada, em Braga.

Segundo o centro comercial gerido pela Sonae Sierra, a exposição reúne "uma cuidada seleção das campanhas mais emblemáticas" da associação: "Há mais de trinta anos que a APAV faz um trabalho que vai além da proteção das vítimas no terreno e chama a atenção da sociedade civil para temas como a violência doméstica, o abandono de idosos, a ciberviolência e o bullying", frisa.

A exposição estará patente na Praça Central do centro comercial, no piso 0, até ao dia 21 de outubro.

Vodafone compra NOWO

Direitos reservados
Negócio está sujeito a análise por parte dos reguladores de mercado.

A Vodafone Portugal entrou em acordo com a detentora da NOWO Communications, a Cabonitel S.A.., para adquirir a operadora. O anúncio aconteceu na passada sexta-feira.

Em comunicado enviado às redações, a Vodafone Portugal diz que a compra "vem reforçar a sua competitividade no mercado, dotando-a de maior escala e de maior cobertura, com benefícios para os atuais e para os futuros clientes, bem como para o setor", além de que criará "condições para investimentos mais eficientes em redes de conectividade de elevado débito, bem como no desenvolvimento de produtos e serviços inovadores".

O CEO da Vodafone Portugal Mário Vaz acrescenta que que "a aquisição da NOWO irá permitir à Vodafone aumentar a sua base de clientes, bem como a sua cobertura de rede fixa. A futura modernização da rede adquirida para a nova geração de fibra ótica irá beneficiar os atuais e futuros utilizadores, ao garantir a qualidade e a resiliência acrescida desta infraestrutura",frisa.

O negócio está ainda sujeito ao crivo do regulador do mercado, sendo expectável que fique concluído no primeiro trimestre de 2023.

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