Estudo quer contribuir para "um regime alimentar seguro e saudável da população residente em Portugal"
Serão os níveis de mercúrio presentes nos produtos da pesca adequados para garantir baixo risco para as populações que consomem muito peixe? Um novo estudo liderado por cientistas do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) revela que os valores de mercúrio mais elevados foram determinados em espécies carnívoras (que se alimentam de animais mais pequenos), como a pescada, podendo ter efeitos adversos para a saúde humana devido à concentração de mercúrio.
Tendo em conta as porções diárias recomendadas na Roda dos Alimentos que definem uma alimentação completa e equilibrada, o estudo “Are mercury levels in fishery products appropriate to ensure low risk to high fish-consumption populations?” determinou a frequência semanal com que a população residente em Portugal pode consumir bacalhau, pescada e polvo cozido, bem como carapau e sardinha grelhados, de forma a prevenir efeitos adversos para a saúde, uma vez que algumas espécies marinhas podem conter elevadas concentrações de metilmercúrio.
Universidade de Coimbra
O metilmercúrio, explica Elsa Teresa Rodrigues, coordenadora do estudo e investigadora do DCV e do Centre for Functional Ecology (CFE) é «uma forma química do mercúrio com potencial de bioacumulação nos tecidos biológicos e com elevada neurotoxicidade, tendo-se verificado neste estudo que a pescada (com mais de 1kg) cozida e consumida mais do que uma vez por semana, e carapau (de 35-40 cm) grelhado e consumido mais do que cinco vezes por semana, ultrapassa o valor de metilmercúrio aceite como seguro e estabelecido pela Agência Europeia para a Segurança Alimentar. Já bacalhau e polvo cozidos, assim como sardinha grelhada, quando adquiridos e cozinhados nas condições testadas, podem ser consumidos sem restrições», revela.
Para chegar a estes resultados, a equipa da FCTUC adquiriu os produtos frescos no mercado, à exceção do bacalhau da Noruega (salgado e seco), e simulou os métodos culinários tradicionais em laboratório. «A deteção e quantificação do mercúrio total e do metilmercúrio presente nas amostras cruas e cozinhadas foi feita por espectrometria de absorção atómica com combustão direta da amostra», descreve Elsa Teresa Rodrigues.
De acordo com os cientistas do DCV, «verificou-se que os tratamentos culinários testados resultaram sempre num aumento da concentração de mercúrio; e que em todas as situações testadas (amostras cruas e cozinhadas, mercúrio total e metilmercúrio), os níveis mais elevados foram determinados na pescada e no carapau».
«Além do conhecimento científico produzido, com este estudo contribuímos para um regime alimentar seguro e saudável da população residente em Portugal, uma vez que respondemos a um dos desafios societais associados ao setor alimentar: ajudar a escolha informada dos consumidores», conclui a equipa.
Desta investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), além do DCV, fazem ainda parte da equipa cientistas da Universidade de Aveiro.
Trinta filmes que conquistaram a estatueta dourada. É esta a proposta de uma maratona que o canal TVCine Edition vai transmitir nos fins de semana de 04 a 12 de março.
"As sugestões multiplicam-se", refere o canal premium, acrescentando que esta maratona de filmes abre "caminho a dois fins de semana recheados de grande Cinema que nos levam até à noite de Óscares deste ano". "O Jogo da Imitação" é o filme que inaugura a maratona.
"Lawrence da Arábia", "Há Lodo No Cais", "Pulp Fiction" ou "Silêncio dos Inocentes" são alguns dos filmes que estão incluídos nesta maratona que arranca no dia 04 de março, a partir das 10h25.
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DivulgaçãoCoprodução europeia ocupará os serões da estação pública.
Os atentados terroristas de 22 de março de 2016 no aeroporto nacional da Bélgica são o pano de fundo da ação de "Bagagem Perdida", a nova minissérie que estreia na RTP2 esta quarta-feira.
A coprodução entre a estação belga em língua holandesa VRT e a franco-alemã ARTE centra-se em Samira Laroussa (Lara Chedraoui), uma agente da polícia de ascendência marroquina que é encarregada de devolver as bagagens e pertences deixados para trás pelos passageiros no dia do atentado, criando uma "determinação cega": "Cada novo encontro com um sobrevivente ou parente de um dos falecidos serve para desequilibrar a aparentemente forte Samira, que está longe de estar pronta para lidar com as dores do seu próprio passado conturbado", descreve a estação pública, acrescentando que este é "um drama comovente e agridoce sobre perda, amor e resiliência".
Além de Chedraoui, a série de cinco episódios conta com Elias Vandenbroucke, Isabelle Van Hecke, Jeroen Van Der Ven e Mattias Van De Vijvor no elenco.
DivulgaçãoCantora atua em junho no Primavera Sound Porto.
A cantora norte-americana Halsey lançou a semana passada o seu novo single: "Die 4 Me" já está disponível nas plataformas digitais.
Segundo a editora Universal Music Portugal, "o primeiro verso deste tema surgiu em 2019, com o lançamento da canção “Die For Me” em parceria com Post Malone e Future". A versão de 2019 de "Die For Me" conta com mais de 900 milhões de streams a nível global.
A cantora acrescenta que o lançamento deste tema era pedido pelos seus seguidores: "Há muito tempo que a minha base de fãs conhecia uma maqueta de "Die For Me" apenas com a minha voz".
Halsey tem concerto em Portugal, no dia 10 de junho no Primavera Sound Porto.
DivulgaçãoEsta é a segunda edição do evento cultural.
O palco do Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, vai receber música e poesia: o "POESIAVIS" acontece já no próximo dia 18 de março. A organização está a cargo do músico e compositor Rodrigo Leão.
Numa nota enviada às redações, o município avisense refere que "serão declamados poemas de autores como Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Alexandre O’Neill, Mário Cesariny, Natália Correia e José Régio mas também dos poetas populares do Concelho de Avis João Guilherme, Dinis Muacho e António José Carrilho", num serão que se quer "dedicado à cultura".
