MEOA informação está a ser divulgada pela própria operadora.
A grelha da MEO vai perder mais três canais e o pack "España TV" já a partir de junho. A informação está a ser divulgada pela própria operadora no seu site.
A juntar-se aos canais Jim Jam e CBS Reality,a operadora da Altice Portugal também deixa de disponibilizar os canais E! Entertainment, Channel 1 Russia (exclusivo da operadora) e SyfyPortugal já a partir de 30 de junho. O pack de canais "España TV", que também inclui canais como o Canal Cocina ou o Sol Música, também deixa de estar disponível.
DivulgaçãoÀ exceção do concerto, todas as atividades são gratuitas.
adiciona à agenda:
O concerto de Cuca Roseta é o ponto alto da segunda edição do Festival Fado Andorra. O centro de congressos Andorra La Vella acolhe a edição andorrana do Festival do Fado, que acontece já a 16 de julho e que tem também uma conferência e a exibição de um filme.
O programa arranca às 17h30 na sala Consòrcia com a exibição do filme "Fado", de Sofia de Portugal e Aurélio Vasques. A seguir, haverá a conferência "Saudade da terra firme", proferida por David Ferreira. O concerto de Cuca Roseta, que terá a participação da cantora Alys Parama, encerra o evento.
À exceção do concerto, cujos bilhetes já estão à venda, todas as atividades são de entrada gratuita.
Segundo a promotora Everything is New, "o Festival de Fado é um festival internacional, que comemora doze anos de existência e está presente em dezassete grandes cidades espalhadas pela Europa, América Latina, África e Ásia". Em 2022, o festival tem como tema o "Fado e o mar como berço da cultura e da música portuguesa".
Universidade de Coimbra"Se os nossos resultados forem positivos, poder-se-á, numa fase posterior, avançar para ensaios clínicos em humanos para testar os novos fármacos de imunoterapia", destaca o investigador.
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) está a estudar possíveis mecanismos de evasão imunitária que limitam o sucesso da imunoterapia no cancro da bexiga, lançando bases para o desenvolvimento de novos fármacos para combater este tipo de tumor que, em fase avançada, tem uma elevada taxa de mortalidade.
Iniciado em 2019, este estudo, de carácter translacional e multidisciplinar, é realizado em parceria com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Centro Hospitalar de Leiria (CHL) e Hospital CUF de Coimbra e designa-se “Inibição da via da adenosina - uma nova abordagem para potenciar a imunoterapia no cancro da bexiga avançado”.
Através de diversos mecanismos, o cancro da bexiga, mais comum nos homens, «consegue ludibriar e inibir a ação do sistema imunitário do nosso organismo, o que lhe permite crescer sem ser destruído pela ação das nossas células imunes (imunoevasão). O nosso projeto centra-se num desses mecanismos para escapar ao sistema imunitário, que está ligado ao metabolismo da adenosina, e que pensamos ser uma das formas através das quais o cancro da bexiga limita a ação dos nossos mecanismos de proteção naturais, reduzindo ainda a eficácia dos fármacos de imunoterapia já utilizados hoje em dia», explica o investigador e médico urologista Frederico Furriel.
Esses fármacos (inibidores da PD-1 e PD-L1), prossegue, «têm eficácia de apenas 20-30%, e isso sucede certamente porque há outras formas através das quais o tumor procede à imunoevasão, nomeadamente a via da adenosina».
Os resultados já obtidos, baseados em análises de amostras clínicas de doentes, evidenciam que o crescimento do cancro da bexiga se faz acompanhar de «uma profunda alteração do microambiente, no sentido de uma maior imunossupressão, o que evidentemente é favorável ao tumor. Por outro lado, conseguimos identificar uma maior expressão da via da adenosina no microambiente tumoral por comparação ao tecido normal», afirma Frederico Furriel, salientando que a descoberta mais importante, até ao momento, «foi apurar que existe uma correlação entre estes factos: quanto maior é a expressão da via da adenosina, maior é a imunossupressão, o que aponta no sentido da nossa hipótese».
A equipa está agora a realizar estudos com um maior número de doentes, para confirmação destas descobertas e, também, para tentar encontrar, «no sangue periférico dos doentes, algum tipo de "assinatura imunológica" que nos permitisse dar uma indicação da atividade da via da adenosina no microambiente tumoral», adianta o investigador principal do projeto.
Em paralelo, os cientistas estão a estudar e manipular experimentalmente a ação da via da adenosina sobre o cancro da bexiga num ambiente controlado, num modelo animal. Estes estudos, que decorrem no Institute for Clinical and Biomedical Research (iCBR) da FMUC, consistem, dito de forma simples, em induzir a «formação de um cancro da bexiga em modelo animal (ratinhos), e depois vamos administrar fármacos capazes de suprimir a via da adenosina, por forma a avaliar se isso leva à redução do tamanho do tumor ou outros parâmetros de melhoria. Vamos também associar estes fármacos àqueles que já são hoje utilizados na imunoterapia, para determinar se essa terapêutica combinada leva a melhores resultados que a terapêutica isolada».
Este estudo, financiado, através de bolsas, pela Associação Portuguesa de Urologia e pela CUF, poderá «lançar as bases para o desenvolvimento e utilização (após ensaios clínicos rigorosos) de fármacos específicos para a via da adenosina, quer em monoterapia quer associados a outros já existentes, levando, em última análise, à melhoria do prognóstico dos doentes com cancro da bexiga. Todos os avanços são bem-vindos para o tratamento de uma doença que, quando numa fase avançada, tem uma elevada taxa de mortalidade», destaca ainda Frederico Furriel.
«Se os nossos resultados forem positivos, poder-se-á, numa fase posterior, avançar para ensaios clínicos em humanos para testar os novos fármacos de imunoterapia, eventualmente em associação aos que já se usam hoje», remata.
Para além de Frederico Furriel, a equipa é constituída por Belmiro Parada, Célia Gomes, Margarida Pereira, Hugo Ferreira, Paula Laranjeira, Vítor Sousa e Artur Paiva, investigadores da FMUC e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
Juan Di Nella on UnsplashA sua curiosidade insaciável e a sua forma de ver o mundo ficou registada nos seus inúmeros cadernos que revelam o esplendor da sua mente brilhante.
