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27 setembro 2022

"Mulheres empreendedoras e solidárias"

Manuela de Oliveira
O TEDxPorto Salon decorreu no passado sábado e a blogger e fashion advisor Manuela de Oliveira conta como foi.

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A influencer e socialite do início deste século, Biba Pitta, disse um dia, numa entrevista que "a caridade começa na porta ao lado". O meu respeito por ela começou nesse dia, bem como o meu interesse pela solidariedade.

No sábado, tive o privilégio de estar presente no TEDx Porto. O evento aconteceu num cenário feminino e foi gratificante ouvir aquelas seis mulheres a falarem dos seus projetos de empreendedorismo e solidariedade.

Algumas das talks foram verdadeiramente comoventes.

A primeira mulher, Silvia Freitas, falou-nos do seu projeto Pedalar sem idade, que tem como objetivo lutar contra o isolamento da população envelhecida. Foi muito emocionante ouvir as palavras da fundadora do projeto: "Pior do que a solidão de quem não tem filhos é a solidão de quem os tem". Silvia combate a solidão dos mais idosos levando-os a passear de bicicleta adaptada pelas ruas do Porto.

Seguiu-se Dulceneya Almeida, cofundadora da New Faces New Voices, uma associação que apoia mulheres guineenses que precisam de apoios financeiros para os seus projetos empreendedores.

A última oradora da primeira parte deste TEDx Porto foi Teresa Ponte, presidente da Porto Solidário. Confesso que me arrepiei com os relatos de pobreza escondida e com as necessidades com que toda a equipa da associação se depara no dia a dia, numa realidade com que convivemos e muitas vezes não conseguimos enxergar.

Mas a segunda parte foi muito comovente. Logo na primeira apresentação, não foi possível conter as lágrimas. Mariana Abranches Pinto partilhou a experiência que tem vivido, juntamente com a sua filha Nini. "Tudo muda num segundo", dizia a impulsionadora da Associação Compassio, que, duma forma serena, partilhava a sua experiência com a plateia: "Aceitar o que me é dado a viver (...) A morte é apenas um segundo". A Mariana comoveu-me com a sua coragem, dedicação e as suas palavras. Enterneceu-me com os relatos da postura da sua jovem filha perante as estranhezas e vicissitudes da vida.

O TEDx continuou com Carmo Teixeira Bastos, presidente da Young Parkies, Associação Portuguesa de Parkinson Precoce. Foi marcante o relato de uma mulher, jovem, que se depara com uma doença degenerativa e como uma realidade relativamente comum nos passa despercebida. "Será que há vergonha na partilha de diagnóstico?", questiona. Foi muito interessante ouvir as suas experiências e a forma cruel como a sociedade ousa julgar quem não conhece.

A última oradora tinha um cabelo maravilhoso e um tom de pele lindo! Laila Portela partilhou conosco as dores de ser mulher e negra. A criadora da Global Women in Tourism falou-nos de como o turismo pode ser um utensílio no desenvolvimento social, cultural e económico. Já me tinha apercebido das dificuldades que Leila explanou. Este verão, nas férias, comentei com a família de como era chocante só haver pessoas negras e estrangeiras a servirem na sala do pequeno-almoço do hotel onde estive, enquanto que, na receção, estavam miúdos com pouco savoir faire, só porque são "barbies" ou portugueses brancos.

Toda a organização e voluntários da TEDx Porto estão de parabéns. Foi, sem dúvida, um evento muito interessante e cativante.

Santa Marta de Penaguião acolhe Noite de Fados

Município de Santa Marta de Penaguião
Esta será a décima segunda edição do evento.

Uma nova edição da Noite de Fados. Esta é a proposta do município de Santa Marta de Penaguião para assinalar o Dia Mundial da Música.

Cassandra Cunha e o Grupo Terras de Penaguião são os convidados do evento, agendado para o próximo dia 01 de outubro, às 22h. O evento acontece no Auditório Municipal.

Esta é a décima segunda edição do evento.

"Dar Letra à Música" traz Bárbara Tinoco, Noble e TAXI ao Museu FC Porto

Divulgação
Exposições temporárias também foram prolongadas.

O auditório Fernando Sardoeira Pinto, no Museu Futebol Clube do Porto (Museu FC Porto), vai ser o palco das três próximas edições da sexta temporada do "Dar Letra à Música", uma ação conjunta do museu e da Associação Sótão Paralelo.