O evento contará com declamações de Maria Vitória Carrilho, Miguel Borges, Pedro Oliveira, Paulo Roque e da antiga ministra da Cultura Gabriela Canavilhas. Carlos Poeiras e a Orquestra de Acordeão Mestre de Avis, Celina Piedade e Ana Santos e Gabriel Gomes e Rodrigo Leão serão os responsáveis pela música.
Esta é a segunda edição do evento: a primeira aconteceu em 2022 e contou também com a presença de Rodrigo Leão. Tal como na última edição, a entrada é gratuita.
Brett Jordan/PexelsO governo tentou censurar um documentário na Índia
Na manhã do dia 14 de fevereiro de 2023, cerca de vinte funcionários da Autoridade Tributária da Índia entraram na redação indiana da British Broadcasting Corporation (BBC), localizada na capital de Nova Deli, para iniciar um "inquérito fiscal sobre o rendimento" da empresa. De acordo com a Newslaundry, um órgão de comunicação sobre os media na Índia, cerca de cem funcionários da empresa que estavam presentes no edifício na altura foram convidados a apresentar os seus telefones e a permanecer nas instalações durante a rusga. Um "inquérito" semelhante começou também no escritório da BBC em Mumbai. A investigação durou três dias e foi concluída na noite de 16 de fevereiro de 2023.
Para os que conhecem as circunstâncias sociopolíticas indianas, a notícia de terça-feira não foi surpresa, uma vez que seguiu um padrão que se tornou extremamente comum no país. A BBC, a emissora nacional do Reino Unido, tinha sido o tema de conversa pública e cobertura noticiosa durante o mês passado. A razão? O explosivo documentário sobre os tumultos de Gujarat de 2002.
Em janeiro de 2023, a BBC lançou um documentário de duas partes intitulado "India": The Modi Question" ("Índia: a Questão Modi" em português), que visava destacar a crescente violência contra a população minoritária muçulmana na Índia sob a liderança do atual primeiro-ministro Narendra Modi. A primeira parte da série, lançada a 17 de janeiro, centrou-se nos horríveis motins de Gujarat de 2002. O segmento expôs o envolvimento significativo do governo do partido Bharatiya Janata (BJP), liderado por Narendra Modi, no estado de Gujarat nos violentos ataques contra a população da minoria muçulmana durante esse período.
A informação contida no documentário não era nova e tem estado disponível ao público sob a forma de registos escritos, documentação e reportagens ao longo das últimas duas décadas. Durante um comício em novembro de 2022, Amit Shah, um líder proeminente do BJP e atual ministro da Administração Interna, reconheceu os motins de Gujarat em que um grande número de pessoas, principalmente muçulmanos, perderam as suas vidas. Shah afirmou que lhes "foi dada uma lição".
O bloquear do documentário na Índia
No entanto, a reação do governo indiano ao documentário foi imediata, considerando-o como uma peça de propaganda. A série foi disponibilizada apenas no Reino Unido através do serviço de streaming online da BBC, o BBC iPlayer. Contudo, foi também em múltiplos canais de espetadores no YouTube e amplamente partilhado em várias plataformas de redes sociais. O governo invocou leis de emergência para proibir completamente o acesso ao documentário na web aos visitantes na Índia. Kanchan Gupta, o conselheiro sénior do Ministério da Informação e Comunicação Social referiu num tuite de janeiro de 2023 que foi ordenada a retirada de vários vídeos do YouTube contendo o primeiro episódio do documentário da BBC e mais de cinquenta tweets com links para esses vídeos.
A 24 de janeiro, a BBC emitiu a segunda parte do episódio do documentário, que se debruçou sobre a atuação do governo de Modi a seguir à sua reeleição em 2019 e isso não foi alvo de quaisquer ordens de censura.
A decisão do Twitter em remover os tuites e a falta de apoio por parte das democracias ocidentais na defesa do documentário da BBC, documentário esse que o órgão de comunicação britânico diz ter sido "rigorosamente investigado", desencadeou um debate generalizado.
Repressão em exibições públicas
Apesar das tentativas desesperadas do governo de Modi para abafar o documentário e impedir a sua visualização online, vários grupos de estudantes universitários realizaram exibições públicas nas principais universidades indianas para demonstrar a sua dissidência contra o governo repressivo.
No entanto, o governo respondeu com medidas severas contra estes grupos. Os estudantes que exibiram ou assistiram ao documentário foram suspensos pelas faculdades, enquanto os apoiantes do BJP e grupos liderados pelo Estado realizaram protestos fora das instituições, chegando a ameaçar os estudantes com violência física e homicídio por mostrarem o documentário.
Além disso, os líderes do BJP classificaram a BBC de corrupta, acusando-a de ter motivos obscuros ao tentar "difamar" a reputação indiana. Os responsáveis consideraram o documentário como propaganda e condenaram-no como sendo uma expressão duma mentalidade colonial. Estas críticas foram também utilizadas para justificar a proibição do documentário.
As rusgas seguem um padrão
Considerando esta sequência de acontecimentos, a rusga à BBC parece ser uma retaliação para dar uma lição ao órgão de comunicação e dificultar as suas operações na Índia, enquanto evoca outras razões. É possível chegar a esta conclusão uma vez que a BJP já usou agências governamentais como a Autoridade Tributária local e a Autoridade de Execuções Fiscais, que investiga crimes financeiros, para atingir grupos de reflexão, organizações não governamentais e meios de comunicação social que ousaram criticar o governo liderado por Narendra Modi.
A título de exemplo, a 07 de setembro de 2022, a Autoridade Tributária local realizou buscas nos escritórios da Oxfam Índia, no Centro de Investigação Política (um dos mais proeminentes grupos de reflexão na Índia) e a Fundação de Meios de Comunicação Independentes e Públicos, que financia vários meios de comunicação como The Wire, The Caravan ou o The Print, todos eles críticos em relação ao BJP. As investigações visavam examinar alegadas violações da Lei de Regulamentação das Contribuições Estrangeiras, uma lei que regula o financiamento estrangeiro na Índia.
