
A atividade redatorial regressa no próximo dia 03 de janeiro, terça-feira.
Até lá, celebra a entrada no novo ano! A equipa d'o largo deseja-te um bom 2023!

A atividade redatorial regressa no próximo dia 03 de janeiro, terça-feira.
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As investigações de Elliot Stabler e a sua equipa estão de regresso ao canal TVCine Action: a estreia da terceira temporada de "Law & Order: Organized Crime" acontece já na próxima terça-feira, 03 de janeiro.
O primeiro episódio marca um momento histórico na série produzida por Dick Wolf: "Pela primeira vez na história do franchise, as três equipas trabalham em conjunto para resolver um caso", refere a estação, acrescentando que o caso envolve o homicídio duma jovem "em plena luz do dia" e que "está na realidade ligado a um caso importante que a Unidade de Crime Organizado tem vindo a investigar há algum tempo". Entretanto, Stabler (Christopher Meloni) regressa à polícia de Nova Iorque, "após uma década fora e tem de reconstruir a sua vida após uma devastadora perda pessoal".
Além de Meloni, o elenco conta com Danielle Moné Truitt, Ainsley Seiger, Brent Antonello e Rick Gonzalez.
A série vai para o ar a partir das 22h20, sendo que todos os episódios serão emitidos às terças-feiras e disponibilizados de seguida no serviço de streaming TVCine+.

Uma equipa de reportagem da TVI e da CNN Portugal foi agredida esta sexta-feira em Brasília, Brasil, por apoiantes de Jair Bolsonaro.
Os profissionais estavam em reportagem e foram agredidos quando chegaram junto dum dos acampamentos de apoiantes do presidente brasileiro cessante: "Eu só fiz uma pergunta simples. "O que está a acontecer aqui? Podem-me explicar?", contou o jornalista e comentador Nelson Garrone, durante uma intervenção em direto no noticiário "Agora CNN" da CNN Portugal, acrescentando que acreditava que, "como não estava ao serviço da imprensa brasileira, não haveria qualquer hostilidade".
Garrone acrescentou que o atiraram ao chão, tendo feito um "pequeno corte" no braço. Além disso, os apoiantes terão arremessado água e uma pedra. O repórter de imagem e um assistente local foram também agredidos. Elementos do exército acabaram por proteger a equipa, tendo mesmo chegado a escoltar os três elementos até a um carro militar. Em declarações ao jornal brasileiro Estadão, Garrone acrescentou que "rolou gás pimenta" disparado pelo exército.
"Foi realmente um momento muito tenso", sublinhou.
A agressão foi alvo de um grande destaque na CNN Brasil. Classificando as agressões como mais um "ataque à imprensa", o debate incluiu um debate sobre a situação dos jornalistas durante o governo do Bolsonaro:
O jornalista Nelson Garrone foi destacado para cobrir a tomada de posse de Lula da Silva como presidente do Brasil, no próximo domingo. O presidente cessante Jair Bolsonaro perdeu a segunda volta das eleições realizadas no passado mês de outubro e não vai estar presente na cerimónia: segundo a imprensa, viajou para os Estados Unidos da América a conselho dos seus advogados.

Todos os dias utilizamos passwords para acesso aos mais variados serviços ou aplicações. Uma password, senha, palavra-chave ou passe serve para aceder a estes serviços através de autenticação fidedigna de identidade e garantia pessoal de acesso. Estas são por norma privadas para o utilizador e devem ser bem salvaguardadas para evitar roubos de identidade e fraudes de identidade.
A salvaguarda de uma password começa logo na sua criação. Ao gerar a sua senha, o utilizador deve ler atentamente as regras de formulação da mesma. Esta deve ser tão complexa quanto a criticidade do serviço a que se destina. Pode usar uma palavra-chave fraca para aceder ao site de um jornal, mas é evidente que a palavra-chave que usa para o seu mail deve garantir maior segurança e a que usa para consultar ou movimentar a sua conta bancária deve ter uma complexidade ainda mais elevada.
Um cuidado a ter na criação de uma boa palavra-chave é o de não usar elementos pessoais associados a si ou conhecidos por mais pessoas que não o próprio, tais como: datas de nascimento, partes do nome e apelidos, morada, números de identidade, contribuinte, etc. É relativamente fácil obter esta informação a respeito de qualquer pessoa e testá-la em seguida como senha de acesso em qualquer serviço possivelmente subscrito pelo utilizador.
De evitar são ainda senhas criadas com a proximidade entre caracteres no teclado, como “QwerTAsdfG”. Para além de serem já conhecidas, estas senhas são facilmente observáveis no momento da digitação. Para reforçar a proteção contra ataques conhecidos, aconselha-se a utilização do comprimento máximo admissível para senhas, definido pelo sistema de autenticação em causa e desaconselha-se a utilização de palavras encontradas em listas ou dicionários de língua portuguesa ou estrangeira.
Formular uma palavra-chave segura requer imaginação. Por um lado esta deve ser facilmente memorizável, por outro, deve ser difícil de adivinhar por terceiros. Uma forma de aumentar a robustez da senha é a combinação não sequencial de letras, números e símbolos Existem algumas dicas que podem ajudar a criar uma senha forte. Uma metodologia possível será identificar uma frase que lhe seja fácil de lembrar; Exemplo: “criar password forte em três passos para melhorar a segurança”. De seguida utilizar na sua password a primeira letra de cada palavra: “CPFETPPMAS”.
Finalmente poderá ainda substituir letras maiúsculas por minúsculas e letras por números e símbolos: “cPFe3ppm@s”.

A cantora portuguesa Linda de Suza morreu na manhã desta quarta-feira. A notícia foi avançada na página oficial da artista no Facebook.
Na curta nota, o filho da artista e o agente indicam que a artista faleceu depois de ter sido transferida de urgência para o hospital de Gisors, na Normandia, França, durante a madrugada, após uma insuficiência respiratória e um teste positivo à COVID-19.
Nascida em Beringuel, Beja, Linda de Suza é o nome artístico de Teolinda Joaquina de Sousa Lança. Conhecida por vários êxitos como "Um Português" ou "Le Fille De Tous Le Pays" e por versões de músicas tradicionais portuguesas como "Ó Malhão Malhão" ou "Tiroli-Tirola", a artista fez grande parte da sua carreira em França. Em 2015, edita a coletânea "20 Canções" que junta os grandes êxitos da carreira.
Linda de Suza tinha 74 anos.

A quarta temporada da série "FBI: Most Wanted" vai estrear esta quarta-feira, 28 de dezembro, no canal TVCine Action. Com um novo líder, a equipa de elite volta aos ecrãs do canal temático e há "novas doses semanais de adrenalina e casos por resolver".
A nova temporada encontra o novo líder daquela força especial do FBI: "A equipa de FBI: Most Wanted encontra nova força após o desaparecimento de Jess LaCroix na figura do Agente Especial Supervisor Remy Scott (Dylan McDermott), que iniciou a sua carreira no FBI de Nova Iorque antes de se destacar em Filadélfia e Las Vegas", refere a estação em nota enviada à imprensa, acrescentando que o primeiro episódio "arranca com um caso que envolve o assassinato de uma família num motel da Geórgia, com suspeita de ligações ao tráfico de armas".
Além de McDermott, Roxy Sternberg, Keisha Castle-Hughes, Alexa Davalos e Edwin Hodge protagonizam a série produzida por Dick Wolf.
A estreia acontece a partir das 22h10, sendo que novos episódios serão emitidos sempre às quartas-feiras.

A revista de poesia NERVO - Colectivo de Poesia vai editar uma nova edição para os meses de janeiro a abril.
Em nota enviada às redações, a revista indica que a edição dezassete contará com participações de Daniel Jonas, Eduarda Chiote, João Carlos Nunes e Regina Guimarães, Vítor Ferreira, entre outros autores.
A nova edição da revista será publicada a 02 de janeiro de 2023 e será a primeira das três edições anuais que a NERVO publica.
A NERVO foi lançada em janeiro de 2018. Assumindo-se como uma publicação independente, publica poesia contemporânea e textos de diversos estilos literários, além de trabalho gráficos de diferentes artistas plásticos.

A atividade editorial regressa no próximo dia 26 de dezembro, segunda-feira.
Até lá, celebra esta quadra: partilha o teu Natal. A equipa d'o largo. deseja-te boas festas.

O grupo brasileiro Barões da Pisadinha vão passar por Portugal, com dois concertos agendados para o próximo ano. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira pela promotora Vibes & Beats.
A banda, que é um fenómeno na internet, vai atuar no Super Bock Arena, Porto, no dia 17 de março, e no Campo Pequeno, Lisboa, no dia 18 de março.
Em nota enviada à imprensa, a promotora promete "duas noites memoráveis de festa pura brasileira": "Sucesso como "Esquema Preferido", "Recarei", "Senta Danada", "Tá Rocheda" são sucessos de streaming e visualizações nas plataformas digitais que colocaram o estilo piseiro nos quatro cantos do mundo", acrescenta.
Os bilhetes já estão à venda.