A “Mona Lisa” é uma das pinturas mais reconhecidas no mundo. O seu autor, Leonardo da Vinci (1452-1519), era bem mais do que um pintor. A sua curiosidade insaciável e a sua forma de ver o mundo ficou registada nos seus inúmeros cadernos que revelam o esplendor da sua mente brilhante. Os seus desenhos incluem potenciais formas de voar, passando por máquinas de guerra e até mapas de cidades pormenorizados e inovadores. O florentino foi, portanto, a definição do eclético homem do renascimento. Como era verdadeiramente livre teve a coragem e a capacidade de estudar o corpo humano. Através de disseções minuciosas e demoradas - recordemos que não havia na época forma de conservar os cadáveres - Leonardo foi precursor no estudo científico da anatomia, base para a evolução da medicina. É de salientar a sua capacidade didática de representar, por camadas, os músculos e as articulações. O seu estudo não ficou por aqui e incluiu, por exemplo, o sistema vascular, reprodutor, nervoso central e periférico. Estudou também o corpo vivo em ação ligando a morfologia à fisiologia.
Com o seu célebre “o Homem de Vitrúvio”, sintetizou arte, geometria e ciência numa imagem icónica.
No entanto, o seu estudo da anatomia não teve, no seu tempo, o impacto que se poderia pensar. É que, como descreve o biógrafo Walter Isaacson, Leonardo não teve a preocupação de difundir estes desenhos. Assim, foi a obra “De humani corporis fabrica” de Andreas Vesalius, publicada 24 anos após a sua morte, que contribuiu para a fundação da medicina moderna.
Ainda assim, nada diminui o talento de Leonardo da Vinci, o pintor, o mestre, o engenheiro, o cientista.
David Rato/Museu Coleção BerardoObras de arte saem do Centro Cultural de Belém até ao fim do ano
O Governo denunciou o contrato com a Coleção Berardo, que permitia manter o Museu de arte Contemporânea no Centro Cultural de Belém (CCB). A medida foi anunciada esta quinta-feira pelo Ministro da Cultura Pedro Adão e Silva.
"A partir de janeiro de 2023, o Estado passará a gerir o espaço do Centro Cultural de Belém onde estava até agora o Museu Berardo", anunciou Adão e Silva, justificando que a gestão do módulo 3 do CCB voltaria à esfera pública, mantendo, no entanto, "a fruição pública de uma coleção que é notável e é mesmo única no contexto do nosso país" e assegurando a integridade e conservação de todo o espólio. "Quando os tribunais vierem tomar uma decisão definitiva das obras naturalmente que o Estado irá negociar os termos de um novo protocolo com quem for o seu legítimo proprietário", reforçou. O objetivo é construir um Museu de Arte Contemporânea no mesmo espaço.
A decisão apenas produz efeitos a partir de 01 de janeiro de 2023, mas foi tomada nas "últimas semanas", devido ao aproximar da data de renovação do "contrato de comodato": caso não fosse tomada nenhuma decisão de denúncia, o acordo seria automaticamente renovado a 01 de julho.
O anúncio da denúncia do protocolo acontece depois de Joe Berardo ter avançado com um processo contra o Ministério da Cultura e a Fundação CCB. No entanto, Adão e Silva diz que não tem conhecimento do processo.
Direitos reservadosSérie espanhola vai para o ar na hora do almoço.
"Não podemos ser perfeitos em tudo e também sermos felizes. Todos sabemos isto… todos menos Patricia Picón". Este é o ponto de partida da nova série da RTP2 "Supernormal", que estreia esta terça-feira à hora do almoço.
Ao longo de seis episódios, a série conta a história de Patrícia (Mirren Ibarguren), uma mulher que "não tem mãos a medir. Não só chefia um banco de investimento, como está determinada a ser a mãe perfeita para os três filhos, a esposa ideal para o marido Alfonso (Diego Martín), a filha excecional para a mãe (Marta Fernández Muro) e, por fim, uma irmã exemplar", refere a sinopse da estação pública. Na grande maioria das vezes, consegue lidar com a pressão, mas "quando outros obstáculos ou assuntos se atravessam no seu caminho, Patricia tem tendência para agir de forma dramática ou hilariante – quase sempre misturando as duas".
"Supernormal" estreou em 2021 no serviço de streaming Movistar+, em Espanha, tendo sido a série de comédia mais vista do ano naquela plataforma. A segunda temporada estreia em breve, sendo que as gravações terminaram em março passado
Direitos reservadosO novo mecanismo pode representar uma importante fonte de partículas que dão origem à formação de nuvens e gelo em áreas da troposfera superior onde o amoníaco é eficientemente transportado verticalmente, nomeadamente sobre as regiões asiáticas das monções.
Os aerossóis podem formar-se e crescer na região superior da troposfera de uma forma inesperada, relata a colaboração CLOUD num artigo publicado na revista Nature. As partículas resultantes espalham-se rapidamente pelo globo, podendo influenciar o clima da Terra à escala intercontinental.
O novo mecanismo pode representar uma importante fonte de partículas que dão origem à formação de nuvens e gelo em áreas da troposfera superior onde o amoníaco é eficientemente transportado verticalmente, nomeadamente sobre as regiões asiáticas das monções.
Sabe-se que as partículas de aerossóis arrefecem geralmente o clima ao reflectirem a luz solar. No entanto, a forma como novas partículas de aerossol se formam na atmosfera continua a ser relativamente mal conhecida.
"As partículas de aerossóis recém-formadas são omnipresentes na troposfera superior, mas os vapores e mecanismos que impulsionam a formação destas partículas não são bem compreendidos", explicou Jasper Kirkby, coordenador da experiência CLOUD. "Com experiências realizadas sob condições troposféricas superiores frias na câmara CLOUD do CERN, descobrimos um novo mecanismo de formação e crescimento extremamente rápido de partículas, envolvendo novas misturas de vapores".
Utilizando misturas de ácido sulfúrico, ácido nítrico e vapores de amoníaco na câmara a concentrações atmosféricas, a equipa de CLOUD descobriu que estes três compostos formam novas partículas a taxas muito mais rápidas do que as de qualquer combinação de dois dos compostos (10-1000 vezes mais rápidas do que uma mistura ácido sulfúrico-amónia que, em resultados anteriores de CLOUD, era considerada a fonte dominante destas partículas). Uma vez formadas partículas a partir dos três componentes, estas podem crescer rapidamente a partir da condensação de apenas ácido nítrico e amoníaco, atingindo tamanhos em que dão origem a nuvens. As medições CLOUD mostram ainda que estas partículas são altamente eficientes na formação de cristais de gelo, que se pensa que têm o papel principal na formação de gelo na atmosfera.
Os investigadores de CLOUD incluíram os novos resultados em modelos globais que incluem o transporte vertical de amoníaco por nuvens convectivas. Os modelos mostraram que, embora os aerossóis se formem localmente em regiões ricas em amoníaco da troposfera superior, viajam da Ásia para a América do Norte em apenas três dias através do corrente subtropical, potencialmente influenciando o clima da Terra numa escala intercontinental.