Desde que chegou ao poder, o BJP restringiu os regulamentos da LRCE, exigindo relatórios mais detalhados e o escrutínio das organizações da sociedade civil que recebem financiamento estrangeiro na Índia. O governo também negou a renovação das licenças da LRCE para centenas de ONG, alegando o seu envolvimento em "atividade antinacional".
Em julho de 2021, a Autoridade Tributária realizou uma busca ao Dainik Bhaskar, um proeminente jornal de língua hindi na Índia, por causa de alegações de evasão fiscal. O líder da oposição Jairam Ramesh tuitou que o jornal era alvo porque:
"Através da sua cobertura, o Dainik Bhaskar expôs a monumental má gestão da pandemia de COVID-19 por parte do regime de Modi. Agora, está a pagar o preço. Uma Emergência não declarada, como disse Arun Shourie - Esta é uma Emergência Modificada". Jairam Ramesh (@Jairam_Ramesh) no Twitter
Em fevereiro de 2021, os escritórios da empresa independente de meios de comunicação social Newsclick em Nova Deli e Uttar Pradesh, juntamente com as residências dos seus quadros superiores, foram atacados pela Autoridade de Execuções Fiscais, que acusou a organização de branqueamento de capitais. A Newsclick tinha sido anteriormente crítica do governo central liderado pelo BJP na sua reportagem e cobriu extensivamente os Protestos dos Agricultores que chocaram o país.
A representação na Índia da organização internacional de direitos humanos Amnistia Internacional enfrentou buscas da Autoridade em 2018 e 2019, acusando a organização de violar a lei LRCE. As contas bancárias da Amnistia foram subsequentemente congeladas, levando à cessação das operações da organização na Índia em setembro de 2020. A Amnistia Internacional acusou o governo indiano de se envolver numa caça às bruxas devido ao trabalho da organização que criticava o governo.
É de salientar que os grupos de media ou as ONG próximas do BJP ou as que se sabe terem feito relatos positivos sobre o partido não foram sujeitas a rusgas ou buscas semelhantes, independentemente de quaisquer denuncias feitas contra eles.
Os grupos que defendem os direitos humanos alertam para o declínio alarmante dos direitos humanos e da liberdade de imprensa na Índia. Argumentam que as agências estatais estão a ser usadas como armas para suprimir todas as formas de dissidência e crítica ao governo do país. Como resultado, o custo de ser um jornalista independente na Índia tornou-se muito elevado.
Para evitar enfrentar medidas de retaliação semelhantes, muitos dos principais canais de comunicação social na Índia optaram por tornar-se porta-vozes" do governo, não partilhando nada para além da propaganda, tornando-se assim mais difícil ao público o acesso a informação imparcial e crítica.
Este artigo, escrito por Ananya, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.
Solen Feyissa/UnsplashHá boas práticas no uso do email e que melhoram a segurança.
Já ninguém passa sem o uso do correio eletrónico (email). Facilidade de utilização, velocidade de transmissão, facilidade de integração e fornecimento de contas gratuitas, fazem o seu sucesso. Este não escapa, porém, a tentativas menos bem-intencionadas por parte de alguns internautas. Existem, no entanto, algumas boas práticas para o seu uso que melhoram a sua segurança.
Evite a utilização da sua conta de email empresarial para uso pessoal. Crie uma ou até mais contas pessoais num dos serviços gratuitos para o efeito tal como o Gmail ou Yahoo. Sugerimos a criação de duas, uma para tratamento de assuntos pessoais ou para registos em sites importantes, outra para registo em sites de menor relevância. Além de permitir maior privacidade, garantirá alguma salvaguarda na divulgação das suas contas mais restritas, protegendo-se dos spammers.
Escolha uma palavra-passe (password) forte e distinta para cada conta. Evite como password datas, nome dos filhos ou do cão, (passwords fáceis de deduzir). Use letras minúsculas e maiúsculas, números e carateres especiais na sua criação e um mínimo de 8 carateres.
Caso o seu antivírus o permita, configure-o para efetuar a análise ao email em tempo real.
Não permita que o seu cliente de email guarde a sua password, sobretudo no caso do dispositivo de acesso ser partilhado por mais pessoas.
Nunca abra anexos que provenham de remetentes desconhecidos salvaguardando-se assim de possíveis vírus. Caso receba alguma mensagem com anexo de um seu conhecido, mas cujo conteúdo lhe pareça suspeito (uma mensagem em inglês de alguém que lhe escreve sempre em português, por exemplo), antes de abrir valide com o remetente se a mensagem é fidedigna.
Desconfie de mensagens com links no seu interior, nunca clique sobre algum sem antes passar o cursor do rato sobre ele verificando no canto inferior esquerdo do seu browser se o link corresponde de facto ao site a que deve corresponder (faça-o cuidadosamente e tenha em atenção que um endereço do tipo www.empresa.xpto.com NÃO pertence à EMPRESA, mas sim ao site da entidade XPTO). Nunca responda a mensagens de SPAM, nem clique em links do seu conteúdo. Ao fazê-lo, está a confirmar que o seu email é valido.
Caso lhe sejam solicitados dados pessoais ou credenciais de acesso, valide sempre com o remetente, por outra via, se a mensagem enviada é verdadeira. E evite enviar passwords por email.
tehhydinaDados do estudo apontam para a necessidade tornar claras as necessidades da comunidade bissexual.
Um estudo realizado no Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Iscte) alerta para a discriminação de pessoas bissexuais na comunidade LGBTIQ+, bem como para a dificuldade de organização do ativismo bissexual, que condiciona a sua visibilidade.
No capítulo de um livro publicado em acesso aberto dedicado ao tópico das intimidades LGBTQ+ no Sul da Europa, a investigadora Mafalda Esteves apresenta parte dos seus estudos de doutoramento acerca da cidadania íntima e bem-estar psicossocial na bissexualidade.
A doutoranda do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, investigadora também no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, explica que “o conceito de cidadania íntima está relacionado com as decisões que as pessoas tomam em relação ao seu corpo, sentimentos e relações, bem como com as escolhas sociais acerca de identidades, experiências de género e experiências eróticas”. Por outras palavras, o conceito engloba os diversos discursos públicos sobre como viver a vida pessoal numa sociedade pós-moderna, não se limitando à orientação sexual.