Bárbara Tinoco é a primeira a subir a palco, no dia 27 de outubro, seguindo-se Noble (dia 17 de novembro) e a banda TAXI (a 08 de dezembro). "Depois de uma grande abertura de época em outubro, estas são já mais duas fortíssimas presenças num evento que marca a diferença na oferta cultural da cidade do Porto", considera o Museu FC Porto numa nota de imprensa.

Os bilhetes já estão à venda.

Museu prolonga exposições

As exposições temporárias do Museu FC Porto "70 anos do Estádio das Antas" e "Este Mundo Não Nos Pertence" foram prolongadas, depois da "grande adesão do público".

"70 Anos do Estádio das Antas" engloba "Peças das coleções privadas do presidente Jorge Nuno Pinto da Costa e do clube numa abordagem sentimental e bastante original ao passado. O evento constitui uma descoberta ou um reencontro necessariamente emocional com a história de um estádio que marcou mais de meio século da vida dos Dragões", frisa o Museu. A exposição está patente na Sala Multiusos e é de entrada livre.

A outra das exposições que foi prolongada, "Este Mundo Não Nos Pertence", poderá continuar a ser visitada a partir de 01 de outubro no Espaço Jão Espregueira Mendes. Segundo o Museu, a mostra junta "obras de artistas nacionais e estrangeiros de referência e que se distribuem cronologicamente pela viragem do século XX para o XXI", obras que fazem parte da coleção privada de Isabel Mota e Fernando Pereira. A entrada é gratuita.

Hauser traz "rebeldia com violoncelo" a Portugal em 2023

Divulgação
Músico trará na bagagem o novo álbum "The Player".

O fundador do grupo "2Cellos" tem concerto marcado para 2023 em Portugal: Hauser atua no Altice Arena, em Lisboa, a 12 de outubro.

Segundo a promotora "Música no Coração", "um dos mais irreverentes instrumentistas de todo o mundo" vem a Portugal com a tour "Rebel With a Cello": "A megaestrela do violoncelo traz a Portugal um espetáculo absolutamente imperdível, apoiado no seu som romântico e cheio de alma", refere a promotora. O músico croata trará na bagagem o novo disco "The Player" (2022, Sony Music Entertainment).

Os bilhetes ficarão disponíveis esta sexta-feira, 30 de setembro.

Robbie Williams vem a Portugal

Divulgação
Tour europeia celebra os vinte e cinco anos como artista a solo.

A "XXV Tour" do cantor britânico Robbie Williams tem Lisboa no roteiro. A nova data foi anunciada esta segunda-feira.

Segundo a promotora "Música no Coração", o concerto acontece no dia 27 de março de 2023, na Altice Arena, e Robin Williams trará um concerto com "todos os seus grandes êxitos intemporais, num espetáculo completo com uma grande banda pop-rock".

O concerto insere-se no tour europeia do músico, que arranca a 20 de janeiro em Bolonha, Itália: "A tour de arenas será uma feliz celebração dos vinte e cinco anos de Robbie como artista a solo, após o lançamento no início deste mês do seu álbum, 'XXV', que apresenta muitos dos seus maiores sucessos e temas favoritos dos fãs", reforça a promotora.

Os bilhetes vão ficar disponíveis na próxima sexta-feira, dia 30 de setembro.

França: operadora corta sinal de canais por falta de acordo de distribuição

Julien Chatelain (CC BY-SA 2.0)
Há quase um mês que os canais de televisão do grupo TF1 estão indisponíveis na operadora Canal+.

Os canais e serviços de televisão do grupo TF1 estão indisponíveis na operadora Canal+ France, desde o início do mês de setembro e sem solução à vista.

No que parecia ser um simples desacordo entre um grupo de media e a principal operadora de televisão e conteúdos de França, escalou rapidamente para processos mútuos em tribunal.

Mas vamos por partes.

Canais estão disponíveis na TDT francesa... ou não!

Tudo começou com as negociações para a renovação do acordo de distribuição realizado entre o grupo de televisão e a operadora. O acordo terminou a 31 de agosto e abrangia cinco canais do grupo (TF1, TMC, TFX, TF1 Séries Films e LCI), além do serviço de streaming MyTF1. O grupo de media pretendia o pagamento de dezassete milhões de euros pela distribuição dos canais e dos serviços premium na operadora, um aumento de cinquenta porcento face ao anterior acordo de distribuição.