Há três novos nomes para a vigésima sétima edição do Super Bock Super Rock. As novidades foram divulgadas ao início da manha desta quinta-feira pela promotora Música no Coração.
Franz Ferdinand (13 de julho, palco Super Bock), James Murphy em formato Dj Set (13 de julho, palco Super Bock) e Sampa The Great (14 de julho, palco 2) são os nomes que se juntam ao já anunciados The 1975, L’Impératrice e Black Country, New Road.
"A paisagem do Meco, cenário para tantos momentos de partilha na história do Festival, volta a contar com a banda sonora da música mais autêntica do momento", garante a promotora, depois do anunciado regresso do festival à Herdade do Cabeço da Flauta, em Sesimbra. Recorde-se que, na edição deste ano, o festival teve de mudar de local em apenas dois dias, devido ao estado de contingência declarado, na altura, pelo Governo devido ao risco de incêndio, passando para a zona do Parque das Nações, em Lisboa.
O festival decorre de 13 a 15 de julho. Os bilhetes já estão à venda.

A produtora Música no Coração anunciou os primeiros nomes para a vigésima quinta edição do festival MEO Sudoeste. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira.
David Guetta, Niall Horan e Ivandro são as primeiras confirmações do Palco MEO. Enquanto David Guetta e Niall Horan atuam no primeiro dia do festival (09 de agosto), Ivandro atua no último dia (12 de agosto).
"Esta será uma semana para celebrar 25 edições plenas de história e de estórias que marcam a juventude de gerações desde a primeira edição em 1997: amigos, praia, campismo, um ambiente que não se esquece ao som da banda sonora perfeita com melhor música de cada momento", frisa a promotora, acrescentando que a escolha dos três artistas parece "materializar a história e o espírito do Festival".
O MEO Sudoeste acontece de 09 a 12 de agosto, sendo que a abertura do campismo está agendada para o dia 05 de agosto. Os bilhetes já estão à venda.

O programa do chef Henrique Sá Pessoa está de regresso ao 24Kitchen. O canal da The Walt Disney Portugal anunciou novos episódios da série gastronómica "Comtradição Pelo Mundo" a começarem a ser emitidos já a partir de 02 de janeiro.
Os novos episódios estarão "focados nas mais diversas gastronomias do mundo, com receitas novas, exóticas e inspiradoras, que o Chef se propõe a recriar, sempre com o seu toque original", descreve a estação, acrescentando que Sá Pessoa se propõe a levar o espetador "numa viagem única de degustação de sabores pela Indonésia, Coreia do Sul, Austrália, e outros países que marcaram o seu percurso profissional, com receitas fáceis de preparar e igualmente deliciosas".
A estreia acontece a partir das 21h. Já os novos episódios serão emitidos de segunda a sexta, às 15h e às 21h.

Estreou no Teatro Italiano em Paris, em França, em 1825. Quase duzentos anos depois, um elenco nacional leva a cena no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. "Il Viaggio a Reims" (em português, "A Viagem a Reims") é a proposta para os dias 29 e 30 de dezembro.
Além do elenco, a ópera de Rossini contará com a Orquestra de Câmara Portuguesa e de um Coro Participativo com mais de trinta elementos.
Estreada por altura da coroação do rei Carlos X de França, a peça reuniu um enorme elenco: "Nunca ninguém tinha composto uma ópera para um tal conjunto de grandes cantores, verdadeiro fogo-de-artifício vocal e autêntica apoteose do bel-canto", refere o CCB em nota enviada à imprensa.
"Il Viaggio a Reims" resulta duma produção entre a Égide - Associação Portuguesa das Artes e o CCB.
Cada sessão terá início às 19h.
[powerkit_collapsibles]
[powerkit_collapsible title="Ficha artística"]
Música de Gioachino Rossini (1792-1868)
Libreto de Luigi Balocchi (1766-1832)
Orquestra de Câmara Portuguesa
Coro Participativo
Elenco

Um livro para as mais de duas mil crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo do concelho. É mote da oferta natalícia do município da Marinha Grande, que distribuiu vouchers a todas as crianças do concelho, para que possam levantar um livro até 24 de dezembro.
Todas as crianças que frequentam o ensino público, cooperativo ou privado podem, assim, receber um dos livros "Pig, O Pug" ou "Pig, o Pug Maroto" de Aaron Blabey (Bertrand Editora, 2022), se for aluno do pré-escolar, ou o livro "Os irmãos Stephens e o vidro na Marinha Grande" de Mafalda Brito (Barca do Inferno, 2022), se for aluno do primeiro ciclo. Este último resultou de uma encomenda do próprio município, no âmbito do Ano Internacional do Vidro.
A iniciativa é uma ação de câmara municipal, "como forma de promoção da leitura e da cultura". A troca do voucher pelo livro decorre até 24 de dezembro, na "Casa do Pai Natal", na Praça Stephens, em frente à câmara municipal.

É a nova comédia original da plataforma de streaming Disney+: "Extraordinária" chega na íntegra a 25 de janeiro e já tem trailer oficial.
Passado num mundo em que todos ganham superpoderes quando fazem dezoito anos, a história centra-se em Jen, cujo poder, aos vente e cinco anos, ainda não chegou: "Como se fosse uma lagarta rodeada de borboletas, Jen sente-se incapaz de seguir em frente, presa num emprego sem saída numa loja de festas e com encontros amorosos ocasionais com Luke, um jovem pouco fiável com a irritante e interessante capacidade de voar", descreve a Walt Disney Portugal, acrescentando que Jen "nem sequer tem exigências quanto ao que pode ser: supervelocidade? Olhos a laser? A capacidade de ligar uma tomada USB na posição correta à primeira tentativa? Ela aceita qualquer coisa". No entanto, Jen pode contar com Carrie, a sua melhor amiga desde a escola, cujo poder é comunicar com os mortos. "Esta é uma comédia fresca e inovadora sobre ser jovem e encontrar o seu lugar num mundo confuso, quando apenas se consegue ser 'normal'", descreve a gigante de entretenimento.
A série de oito episódios foi escrita por Emma Moran e conta com Máiréad Tyers, Sofia Oxenham, Bilal Hasna e Luke Rollason no elenco.
Esta será a nova aposta britânica no serviço de streaming depois da comédia "Época de Casamentos" e da série documental "Salvem a nossa equipa com David Beckham": "A equipa de Conteúdos e Operações Internacionais da Disney continua a trabalhar com excelentes criadores e produtores premium como parte do compromisso da empresa em procurar, desenvolver e produzir produções originais de alta qualidade de todo o mundo", frisa a plataforma.
Vê o trailer:

Vinte e quatro presépios do artista maiato José Moreira da Silva estão em exposição no centro comercial MaiaShopping ao longo de toda a época natalícia.
Distribuída pelo centro, a mostra inclui um conjunto de peças fabricadas "de forma artesanal" e que, pela primeira vez, estarão disponíveis ao público: "Construídos ao longo dos últimos 9 anos, todos os presépios são feitos a partir de materiais reciclados ou recicláveis, muitas vezes encontrados nas viagens feitas pelo artista e que ganham uma nova vida nestas peças únicas", descreve o centro comercial, acrescentando que alguns presépios demoraram "mais de dois anos a estarem terminados".
Inserido numa estratégia de apoio à "produção artística local", a exposição permite "proporcionar aos nossos visitantes experiências culturais únicas", diz Emanuel Lemos, diretor do MaiaShopping, acrescentando que "é com orgulho que convidamos todos os nossos visitantes a virem conhecer as obras deste artista".
A exposição está divide-se em dois locais: a grande maioria das peças estão expostas na "Loja com Arte", no piso 2, e as restantes estão junto às lojas C&A e Worten, no piso 1.
A obra de José Moreira da Silva pode ser conhecida até ao dia 08 de janeiro, no horário habitual de funcionamento do centro comercial.