Na sociedade a norma social dominante não é só a heterossexualidade, mas também a monossexualidade (isto é, atração apenas por um sexo ou género). A discriminação surge da crença subjacente de que tudo o que se desvia desta norma é uma transgressão e, portanto, inválido. Por isso, e uma vez que a bissexualidade consiste na atração por dois ou mais sexos ou géneros, esta é frequentemente invalidada não só pela população heterossexual, mas também pelas comunidades LGBTIQ+, resultando em discriminação dupla. “Relativamente à bissexualidade, parece haver uma certa invisibilidade que está presente também nas comunidades LGBTIQ+”, diz Mafalda, referindo-se ainda aos dados da sua investigação e da sua experiência como psicóloga trabalhando com a comunidade.
Ao entrevistar oito pessoas envolvidas em ativismo bissexual, Mafalda explorou as perceções internas do ativismo bissexual, perceções sobre a relação com o ativismo LGBTQI+, perceções sobre a relação com a cultura dominante e a relação com o Estado. De uma forma geral, os resultados indicam dificuldades na coesão da comunidade bissexual em Portugal, com baixa visibilidade na esfera pública, apesar de diversas iniciativas articuladas em rede e demonstradas em marchas do orgulho LGBTIQ+. Apesar das pessoas entrevistadas em Portugal considerarem positivos os avanços legislativos referentes aos direitos sexuais relacionados com aspetos identitários e relacionais, relatam que estes não atendem às necessidades específicas traduzindo-se na falta de compromisso e de proteção político-legal.
A investigadora explica que os dados apontam para a importância de tornar claras as necessidades da comunidade bissexual, propondo que a adoção de uma perspetiva de diversidade sexual e de género, como a fluidez sexual e relacional nas suas múltiplas formas, por parte do Estado, possa ser um ponto de partida. “A educação para a diversidade parece ser crucial para ultrapassar o discurso da rigidez e imutabilidade da identidade e da orientação sexual na sociedade, e é importante reconhecer a interseccionalidade que marca as experiências bissexuais”, o que pode ajudar a reduzir a discriminação de que pessoas bissexuais são alvo. Por último, parece ser essencial para a comunidade bissexual portuguesa “trabalhar a capacidade de se organizar politicamente de forma a tornar-se visível na esfera pública e não ver a sua voz dispersa noutros grupos”, conclui.
DivulgaçãoSoftware nacional de gestão e automação de rádios recebe "centenas de novidades".
O software de gestão e automação de rádios AVAplayer tem uma nova versão. Lançada no início deste mês, a versão 6 do sistema produzido em Portugal pela LTM traz novas funcionalidades.
"Após muitos meses de trabalho, estamos orgulhosos de apresentar a melhor versão de todos os tempos", refere Acílio Ferreira, responsável pelo desenvolvimento do software. No vídeo de lançamento, Ferreira considera que a nova versão do sistema é "mais poderosa e fácil de usar".
A versão 6 representa o culminar de dois anos de trabalho: "Lançamos várias versões beta para melhorar e evoluir o AVAplayer", lembra, acrescentando que o programa continua compatível com o Windows XP, mas funciona totalmente no Windows 11. Além de "centenas de novidades, o AVAplayer já permite uma maior integração com mesas de mistura, gravações rápidas da emissão, integração em players de vídeo e novos algoritmos de normalização, "Com esta nova versão, adicionamos e melhorámos muitas funcionalidades para poder oferecer uma experiência de automação de rádio ainda mais agradável, fluída e eficiente", frisa.
Indicado para gestão de rádios, mas também utilizado para a produção de podcasts, o AVAplayer surgiu em 1999, ainda sob o nome de "ARA - Automação de Rádio Avançada". O sistema permite a gestão completa de uma ou mais rádios, incorporando a administração de música, programas de autor, publicidade e, até, da redação num único ambiente. Atualmente, é usado em dezenas de estações de rádio locais e nacionais em Portugal, Angola, Brasil, Estados Unidos da América, Inglaterra e Luxemburgo.
Presidente da Ucrânia (https://www.president.gov.ua/) CC BY-NC-ND 4.0A história judaica ucraniana tornou-se um novo instrumento de relações externas
Para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto a 27 de janeiro, o grupo coral das Forças Armadas ucranianas divulgou um vídeo no YouTube mostrando militares ucranianos tocando uma música hebraica no local de um dos maiores massacres do Holocausto na Europa, que, desde então, foi transformado num memorial. O vídeo apresenta uma mistura complexa de símbolos: por um momento, a câmara centra-se numa das insígnias do artista mostrando o Tamga, o brasão tártaro da Crimeia, ao lado de um Tridente, um dos símbolos do Estado ucraniano. Este vídeo surge contra a alegação de Moscovo de que a Rússia atacou a Ucrânia para “desnazificar” o país.
https://www.youtube.com/watch?v=s-JOO5jePXM
O simbolismo do vídeo é grande: a canção, “A Walk To Caesarea” (1942), foi escrita por Hannah Szenes (Senesh), uma poetisa húngaro-israelita e agente da resistência que trabalhava contra os nazis e que foi capturada e morta em 1944 em Budapeste aos 23 anos. A canção está associada ao Dia Nacional da Memória das Vítimas do Holocausto de Israel e é cantada anualmente, algo que insinua que os autores do videoclipe pretendem direcionar a sua mensagem para um público internacional.
O vídeo foi filmado em Babyn Yar, um local tristemente célebre do genocídio em Kyiv. Milhares de judeus e ciganos foram assassinados neste local por nazis e deixados em desfiladeiros, juntamente com prisioneiros de guerra soviéticos, nacionalistas ucranianos e, ocasionalmente, colaboradores nazistas, muitas vezes acusados de serem os próprios perpetradores do Holocausto. Babyn Yar tem os seus próprios dois dias da Memória, 29 e 30 de setembro, nos quais os cidadãos choram os cerca de 33 770 judeus mortos no local.