Por seu turno, o grupo Canal+ France não se mostrou disponível para pagar este valor e, no dia 02 de setembro, a emissão dos canais foi cortada para cerca de 5,4 milhões de clientes. Para se ter uma ideia do impacto, os canais da TF1 perderam imediatamente cerca de quinze porcento da sua audiência média.

No mesmo dia, a operadora emitiu um curto comunicado, referindo que o grupo TF1 estava a usar a sua "posição dominante" no mercado televisivo francês para exigir um "pagamento de uma quantia muito substancial pelos seus canais TDT gratuitos. Face a estas exigências infundadas e pouco razoáveis de canais que são acessíveis gratuitamente a todos e devem continuar a sê-lo, o Grupo CANAL+, parceiro de longa data do Grupo TF1, é obrigado a cessar a difusão destes canais, uma vez que já não tem o direito de o fazer", findou.

De facto, o "Canal Um" tem uma posição marcante no panorama televisivo francês. Ao contrário de Portugal, onde existem apenas oito canais na grelha (sete canais nacionais e um regional em cada região autónoma), o território europeu francês tem trinta canais nacionais (gratuitos e premium) e quarenta e três canais locais e regionais (disponíveis apenas em cada departamento). Dos trinta nacionais, o grupo TF1 é responsável por cinco canais. Além disso, o canal TF1 emite justamente na primeira posição da grelha, sendo que a operadora considera que essa posição traz automaticamente vantagem para o canal privado.

Rapidamente, o grupo TF1 respondeu com veemência ao corte do sinal dos seus canais. Primeiro, lançou um comunicado lamentando "profundamente" a "decisão" da operadora, acrescentando que a Canal+ France não quis aceitar um novo acordo, "apesar de semanas de discussões e negociações, optando por privar os seus clientes dos canais e serviços que pagam na sua subscrição. O grupo TF1 permanece aberto a conversações com vista a chegar rapidamente a um acordo para não penalizar ainda mais os milhões de espetadores que recebem os canais do grupo através da Canal+", frisou. Depois, lançou uma campanha para informar os espetadores de quais os meios onde podem continuar a ver a estação, desde peças jornalísticas nos espaços noticiosos da estação a uma campanha de divulgação nas redes sociais.

O grupo Canal+ France detém vários canais de televisão gratuitos e premium, assim como três serviços de distribuição de televisão: o Canal+ e o myCanal, acessíveis através de subscrição junto dum operador ou do aluguer de uma box, e a TNT Sat, serviço gratuito que disponibiliza os canais da TDT francesa através de satélite (o equivalente à TDT Complementar por Satélite em Portugal). Segundo o entendimento da operadora, o acordo de distribuição permitia a emissão dos canais TF1 nos três serviços da Canal+ France. Se é certo que os canais TF1 se mantêm acessíveis através da TDT francesa, da internet e de outros operadores, há espetadores que não têm a mesma sorte: os que vivem nas chamadas "zonas sombra", onde a cobertura da TDT só é feita via satélite, estão impedidos de aceder aos canais, porque a Canal+ France também cortou os sinais de televisão nesse serviço. Ao todo, há cerca de dois milhões de pessoas, inclusivamente fora de França Metropolitana, impedidos de aceder aos canais.

Tribunal diz que não há obrigação de restabelecimento do sinal

Facebook Canal Plus France

A reação do "Canal Um" não se fez apenas junto dos espetadores: chegou mesmo à barra do tribunal. O grupo sustentou que os três serviços de distribuição da Canal+ France são distintos, exigindo que o sinal fosse restabelecido, pelo menos, no serviço TNT Sat, colocando um processo sumário junto do Tribunal de Comércio de Paris. Já a operadora respondeu com outro processo contra a TF1, acusando-a de abuso de posição dominante e práticas discriminatórias.

O processo sumário teve um desfecho na passada quinta-feira e não teve o resultado pretendido pela TF1: o tribunal não decretou o restabelecimento dos canais e frisou mesmo que a Canal+ France não tinha nenhuma obrigação legal de o fazer.

Dos dois lados da barricada, as reações foram díspares. Em comunicado, a TF1 afirma que a Canal+ France está "plenamente autorizada a prosseguir com a difusão dos canais na TNT Sat" e que o transporte de sinal neste serviço "não dá origem a qualquer remuneração" para o grupo, além de que vai avançar com um recurso "a fim de não deixar as famílias que apenas têm TNT Sat para receber os canais TDT sem uma solução". No entanto, também em comunicado, a Canal+ France fez um ultimato: só retomaria a transmissão dos canais TDT gratuitos se fosse autorizada a fazê-lo "gratuitamente" para "todos os subscritores" dos serviços da operadora.