Ambientado na II Guerra Mundial, o filme "Operação Secreta" vai estrear no canal TVCine Top já esta sexta-feira, 23 de dezembro.
Com Colin Firth e Matthew Macfadyen, o filme conta a história verídica sobre uma das maiores operações militares da história: "Os Aliados planeiam invadir a Europa continental em 1943, mas enfrentam um desafio que parece impossível: proteger uma gigantesca força de invasão de um potencial massacre", descreve o canal, acrescentando que caberá a "dois notáveis agentes dos serviços secretos, Ewen Montagu e Charles Cholmondeley, com a ajuda do jovem Ian Fleming, a tarefa de delinear a estratégia de desinformação mais inspirada e improvável da guerra, utilizando o mais inverosímil agente secreto: um cadáver".
Kelly Macdonald, Penelope Wilton, Johnny Flynn e Jason Isaacs também fazem parte do elenco deste filme dos mesmos produtores de "O Discurso do Rei".
"Operação Secreta" será emitido a partir das 21h30, sendo depois disponibilizado no serviço de streaming TVCine+.
Vê o trailer:

O Natal, em todos os países do mundo onde é celebrado, constitui um tema interminável. Quantas antologias recolheram textos de poetas, escritores e dramaturgos que, ao longo dos séculos, se pronunciaram acerca de todas as motivações do Natal? Mas em nenhuma antologia de língua portuguesa existe a breve evocação de Manuel Teixeira Gomes (1860-1941) que só com as palavras necessárias construiu o cenário para sintetizar os sentimentos mais profundos que emergem nesta quadra do ano.
Retomo o tema com alguns desenvolvimentos. A presença literária de Teixeira Gomes ficou, muitas vezes, ofuscada pela militância partidária para a implantação da República (1910); o desempenho da carreira diplomática, (1911 – 1923), no período trágico da Iª Guerra Mundial, à frente da embaixada de Portugal em Londres e, entre 1923 a 1925, o exercício da Presidência da República, repleto de conflitos nacionais e internacionais.
Enquanto Chefe de Estado, enfrentou crises partidárias e militares que desencadearam sucessivas quedas e substituições de governos. Procurou a reconciliação da classe política e das Forças Armadas. Perante o impasse, a agitação e a insegurança, no dia 10 de Dezembro de 1925, apresentou a demissão. Meses depois, o Exército implantava a ditadura militar e entregou, depois, o poder a Salazar para outra ditadura. O regime durou quase meio século. Até ao 25 de Abril de 1974.
Triste, amargurado, desiludido, Teixeira Gomes (proprietário abastado e lavrador rural do Algarve) resolveu, então, viajar de país em país. Foi o que
chamou «a grande Primavera da Liberdade”. Transformado num cidadão anónimo, avançou para o Mediterrâneo. Apetecia-lhe voltar aos museus, às catedrais, aos palácios, aos jardins. Ver e rever, sem pressa, monumentos e paisagens. Usufruir os acasos do espetáculo humano das ruas. A curiosidade insaciável associada à energia física levaram-no, finalmente, à aventura da descoberta do Norte de África. Fazia «cerca de dez quilómetros de marcha diária, caminhadas sem fim até ao salutar cansaço que prepara os sonos profundos de onde se ressurge mais rijo e satisfeito”. Mas ao acentuar-se o envelhecimento mudou, por completo, a vida que levava ao ar livre para – é melhor citá-lo – continuar «saudável, próspero e feliz como um deus que regressou do Olimpo».
A reta final decorreu em Bougie, atualmente Bejaia. Tive a honra de ter sido convidado pelo Presidente Jorge Sampaio – no último dia do exercício do segundo mandato -- para ser o orador quando ali foi colocado um monumento à memória de Teixeira Gomes, da autoria da escultora Irene Vilar. Teixeira Gomes em Bougie morou no pequeno Hotel l’Etoile que possuía o conforto indispensável. O quarto tinha (e tem) o número 13 e uma janela para o mar. A vista abrange a cordilheira de Kabila, sempre coberta de neve. Passou a consagrar-se, em tempo inteiro, à escrita. Com uma disciplina diária, de 1931 a 1941, entre os 70 e os 80 anos, na idade em que todos acabam, retomou criação literária.
Colaborava em jornais e revistas de oposição à ditadura. Reeditava livros que lhe deram renome intelectual. Publicava novos livros, que tiveram o maior êxito, provocaram surpresa e causaram escândalo literário e político, tais como Maria Adelaide e Novelas Eróticas. Permanecia na íntegra o homem rebelde, insatisfeito, frontal, aberto ao mundo, «com todos os sentidos despertos» – assim se definiu – «para glorificar o esplendor da luz e para divinizar quantas maravilhas ela nos revela, desde o cristal das fontes, que fecundam a terra sequiosa, até ao corpo humano, carne ambulante e sensual, onde se encerra e se propaga a essência da razão e do amor». Ambos os livros foram condenados pela Igreja, proibidos pela Censura e confiscados pela PIDE.
Teixeira Gomes, num dos seus últimos livros, com o título simbólico Regressos, reuniu textos acerca das muitas viagens que fizera para descobrir
Portugal. Conhecer as terras e os tesouros que as colocaram no mapa e onde, também, exalta a língua portuguesa e a sua projeção no Brasil. Em todas as circunstâncias é um livro notável. Assim o referiu: «tento agora escrever e provavelmente nunca terminarei este livro». «São as impressões» – esclareceu Teixeira Gomes -- «mais remotas da mocidade (ou as primeiras impressões de paisagens e monumentos revistos pela vida fora), colhidas no meu país, e lembradas longe dele, não podia deixar de incluir algumas páginas consagradas à minha terra natal. Como ali faltam os monumentos, diligenciarei evocá-la em paisagens».
É o caso do pequeno grande texto que transcrevemos na integra: «Natal: noite de levante frígido, anavalhado. Sobre a ponte. A lua espelha-se na água com um verde pálido, cuja vista dá acidez ao vento. O rio, em Ferragudo e na pequena enseada do Convento, coalhado de caíques arribados, que ardem todos com as chamas levantadas sobre o convés pelas “campanhas” que preparam a ceia. Céu desmaiado, sem estrelas, com o luar a escorrer como um líquido sobre vidro …»
Só isto. Um barco na enseada e os pescadores que foram parar ao Algarve, a acenderem o lume para a ceia. Teixeira Gomes recordava o que vira, próximo da sua casa em Portimão, entre o rio e o mar, entre o Arade e o Atlântico que já é quase Mediterrâneo. Deixara o resto para a imaginação de qualquer um de nós. Tudo coube em muito poucas palavras. Os pescadores não esqueciam naufrágios e outras fatalidades no alto mar e, sobretudo, a família em casa, em redor da mesa da consoada.
Era o diálogo entre todos os que passaram pelas suas vidas. Falavam uns com os outros. Ou recolhiam-se em silêncios. Uns breves. Outros prolongados e sufocantes. Surgiam os que partiram e já não voltam mais. E os que se encontravam longe e deviam estar perto. Os mortos e os vivos. As horas tristes e as horas alegres. Bastou dizer que era noite. E dizer apenas que também era Natal.

A cantora portuguesa Claudisabel morreu esta segunda-feira. A informação foi confirmada pela editora Nucafé Records na página oficial da artista na rede social Facebook.
Num curto comunicado, a editora refere que a artista morreu "após um acidente automóvel": "A sua voz, alegria e frontalidade que a caracterizam deixam mais pobres a música portuguesa e todos que tiveram a oportunidade de a conhecer e privar com ela", acrescenta.
Segundo a CNN Portugal, refere que a cantora esteve envolvida num acidente na A2, na madrugada desta segunda-feira. Doze viaturas e vinte e quatro operacionais estiveram envolvidos no socorro. Houve ainda um ferido a registar.
Claudiaisabel nasceu em 1982, acabando por lançar o seu primeiro disco em 1995, com o título "Dizias Tu, Pensava Eu" (País Real Produções, 1995). "Não Vou Voltar A Chorar", "Preciso D'Um Herói" ou "Super Apaixonada" são alguns dos maiores êxitos da artista. Em 2010, participou no Festival da Canção, com o tema "Contra Tudo E Todos". Tinha 40 anos.

Lançado em agosto, o livro "Tamem Digo - Uma história de Migrações" (Officina Noctua, 2022) é apresentado em Vila Real já esta segunda-feira, dia 19. A sessão, que conta com a presença do autor Jorge Pinto, acontece na livraria Traga-Mundos.
O livro fala sobre a avó do autor: "A Maria do Carmo, a Avó Carmo, foi e é uma mulher como tantas outras, com uma vida que poderia ter sido a das vossas avós, das vossas mães ou das vossas irmãs", refere na nota enviada às redações, acrescentando que "onde esteve, foi sempre uma entre muitos e é por isso que quero falar dela".
Jorge Pinto tem um vasto currículo, sendo formado em Engenharia do Ambiente e doutorado em Filosofia Social e Política. É coautor de vários livros académicos e de bandas-desenhadas como "Amadeo" (Saída de Emergência, 2018) e "Liberdade Incondicional 2049" (Green European Journal, 2019). É também um dos cofundadores do partido Livre.
A sessão de apresentação está agendada para as 21h e é uma das últimas ações culturais de 2022 da livraria transmontana.