Dada a invasão em curso da Rússia na Ucrânia, assinalar este dia e a história da comunidade judaica ucraniana foi particularmente importante em 2022 e 2023. Disputas internas e antagonismos foram deixados de lado, à medida que instituições e grupos abordavam juntos as suas tristezas sobre a guerra atual, em vez dos terrores do passado.
Zelensky: em busca dum forte simbolismo
Desde 24 de fevereiro de 2022, quando Moscovo atacou a Ucrânia, Kyiv tem tentado encontrar formas de combater a propaganda russa. Uma das estratégias estatais é destacar os diferentes genocídios que ocorreram no território: entre estes, estão a fome causada por Estaline no início da década de 1930, conhecida como Holodomor, o Holocausto e a atual guerra e ocupação russa, que se acredita ter custado, até ao momento, mais de 7 mil vidas civis na Ucrânia.
Atualmente, cada discurso oficial ucraniano que menciona o extermínio de judeus liderado pelos nazis traça paralelos com as atrocidades russas na Ucrânia em 2022.
"Hoje, o mundo homenageia a memória das vítimas do Holocausto. A sua tragédia deveria ter servido de alerta para evitar novos crimes contra a humanidade. Mas hoje, bem no centro da Europa, está a acontecer um genocídio de ucranianos. Não perdoaremos nem esqueceremos nada." Andriy Yermak (@AndriyYermak) no Twitter .
Na política internacional, é quase impensável comparar o Holocausto com outra coisa qualquer: é insensível, na melhor das hipóteses, ou igual à negação do Holocausto, no pior dos casos. Foi disso mesmo que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi acusado de fazer por vários políticos israelitas após o seu discurso via Zoom para o Knesset, o parlamento israelita, no primeiro mês da invasão russa de grande escala.
Mas como o próprio Zelenski vem de uma família judia, que sofreu diretamente com os nazis, ele pode pensar que a sua história pessoal lhe dá legitimidade para traçar esse paralelo.
No entanto, não foi Zelensky quem iniciou as comparações ou que enfatizou a sua origem judaica. Logo a seguir ao ataque da Rússia à Ucrânia e assim que ficou claro que a liderança de Kyiv não iria fugir e a população iria lutar, o presidente ucraniano tornou-se um ícone para os media judaicos que o chamaram de “o Macabeus moderno” – uma referência à história da resistência judaica à opressão, incluindo a nazi.
Embora a história judaica ucraniana tenha sido associada a discriminação e perseguição, em 2022, muitos judeus em todo o mundo redescobriram as suas raízes ucranianas com orgulho e partilharam histórias familiares sobre a opressão que enfrentaram às mãos da Rússia.
O tempo de guerra é realmente o momento para revisitar a história?
O paralelo referido acima levanta a questão das relações judaico-ucranianas, algo que continua a ser uma fonte de discórdia entre diferentes segmentos e gerações da sociedade ucraniana. A verdade é que o país ainda não reconciliou as narrativas conflitantes sobre a sua história durante o século XX com pogroms antijudaicos, as perseguições da era nazi e antissemitismo patrocinado pelos soviéticos.
Certas figuras históricas, como Bohdan Khmelnytsky, Symon Petliura ou Stepan Bandera, que hoje são percebidos como campeões do patriotismo ucraniano no discurso dominante, particularmente pela sua oposição ao colonialismo russo e soviético, no exterior, são geralmente associados a grandes massacres de judeus e, como tal, deixaram traços profundos na memória coletiva judaica.
Paradoxalmente, nos paralelos que fazem com a invasão russa da Ucrânia, as autoridades ucranianas, incluindo Zelensky, referem-se aos judeus que sofreram nesta área como “tu (você, vós)”, mas não “nós”. Por exemplo, no seu discurso perante o Knesset, Zelensky disse: “Eu tenho o direito a esse paralelo e a essa comparação”, referindo-se ao Holocausto e à invasão russa da Ucrânia. E acrescentou: “A nossa história e vossa história. A nossa guerra pela nossa sobrevivência e a II Guerra Mundial”, como se os judeus nunca tivessem feito parte da sociedade local.
Desde que a Ucrânia conquistou a sua independência em 1991, os estudos judaicos e a pesquisa, educação e a lembrança do Holocausto têm florescido no país graças ao financiamento estrangeiro, mas também a iniciativas locais de base, empatia genuína e interesse na história e cultura reprimidas.
No entanto, tanto interna como internacionalmente, é a Rússia que está associada à luta contra a Alemanha nazi (internacionalmente, a antiga União Soviética é muitas vezes referida simplesmente como “Rússia”), enquanto os ucranianos ainda são amplamente vistos como colaboradores: a expressão “colaboradores ucranianos” é amplamente usada nos meios de comunicação social e na academia no discurso da história da II Guerra Mundial, o que reforça a ideia de que todos os ucranianos foram colaboradores durante a guerra. A rejeição da Ucrânia ao seu passado soviético e as atividades da Rússia de espalhar narrativas históricas contra a Ucrânia contribuíram fortemente para essa situação. Na Ucrânia moderna, os combatentes do Exército Vermelho são percebidos como ocupantes, embora centenas de milhares deles fossem ucranianos.
A publicação no Twitter de Andriy Yermak, o principal conselheiro do gabinete presidencial em questões relacionadas com a comunicação social, que traça paralelos entre o Holocausto e a invasão russa da Ucrânia, encontrou reações mistas nos seguidores.
"É só muito mau traçar paralelos entre o Holocausto e a guerra na Ucrânia." Anna Tema (@Anatema0) no Twitter
Houve tentativas de rever e reavaliar figuras e formações históricas como Stepan Bandera e a Organização dos Nacionalistas Ucranianos. Mas a invasão russa em grande escala da Ucrânia tornou-os mais uma vez irrelevantes para muitos e tóxicos para alguns, já que a sociedade ucraniana enfrenta ataques de desinformação incessantes por parte da Rússia, mas também uma necessidade urgente de patriotismo e inspiração da história nacional.