"Os nossos resultados melhorarão a fiabilidade dos modelos climáticos globais no que diz respeito à formação de aerossóis na troposfera superior e na previsão de como o clima irá mudar no futuro", disse Kirkby. "Mais uma vez, CLOUD está a descobrir que o amoníaco antropogénico tem uma grande influência nos aerossóis atmosférico, e os nossos estudos vão a informar as políticas para futuros regulamentos sobre poluição atmosférica".
As concentrações atmosféricas de ácido sulfúrico, ácido nítrico e amoníaco eram muito mais baixas na era pré-industrial do que são agora, e é provável que cada uma siga diferentes caminhos sob futuros controlos da poluição atmosférica. O amoníaco na troposfera superior tem origem nas emissões do gado e fertilizantes - que não estão actualmente regulamentadas - e é transportado para cima em gotículas de nuvens convectivas, que libertam o amoníaco ao congelarem.
Mariline Alves/Correio da Manhã/Direitos reservadosEstação da Cofina vai transmitir conteúdos sobre a guerra na Ucrânia produzidos pelos jornalistas do canal de notícias francês
A CMTV e o canal de notícias francês BFM TV formalizaram um protocolo para a compra de reportagens sobre a Guerra na Ucrânia, anunciou esta semana a estação do grupo Cofina. A primeira reportagem ao abrigo deste protocolo vai ser emitida já este domingo.
Em comunicado, o diretor geral editorial do jornal Correio da Manhã e da CMTV Carlos Rodrigues considera que a parceria "vem complementar o trabalho desenvolvido" pelas equipas do canal português, considerando a estação francesa de notícias como "um forte parceiro", no "objetivo" de "oferecer a melhor informação ao momento". Já o presidente da Altice Média France Arthur Dreyfuss acrescenta que a BFM TV tem "várias equipas de reportagem na Ucrânia que diariamente relatam de forma isenta e independente a situação dramática que se se vive no país" e que o acordo "perte-nos fazer chegar as nossas reportagens especiais na Ucrânia aos telespetadores em Portugal".
A BFM TV é uma estação de notícias francesa, detida pela Altice Média France. Líder nos canais informativos, com cerca de treze milhões de espetadores diários, conta com uma redação de 250 jornalistas. Tem também vários canais de informação regional, sob a marca BFM Regions, assim como um canal de informação económica (BFM Business), uma rádio (BFM Radio) e uma plataforma de streaming que agrupa todos os canais do grupo (RMV BFM Play).
Os canais CBS Reality e Jim Jam estão de saída da grelha de canais da MEO. A informação partiu da própria operadora e está a ser divulgada aos clientes através da fatura de maio.
Os dois canais deverão deixar a grelha "a partir do dia 30-06-2022", pode ler-se na informação.
A operadora participada da Altice tinha o exclusivo dos dois canais distribuídos pela AMC Networks International, estando disponíveis em todas as plataformas da operadora (fibra, ADSL, satélite e app tv).
É mais uma estreia no "pequeno ecrã": "Respect", filme sobre a vida de Aretha Franklin vai ser exibido no TVCine Top já esta sexta-feira, 20 de maio.
Realizado por Liesl Tommy e protagonizado por Jennifer Hudson, escolhida pela própria Franklin para o papel, o filme "retrata os anos formativos de Franklin sem esquecer as questões de espiritualidade, orgulho negro e feminismo que nortearam a vida da cantora", descreve o canal de cinema. "Quando o pai controlador toma conta da sua carreira, muda-se para Nova Iorque para assinar com a Columbia Records, apenas para perceber que ter uma boa voz não é suficiente para ter êxitos. Como resultado, enquanto procura a sua grande oportunidade, Aretha deve confrontar o seu pai, o seu marido abusivo Ted White, e reunir forças fazer uma nova versão do sucesso de Otis Redding “Respect”, de forma a encontrar finalmente o seu som e tornar-se a indiscutível Rainha da Soul", acrescenta.
Além de Hudson, o elenco conta com Forest Whitaker, Marlon Wayans, Tituss Burgess e Mary J. Blige. A estreia acontece a partir das 21h30, sendo que repete no mesmo canal no domingo, a partir das 06h30. O filme também ficará disponível no serviço de streaming TVCine+, após a estreia em televisão.
Grey_Coast_MediaDas 25 regiões estudadas, 12 foram classificadas com um grau avançado em termos do modelo de integração regional,
Um estudo que avaliou as políticas de integração de migrantes não comunitários e refugiados em 25 regiões de 7 países europeus, incluindo Portugal, colocou os Açores e Lisboa como regiões com um grau avançado em termos do modelo de integração regional. Deste estudo, no qual participou a Universidade de Coimbra (UC), resultou o primeiro Índice de Políticas de Integração de Migrantes (MIPEX) para Regiões, designado MIPEX-R.
Com coordenação geral da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas da Europa, em Portugal o estudo foi conduzido pelo investigador Paulo Espínola, do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da UC.
Das 25 regiões estudadas, 12 foram classificadas com um grau avançado em termos do modelo de integração regional, entre as quais as regiões de Lisboa e Açores, 4 encontravam-se numa fase intermédia e 9 com atraso.
Este projeto, intitulado REGIN – Regions for Migrants and Refugees Integration, foi realizado ao longo dos últimos dois anos e teve como grande objetivo incluir a integração de migrantes e refugiados nas políticas de coesão social ao nível regional. O facto de Lisboa não possuir Governo Regional, a avaliação teve como referência a atuação da Câmara Municipal de Lisboa no seu concelho.
As políticas de integração das duas regiões portuguesas foram classificadas como «ligeiramente desenvolvidas, fazendo parte do grupo mais avançado, registando Lisboa maior pontuação global (máximo = 100). Os pontos mais fortes da política de integração de Lisboa passam pela formulação e implementação das políticas de integração e no desenvolvimento de relações com os atores envolvidos. A política dirigida aos refugiados está mais desenvolvida do que a dos imigrantes não comunitários. Ao nível das áreas de intervenção, atingiu pontuação máxima (100) no âmbito da estratégia para a cultura e religião e necessita de melhorar o apoio à integração dos imigrantes nas escolas e, principalmente, promover campanhas preventivas sobre anti-discriminação», relata o investigador do CEGOT, que contou com a colaboração de Sandra Silva, investigadora do Centro de Estudos Geográficos (CEG) da Universidade de Lisboa (UL), no estudo referente à região de Lisboa.
Nos Açores, prossegue, pelo contrário, «a estratégia para os imigrantes encontra-se mais desenvolvida do que a dos refugiados. Os Açores apresentam um bom nível de produção de políticas e são fortes nas áreas de integração da cultura, religião e anti-discriminação. No entanto, o mesmo não se verifica no que se refere a implementação e avaliação das políticas, bem como no fraco nível de utilização de recursos comunitários e nacionais. Será preciso tomar medidas ao nível do apoio prestado aos imigrantes em termos de habitação e das suas línguas maternas».