O governo francês afirmou que não vai interferir na contenda, mas, no inicío do mês, pediu à Canal+ France para restabelecer o sinal dos canais na oferta por satélite. Numa carta enviada ao presidente do conselho de administração da operadora Maxime Saada, a ministra francesa da Cultura Rima Abdul Malak considera que a situação de corte do sinal "não está de acordo com a intenção do legislador" de "garantir a cobertura total da TDT no território, obrigando os canais a disponibilizaram o seu sinal gratuitamente a um distribuidor de satélite que lhes faça esse pedido". Ora, Saada considera que a situação é algo que ultrapassa à operadora: "A Canal+ transmite mais de cento e cinquenta canais em França, incluindo todos os outros canais da TDT sem exceção. Não temos estas dificuldades com os outros players", afirmou.

09 setembro 2022

Jogos da Liga Portugal: SPORT TV e RTP chegam a acordo

Feo con Ganas/Unsplash
Transmissões arrancam já este sábado

Um jogo por jornada nos canais internacionais da RTP. Este é o resultado do acordo alcançado esta sexta-feira entre a estação pública e a SPORT TV Portugal, permitindo a transmissão dos jogos da Liga Portugal na RTP Internacional e na RTP África.

Segundo a edição online do Correio da Manhã, as transmissões arrancam já este sábado com o jogo entre o FC Porto e o GD Chaves, às 20h15 (hora de Lisboa).

Ainda não é público qual o valor e a duração deste acordo, mas, em agosto, o canal premium de desporto tinha feito uma proposta de 1,7 milhões de euros, o equivalente a metade do orçamento alocado aos canais internacionais da RTP, para renovação dos direitos de transmissão, valor que não foi aceite pela estação pública e que prolongou as negociações até agora. Recorde-se que o campeonato português de futebol arrancou em inícios de agosto.

05 setembro 2022

Pedro Mourinho muda-se para a CMTV

CMTV/Correio da Manhã/Direitos reservados
Diretor-geral da estação considera o jornalista como um "criativo de televisão".

Poucas horas após a oficialização de Sandra Felgueiras na TVI, o Correio da Manhã anunciou a contratação de Pedro Mourinho para a CMTV.

No "CM Jornal" das 20 horas desta segunda-feira, Carlos Rodrigues, Diretor-geral Editorial do Correio da Manhã e da CMTV considerou que a chegada de Mourinho como "uma das transferências mais significativas da história recente dos media em Portugal". No canal e na publicação, o jornalista manter-se-á como pivô de informação e desempenhará funções de direção já a partir desta semana, ficando com o pelouro dos "Novos Projetos": "Ele é um criativo de televisão", assegura o responsável.

A troca do jornalista da redação de Queluz de Baixo para a da rua Luciana Stegagno Picchio foi também descrita como um "casamento perfeito", permitindo que o canal continue "a crescer": "O nosso leque de pivôs é cada vez mais profissional, cada vez mais credível e continuará a merecer a confiança dos portugueses", afiança Carlos Rodrigues.

"É com muito orgulho que vamos receber Pedro Mourinho", frisa o diretor.

Recorde-se que a contratação do jornalista já estava a ser negociada desde agosto.

Pedro Santana Lopes e formato de Tânia Laranjo são algumas das novidades da grelha

Carlos Rodrigues aproveitou a presença no principal noticiário da estação generalista do cabo para anunciar um novo programa de jornalismo de investigação. "Doa a quem doer" é o nome do projeto da autoria e com apresentação de Tânia Laranjo. "Vai tratar casos de atualidade de justiça em Portugal, quer na atualidade de casos de sangue, quer na do crime violento, quer na de colarinho branco", explica o diretor-geral, acrescentando que é um programa de seis episódios.

Além disso, o responsável editorial dos dois meios de comunicação afirma que haverá um reforço das editorias de política e economia, tendo anunciado o regresso de Pedro Santana Lopes para o comentário no canal: "É um comentador de peso", frisa.

A CMTV é um canal generalista de teor informativo do grupo Cofina, surgido em 2013. Atualmente, é o canal de cabo mais visto em Portugal.