Em dezembro de 2021, um artigo adicionado à lei n.º 5894 (Lei sobre o Estabelecimento e Deveres da Federação Turca de Futebol) concedeu à Federação Turca de Futebol autoridade para bloquear o acesso a transmissões e endereços, caso a federação determine que as transmissões são ilegais. Pode parecer uma decisão legítima: a federação de futebol a tentar impedir a transmissão ilegal de jogos. Mas olhando de perto e analisando através do prisma do ambiente generalizado de censura na Turquia neste momento, conceder a uma federação de futebol o direito de censurar conteúdos na ausência de uma ordem judicial é mais um sinal dum ambiente restritivo às liberdades. Os críticos descreveram a medida como “censura indiscutível” e “inconstitucional”. Hoje, cerca de vinte entidades receberam poderes para censurar conteúdo on-line, incluindo a Agência de Regulação e Supervisão Bancária, a Diretoria de Assuntos Religiosos, o Conselho do Mercado de Capitais, a Administração Nacional da Lotaria, entre outras.
De acordo com o novo regulamento, se for determinado que as transmissões relacionadas com jogos de futebol dentro das fronteiras da República da Turquia sejam disponibilizadas na internet, o Conselho de Administração (da federação) pode decidir bloquear o acesso (na forma dum endereço URL), transmitindo sua decisão à Associação de Operadoras. Então, a associação bloqueia o site. Caso o conteúdo solicitado não possa ser bloqueado, o Conselho de Administração da Federação Turca de Futebol (FTF) pode decidir bloquear o acesso a um site inteiro (na ausência de aprovação judicial).
A decisão de bloqueio pode ser objeto de recurso no Tribunal Penal da Paz no prazo de uma semana a contar da data de bloqueio. As pessoas da unidade estabelecida na FTF, para implementar a decisão de proibição de acesso, também podem autorizar o bloqueio se solicitado. Em fevereiro de 2022, a federação bloqueou com sucesso o acesso a mais de 800 sites. A censura aplica-se ao conteúdo de vídeo, incluindo resumos de jogos, imagens de pontuação dos jogos e sites inteiros, devido a essas transmissões.
Segundo o advogado Kerem Altiparmak, do ponto de vista jurídico, a autoridade conferida à FTF é inconstitucional e abre espaço à censura. Altiparmak salienta que o maior problema com a autoridade atribuída ao FTF é o prazo de sete dias para recorrer da decisão de bloqueio. “Há um problema de cálculo aqui. Porquê sete dias? A Autoridade de Tecnologia de Informação (BTK) toma uma decisão sobre o bloqueio de acesso em questões relacionadas com a ordem pública e a segurança nacional, mas esta decisão é submetida à aprovação do juiz no prazo de 24 horas. Em circunstâncias normais, se tal autorização for concedida, é necessário ser submetida à aprovação do juiz no prazo de 24 horas e apresentada uma condição para a revogação.
Os Tribunais Penais da Paz são frequentemente utilizados como mecanismos de censura em casos de conteúdo bloqueado. Criados em 2014, estes tribunais são os primeiros a decretar as decisões de bloqueio. Eles também carecem de imparcialidade. De acordo com um sistema interno de recursos, um juiz de paz pode apelar para outro juiz de paz, tornando o processo contrário ao estado de direito. Na maioria dos casos documentados até agora, os apelos feitos a um tribunal penal da paz com base na decisão de outro tribunal penal da paz foram rejeitados. Este sistema horizontal de apelos foi criticado pela Comissão de Veneza do Conselho da Europa, pelo Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, pelo Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e pelo Relator Especial das Nações Unidas sobre liberdade de opinião e expressão.
Esses tribunais são frequentemente usados por funcionários do estado, membros do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) e outros aliados do estado turco para bloquear o acesso a conteúdos de redes sociais, notícias on-line individuais e sites inteiros, muitas vezes críticos desses atores, bem como alegações de corrupção envolvendo esses atores sob o argumento de que os seus direitos pessoais estão a ser violados. Mesmo as empresas afiliadas ou que fizeram negócios com o estado turco podem contar com esses tribunais para bloquear materiais on-line, quando estas estiverem comprometidas.
Outro exemplo inclui o ex-advogado do presidente Recep Tayyip Erdoğan, que conseguiu bloquear o acesso a mais de 170 notícias que mencionavam o seu envolvimento num processo judicial obscuro envolvendo a Tefal e uma empresa turca. O advogado solicitou duas vezes ao Nono Tribunal Penal da Paz de Istambul o bloqueio de acesso a todas as notícias que mencionavam o seu nome, na primeira vez conseguindo que o tribunal bloqueasse cerca de cento e trinta artigos e na segunda vez outros quarenta.
A lista de notícias on-line bloqueadas por ordem dos tribunais penais da paz é longa e continua a crescer. Alguns desses sites enfrentam bloqueios de forma consistente. A Agência de Notícias Etkin (ETHA) foi bloqueada mais de 40 vezes, de acordo com a Plataforma Internet Livre Turquia. O bloqueio também se estendeu à conta do Twitter da ETHA, com base num pedido do governo apoiado por uma decisão do Tribunal Penal da Paz de Diyarbakir. A conta do Facebook da ETHA está bloqueada desde 2018 também por ordem judicial. A 12 de setembro, o tribunal decidiu bloquear o site pela 47.ª vez.
Em julho de 2022, a pedido da primeira-dama Emine Erdoğan, o Segundo Tribunal Penal de Paz em Istambul decidiu a favor de seu pedido de bloqueio de acesso a notícias, mencionando a sua ligação a uma agência ambiental que, recentemente, recebeu licitações na região costeira turca. Este foi um exemplo sem igual de dupla censura na Turquia. A primeira proibição bloqueou o acesso às notícias sobre a Lei do Meio Ambiente e as mudanças feitas na lei, que autoriza a agência ambiental a realizar licitações para olhais e boias, ao longo de toda a costa turca. A segunda proibição de acesso dizia respeito às notícias sobre o primeiro bloqueio. Mas esta não foi a primeira vez que a família de Erdoğan teve sucesso em bloquear notícias que mencionavam os seus nomes ou nomes de outros membros do partido no poder. Em 2021, a Internet Livre Turquia publicou um relatório no qual o órgão de fiscalização independente documentou o bloqueio de 1910 URLs, por meio de cento e cinquenta decisões judiciais que menncionvam o presidente Erdoğan, familiares, outros membros do AKP ou o estado em geral. Mais recentemente, em agosto de 2022, notícias que utilizaram imagens do cartoonista brasileiro Latuff sobre o presidente Erdoğan foram censuradas na Turquia por meio de decisão do Primeiro Tribunal Penal da Paz de Istambul, de Anatólia, com base em violações de direitos pessoais.
Uma investigação publicada pela Reuters em agosto de 2022 revelou como os meios de comunicação na Turquia “se toraram uma cadeia rígida de comando de manchetes, primeiras páginas e tópicos de debate na televisão aprovados pelo governo”. Com base em entrevistas com os meios, autoridades estatais e reguladores, o relatório é uma visão geral e preocupante da extensão dos mecanismos de captura e controle dos media, que foram introduzidos ao longo dos anos um país que já teve um ambiente de comunicaçãosocial próspero. A censura tem sido recorrente e normalizada em todas as vias, incluindo a internet e as plataformas de redes sociais que foram forçadas a cumprir as leis nacionais.
Este artigo, escrito por Arzu Geybullayeva e traduzido por Kamila Nogueira, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.