Estas conclusões têm por base um questionário sobre políticas públicas de integração aplicado às entidades regionais ligadas direta e indiretamente aos imigrantes. Este questionário abrangeu 61 indicadores de áreas distintas, nomeadamente competências formais da região, coordenação e implementação da política de integração, utilização dos fundos nacionais e comunitários na política de integração e coordenação com as ONGs e os Stakeholders. Em simultâneo foi realizado outro questionário com 57 perguntas de cariz mais estatístico.
Em resultado do projeto, o Governo Regional dos Açores implementou algumas medidas de melhoria, entre as quais «decidiu criar um website, uma aplicação móvel e um documento impresso como guia de boas-vindas para os imigrantes. Este conjunto de ferramentas fornecerá, de forma direta e organizada, todas as informações sobre o processo de integração. Também vão permitir notificar os imigrantes sobre prazos de inscrição e possibilidade de preencher formulários e colocar questões sobre dúvidas que se levantem», exemplifica Paulo Espínola.
Este estudo foi financiado, no valor de 1,8 milhões de euros, pelo European Union's Asylum, Migration and Integration Fund, e teve como parceria técnica e coordenação das regiões o Barcelona Centre for International Affairs (CIDOB), o Migration Policy Group (MPG) e a Instrategies, empresa especializada em assuntos europeus e internacionais, com foco em mobilidade e migração. Colaborou ainda no estudo o Governo Regional dos Açores.
Com a ofensiva russa na Ucrânia, o investigador do CEGOT lembra que «foram já 6 milhões de ucranianos que, entretanto, deixaram o seu país em direção, sobretudo, à União Europeia. Esta corrente poderá mudar a relação de Portugal com os refugiados, isto porque o nosso país não tem sido muito procurado por este tipo de migrantes forçados».
Paulo Espínola observa que, «desde a crise migratória do Mediterrâneo de 2015, com a política de redistribuição de Beneficiários de Proteção Internacional da União Europeia, que Portugal aumentou o número de vagas, que não são 100% ocupadas anualmente. Isto acontece porque existe uma clara preferência dos refugiados pelos países da Europa Central e Ocidental. E até os que chegam a Portugal, porque as vagas nesses países esgotaram, quando surge uma oportunidade a maioria acaba por deixar o país».
«Considero que pode haver uma alteração a este nível, porque ainda há em Portugal uma comunidade ucraniana expressiva, aproximando-se dos 29 mil residentes em 2020. Ou seja, para o refugiado ucraniano há atualmente um suporte de apoio, que pode ser familiar, amizade ou então simplesmente recebido confortavelmente na sua própria língua. Desta forma, à partida, estão reunidas as condições para o alargamento do período de estada desses imigrantes», conclui.
Site Norberto ÁvilaO autor escreveu mais de trinta peças de teatro.
O dramaturgo e romancista Norberto Ávila morreu em Lisboa. A informação foi avançada esta terça-feira nas redes sociais e já foi confirmada à Agência Lusa pelo presidente da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia Chrys Chrystello, que acrescentou que a morte aconteceu na semana passada.
Nascido em 1936 em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Açores, Ávila frequentou a Universidade do Teatro das Nações em Paris, França, entre 1963 e 1965. Em 1973, criou em Lisboa a revista Teatro em Movimento, e dirigiu a Divisão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura.
Em 1978, deixa o cargo para se dedicar a escritor, produzindo "três dezenas de peças teatrais, três romances e um livro de poemas", nota a Direção Regional da Cultura dos Açores na "Enciclopédia Açoriana". Foi também responsável pelo magazine da RTP "Fila 1", dedicado à atividade teatral em Portugal.
Em 2008, a Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu-lhe a Medalha de Honra e, em 2010, a Região Autónoma dos Açores, atribui-lhe a Insígnia Autonómica de Reconhecimento. A 10 de junho de 2011, é-lhe atribuído o grau de Comendador da Ordem do Mérito pelo Presidente da República CavacoSilva.
A obra de Ávila em teatro está maioritariamente reunida na coletânea "Algum Teatro", editada em 2009, sendo que foi levada a palco em vários países. No entanto, também lançou romances, como "Na Mais Profunda das Águas" ou "A Paixão Segundo João Mateus (Romance Quase de Cordel)".
Homo Paparaccis CC BY-SA 4.0"Enquanto alguns veem a bandeira BSB como uma fácil negação de responsabilidade, a nova bandeira foi concebida (...) como uma recusa de derramar mais sangue."
Uma bandeira branca-azul-branca é frequentemente mostrada de forma proeminente em manifestações anti-Putin e eventos de protesto online que ocorrem fora da Rússia. Qual é o significado desta bandeira alternativa à oficial branco-azul-vermelho?
Conhecida em russo como a "бело-сине-белый флаг" (ou "bandeira BSB" referindo-se às iniciais russas de branco-azul-branco), representa uma manifestação contra a invasão da Ucrânia pela Rússia, embora a sua história seja anterior aos acontecimentos de 24 de Fevereiro.
Popularizada pelo designer russo Kai Kaytonina e pelo gestor de arte "Fish Sounds" (Звуки Рыб), faz referência à República Novgorod, um estado medieval que se desenvolveu na Rússia Ocidental entre os séculos XII ao XV. É um exemplo raro e bem conhecido de democracia limitada na história russa, uma vez que é ensinado no currículo escolar.
A razão por detrás da bandeira BSB é que ela remove a faixa vermelha inferior, que simboliza sangue, violência ou, para alguns, comunismo, e oferece um símbolo pacífico e não-imperialista aos russos que denunciam a invasão de Moscovo à Ucrânia e que querem construir uma sociedade e um Estado russo democrático e não colonial.
Historicamente, a bandeira branca-azul-vermelha era utilizada desde finais do século XVII pela Rússia czarista até ser banida na União Soviética após a Revolução Bolchevique de 1917. No entanto, ainda foi utilizada por emigrantes russos que rejeitaram a revolução. O tricolor foi reintegrado como bandeira nacional da Rússia em 1991.
Anton Litvin, um ativista russo radicado na República Checa, desempenhou um papel fundamental na popularização da bandeira do BSB em manifestações nas ruas de Praga. É um dos cofundadores do Comité Anti-Guerra de Praga ("Пражский антивоенный комитет") e referiu à Global Voices porque é que é importante para os russos que vivem no estrangeiro e que se opõem a Putin terem a sua própria bandeira:
Os [russos] que não reconhecem a bandeira BSB são obviamente aqueles que não participam em manifestações na Europa e noutros locais. É óbvio que não podemos ir para manifestações com a mesma bandeira que está hasteada nas embaixadas russas e no Kremlin.