O facto é que, hoje, a Ucrânia está entre os países menos antissemitas da Europa.
Este artigo, escrito por Yulia Abibok e traduzido por Doralice Silva, foi originalmente publicado no site Global Voices e republicado em português de Portugal n'o largo ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.
Amazon Prime Video/DivulgaçãoSérie de cinco episódios acompanha a recuperação do piloto espanhol no arranque da temporada 2022.
A série sobre o piloto Marc Márquez estreia esta segunda-feira no Amazon Prime Video. "Marc Márquez: ALL IN" é o título da série documental que ficará disponível em mais de duzentos países e territórios.
A série apresenta um relato "frontal e com um acesso único o plano mais pessoal de Marc: os riscos de passar pelo bloco operatório e o braço não recuperar, o sofrimento de não poder ser quem era numa mota, a cumplicidade da família e amigos, mas sobretudo a capacidade de ultrapassar adversidades e a emoção de voltar a sentir-se piloto e pisar um pódio", descreve a plataforma. O espetador acompanha o arranque da temporada 2022 de Marc, cujo objetivo é voltar a competir e tornar-se no melhor piloto de sempre. Para isso, abandona a família e vai para Madrid: "Mas as sensações não são as melhores e Marc tem de decidir se quer continuar a competir a meio gás ou voltar a ser operado. Acaba por decidir parar, para voltar a ser o piloto que sempre foi", sublinha.
A série documental "Marc Márquez: ALL IN" é constituída por cinco episódios que poderão ser vistos na plataforma.
Nascido em 1993, Marc Márquez é um piloto espanhol de motociclismo, tendo sido campeão mundial por oito vezes.
Universal Music PortugalMúsica infantil já está disponível nas plataformas digitais.
O novo single de Miss Cindy "Joana do Meu Coração" já foi disponibilizado e estreou esta segunda-feira no Canal Panda Portugal.
"A porta do frigorifico de Miss Cindy volta a abrir rumo ao Parque Mágico para apresentar a dona do carrossel: Joana", refere a editora Universal Music Portugal, que acrescenta que a música "ensina a aceitação e a inclusão de todos com as suas diferenças, essas diferenças que enriquecem toda a gente". Neste caso, a personagem do Parque Mágico apresenta-se com um traje minhoto, mantendo a tradição e "cantando e dançando ao som da concertina" Joana é uma das moradoras do Parque Mágico, além de ser a "melhor amiga e prima de Miss Cindy. Joana é querida, engraçada e sempre bem-humorada. O seu carrossel roda noite e dia sem parar para nos fazer dançar de braços no ar", refere a editora. A música "Joana Do Meu Coração" assume-se como "uma homenagem de Miss Cindy às suas raízes minhotas", sublinha.
A música já está disponível nas plataformas digitais.
Miss Cindy é um projeto surgido em 2022 e foi criado pela cantora e compositora Cindy Peixoto.
DivulgaçãoBilhetes serão colocados à venda já esta sexta-feira
Os britânicos Royal Blood têm passagem marcada por Portugal já no próximo mês de junho.
O duo de Mike Kerr e Ben Thatcher vai atuar no Sagres Campo Pequeno no dia 02 de julho. Segundo a promotora Everything is New, a dupla de Brighton traz na bagagem o "atual e aclamado álbum Typhoons", que "direto para o primeiro lugar do Reino Unido e teve grande impacto na Europa. Alcançou ainda a primeira posição das tabelas na Irlanda e esteve entre o top 10 em países como a Bélgica, Holanda e Suíça. Os Royal Blood vão estar com o público português para um grande concerto de Rock", acrescenta.
Até ao momento, a dupla já alcançou os dois milhões de vendas globais e venceram vários prémios, inclusive com o álbum de estreia a ser nomeado para a categoria "Album of the Year" do Mercury Prize.
Os bilhetes serão colocados à venda na sexta-feira, 24, a partir das 10h.
DivulgaçãoCanais estão disponíveis nas boxes da operadora e na app de televisão em mobilidade.
Os canais TVI Ficção e TVI Reality estão disponíveis desde esta quarta-feira na grelha de canais da Vodafone Portugal.
A atualização da grelha de canais aconteceu na noite de quarta para quinta, coincidindo com a alteração da posição do Canal Q do 19 para a posição 104. Os dois canais apenas estavam disponíveis nas operadoras MEO e NOS.
O canal temático dedicado à ficção nacional passa estar disponível na posição 12. "Morangos com Açúcar", "Feitiço de Amor", "Santa Bárbara" ou "Inspector Max" são algumas das produções que estão em reposição no canal. Já o canal dedicado a reality shows da estação de Queluz de Baixo está disponível na posição 131.
O TVI Ficção e o TVI Reality estão disponíveis na grelha da box e na app "Vodafone TV".
Projeto arrancou na freguesia de Vieira de Leiria.
O município da Marinha Grande está a fazer um estudo para detetar perdas de água na rede pública de abastecimento.
Segundo uma nota enviada às redações, o projeto é "pioneiro no concelho" e envolve o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), sendo que o objetivo é "aumentar a eficiência energética do sistema de abastecimento da rede pública e contribuir para a poupança deste recurso".
O estudo arrancou a freguesia de Vieira de Leiria e prevê a "identificação de ineficiências energéticas associadas aos equipamentos de bombagem", assim como a "redução da água não faturada". O estudo dará à autarquia um instrumento para a "aumentar a eficiência energética do sistema de abastecimento da rede pública e contribuir para a poupança deste recurso".
Município de ArganilPrograma prolonga-se até outubro.
Exposições, concertos e um programa que engloba a história do monumento. A Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova de Alva vai assinalar o 300.º aniversário do Convento de Sto. António, em Vila Cova de Alva e Anceriz, Arganil, com um programa cultural que arranca a 25 de fevereiro e se estende até outubro.
O objetivo é dar a conhecer a história do monumento franciscano do seculo XVII: "Classificado em 2013 como Monumento de Interesse Público, pela Secretaria de Estado da Cultura, é um ex-libris do património do concelho de Arganil e da União de Freguesias de Vila Cova de Alva e Anceriz", refere a autarquia em nota enviada à imprensa.