Festival de Ciência, ou a fantástica viagem aos mundos do conhecimento

Divulgação
"No fundo, um festival de ciência procura apresentar a ciência e a tecnologia de forma acessível a todos, a pessoas de todas as idades, com a mesma capacidade para surpreender e cativar que é esperada num festival de música, ou gastronómico, artístico, etc."

Em 2021, Oeiras acolheu o primeiro festival de ciência desenvolvido em Portugal. O FIC.A - Festival Internacional de Ciência foi altamente participado, com 34 mil visitantes ao longo de 6 dias, e gerou grande interesse no país e no estrangeiro.

Até ter lugar, o Festival percorreu um longo caminho, durante o qual se debateu não apenas com as implicações da pandemia no sector da cultura e dos eventos de massas, mas também com o desconhecimento do formato em contexto nacional. O imaginário estava praticamente circunscrito às típicas feiras de ciência que acontecem um pouco por todo o país, dinamizadas sobretudo por instituições académicas e por museus e outros espaços dedicados à promoção da cultura científica. Muito embora as feiras sejam um modelo privilegiado para levar a ciência ao público, o modelo de um festival exige ir mais longe.

No fundo, um festival de ciência procura apresentar a ciência e a tecnologia de forma acessível a todos, a pessoas de todas as idades, com a mesma capacidade para surpreender e cativar que é esperada num festival de música, ou gastronómico, artístico, etc. Não pode basear-se em fileiras de mesas com experiências a decorrer sobre os seus tampos com o público a ver, participando ou não ativamente. Um festival tem de ser mais. Tem de envolver os participantes em todos os seus momentos e apelar aos vários sentidos e sensações.

Foi com este espírito que o FIC.A se apresentou ao público. Inspirado na tradição britânica, onde os festivais de ciência estão amplamente enraizados na sociedade (desde 1831!), o FIC.A instalou o formato do show de ciência como preferencial, aliando a uma exposição dinâmica e interativa da ciência e do conhecimento algumas vertentes mais inesperadas, como a sua ligação às artes (cinema, teatro, literatura, fotografia, artes plásticas, artes digitais, entre outras) e à gastronomia, ou o reforço dos conteúdos em áreas com uma elevada procura como o desporto ou o mar. É, por isso – e apenas assim –, um festival na verdadeira acepção da palavra.

O difícil, na realidade, é escolher onde estar em cada momento: numa plateia a deixar-se invadir e entusiasmar pelas mais recentes descobertas do mundo científico; num bar improvisado a descobrir o que afinal se esconde por detrás de comidas, petiscos e bebidas que tão bem conhece; frente a frente com investigadores a explorar o seu dia-a-dia e a pôr “as mãos na massa”; a tirar fotos para as redes sociais junto a dinossauros em tamanho real; a utilizar equipamentos de realidade aumentada para se imbuir em novos domínios; debruçado sobre o chão a remover a areia e terra que cobre ossos e objetos de tempos antigos; a correr ou a pular lado a lado com desportistas enquanto percebe como está a ciência envolvida nos seus feitos e recordes; numa exposição interativa ou “simplesmente” de fotografia capaz de o levar do microscópico à Amazónia; a folhear o mais recente livro de divulgação científica acabadinho de ser assinado pelo seu autor; num cinema que tão rapidamente retrata a vida de um grande cientista, como exibe um episódio de vida selvagem … Uma viagem única às mais diversas áreas da ciência, desde tudo o que envolve o corpo humano e os seus mistérios, a vida no planeta e tudo o que lhe está associada, até o que vai além das fronteiras da Terra, em direção à imensidão do universo.

Em 2021, o FIC.A acolheu mais de 120 parceiros, reunindo uma elevada representatividade nacional e internacional graças à participação de entidades de mais de 25 países. Trouxe a público um programa inédito que primou quer pela qualidade e diversidade, quer pela atenção dada à adequação dos conteúdos às várias faixas etárias e expectativas: um programa escolar, segmentado de acordo com os ciclos de ensino do pré-escolar ao secundário, um programa dirigido aos adultos e às famílias, atividades especialmente concebidas para pessoas de idade mais avançada, para professores, para comunicadores de ciência… O objetivo é fazer com que todos os participantes sintam que o Festival é para eles, que se sintam bem-vindos e que no regresso a casa vão mais ricos, mais abertos à ciência e mais disponíveis para participar neste e noutros eventos que procurem comunicar ciência e promover a cultura científica.

Uma sociedade mais assente em conhecimento, mais ciente e mais confiante no método científico e na sua importância para o bem-estar geral, é uma sociedade mais evoluída e mais capaz de lidar com os vários desafios a que é sujeita. E um festival é um ótimo contributo para este fim.