Anton Litvin
Alexey Sidorenko, chefe da ONG Teplitsa, que apoia o ativismo cívico na Rússia, partilha a opinião de Litvin numa entrevista à Global Voices:
Em 2014 [o ano da ocupação da Crimeia pela Rússia] senti que se tornou fisicamente impossível participar em manifestações na Europa sob a bandeira tricolor. Desde o tempo da ocupação de Donbass e da Crimeia, a bandeira russa tornou-se intimamente associada ao imperialismo, ao militarismo e à violência. Penso que muitos partilharam dessa opinião. O Anton Litvin começou a falar da necessidade de ter uma nova bandeira antes de todos os outros, mas nessa altura a sua ideia parecia demasiado radical. As coisas mudaram em 2022, na minha opinião.
Alexey Sidorenko
Sidorenko conclui que, enquanto alguns veem a bandeira BSB como uma fácil negação de responsabilidade - "acabámos de lavar o sangue, por isso o nosso trabalho está feito" ("стёрли кровь и все") - ele acredita que a nova bandeira foi concebida não para ignorar o sangue que já foi derramado, mas antes como uma recusa de derramar mais sangue ou de aceitar a violência como um valor para a Rússia.
Este artigo, escrito por Filip Noubel, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.
Corinne Cumming/EBUO tema "Stefania" conseguiu 631 pontos.
Os Kalush Orchestra, da Ucrânia, venceram a edição 2022 do Festival Eurovisão da Canção, que decorreu este sábado em Turim, na Itália.
O tema "Stefania" conseguiu 631 pontos, depois da soma da votação dos júris nacionais e do público. Portugal, com o tema "Saudade, Saudade" de Maro, conseguiu o nono lugar, tendo obtido 207 pontos.
O Reino Unido e a Espanha, dois dos favoritos à vitória, conseguiram o segundo e terceiro lugares, respetivamente.
Esta é a terceira vez que o país vence o festival, desde que participou pela primeira vez em 1958. O país venceu em 2004, com "Wild Dances" de Ruslana, e em 2016, com "1944" de Jamala. Desconhece-se se a edição do próximo ano será na Ucrânia, devido ao conflito que decorre no país, sendo que a União europeia de Radiodifusão e a emissora ucraniana Suspilne vão iniciar discussões em breve.
DivulgaçãoEmpresa diz que o problema está em resolução e espera que o problema seja resolvido o mais depressa possível.
A agência portuguesa de notícias Lusa foi alvo de um ataque informático e que está a causar limitações no serviço prestado. A informação foi avançada pela própria empresa num comunicado enviado aos clientes e replicado em toda a comunicação social.
O ataque aconteceu "nas últimas quarenta e oito horas" e está a causar uma "continuada instabilidade no serviço". O presidente do Conselho de Administração Joaquim Carreira indicou no comunicado que a situação está em resolução, estando a "implementar soluções de mitigação" do ataque com os parceiros tecnológicos da agência. O incidente já foi reportado "às autoridades competentes". Não há ainda uma previsão para a resolução do problema, mas o administrador espera que o problema seja solucionado "com a maior brevidade possível".
A Agência Lusa é a maior agência de notícias em língua portuguesa, servindo meios de comunicação social portugueses e lusófonos de todo o mundo. Este não é o primeiro ataque informático em Portugal: recorde-se que o grupo Impresa foi atacado logo no início do ano, colocando indisponíveis todos os sites e serviços da dona da SIC e do Expresso. Desde aí, várias empresas e entidades foram alvo de ataque, como a Sonae, os Laboratórios Germano de sousa e a Vodafone Portugal.
o largo.Presidente da República considerou pintora como alguém que "honra Portugal".
A universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, já agraciou a pintora Graça Morais como Doutora Honoris Causa. A cerimónia decorreu esta quartas-feira na Aula Magna da instituição transmontana.
"Hoje é a celebração da vida, da sabedoria e da arte"
Dizendo que queria que esta cerimónia fosse "uma festa", Morais acabou por dizer que a "evolução se dá pelo saber". E vai mais longe: "Quanto mais cultas as pessoas forem, melhor podem decidir. Devemos ter consciência do mundo em que vivemos", sublinha.
Num discurso bem-disposto, acabou por abordar o desenvolvimento da região transmontana e da própria cidade de Vila Real: "Era bom que os presidentes da câmara trabalhassem para o bem desta região", diz. E agradecendo a distinção, acabou por desafiar o reitor da universidade Emídio Gomes: "Este campus dá muitas pinturas".
Falando dos apoios aos artistas que já não estão no ativo, apelou ao primeiro-ministro António Costa, que esteve presente na cerimónia para "apoiar os artistas na velhice. Não se pode apoiar com uma reforma de seiscentos euros por mês".
"Agora sou doutora por extenso, mas serei sempre pintora", concluiu.
o largo.
Numa mensagem em vídeo, Marcelo Repelo de Sousa diz que "desde cedo" que admira o trabalho da artista plástica: "Teve várias fases, mas foi sempre a mesma Graça Morais". O Presidente da República considerou ainda que a pintora "honra Portugal, prestigia cá dentro e lá fora".
Graça Morais é a segunda mulher e a décima terceira a ser agraciada com o grau de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, depois de Agustina Bessa-Luís, em 2018. Nascida na aldeia do Vieiro, Vila Flor, em 1948, Graça Morais tem uma carreira artística com mais de cinquenta anos, com representação em múltiplas coleções privadas e publicas e intervenção em múltiplas obras públicas nacionais e internacionais. Em 2021, foi homenageada na Nouvelle Sorbonne, em Paris, França. com uma jornada estudos sobre a sua obra.
Universidade de CoimbraO estudo centrou-se na avaliação do impacto de um projeto ambiental de continuidade com crianças entre os 6 e os 10 anos
"As crianças urbanas têm um grande desconhecimento sobre os ecossistemas aquáticos e a sua biodiversidade e medo de contacto com a natureza (água, terra, plantas, animais…), conclui um estudo liderado pela investigadora Maria João Feio, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Universidade de Coimbra (UC).
O estudo centrou-se na avaliação do impacto de um projeto ambiental de continuidade com crianças entre os 6 e os 10 anos (1º ciclo) e foi realizado no âmbito do projeto CresceRio, que tem como objetivo educar as crianças para a importância dos ribeiros urbanos, da sua biodiversidade e serviços, e simultaneamente chamar a atenção da sociedade para a necessidade da sua recuperação. O projeto envolve uma equipa interdisciplinar de ecólogos, sociólogos e artistas da Universidade de Coimbra, da Universidade de Aveiro e da companhia de teatro Marionet.