Muito se tem escrito sobre a percentagem (14,4%) de profissionais mulheres na área de Tecnologias de Informação em Portugal apurada pela Eurostat. Promovem-se grupos e eventos sobre a divisa de ‘woman/ girls in tech’ por todas as empresas para reforçar a representatividade do ecossistema tecnológico, ao mesmo tempo que se tentam desconstruir os “gender roles”. Contudo, é possível observar (nesses mesmos eventos) que por vezes se intensifica acriticamente uma dicotomia de género “mulher/ homem”. É de conhecimento generalizado que este binarismo de género reforça a desigualdade e não a diversidade, e raramente promove dois dos principais aspetos responsáveis pela inclusão das mulheres. São eles: o(s) feminismo(s) por um lado, educação precoce (‘early childhood education’) por outro.
Um outro aspeto que tem ficado à margem de uma justa discussão reside no modo como se define “mulheres em tecnologia”. Trabalhar em tecnologia significa (em sentido amplo) que trabalha numa empresa de tecnologia, ter um ‘technical role’ numa empresa de tecnologia significa que tem conhecimentos técnicos e experiência para desenvolver, ou realizar decisões técnicas. As estatísticas da Eurostat são no âmbito deste ‘technical role’, ou seja, baseiam-se em mulheres na área de Tecnologias de Informação que partem de formação base em STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Mas porque não temos dados de quantas mulheres integram profissionalmente o sector tecnológico com formação (p. ex.) em gestão, ciências sociais, artes e humanidades? Se considera que o ‘background’ não é relevante, dado que temos (p. ex.) cada vez mais mulheres programadoras que não partem das áreas STEM, não seria importante – estatisticamente falando – apurar o percurso das mesmas pelo necessário reconhecimento e representatividade?
Anitab.org, uma comunidade digital para mulheres em tecnologia fundada pela programadora Anita Borg, em 1987, e hoje presente em mais de 50 países, propõe que se considerem todas as ocupações técnicas de tecnologias de computação e informação bem como aquelas que requerem um outro conhecimento técnico especializado e qualquer cargo de gestão, direção e executivo que envolva a supervisão de qualquer trabalho técnicos. Esta noção, mais inclusiva do que aquela circunscrita à formação em STEM, possibilita ainda considerar mulheres em cargos de poder e liderança, especialmente neste sector da indústria que ainda obstinadamente desigual.
Regra geral, as estatísticas sobre questões de género, representatividade e acesso falam da evolução e do caminho que ainda é preciso percorrer, no entanto, é necessária uma reflexão mais a montante para que este caminho não tenha demasiadas vieses. Bem no topo da hierarquia de causas desta desigualdade, estão estereótipos reforçados em experiências formativas e de educação. Dizia a programadora Grace Hopper, ainda na década de 70, que a programação seria algo natural para as mulheres por implicar paciência e capacidade para lidar com detalhes… tal como planear um jantar. Esta nota sarcástica enfatiza que a capacidade “natural” é, na verdade, mais hábito ou prática do que predisposição. Há dois fenómenos, de aprendizagem que talvez clarifiquem a interpretação das estatísticas sobre mulheres em tecnologia. O primeiro, a ameaça de estereótipo, prediz que quando um grupo é alvo de um estereótipo negativo numa determinada área ou atividade, os seus membros tenderão a sentir mais ansiedade e pressão no desempenho e, subsequentemente, a apresentar piores resultados. Se as competências de raciocínio lógico-matemático ou espacial são mais associadas e reforçadas nos homens, de modo binário, tal poderá afetar o gosto por ou escolha de áreas ou profissões que se baseiem nestas competências. Ora, na contínua definição identitária de gostos e experiências que é o crescimento, este impacto pode ser atenuado se os contextos educativos das crianças e jovens desafiarem esta ideia. Isto leva-nos ao segundo fenómeno, cunhado de efeito Pigmalião, que descreve como as expectativas positivas ou negativas de figuras de referência como os professores influenciam significativamente os resultados dos alunos numa relação linear. Podemos facilmente transpor estes dois processos para contextos profissionais, se pensarmos em colegas a perpetuar estes mesmos estereótipos com que cresceram, ou em chefes a “esperar posturas”, ou resultados diferenciados por género, o que não é incomum.
Aumentar a representatividade é um objetivo fundamental, mas se não se articular a discussão com estas noções veladas, quem acede continuará a ser vista como exceção, mantendo-se esta barreira sistémica à confiança e definição identitária das mulheres em áreas de tecnologia.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi alvo de um ciberataque esta quinta-feira. A informação foi avançada pela própria instituição num curto comunicado nas redes sociais.
A autoridade de emergência médica indica que o ataque não causou "qualquer impacto nos sistemas críticos do INEM nem na atividade de emergência médica pré-hospitalar" e que foram "ativados os protocolos de segurança previstos para esta situação e implementadas as medidas de resposta necessárias".
Até ao momento, "não existe evidência" de que quaisquer dados tenham sido comprometidos. O Centro Nacional de Cibersegurança e a Polícia Judiciária já foram notificados.
Este é mais um ataque informático que se regista em Portugal. Recorde-se que, no início do ano, o grupo Impresa sofreu um ataque informático de larga escala, cujos efeitos ainda se sentem. Seguiu-se o ataque à Vodafone Portugal, que colocou vários serviços da operadora indisponíveis para milhares de clientes. Sonae MC, TAP Portugal, Newsplex, Agência Lusa, várias câmaras municipais, hospitais públicos, ministérios como o dos Negócios Estrangeiros, serviços essenciais como a Eletricidade dos Açores e até o site do Partido Comunista Português foram alguns dos casos mais mediáticos.

Se tens um equipamento Fire TV da Amazon, já é possível aceder ao serviço de streaming da TVI.
O TVI Player está disponível desde, pelo menos, esta quarta-feira, e está a ser encarado pelo grupo Media Capital como "mais um importante passo na distribuição" do serviço nas diferentes plataformas.
A disponibilização do serviço de streaming para Amazon Fire TV acontece depois do TVI Player ter sido disponibilizado nas boxes dos operadores MEO, NOS, NOWO e Vodafone Portugal: "Esta presença na Fire TV é o reforço da nossa aposta na distribuição, onde a força das marcas e conteúdos da TVI e da CNN Portugal se tem demonstrado pelo crescimento sólido da utilização, ano após ano, do TVI Player", afirma diretor-coordenador da Media Capital Digital Ricardo Tomé, numa nota enviada às redações.
O serviço está disponível a nível mundial. Os utilizadores em Portugal podem aceder a muitos dos conteúdos dos canais TVI e CNN Portugal, assim como à emissão em direto, de forma totalmente gratuita. Já os utilizadores fora do país, têm de subscrever o TVI Player Internacional.
A empresa de media garante também que o TVI Player chegará em breve às smart tv Samsung e LG.
Lançado em 2015, o TVI Player agrupa toda a oferta vídeo dos canais TVI e da CNN Portugal, disponibilizando programas na íntegra, as emissões em direto e conteúdos exclusivos.

Ao longo destes cinco anos, antigos e atuais membros da equipa que faz o largo. e todos os seus canais trabalharam sempre com um objetivo: informar.
Ao mesmo tempo, mantemos o espírito aberto, aprendendo com os nossos erros e falhas. Esse é um dos momentos.
Sempre tivemos, temos e teremos uma atitude de bastante respeito pelos direitos de autor, usando, por exemplo, fotografias de utilização livre ou para divulgação pública ou usando plataformas devidamente licenciadas.
No entanto, erramos.
Pela segunda vez em 2022, fomos confrontados com uma solicitação relativa a um uso indevido duma imagem usada num artigo do nosso blogue. Ambas as situações ficaram resolvidas, mas, em todo o caso, num projeto que é lido por centenas de pessoas todos os dias, é algo que não pode acontecer.
Desde o arranque, com uma equipa que nunca ultrapassou as seis pessoas, foram publicados mais de dois mil artigos e contamos com mais de três mil imagens e fotografias em arquivo. É nosso desejo que essa informação continue disponível. No entanto, estas duas solicitações fizeram com que iniciássemos um processo de auditoria exaustiva a todos os artigos publicados nos canais d'o largo: o largo., Informadouro e Emprego & Empreendedorismo. Assim, todo o arquivo desde 2017 até dezembro de 2021 nestes canais está temporariamente inacessível. Os artigos publicados desde janeiro de 2022 serão também alvo de revisão.
Não podemos dar um prazo para que o acervo volte, mas iremos republicar os artigos de forma gradual, a partir do momento em que se verifique que nenhum dos conteúdos infringe algum tipo de direito de autor.
Depois da auditoria, serão implementadas medidas adicionais para que este tipo de situações não se repita. Estas medidas serão explanadas no Livro de Estilo que o projeto está a preparar e que será lançado durante o ano 2023.
Entendemos que estas situações são do foro interno do projeto, mas queremos ter uma total transparência com os nossos leitores. Este projeto editorial é desenvolvido por uma equipa pequena, mas motivada, criando conteúdos em três idiomas. Erramos, mas queremos corrigir e aprender, continuando a criar conteúdos de informação para todos.
A redação d'o largo.

Ao longo destes cinco anos, antigos e atuais membros da equipa que faz o largo. e todos os seus canais trabalharam sempre com um objetivo: informar.
Ao mesmo tempo, mantemos o espírito aberto, aprendendo com os nossos erros e falhas. Esse é um dos momentos.
Sempre tivemos, temos e teremos uma atitude de bastante respeito pelos direitos de autor, usando, por exemplo, fotografias de utilização livre ou para divulgação pública ou usando plataformas devidamente licenciadas.
No entanto, erramos.
Pela segunda vez em 2022, fomos confrontados com uma solicitação relativa a um uso indevido duma imagem usada num artigo do nosso blogue. Ambas as situações ficaram resolvidas, mas, em todo o caso, num projeto que é lido por centenas de pessoas todos os dias, é algo que não pode acontecer.
Desde o arranque, com uma equipa que nunca ultrapassou as seis pessoas, foram publicados mais de dois mil artigos e contamos com mais de três mil imagens e fotografias em arquivo. É nosso desejo que essa informação continue disponível. No entanto, estas duas solicitações fizeram com que iniciássemos um processo de auditoria exaustiva a todos os artigos publicados nos canais d'o largo: o largo., Informadouro e Emprego & Empreendedorismo. Assim, todo o arquivo desde 2017 até dezembro de 2021 nestes canais está temporariamente inacessível. Os artigos publicados desde janeiro de 2022 serão também alvo de revisão.
Não podemos dar um prazo para que o acervo volte, mas iremos republicar os artigos de forma gradual, a partir do momento em que se verifique que nenhum dos conteúdos infringe algum tipo de direito de autor.
Depois da auditoria, serão implementadas medidas adicionais para que este tipo de situações não se repita. Estas medidas serão explanadas no Livro de Estilo que o projeto está a preparar e que será lançado durante o ano 2023.
Entendemos que estas situações são do foro interno do projeto, mas queremos ter uma total transparência com os nossos leitores. Este projeto editorial é desenvolvido por uma equipa pequena, mas motivada, criando conteúdos em três idiomas. Erramos, mas queremos corrigir e aprender, continuando a criar conteúdos de informação para todos.
A redação d'o largo.