Dividido em "três momentos", o programa arranca 25 de fevereiro e inclui uma missa comemorativa na Igreja do Convento, uma visita guiada e um "momento musical" com a Sociedade Filarmónica Flor do Alva. Há ainda uma mostra gastronómica no claustro do Convento.
Haverá também exposições ao longo dos meses de maio e junho, assim como um almoço de época em outubro.
Município de AlijóSerão distribuídos alfinetes de peito por todas as freguesias do concelho.
O município de Alijó, Vila Real, vai assinalar o dia de são Valentim com uma ação de rua e uma emissão especial na Rádio Ansiães.
Numa nota enviada às redações, a autarquia indica que a iniciativa "Levamos o Amor a/ao Peito" irá distribuir cerca de 3 mil alfinetes de peito em forma de coração, acompanhados de trechos de músicas românticas em português: "Além de celebrar o Amor, a iniciativa tem como objetivo divulgar a Música e os autores lusófonos", indica a autarquia, que acrescenta que os alfinetes foram "feitos à mão por elementos da Universidade Sénior de Alijó e pela equipa da Biblioteca Municipal e vão chegar às 14 Freguesias do Concelho ao longo do dia".
A ação estende-se depois ao largo da avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, que se transformado na "Praça do Amor", donde será feita a emissão em direto da rádio local que emite regularmente de Carrazeda de Ansiães, Bragança: "Quem se dirigir ao stand da Rádio Ansiães, poderá partilhar as suas histórias de amor ou dedicar uma música à pessoa amada", acrescenta o município. A emissão é aberta a toda a população e vai decorrer a partir das 10h até às 17h.
A iniciativa vem na sequência de outros eventos do dia dos Namorados organizados pelo município alijoense: em 2021, a autarquia quis recuperar o hábito de trocar cartas, com a distribuição de mais de 5 mil cartas de amor e, em 2022, distribuiu balões com poemas de amor de autores e figuras históricas.
Tarik/Unsplash"Identificámos um vazio sobre conteúdos museológicos adaptados aos adolescentes", diz investigadora.
Os museus têm hoje um envolvimento ativo com visitantes, considerando as suas necessidades e desejos. Porém, com públicos diversos, é difícil seguir uma única estratégia. Relativamente aos mais jovens, os museus querem fazer mais uso da tecnologia.
“Identificámos um vazio sobre conteúdos museológicos adaptados aos adolescentes no campo do Design Interativo”, diz Vanessa Cesário, investigadora de doutoramento em Medias Digitais, que se dedica ao estudo da interação do público nos museus. Vanessa desenvolve a sua investigação no Instituto de Tecnologias Interativas (ITI) e a leciona no Instituto Superior Técnico (IST). Numa parceria com o Museu de História Natural do Funchal, Vanessa estudou como o museu poderia envolver melhor os adolescentes
“Queríamos que os adolescentes nos ajudassem a compreender o que seria para eles uma experiência agradável, o que nos levou a realizar sessões de design participativo com 155 jovens”, acrescenta. O objetivo era desenvolver uma aplicação móvel para complementar a visita ao museu e fomentar o envolvimento dos jovens. “O Museu de História Natural do Funchal não pode ignorar as ferramentas tecnológicas que os adolescentes utilizam para aceder à informação”, declara Ricardo Araújo, Director do Museu. “Queremos ir ao encontro das expectativas das novas gerações, utilizando a tecnologia para transmitir conhecimentos, afastando-nos das exposições tradicionais de outros tempos”, acrescenta.
Os adolescentes estão pouco interessados em museus.
As primeiras sessões de design resultaram em conceitos para experiências interativas em dispositivos móveis. Tornou-se evidente nestas sessões que os adolescentes não eram fãs dos museus. “Por um lado, os nossos participantes caracterizavam os museus como lugares aborrecidos. Por outro lado, estavam bastante entusiasmados sobre a possibilidade de existir tecnologia interativa a guiá-los através das exposições”, diz a investigadora. Posteriormente, categorizou o contributo dos adolescentes em dois temas: mecânica dos jogos e narrativas. A maioria dos grupos propôs experiências de gamificação. Apenas uma pequena parte se concentrou na narrativa, focando-se mais na construção de um enredo de aventuras.
Jogos versus histórias
Com base no feedback de adolescentes, o Interactive Technologies Institute construiu duas experiências móveis interativas diferentes para serem utilizadas no Museu de História Natural do Funchal. “Criámos dois protótipos, um baseado no jogo e o outro baseado na narrativa”, revela Vanessa Cesário. As aplicações foram depois testadas no museu, e foram retiradas algumas conclusões sobre a utilização das mesmas.
Vanessa e a sua equipa estudaram a relação entre as personalidades dos adolescentes e os seus níveis de envolvimento quando utilizavam as duas aplicações. Descobriram que os adolescentes competitivos preferiam geralmente abordagens orientadas para o jogo. Por outro lado, os adolescentes que estão dispostos a ouvir e que ficam intrigados com o enredo preferem abordagens baseadas em histórias. No final, a maioria dos adolescentes prefere uma história, exceto os mais competitivos, que se envolvem mais com métodos baseados no jogo.
O projecto de investigação atingiu a sua última fase a partir dos conhecimentos recolhidos ao longo dos anos. “Os nossos estudos mostram que a gamificação e as narrativas estão intimamente relacionadas. Os adolescentes são particularmente atraídos por serem a personagem principal numa aventura emocionante, e uma viagem cativante e emocional pode aumentar o seu envolvimento com a experiência do museu”, explica Vanessa.
Side Stage Collective/Ana Viotti (CC BY-ND 2.0)Nomes juntam-se aos já anunciados David Guetta Niall Horan e Ivandro.
Há mais quatro artistas para o line-up do MEO Sudoeste.A promotora "Música No Coração" anunciou esta sexta-feira Metro Boomin, Slow J, Bizarrap e L7NNON.