Neste trabalho em particular, a equipa avaliou o impacto de cinco atividades realizadas ao longo de dois anos letivos (1º e 2º ano) com uma turma da escola básica da Solum, agrupamento de escolas Eugénio de Castro. No âmbito dessas atividades, os alunos conheceram diferentes ribeiras urbanas de Coimbra e uma na serra da Lousã. Em todas, caracterizaram a vegetação, amostraram invertebrados bentónicos e microalgas e analisaram as perturbações antropogénicas no meio envolvente. Realizaram ainda uma aula de laboratório para identificação da fauna e flora, com microscópios óticos e lupas binoculares, e calcularam índices de qualidade ecológica dos rios.
De acordo com o estudo, publicado na revista científica PLOS ONE, os medos revelados pelas crianças foram diminuindo progressivamente ao longo do projeto, à medida que o seu conhecimento sobre os ecossistemas foi aumentando. No final, os alunos eram capazes de dizer os nomes de árvores ripárias, plantas aquáticas e invertebrados e identificar os maiores problemas destes sistemas.
O estudo concluiu ainda que nestas idades (6-10 anos) é necessário tempo «para que os resultados se manifestem e tenham um benefício duradouro, por oposição a ações de sensibilização pontuais. Demonstrámos o efeito do contacto regular das crianças com a natureza. Não só ganham uma importante sensibilidade que lhes permite distinguir o que está bem e mal nos ecossistemas aquáticos, contribuindo assim para a sua preservação, como também perdem o medo do contacto com os animais, a água e a terra, que demonstravam no início, reaproximando-se da natureza», afirma Maria João Feio.
Para a investigadora do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), os resultados deste estudo mostram que «é essencial promover o contacto das crianças com a natureza e transmitir-lhes conhecimentos sobre os ecossistemas e biodiversidade, de forma a promover comportamentos sustentáveis mais tarde. Este processo deve começar cedo e ser contínuo (começámos quando os alunos nem sabiam ler e escrever!). Introduzir temas ligados à ecologia com aulas práticas e de campo no currículo do 1º ciclo é fundamental».
O projeto CresceRio é cofinanciado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) através dos centros MARE e GeoBioTec e pelo Ministério da Cultura - que financia a participação da companhia de teatro Marionet. O artigo científico está disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0266776."
Corinne Cumming/EBUA canção de MARO vai concorrer na final do próximo sábado.
"Saudade, Saudade" foi uma das dez selecionadas na primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção, que decorreu esta terça-feira em Turim, Itália.
A canção de MARO foi uma das mais votadas e que inclui os temas da Suíça, da Arménia, da Islândia, da Lituânia, da Noruega, da Grécia, da Ucrânia, da Moldova e dos Países Baixos. As pontuações só serão conhecidas depois da final, tendo os países apurados sido anunciados de forma aleatória.
A final do Festival Eurovisão da Canção acontece este sábado.
Josef KubesO projeto integra investigadores do CIIMAR e do INRAE francês, além da Universidade de Coimbra.
Uma equipa de investigadores portugueses e franceses, liderada por Ivan Viegas, do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), testou, com sucesso, uma nova dieta para peixes de aquacultura, utilizando glicerol como ingrediente alternativo, que pode ajudar a solucionar um dos grandes desafios desta área de negócio.
Atualmente, as rações comercializadas são demasiado dispendiosas e, muitas vezes, pouco sustentáveis, já que são produzidas à base de ingredientes de origem animal. Por isso, explica Ivan Viegas, torna-se urgente encontrar «ingredientes alternativos cujo conteúdo nutricional e energético, mas também a sua pegada ecológica, garantam uma produção mais rentável, segura, sustentável e resultando num produto final nutritivo. Neste contexto, o desenvolvimento de rações para aquacultura deve apostar no aproveitamento de subprodutos de outras indústrias, com base na reutilização, recuperação e reaproveitamento de nutrientes como postulado no princípio da economia circular».
O projeto, que, além da Universidade de Coimbra, integra investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e do Instituto Nacional da Agricultura, Alimentação e Ambiente de França (INRAE), apostou no glicerol, «um subproduto da indústria do biodiesel cujo aumento de produção global levou o glicerol a tornar-se num ingrediente abundante, disponível e atestado como seguro, pelas autoridades europeias para a segurança alimentar, para utilização em rações animais. Com a crise de combustíveis que se avizinha, será até expectável que a produção de biodiesel aumente. Urge, portanto, encontrar utilizações para os seus subprodutos», afirma o líder do estudo.
«O glicerol é uma molécula que é estrutural para os humanos, presente, por exemplo, nos triglicerídeos. Tem sido utilizado com sucesso como ingrediente alternativo para a suinicultura e avicultura, no entanto, o seu potencial como ingrediente em rações para peixes de aquacultura tem ficado por explorar», acrescenta.
Para avaliar a fiabilidade, performance e limitações na utilização de rações suplementadas com glicerol, assim como as suas consequências, foram testadas duas importantes espécies de peixes de viveiro em Portugal, a truta arco-íris e o robalo.
As dietas experimentais preparadas pelos cientistas, suplementadas com 2.5% e 5% de glicerol, foram digeridas de forma eficiente por ambas as espécies. As várias análises efetuadas permitiram concluir que «a performance no crescimento [dos peixes] poderá ser afetada na percentagem mais alta, no entanto, uma suplementação intermédia até 2.5% não altera substancialmente a performance e eficácia na utilização metabólica e perfil nutricional do filete», sublinha Ivan Viegas.
Isto significa, esclarece o investigador da UC, «que há margem para a incorporação do glicerol na dieta destas espécies». Além disso, realça, «analisámos o fígado das espécies testadas, o principal órgão de regulação de toda a “maquinaria metabólica”, e, com a ajuda dos nossos parceiros do INRAE, em França, verificámos não haver alterações da regulação enzimática do metabolismo hepático destes peixes pelo glicerol».
Generalistas emitem cerimónias religiosas do 13 de maio em direto.
A Peregrinação Aniversária do 13 de maio, em Fátima, terá transmissão na televisão e na internet. RTP, TVI e Canção Nova Portugal transmitem as celebrações em direto e em diferido.
Celebrações religiosas - 12 e 13 de maio
Das três estações de televisão, apenas a Canção Nova Portugal transmitirá a Processão das Velas em direto. A transmissão está programada para as 21h25. Por seu turno, a RTP1 só emite a Procissão das Velas a partir das 23h45, após a transmissão (também em diferido) da segunda semi-final do Festival Eurovisão da Canção. Já a TVI só transmitirá a cerimónia a partir das 02h45.
Já no dia 13 de maio, todas as estações estarão em direto a partir das 10h, à exceção da Canção Nova Portugal, que inicia a emissão a partir das 08h55.