O mau tempo sentido esta terça-feira afetou os serviços de telecomunicações prestados pela Altice Portugal, NOS e Vodafone Portugal. No entanto, as falhas foram pontuais e residuais e focaram-se nas zonas de Lisboa e Vila Real.
A NOS foi a mais afetada, tendo-se verificado constrangimentos "pontuais" ao início da manhã devido à "falta de energia ou inundações, em algumas das zonas mais afetadas pela precipitação". "A situação está controlada e o impacto do mau tempo nos serviços é pouco expressivo", acrescentou a operadora do grupo SONAE à comunicação social, frisando que as equipas "permanecem em alerta máximo e estão preparadas para atuar face a qualquer situação que possa surgir".
Por seu turno, a Altice Portugal e Vodafone Portugal afirmam que não tiverem falhas significativas e que a maior incidência se centrou na zona da Grande Lisboa.
Portugal está a enfrentar uma vaga de mau tempo, sendo que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou todo o continente e o arquipélago da Madeira em alerta amarelo, para esta quarta-feira. São esperados "aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada". O alerta vigorará entre as 09h e as 18h.

“Portugal no Mundial de Futebol 2022 – Análise ao Universo Digital” é o título de um relatório elaborado por três investigadores da Universidade da Beira Interior (UBI), que coloca a Seleção Nacional como a sexta com maior número de seguidores no Facebook, entre as 32 equipas que competem na prova a decorrer no Catar. Considerando o número de seguidores e a população do país, a equipa da Federação Portuguesa de Futebol está mesmo em primeiro lugar.
Da autoria dos investigadores João Canavilhas, Daniel Baldaia e Branco Di Fátima, da unidade I&D Labcom – Comunicação & Artes, o relatório teve o apoio da Federação Portuguesa de Futebol, através da Portugal Football School. O trabalho analisa o impacto do Campeonato do Mundo de futebol nos meios digitais, nomeadamente nas principais redes sociais onde circulam as publicações dos produtores de conteúdos profissionais (jornalistas ou gestores de comunicação institucional) e do público e terá uma nova versão no final da competição.
O relatório, que está disponível para download gratuito na página do Labcom, está centrado sobretudo no Facebook, analisando as equipas nacionais que integravam o Grupo H da primeira fase da competição (no qual competiu a formação portuguesa), a Seleção de Portugal e os seus jogadores.
Além da expressão das seleções no Facebook, o estudo dá conta do volume de publicações (aqui ganha o Uruguai, com Portugal em 16.º); o número de interações p0r seleção (Inglaterra no 1.º lugar, com Portugal em 5.º); tipos de reações; total de reações de todas as equipas (ascendem a perto de 81 milhões); e publicações com mais interações do público (1.º lugar para a Inglaterra e Portugal em 2.º, com o vídeo do discurso feito por Ronaldo no balneário após a vitória de Portugal no Euro 2016).
Na análise do Grupo H, as conclusões apontam para um forte interesse suscitado pela Seleção “Lusa”, tendo sido pesquisada em quase todo o mundo, exceto os países de origem das outras seleções do grupo.
Na secção referente a Portugal, são consideradas as 1.091 publicações dos últimos meses da Seleção de Portugal, que refletem o trabalho da equipa realizado no último ano, tendo os termos mais utilizados sido expressões como “vamoscomtudo”, “teamportugal”, “Portugal”, “euro” e “vesteabandeira”.
É ainda analisada a presença nas redes dos 26 convocados. Cristiano Ronaldo, a principal figura da equipa, é o recordista, com 154 milhões se seguidores no facebook, 495 milhões no Instagram e 104 milhões no Twitter. O relatório dá conta ainda das páginas seguidas por cada jogador no Facebook.
Este relatório é o primeiro de uma série que o Labcom passará a produzir sobre as grandes competições de futebol.

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A Amazon Prime Video já divulgou a data de lançamento da nova temporada da série de comédia "Harlem": a estreia acontece a 03 de fevereiro de 2023.
Segundo a plataforma de streaming, a nova temporada da série escrita Tracy Oliver traz novidades: "Após rebentar uma bomba na sua carreira e vida amorosa, Camille (Meagan Good) tem de perceber como pode voltar a juntar as peças; Tye (Jerrie Johnson) considera o seu futuro; Quinn (Grace Byers) embarca numa viagem de autodescoberta e a carreira de Angie (Shoniqua Shandai) toma uma direção inesperada".
A estreia da série acontecerá em simultâneo nos duzentos e quarenta países e territórios onde a Amazon Prime Video está presente.

Se não segues as notícias venezuelanas, provavelmente ainda não ouviste o nome Alex Saab. A história do seu império empresarial como agente económico presidente Nicolás Maduro é essencial para compreender a corrupção, o abuso de poder e a emergência humanitária na Venezuela. No entanto, Alex Saab é também um excelente exemplo para compreender a desinformação governamental e a dinâmica por detrás da máquina de propaganda de Maduro, que inclui ataques e perseguições contra jornalistas e o bloqueio dos meios de comunicação digitais.
Alex Saab é um empresário colombiano. A sua primeira aparição política e pública na Venezuela foi em 2011, quando assinou um acordo comercial entre as administrações de Juan Manuel Santos [Nota do tradutor: ex-presidente da Colombia entre 2010 e 2018] e Hugo Chávez. Saab tem estado envolvido em esquemas de corrupção em projetos de habitação e no programa alimentar do governo venezuelano para as comunidades empobrecidas durante a emergência humanitária, que começou em 2014 e que continua naquele país.
Saab foi detido em Cabo Verde, África, a 13 de junho de 2020, e foi acusado de ser testa-de-ferro de Nicolás Maduro e de lavar milhões de dólares através do sistema de controlo cambial venezuelano. Foi então extraditado para os EUA, apesar dos esforços de Maduro para o evitar. Numa reviravolta dos acontecimentos, em fevereiro de 2022, verificou-se que Saab tinha estado a trabalhar sob disfarce para a DEA ("Drug Enforcement Administration", em português Administração de Fiscalização de Drogas dos Estados Unidos) desde 2018.
Em 2015, o projeto digital de jornalismo de investigação Armando.info foi o primeiro a descobrir o esquema de corrupção da Saab entre 2012 e 2013 com o projeto governamental de habitação "Gran Misión Vivienda". O consórcio revelou como Saab recebeu cento e cinquenta e nove milhões de dólares, mas só entregou três milhões de dólares em construção (ou seja, quatro em cada cem casas prometidas). Nesse mesmo ano, o seu nome também foi encontrado nos "Panama Papers" como tendo desviado fundos para comprar casas no Panamá.
Em 2017, Saab reinventou-se e começou a vender alimentos para os CLAP ("Comités Locales de Abastecimiento y Producción", em português "Comissões Locais de Fornecimento e Produção"), um programa que vende caixas de alimentos subvencionadas a comunidades pobres, com o objetivo de atingir sete milhões de famílias e reduzir a insegurança alimentar no meio da emergência humanitária. Os alimentos Saab vendidos ao governo eram sobrefaturados e o governo de Maduro pagou por eles com "dólares preferenciais", dólares dados pelo governo a taxas vantajosas no âmbito do sistema de controlo cambial do país.
Nesse ano, o projeto Armando.info também investigou a questão e a equipa foi processada diretamente por Saab e Nicolás Maduro. Este foi o início de um ataque sistemático contra os meios de comunicação digitais e os quatro jornalistas que lideraram as investigações de corrupção: Roberto Deniz, Alfredo Meza, Ewald Scharfenberg e Joseph Poliszuk. A ação judicial intentada acusava-os de "continuada difamação agravada". A equipa foi considerada culpada, teve de fugir do país sob proteção internacional e foi proibida pela CONATEL ("Comision Nacional de Telecomunicaciones", em português, "Comissão Nacional de Comunicações", o regulador venezuelano) de continuar as suas investigações ao programa CLAP ou mesmo de mencionar o nome de Saab.
Desde 2017 que o site Armando.info tem sido sujeito a contínuos bloqueios na Internet e ataques informáticos com o objetivo de censurar o mais prestigiado meio de comunicação digital de investigação da Venezuela.
Em 2019, o Departamento do Tesouro dos EUA condenou Saab, depois de garantir em público ter provas do esquema de corrupção através do programa CLAP. Nesse mesmo ano, o Procurador do Distrito do Sul da Florida acusou Saab e o seu sócio Álvaro Pulido por branqueamento de capitais na ordem dos trezentos e cinquenta milhões de dólares, através de um plano de subornos em conjunto com o governo venezuelano.
Apesar de Maduro ter negado a sua relação financeira com Saab em 2017, o governo de Maduro iniciou uma intensa campanha depois de ele ter sido preso e fez da suspensão da extradição do empresário para os Estados Unidos uma prioridade. As ruas de Caracas foram inundadas de graffitis pedindo a sua libertação, alegadamente pagos pelo governo.
Mas a estratégia política e de propaganda foi também fascinante. Primeiro, o governo de Maduro tentou denunciar a detenção de Saab como sendo uma prisão política, depois do governo o ter rapidamente nomeado Embaixador Plenipotenciário da Venezuela junto da União Africana. O advogado de Saab, David Rivkin, usou isto como sua principal defesa: "Se os Estados Unidos violam a imunidade diplomática, criam um precedente perigoso", explicou em entrevista à publicação Revista Semana. A Venezuela conseguiu fazer dele um diplomata porque também lhe tinha concedido secretamente a cidadania venezuelana.
Saab emitiu também um comunicado, denunciando o seu "rapto e tortura pelo governo dos Estados Unidos, em cumplicidade com as autoridades de Cabo Verde que o torturam arbitrariamente e o mantiveram prisioneiro durante 491 dias, sem um mandado de captura ou devido processo". Nesse mesmo mês, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, solicitou que Saab participasse nas negociações do México, onde o governo e a oposição se reuniram para estabelecer um diálogo de entendimento entre ambas as partes.
As redes sociais têm sido cruciais para a estratégia do Chavismo de elevar a reputação de Saab. Na semana da sua detenção em Cabo Verde, por exemplo, o tema esteve em todas as conversas relevantes no Twitter. "Cada atualização sobre o caso Saab cria uma enorme quantidade de conteúdos nos meios de comunicação social nacionais, internacionais e sociais. Os hashtags relacionados com o Saab são incrivelmente repetitivos. Vemos hashtags sobre ele a ser tendência todos os dias e alguns deles são muito problemáticos, especialmente os que são promovidos pelo governo de Maduro", explica Maria Virginia Marín, diretora da Probox, uma equipa centrada na monitorização e análise de conversas nas redes sociais na Venezuela. Este relatório exaustivo menciona algumas das narrativas utilizadas pelo governo de Maduro.
Nessa semana, a detenção de Saab foi um "trending topic" durante quatro dias, com as hashtags "#AlexNosUnióMás", "#AlexPresoPolítico" e "#AlexEsDiálogo" ("#AlexUniu-nosMais", "#AlexPresoPolítico" e "#AlexÉDiálogo"), promovidas por atores políticos e instituições chavistas de alto nível e com um envolvimento de cinquenta e cinco por cento por contas falsas ou automáticas . A Probox classifica as contas como sendo automáticas quando parecem só se envolverem com determinados atores políticos na Venezuela. Neste caso, eles identificaram que 55 por cento das contas assim classificadas interagem com tweets chavistas, usam hashtags promovidos por entidades chavistas, mudam constantemente o seu nome de utilizador e nome na rede social e apagam tuítes antigos para esconder atividade inorgânica.
Após a sua extradição para os Estados Unidos e o anúncio da participação nas conversações do México em setembro de 2021, os trending topics sobre Saab atingiram um pico. Foi o mês em que foi mais mencionado no Twitter, com 34 hashtags sobre ele a chegar às tendências, todas elas promovidas por contas chavistas radicais, registando 53,75 por cento de interação inorgânica. Entidades estatais também estiveram envolvidas na conversa, com o Ministério Público a promover a hashtag "#LaVerdadSiempreTriunfa" ("#AVerdadeSempreTriunfará") no dia seguinte à sua extradição.
O caso de Alex Saab tornou-se num dos incidentes mais relevantes para compreender a máquina de propaganda de Maduro na Venezuela e o seu efeito nos eventos sociais e políticos. Salienta também o papel fundamental dos meios de comunicação digitais, especialmente o jornalismo de investigação que denuncia práticas autoritárias. Plataformas como a Probox e a Armando.info têm sido capazes de proporcionar algum nível de transparência num dos maiores casos de corrupção na Venezuela.
Este artigo, escrito por Gabriela Mesones Rojo, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.