Assim, finda a época dos festivais de música, o país recebe um festival onde é a ciência a marcar o ritmo. A próxima edição do FIC.A - Festival Internacional de Ciência acontece nos dias 10 a 16 de outubro, em Oeiras, no futuro hub de indústrias criativas de Porto Salvo. O evento é promovido pela Senciência e tem no Município de Oeiras o seu principal apoio.

Sandra Felgueiras é o novo reforço da TVI

TVI/Divulgação
Jornalista troca o grupo Cofina pela Media Capital.

A jornalista Sandra Felgueiras foi anunciada esta segunda-feira como o novo reforço da informação da TVI. É a confirmação duma mudança já anunciada há algumas semanas.

A jornalista, que era, até agora, diretora da revista Sábado e responsável pelo programa "Investigação Sábado" na CMTV, chega agora à redação de Queluz de Baixo, onde "vai assumir um papel de destaque na informação da TVI", explica a estação em comunicado. A contratação representa um "esforço de relançamento da informação da TVI, que visa reforçar a sua qualidade, o seu dinamismo e a sua proximidade ao espetador". O diretor de informação da TVI e da CNN Portugal Nuno Santos considera a jornalista como "um rosto marcante do jornalismo no nosso país" e "uma profissional multifacetada, capaz de produzir vários géneros, em especial no domínio da investigação. Chega para somar ao talento que já temos na nossa redação", afirma.

Esta é a segunda mudança da jornalista só este ano. Depois de ter abandona a RTP, com o fim do formato "Sexta Às 9", Felgueiras mudou-se para o grupo Cofina para dirigir a revista Sábado e área de investigação do grupo de media

Com uma carreira iniciada em 1998, Sandra Felgueiras fez parte das redações do jornal Expresso e da SIC.

SkyShowtime chega a Portugal até 2023

Divulgação
Serviço vai ficar disponível em vinte países europeus

O serviço que junta conteúdos da Universal, Dreamworks, Nicklodeon e Paramount já divulgou os planos para a sua expansão europeia: o SkyShowtime chega à Europa a 20 de setembro.

O arranque da plataforma de conteúdos ondemand acontece inicialmente na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia. Os Países Baixos também receberão a plataforma até ao final do ano.

Plataforma estará acessível em vinte países em dezoito idiomas

A data de lançamento foi divulgada esta segunda-feira. O serviço, que é o resultado de uma parceria entre a Comcast, que detém a NBC Universal e a Sky, e a Paramount, chega aos países nórdicos com mensalidades similares a outras plataformas de streaming: a título de exemplo, na Finlândia, a mensalidade do novo serviço será de 6,99€.

A SkyShowtime vai substituir a plataforma Paramount+, estando disponível através de subscrição direta no site ou através de vários operadores locais. Baseada na plataforma Peacok, apenas disponível nos Estados Unidos da América, o serviço foi "criado especificamente para a Europa e é dedicado a estes mercados", mantendo "escritórios regionais ao longo de todos os territórios".

Quanto ao conteúdo, a plataforma trará "o melhor entretenimento dos maiores estúdios e storytellers do mundo. Com milhares de horas de entretenimento de qualidade para toda a família, o serviço será a casa duma vasta seleção das séries e filmes mais aguardados do mundo", refere o serviço em comunicado. Os conteúdos estarão disponíveis no serviço após o seu lançamento em cinema e para o mercado doméstico. A par de filmes e séries como Top Gun Maverick", "Minimos: As Ascensão de Gru", "Dexter: New Blood", "The Offer", "Downton Abbey: Uma Nova Era" ou "Cantar! 2", a plataforma vai também disponibilizar conteúdos dedicados a cada mercado: "A SkyShowtime vai contar com programação original local, documentários e especiais oriundos dos seus mercados", promete.

A promessa é de que o serviço ficará disponível em vinte países, atingindo noventa milhões de lares e disponibilizando conteúdos em dezoito idiomas. A Península Ibérica será o mercado que receberá a plataforma, logo a seguir aos Países Baixos: "A SkyShowtime continuará o seu lançamento em Espanha, Portugal, Andorra e Europa Central e Oriental nos próximos meses e até ao 1º trimestre de 2023", acrescenta o comunicado, não se comprometendo, no entanto com datas específicas.