As cerimónias são também transmitidas nos canais internacionais (RTP Internacional, RTP África e TVI Internacional).
O próprio Santuário também transmitirá as celebrações no seu site em www.fatima.pt.
O filme de João Canijo está de volta ao pequeno ecrã. Protagonizado por Rita Blanco e Anabela Moreira, o filme conta a história de onde mulheres que partem a pé de Vinhais em direção a Fátima. "Ao longo de nove dias e 400 quilómetros, atravessam meio país em esforço e sacrifício para cumprir as suas promessas", refere a sinopse disponibilizada pela estação.
O filme será emitido no dia 12 de maio, a partir das 22h, no TV Cine Edition, repetindo no dia 15, a partir das 04h10, no TV Cine TOP.
Município de Vila Nova de CerveiraEvento contará com a inauguração de uma exposição temática no Arquivo Municipal.
Refletir sobre o impacto da emigração dos séculos XIX e XX nas populações de Vila Nova de Cerveira é o objetivo da conferência "Olhares Sobre a Emigração Cerveirense". Em comunicado, a autarquia sustenta que a iniciativa se deve ao "vasto histórico de emigração registado no concelho" neste período.
A conferência terá como orador Henrique Rodrigues, que irá debruçar-se sobre as "mobilidades e escritas da emigração oitocentista", e contará com a intervenção "«Ei-los que partem» - do Brasil à Europa", de quatro estudantes da Escola Secundária de Vila Nova de Cerveira sobre a "emigração comparativa dos cerveirenses entre os finais do século XIX e os anos 60 do século XX".
O evento contará também com a inauguração duma exposição temática no Arquivo Municipal com "documentos da época, como passaportes individuais e coletivos, requerimentos, bilhetes de vapor e processos de emigração de vários cerveirenses, de registos fotográficos de emigrantes e das suas famílias, entre outros materiais que recordam as memórias dos emigrantes, como por exemplo máquinas fotográficas ou malas de viagem", além de fotografias do fotógrafo francês "Gérald Bloncourt".
A conferência acontece já a 07 de maio, a partir das 15h30. A exposição será inaugurada no mesmo dia, às 16h30, sendo que ficará patente até dia 28 de setembro, no Arquivo Municipal. A entrada é gratuita.
Vailery/Envato"Em vez de ajustar as práticas de sistemas agrícolas insustentáveis, a agroecologia visa transformar os sistemas alimentares e agrícolas, abordando de forma integrada as causas dos problemas"
A guerra na Ucrânia, em particular depois do bloqueio dos portos do Mar Negro, provocou um aumento dos preços do trigo, milho e óleos vegetais, três componentes importantes do índice de preços das matérias-primas, calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) desde 1961. Este índice ultrapassou os seus máximos históricos; em sessenta anos, nunca o acesso a alimentos essenciais foi tão caro em termos reais. A inflação agrícola terá consequências para a segurança alimentar global - a FAO estima que cerca de 800 milhões de pessoas sofrem de fome no mundo e o impacto do atual aumento de custo dos bens alimentares será principalmente sentido na África Subsariana.
Para limitar este impacto global, é necessário assegurar o bom funcionamento dos mercados internacionais. A curto prazo, as reservas permitem encontrar alternativas, mas o mercado tem de ser capaz de travar a espiral ascendente dos preços, o que é defendido pela FAO e pela iniciativa FARM - European Food and Agriculture Resilience Mission. Apesar destas posições, não se conhecem os meios disponíveis. A União Europeia deixou de ter reservas alimentares estratégicas e não existe um sistema concertado de gestão a nível mundial para regular os mercados, pelo que atuam sobretudo os grandes operadores privados. Na ausência de regulamentação, não têm motivos para travar a subida dos preços, o que reforça as suas margens e aumenta o risco de especulação.
A tragédia da guerra leva-nos mais uma vez a questionar os modelos agrícolas em que se baseia o sistema alimentar global. Com efeito, os sistemas alimentares e agrícolas de hoje são capazes de fornecer grandes quantidades de alimentos aos mercados globais, no entanto, baseiam-se em sistemas de delapidação intensiva de recursos, causando uma vastíssima desflorestação, intensa degradação dos recursos hídricos, perda de biodiversidade, esgotamento dos solos e emissões significativas de gases com efeito de estufa. Apesar dos progressos recentes na produção, a fome e a pobreza extrema continuam a representar graves problemas globais, e mesmo onde a pobreza diminui, a desigualdade persiste e impede a sua eliminação.
A alternativa reside na agroecologia; uma abordagem integrada que aplica simultaneamente conceitos e princípios ecológicos e sociais à conceção e gestão dos sistemas alimentares e agrícolas, valorizando as interações entre plantas, animais, seres humanos e ambiente, sem descuidar os aspetos sociais que devem ser tidos em conta para termos um sistema alimentar justo e sustentável. A prática agroecológica integra a biodiversidade – o controlo biológico em vez de produtos fitossanitários, a manutenção do coberto vegetal, a fertilização orgânica dos solos. A agroecologia é igualmente determinante para manter altos níveis de produção e resistência aos impactos crescentes das alterações climáticas. A revolução agroecológica que o sistema alimentar exige, envolve redirecionar as prioridades das políticas de desenvolvimento e dos investimentos em benefício das explorações familiares, que são as primeiras responsáveis pela segurança alimentar mundial.
A agroecologia não é uma novidade. Há literatura científica da década de 1920 que descreve a abordagem agroecológica, encontrando expressão nas práticas dos agricultores familiares, nos movimentos sociais locais para a sustentabilidade e nas políticas públicas em vários países do mundo. Mais recentemente, entrou no vocabulário das organizações internacionais. As inovações agroecológicas baseiam-se na produção conjunta de conhecimento, combinando a ciência e o conhecimento tradicional dos produtores. Ao reforçar a sua autonomia e adaptabilidade, a agroecologia capacita os produtores e as comunidades para que se tornem agentes da mudança. Em vez de ajustar as práticas de sistemas agrícolas insustentáveis, a agroecologia visa transformar os sistemas alimentares e agrícolas, abordando de forma integrada as causas dos problemas e oferecendo soluções globais sustentáveis, sem esquecer os aspetos sociais e económicos dos sistemas alimentares.
Universidade do MinhoProjeto está disponível nas principais plataformas de streaming.
Uma equipa do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Universidade do Minho lançou o podcast “Uma Gota no Oceano”, para os cidadãos conhecerem melhor os oceanos e perceberem como os impactam. O projeto está disponível ao público nas plataformas Spotify e Google Podcasts e é cofinanciado pelo Programa EEA Grants, de Islândia, Liechtenstein e Noruega.