O participante francês Lissandro venceu a edição 2022 do Festival Eurovisão Júnior da Canção, que decorreu este domingo em Erevã, na Arménia.
O tema "Oh Mamman!" reuniu 203 pontos, depois da soma da votação dos júris nacionais e do público. Portugal, com o tema "Anos 70" de Nicolas Alves, conseguiu o oitavo lugar, tendo obtido 121 pontos, traduzindo-se na melhor prestação de sempre das sete participações lusas no festival. Até agora, a melhor participação era de Pedro Madeira, com "Deixa-me Sentir", em 2006, onde foi alcançado o décimo quarto lugar.
A Arménia e a Geórgia completaram o pódio, com 180 e 161 pontos, respetivamente.
A votação do público, vinda mais de cento e setenta países, decorreu exclusivamente através da internet. Devido à forte afluência, o site da Eurovisão Júnior chegou a estar indisponível durante quase todo o período de votação, tendo somente normalizado após as votações terem encerrado.
É a segunda vez que a França ganha a Eurovisão Júnior: depois de Valentina, com o tema "J'Imagine", em 2020.
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Do you speak English? Parle Français? Sprechen Sie Deutsch? – São exemplos de perguntas que fazem os músculos contrair e provocam um pânico interior por vezes difícil de explicar. Por que razão isto acontece? Porque no nosso corpo se ativa uma reação ao outro e, tal como nos primórdios da Humanidade, quando desarmados tendíamos a ficar com medo do forasteiro.
A linguagem neste caso faz o papel de uma arma usada na batalha contra o desconhecido. Há quem domine perfeitamente a arte de falar e há quem se sinta inferiorizado (na maioria dos casos perante a sua própria avaliação) por não a conseguir dominar.
Vejamos então mais de perto como ocorre o processo de aquisição de uma língua estrangeira. Tal como noutras áreas aqui também existem métodos convencionais e não convencionais.
Dentro dos convencionais podemos contar com o método direto, chamado também de comunicativo. É um dos primeiros métodos e foi utilizado ainda na Grécia antiga. Consiste na participação ativa do aprendiz numa conversação com o professor ou com outros utilizadores da língua. Outro método convencional é o gramático onde a gramática e o vocabulário constroem a base da aquisição linguística, muitas vezes solitária, usada nas análises e traduções dos textos. Um outro método surgiu durante a II Guerra Mundial nos Estados Unidos como o mais rápido e eficaz no ensinamento dos soldados. Denominou-se áudio-linguística e teve como objetivo dominar as quatro competências: audição, oralidade, leitura e escrita.
Passando para métodos não convencionais, vale a pena sublinhar que o denominador comum a todos eles é uma maior atenção e foco no aprendiz (aluno), tanto nas características pessoais como no sentimento de bem-estar. Como exemplo temos o método Total Physical Response (TPR) onde se destaca a análise silenciosa e o movimento físico relacionado com os conteúdos da comunicação. Na prática os alunos respondem aos imperativos do professor, por ex. “Ana fecha a janela. João, quando a Ana fechar a janela, abre a porta! “. Existe também o método Counselling Language Learning (CLL) que se baseia numa convicção que a aprendizagem ocorre apenas nas situações comunicativas e nas áreas de interesse dos utilizadores da língua. Finalmente, temos o método natural onde a aprendizagem de uma língua estrangeira é uma espécie de absorção orgânica. É mais comum em idade tenra quando o ser humano aprende a falar, comer, andar e viver em sociedade.
Hoje, na era das novas tecnologias a cada passo surgem novas aplicações, filmes, programas, canais e outros conteúdos tecnológicos que convidam à aprendizagem de línguas. No meio destes (e outros) métodos que são sem dúvida alguma uma mais-valia, existe um fator importantíssimo que pode ser decisivo. A aptidão pessoal para ultrapassar o seu próprio bloqueio, o tal medo de falar e errar.
Falar uma língua estrangeira é um ato íntimo, e falar significa tirar do nosso interior alguns sons, que inicialmente parecem estranhos até a nós próprios. É preciso coragem para partilhá-los com outros.
Na tentativa de aprender uma língua estrangeira é essencial perceber que é um processo psicológico e não logístico, onde errar é tão natural como respirar. Só errando é que aprendemos, e são os erros que nos transportam para o nível seguinte. Para conseguir falar é fundamental ganhar coragem e ultrapassar as nossas próprias inseguranças.
O que é garantido é que não é preciso ser excelente para começar, mas é preciso começar para ser excelente.

O último dia era esta sexta-feira, mas foi poucas horas antes do feriado que a Altice Portugal confirmou que deseja manter-se como fornecedora do serviço de Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal.
"A Altice Portugal confirma que já requereu junto das entidades competentes a renovação do direito de utilização de frequências TDT". Foi assim que a empresa confirmou à Agência Lusa que pretende manter os direitos das frequências que são exploradas desde 2008, depois de notícias que davam conta da incerteza relativamente à continuidade da dona da MEO como detentora da licença.
A renovação da licença de TDT deverá ser de período similar à atual, ou seja, quinze anos.
A verdade é que esta notícia surgiu no mesmo dia em que a ANACOM divulgou os dados referentes ao acesso das famílias a conteúdos televisivos no terceiro trimestre de 2022. E houve um aumento: 95,7% das famílias têm acesso aos canais de televisão através de algum serviço de uma operadora de comunicações, com quase 60% dos clientes a acederem a conteúdos por fibra. É mais 11% do que no trimestre anterior.
Sobre a TDT? Não há números. Apesar da TDT cobrir cem porcento do território nacional, não há uma uma medição concreta sobre quem, quando e como acede aos canais por via da plataforma, onde estão presentes RTP 1, RTP 2, RTP 3, RTP Açores, RTP Madeira, RTP Memória, SIC, TVI e AR TV.