02 setembro 2022

Equipa portuguesa desvenda o mecanismo bioquímico para a coloração vermelha em vertebrados

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"Em 2016, a mesma equipa tinha já publicado na mesma revista científica a descoberta da primeira enzima implicada neste processo."

Uma equipa internacional liderada por investigadores do CIBIO-InBIO/BIOPOLIS (Universidade do Porto), da Universidade de Tulsa e da Escola de Medicina da Universidade de Washington publicou hoje, na prestigiada revista Current Biology, um estudo que identifica pela primeira vez um processo enzimático que produz a coloração vermelha em vertebrados.

Os cetocarotenóides são pigmentos responsáveis pelas cores vermelhas em muitos animais vertebrados, e são tipicamente convertidos por um processo enzimático a partir de outros carotenóides adquiridos pela dieta. Este é um processo biológico comum na natureza, mas cujos detalhes iludem cientistas há décadas. Em 2016 a mesma equipa tinha já publicado na mesma revista científica a descoberta da primeira enzima implicada neste processo, uma cetolase designada CYP2J19.

“No entanto, posteriormente constatámos que a ação desta enzima não era suficiente para sintetizar os cetocarotenóides, por isso continuamos à procura de outras enzimas que pudessem estar implicadas neste processo enzimático. Finalmente, neste artigo demonstramos que em várias espécies de aves há uma outra enzima que está envolvida, uma desidrogenase designada BDH1L”, explica Miguel Carneiro, investigador do CIBIO-InBIO/BIOPOLIS e coordenador da equipa portuguesa.

“Ainda mais importante foi constatar que estas duas enzimas apenas são suficientes para fazer a conversão: a CYP2J19 atua primeiro em carotenóides amarelos que são adquiridos pela dieta, transformando-os em zeaxantinas, que são depois transformadas em cetocarotenóides pela BDH1L”, diz Cristiana Marques, coautora e aluna de doutoramento no CIBIO-InBIO/BIOPOLIS. “E isto é muito relevante porque nos permite compreender todo um processo metabólico que é simples, mas vital, para a biologia de muitos animais” acrescenta Miguel Carneiro.

Depois desta descoberta, os investigadores foram ainda mais longe, e tentaram saber se o mecanismo de produção de cetocarotenóides seria semelhante noutros vertebrados. Através de estudos com peixes danio-pérola (Danio albolineatus) verificaram que duas enzimas, semelhantes às utilizadas pelas aves, eram as únicas envolvidas na produção de cetocarotenóides. “Isto demonstra que este mecanismo é utilizado por grupos de vertebrados com uma história evolutiva muito distinta”, explica Pedro Miguel Araújo, coautor, investigador do CIBIO-InBIO/BIOPOLIS e do MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, na Universidade de Coimbra.

Miguel Carneiro realça que “o fato de termos identificado o mesmo tipo de processo enzimático, que terá evoluído independentemente em aves e peixes, sugere que a utilização deste mecanismo de produção de cetocarotenóides pode ter surgido várias vezes durante a evolução, em diferentes grupos de vertebrados”.

Ricardo Jorge Lopes, coautor, primeiro autor do artigo de 2016 e Curador de Aves no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto conclui: “A descoberta deste processo enzimático de bio-síntese de cetocarotenóides tem profundas implicações para compreendermos como a evolução da utilização da cor, muitas vezes como indicadora da sua condição física, estará relacionada com outras importantes funções metabólicas nos vertebrados”.

Artigo original: Toomey MB, Marques CI, Araújo PM, Huang D, Zhong S, Liu Y, Schreiner GD, Myers CA, Pereira P, Afonso S, Andrade P, Gazda MA, Lopes RJ, Viegas I, Koch R, Haynes ME, Smith DJ, Ogawa Y, Murphy D, Kopec RE, Parichy DM, Carneiro M, Corbo JC. A mechanism for red coloration in vertebrates. Current Biology. https://doi.org/10.1016/j.cub.2022.08.013

01 setembro 2022

Tudo o que precisa de saber sobre Astronomia

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"A astronomia, como qualquer ciência, avança fruto da acumulação de conhecimento. Por vezes, este avanço lento, mas robusto, é empurrado por descobertas e ideias revolucionárias."

A Astronomia é a ciência que estuda a origem e evolução do Universo. A definição parece simples, mas o Universo é um lugar vasto, recheado de corpos celestes fascinantes e fenómenos fantásticos.