Cada episódio quinzenal tem um convidado e um tema diferente. As primeiras sessões focaram a prática de surf e mergulho, os tesouros das florestas marinhas ou o ativismo e arte em prol do oceano. No presente episódio, a bióloga brasileira Sofia Aranha reflete se os tubarões são uma ameaça ou, pelo contrário, se estão cada mais ameaçados.
Sabia que, em média, 70% dos peixes capturados por arrasto são devolvidos ao mar? Ou que as algas produzem 55% do oxigénio do planeta, além de purificarem as águas e de terem aplicações em culinária, medicamentos, moldes dentários e revestimentos têxteis? E, afinal, quem deu o nome aos oceanos? Estes são alguns tópicos dos 24 episódios previstos, que são moderados por Fábio Faria e têm convidados como o músico e ativista Barba Azul, o investigador João Franco, o instrutor de mergulho e náutica de recreio Ricardo Santos, a bióloga Ana Margarida Faria, o formador de surf Rui Silva ou o professor Leonel Pereira, entre outros.
“É difícil proteger algo que desconhecemos ou do qual sabemos pouco, por isso pretendemos neste espaço informal empoderar as pessoas sobre o precioso e frágil oceano, partilhar informação baseada na ciência e fomentar comportamentos responsáveis pelo ambiente”, explica Fernanda Cássio, diretora do CBMA e coordenadora do projeto, que é pensado em especial para os jovens, mais habituados aos podcasts. “Cada um de nós tem o seu papel, não somos apenas uma gota, mas mais uma gota para o futuro saudável do oceano”, acrescenta o investigador Pedro Gomes, que tal como Fernanda Cássio é também professor no Departamento de Biologia da Escola de Ciências da UMinho (ECUM).
O projeto visa assim afirmar a literacia do oceano, a comunicação de ciência e aproximar os agentes marinhos dos cidadãos, “que assim apanham a onda e temperam com sal o corpo e a mente”. “Uma Gota no Oceano” tem recebido seguidores e reações positivas de todo o mundo, inclusive educadores que aqui podem encontrar “momentos formativos úteis” para a sua prática profissional ou promotores que procuram novas abordagens sobre o corpo de água que circunda os continentes e que cobre a maior parte da superfície da Terra. O site oficial é umagotanooceano.pt.
Carlos Santos/InquietaPeça musica tem quarenta e cinco minutos e é descrita como "um passo muito grande na cultura transmontana"
Para comemorar o seu centenário, a diocese de Vila Real encomendou uma obra de música ao compositor Daniel Sousa. O resultado foi tornado público este sábado: "Missa Solene Salve Regina" é o título da obra em seis andamentos e que marcou também a estreia do Ensemble da Sé.
Com lotação esgotada, o concerto decorreu na Sé de Vila Real e foi descrito pelo diretor do Secretariado Diocesano de Liturgia, Música Sacra e Ministros Extraordinários da Comunhão Padre Hélder Libório como uma noite "sublime": "Podemos considerar este concerto um passo muito grande na cultura transmontana. A arte está a acontecer em Vila Real e está ao alcance de todas as gerações", frisou o vigário em comunicado
Com direção musical de Frederico Ferreira, a peça musical tem quarenta e cinco minutos e divide-se em seis andamentos, correspondentes aos momentos altos de uma missa: "Kyrie", "Gloria", "Credo", "Sanctus", "Benedictus" e "Agnus Dei".
A obra foi também o mote para a primeira subida a palco dos Ensemble da Sé, um coro de oito pessoas formado a 08 de dezembro de 2021, por altura do arranque das comemorações do centenário. A corista Ana Amaral considerou que o ambiente de estreia foi "muito bom, saudável e bonito. Há muita partilha e um amor comum pela música, que nos une a todos, e nos leva a querer que valha a pena e foi isso que sucedeu". Além dos oito membros, foram também convidados mais oito coralistas para esta atuação, visto que a peça "requer alguma massa sonora e onde o órgão sinfónico também se impõe".
Criada em 1922 pelo papa Pio XI, a Diocese de Vila Real foi criada pelo Papa Pio XI, abrangendo o distrito de Vila Real e paróquias de dioceses vizinhas (Braga (166), Bragança (19) e Lamego (71)). Desde a sua fundação, teve sete bispos. As comemorações incluem também uma exposição fotográfica no Museu do Som e da Imagem, em Vila Real.
ReproduçãoTudo indicaria que num mundo onde a comunicação foi simplificada e alargada [...] a verdade se sobrepusesse à mentira [...].
Infelizmente tal não aconteceu [...].
Um dos cartazes de agitação e propaganda que marcaram as paredes de Paris nas noites de Maio de 1968 ostentava um enorme frasco de vidro, com o formato que associamos ao dos frascos de veneno, em cujo rótulo líamos, em Francês, "Presse, ne pas avaler", ou seja, em Português, "Imprensa, não engolir".
Hoje, exemplares desse cartaz são leiloados na Internet atingindo valores jamais sonhados por quem o criou. Um produto de agitação e propaganda, crítico em relação ao papel dos jornais no contexto político e social que marcou Paris e a França em Maio de 1968, tornou-se num objecto de culto.
Infelizmente não temos, nestes tempos que vivemos, capacidade para forrar as paredes das cidades com cartazes que recriassem aquele frasco de veneno, identificando-o como o frasco das "Mentiras" e alertando para o perigo de engolir o respectivo conteúdo – "Fake News, não engolir".
Há 54 anos, os protagonistas da revolta estudantil parisiense que marcaria muitas mudanças em todo o Mundo, há meio século esses livres pensadores desconfiavam de uma Imprensa que consideravam venenosa e consequentemente perigosa. E nesta perspectiva combateram-na com companhas de desacreditação centradas na afixação de cartazes de rua.
Cartazes, quase sempre ou muitas vezes, impressos em papel barato e por técnicas artesanais e artísticas (como a da serigrafia monocromática) a tornar a produção destes materiais de agitação e propaganda mais rápida e mais acessível.
O acesso simplificado a estes meios de produção facilitou o combate ideológico, o debate de ideias e até a agitação das mentalidades que sempre alimentam momentos como os que se viveram, em Paris, nesse mês de Maio de 1968, e fizeram tremer a França.
Tudo indicaria que num mundo onde a comunicação foi simplificada e alargada por força do acesso às ferramentas que a Internet nos trouxe, neste nosso admirável e novo Mundo Novo, a verdade se sobrepusesse à mentira e fosse tão transparente quanto a água potável que sai pura das fontes.
Infelizmente tal não aconteceu e a realidade da desinformação instalada não é susceptível de ser combatida com eficácia apenas com cartazes que denunciam as "fake news" como sendo veneno que não podemos engolir.
Esta frente de batalha não bastará, mas é um começo.