"Há uma linha entre a liberdade de expressão e o apoio à guerra", disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Edgars Rinkevics, numa entrevista publicada a 05 de dezembro. "Penso que nenhuma autoridade letã irá atrasar a tomada de decisões claras sobre o canal de televisão Dozhd. Mas devem ser decisão baseadas em factos e leis".
A 06 de dezembro, a entidade reguladora dos meios de comunicação electrónicos da Letónia tomam essa decisão, revogando a licença de emissão da estação de televisão russa independente exilada, com efeitos a 08 de dezembro, referindo uma "ameaça à segurança nacional e à ordem pública".
A decisão surgiu depois do país, a 02 de dezembro, ter multado a Dozhd em dez mil euros por mostrar um mapa que incluía a região ucraniana ocupada da Crimeia como parte da Rússia e chamar às forças armadas russas de "o nosso exército".
No mesmo dia, os serviços de segurança interna da Letónia abriram uma investigação sobre declarações proferidas em direto pelo moderador Aleksei Korostelyov a 01 de dezembro, onde convidava os telespetadores a enviarem histórias sobre violações da lei russa durante a mobilização militar decretada pelo presidente Vladimir Putin em setembro e sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Ucrânia.
Enquanto fazia este pedido, Korostelyov disse: "Esperamos também ter ajudado muitos militares, nomeadamente através de assistência com equipamentos e necessidades básicas na linha da frente".
A Dozhd nunca forneceu, não fornece e nunca fornecerá equipamento ou qualquer outra coisa a qualquer exército, incluindo o da Rússia
Tikhon Dzyadko, chefe de redação da Dozhd
Os incidentes num dos meios de comunicação social de língua russa mais amplamente respeitados haviam atingido um ponto nevrálgico, com muitos na Letónia, Ucrânia e outros países a argumentar que muitas figuras da oposição russa, consciente ou inconscientemente, simpatizam com os impulsos neocoloniais e imperialistas do Kremlin.
Os defensores da Dozhd, no entanto, contrapõem, dizendo que silenciar a estação, que foi expulsa da Rússia por não aderir à retórica do Kremlin sobre a invasão da Ucrânia, é uma vitória para o presidente russo Vladimir Putin e um golpe nos esforços para deter a agressão russa.
Rapidamente, a administração da Dozhd, conhecida em inglês como TV Rain, demitiu Korostelyov e entrou em modo de crise, perante as acusações de que o canal apoiou a invasão não provocada de Moscovo à Ucrânia.
"A Dozhd nunca forneceu, não fornece e nunca fornecerá equipamento ou qualquer outra coisa a qualquer exército, incluindo o da Rússia", disse o chefe de redação Tikhon Dzyadko à Current Time a 02 de dezembro.
Mas isto não foi suficiente para convencer os reguladores letões, que afirmaram em comunicado que a direção do canal "não compreendeu nem reconheceu o significado e a gravidade das violações e, por conseguinte, não pode operar no território da Letónia".
A Dozhd prometeu continuar a transmitir através da internet e nas redes sociais.
O canal foi lançado na Rússia em 2010, sob o lema de "canal otimista". Ganhou a reputação de ser um canal sério e profissional fazendo a cobertura de protestos, corrupção, dissidência e outras questões russas, apesar da pressão governamental. Em 2021, durante a repressão que precedeu a invasão russa da Ucrânia, o Kremlin listou o Dozhd como um "agente estrangeiro". Em março, foi encerrado na Rússia, menos de um mês após o início da guerra, por causa da sua cobertura do conflito. Em julho, foi relançado a partir de estúdios localizados em Riga.
Os problemas da Dozhd claramente inflaram as tensões de longa data entre os russos expatriados e os cidadãos de outras ex-repúblicas soviéticas.
"Ó meu Deus!", escreveu um utilizador no Twitter. "Mais uma vez, algures, eles não cederam aos russos que pensam que só os tolos locais deveriam seguir a lei, enquanto os representantes de um "estado mais forte" estão acima disso. Só a oposição russa saiu mal desta história".
Um letão no Twitter aplaudiu os reguladores por "não sucumbir à histeria dos 'bons russos'".
"A ideia de que 'as fronteiras da Rússia nunca acabam' aquece as almas tanto dos liberais vatniki como dos russos", escreveu outro crítico da Dozhd no Twitter, utilizando uma citação de Putin e um calão pejorativo para um russo que, sem qualquer crítica, acredita no jingoísmo do Kremlin.
Outros alegaram que os administradores da Dozhd apareceram para na audiência com os reguladores letões sem ninguém na sua delegação que falasse letão.
"Pensaram que iriam falar russo ali", escreveu um utilizador do Twitter.
Uma conta nacionalista letã no Twitter entretanto suspensa descobriu um post de Dzyadko de 2014 e apresentou-o como uma suposta prova das tendências imperialistas do canal. Na partilha, Dzyadko escreveu de forma irónica "Crimeia, bem-vinda à Rússia!", com um vídeo mostrando as autoridades de ocupação russas a dispersar brutalmente um protesto na cidade de Sevastopol, na Crimeia.
Outro utilizador no Twitter descreveu a Dozhd como "um cavalo de Tróia imperial".
Liberais russos proeminentes, a maioria dos quais deixou a Rússia por medo de perseguição pela sua oposição às políticas de Putin, afirmaram que a decisão letã era motivo de celebração no Kremlin, acrescentando que ninguém acreditava seriamente que a Dozhd estivesse a fornecer equipamento aos soldados russos na Ucrânia.
"Hoje é uma celebração para Putin", escreveu no Twitter Leonid Volkov, um assessor do líder da oposição Aleksei Navalny, que se encontra preso. "A vida tem-lhe dado poucos motivos de alegria ultimamente, mas hoje estão a abrir champanhe no Kremlin".
A porta-voz de Navalny Kira Yarmysh partilhou algo similar: "A cassação da licença da Dozhd ajuda Putin e não faz nada para o prejudicar".
Dias antes da decisão da Letónia, o deputado de São Petersburgo Boris Vishnevsky disse que revogar a licença seria "um enorme presente para os propagandistas russos".
Lev Shlosberg, presidente do partido liberal Yabloko na região russa de Pskov, que faz fronteira com a Letónia, criticou a decisão de Riga, considerando-a "uma reação populista às exigências de uma parte radical da sociedade letã que apela à completa 'desrussificação' dos meios de comunicação e da política do país".

Os críticos responderam dizendo que o ponto de vista dos detratores da Dozhd ficou provado.
Um internauta comentou a publicação de Shlosberg no Facebook: "O essencial desta publicação é que a Letónia é irremediavelmente provinciana, mas ousa tomar decisões sem a permissão de 'superiores'. Qual é a sua sugestão? Vai chegar e criar ordem? Não concordo com a proibição da Dozhd, mas eles não estão isentos da obrigação de seguir as leis da Letónia. A sua opinião é bastante reveladora".
A jornalista russa Yulia Latynina no Twitter relacionou a decisão letã com uma alegação de que o país aceitou muito menos refugiados ucranianos do que a muito menor Estónia. Enquanto muitos utilizadores contestaram os seus números, outros encarregaram-na de tentar ditar políticas à Letónia.
"Uma cidadã do país que criou os refugiados em primeiro lugar acusa outros de aceitarem muito poucos desses refugiados", comentou um utilizador. "Puro surrealismo".
O economista russo Konstantin Sonin, que leciona na Universidade de Chicago, escreveu uma thread no Twitter que registou muitas nuances da questão do canal.
"Compreendo totalmente a frustração de muitas pessoas na Ucrânia, Letónia e noutros países que são atacados ou ameaçados pela Rússia", escreveu, enquanto lamentava a decisão da Letónia em relação à Dozhd. "Compreendo a relutância em assumir uma visão moderada que faz uma distinção entre pró-guerra, russos pró-Putin e russos antiguerra".
"Também compreendo que os russos antiguerra e anti-Putin são responsáveis pela [guerra] (e por Putin)", continuou. "Eu próprio penso no que poderia ter feito de diferente, que tipo de esforços poderia ter feito para impedir o regime de Putin de se apoderar da Rússia e de lançar uma guerra contra a Ucrânia".
Mas Sonin insiste que os russos antiguerra "são aliados naturais e ajudam os defensores da Ucrânia", mesmo que eles próprios não tenham sido capazes de "parar a guerra criminosa".