A Astronomia faz parte da história cultural e científica da humanidade, tendo por várias vezes revolucionado a nossa forma de pensar e ver o mundo. No passado, a astronomia foi usada por razões práticas, como medir o tempo ou navegar nos vastos oceanos. Hoje, os resultados do desenvolvimento científico e tecnológico da astronomia e áreas afins, têm vindo recorrentemente a transformar-se em aplicações essenciais para o nosso dia-a-dia: computadores, satélites de comunicação, GPS, painéis solares, internet sem fios e muitas outras aplicações tecnológicas.

A astronomia, como qualquer ciência, avança fruto da acumulação de conhecimento. Por vezes, este avanço lento, mas robusto, é empurrado por descobertas e ideias revolucionárias como a teoria do Big Bang. O Big Bang, o fenómeno que deu origem ao Universo, aconteceu há cerca de 13,8 mil milhões de anos e deu origem aos blocos fundamentais para a formação de galáxias, estrelas, planetas e vida. No início tudo estava concentrado num só ponto, infinitamente compacto e quente que se começou a expandir e arrefecer com o tempo. A expansão do Universo, que começou com o Big Bang, continua a acelerar. Os astrónomos acreditam que esta expansão se deve a uma misteriosa forma de energia distribuída por todo espaço, a energia escura.

Se olharmos para o céu numa noite escura, vemos uma faixa de luz cortando o céu de horizonte a horizonte. Esta faixa e todas as estrelas que vemos no céu fazem parte da galáxia em que vivemos, a Via Láctea. As galáxias são como ilhas no vazio do Universo. A nossa contém cerca de 300 mil milhões de estrelas, das quais o Sol é apenas uma, tão anónima como um grão de areia numa praia. Estas estrelas orbitam harmoniosamente em torno do centro onde se encontra um monstruoso buraco negro. Por vezes estes buracos negros podem fundir-se com outros buracos negros ou objetos maciços, quando isso acontece formam-se ondas gravitacionais, que se propagam pelo tecido do espaço-tempo. Este “mar” que é o Universo tem muitas outras ilhas, a nossa é apenas uma entre as mais de 500 mil milhões de galáxias que o povoam.

Embora uma estrela vulgar, o Sol teve até 1995 um estatuto especial: era a única estrela que tinha planetas a orbitá-la. Nesse ano, foram detectados sinais do primeiro planeta fora do Sistema Solar. Hoje conhecemos mais de 3500 outros planetas extrassolares. Estima-se que mais de 15% das estrelas, como o Sol, sejam orbitadas por planetas parecidos como a Terra. Pequenos e orbitando a uma confortável distância da sua estrela, que permita a existência de água líquida e quem sabe vida.

Mas de que é feito o Universo? Sabemos que existem planetas, estrelas, galáxias. Mas existe algo mais, algo vasto, estranho e misterioso e que ninguém sabe o que é. Seria de esperar que as estrelas orbitassem o centro das galáxias, do mesmo modo que os planetas orbitam o Sol no nosso Sistema Solar: os planetas mais próximos do Sol com velocidades superiores às dos planetas mais afastados. Mas tal não acontece: as estrelas nas galáxias orbitam todas à mesma velocidade, como um disco. Deve haver algo que não vemos e que “une” as estrelas e faz a galáxia comportar-se deste modo. Os astrónomos chamaram-lhe matéria escura. Estima-se que aquilo que conseguimos observar seja apenas uma pequena porção de tudo o que existe no Universo. Tudo o resto é desconhecido!

Mas a astronomia não se resume a avanços científicos ou aplicações tecnológicas: dá-nos a oportunidade de alargarmos os nossos limitados horizontes e de descobrirmos a beleza e a grandeza do Universo e o nosso lugar nele. Esta visão é uma das mais importantes contribuições da Astronomia para a Humanidade.

FOX+ deixa Vodafone

Divulgação
Operadora era a única a disponibilizar o serviço.

O serviço de streaming FOX+ vai ser descontinuado a partir setembro. A informação está a ser enviada aos clientes da Vodafone Portugal através de mensagem escrita.

Segundo a operadora, o serviço "será descontinuado a 30 de setembro", deixando de "estar disponível "a partir dessa data".

O serviço FOX+ estava apenas disponível através das boxes de televisão da Vodafone Portugal, sendo a única operadora que ainda mantinha o serviço. Lançado em 2015 em Portugal, o serviço de streaming disponibiliza séries que já foram emitidas nos canais FOX, assim como alguns exclusivos.

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