Os quatro nomes juntam-se aos já confirmados David Guetta, Niall Horan e Ivandro: "Hip-hop, trap, eletrónica ou música latina são alguns dos ritmos que não podem faltar à festa", refere a promotora, que acrescenta que o festival vai voltar a ser "a experiência mais inesquecível das férias de milhares de jovens, graças a uma série de ingredientes que resultam sempre: amigos, praia, campismo, um ambiente que não se esquece e a música que está nos ouvidos de toda a gente".
Bizarrap atuará na Zambujeira do Mar no dia 10 de agosto, sendo que Metro Boomin, Slow J e L7NNON atuarão no dia 11.
O MEO Sudoeste acontece de 09 a 12 de agosto, sendo que a abertura do campismo está agendada para o dia 05 de agosto. Os bilhetes já estão à venda.
DivulgaçãoExposição é inaugurada no próximo dia 11 de fevereiro
Cenários, adereços e marionetas que permitem conhecer os segredos por detrás do filme de Bruno Caetano. Isto é o que se pode esperar da exposição dedicada ao filme de animação português "O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto".
A exposição estará patente no Espaço Fábrica das Artes do Centro Cultural de Belém (CCB) já a partir de 11 de fevereiro. O filme traz "um vislumbre sobre uma Lisboa estranhamente distópica, mas ao mesmo tempo familiar", com uma "mensagem ambientalista, discussão muito importante nos dias que correm" e que também se estenderá à exposição: "É um dos filmes portugueses mais apresentados um pouco por todo o mundo, com presença em mais de uma centena de festivais nacionais e internacionais e merecedor de três dúzias de prémios e distinções", refere a entidade cultural.
Além da exposição de elementos técnicos, o próprio filme será projetado em contínuo e contará com visitas guiadas com o próprio realizador, oficinas e formações. Algumas das atividades da exposição estão sujeitas a inscrição prévia através do email do espaço Fábrica das Artes ou pelo telefone +351 213 612 899.
A exposição estará patente até 30 de junho, funcionando de quarta a domingo, das 10h às 13h e das 14h30 às 17h30.
freestocks/UnsplashEmpresa justifica-se que uma subscrição "destina-se a ser usada numa residência".
Ameaçou, recuou, mas é mesmo para avançar... agora. A Netflix anunciou a aplicação das medidas contra a partilha de contas em quatro territórios, entre os quais Portugal, a partir desta quarta-feira.
Num comunicado assinado pelo diretor de Inovação de Produtor Chengyi Long, a empresa justifica-se que a partilha de contas está afetar o negócio: "Hoje, mais de 100 milhões de residências partilham contas, o que impacta a nossa capacidade de investir em séries e filmes de grande qualidade", diz o responsável, reforçando que "uma conta Netflix destina-se a ser usada numa residência e os membros têm à sua escolha vários planos, com diferentes características".
A nova medida vai passar a estar em vigor no Canadá, Espanha, Nova Zelândia e Portugal e, diz a empresa, dará aos subscritores "controlo sobre quem tem acesso à sua conta" com novas funcionalidades como a definição de uma localização principal, associada à rede sem fios, assim como a possibilidade de dar acesso a um membro adicional à subscrição por mais 3,99 euros cada.
Este novo tipo de "membro adicional" terá um perfil totalmente à parte da conta principal, com acesso, recomendações e listas próprias. No entanto, só pode ser adquirido se se subscrever os planos "Standard" (1 membro adicional) e "Premium" (2 membros adicionais). No limite, para uma subscrição "Premium" com 2 membros adicionais, o serviço terá um custo mensal 23,97€. Em Espanha, este preço será muito superior: uma subscrição "Premium" com dois membros adicionais no país vizinho fica a 29,97€.
"Como é habitual, estas novas funcionalidades serão aperfeiçoadas com base no feedback dos nossos membros, para podermos melhorar a Netflix nos próximos anos.", conclui.
Em Portugal, a Netflix era a líder nas plataformas de streaming. Segundo dados de um estudo promovido pela Multidados em março de 2022, a partir de uma amostra de mil pessoas, a plataforma era a mais acedida, com 79,1% das preferências, seguindo-se a HBO Max, com 25,2%. No entanto, 21,6% dos subscritores portugueses diziam não saber se desejavam manter a sua assinatura.
Grupo Renascença Multimédia"All Stars Radio Show" vai reunir as equipas dos programas da manhã das três rádios
As três estações de rádio do grupo Renascença Multimédia vão celebrar o Dia Mundial da Rádio com uma emissão conjunta.
O "All Stars Radio Show" vai reunir as equipas dos programas da manhã da Rádio Renascença, RFM e Mega Hits, num programa da manhã "improvável, com uma dinâmica repleta de surpresas, muito humor, informação e música ao vivo", promete o grupo de media em nota de imprensa. A emissão será feita a partir do auditório do grupo Renascença e transmitida em simultâneo nas três estações de rádio.
Além das rúbricas matinais das três estações ("Extremamente Desagradável" da Renascença, "Cara Podre" da RFM e "Cala-te Boca"da Mega Hits), o programa terá assistência ao vivo e livestream nas redes sociais.
O programa será emitido no dia 13 de fevereiro, a partir das 08h.
Esta é a segunda vez que o grupo promove o "All Stars Radio Show", depois de, em 2022, o grupo ter considerado a iniciativa um sucesso.
Media CapitalSérie deverá estrear no último trimestre de 2023. Casting arranca já no próximo sábado.
A série "Morangos Com Açúcar" está de regresso. O grupo Media Capital e a Amazon Prime Video anunciaram a produção de duas novas temporadas do projeto, que deverá estrear no último trimestre de 2023.
O acordo para a produção deste reboot da série juvenil foi assinado na tarde desta segunda-feira e a série manterá a mesma estrutura das séries originais: a primeira temporada acompanhará um ano escolar e a segunda vai seguir as férias de verão.
O diretor-geral da TVI José Eduardo Moniz mostrou-se contente pelo regresso da série: "É parte da história do canal, como um dos formatos mais impressionantes e com mais sucesso da história da televisão portuguesa", considera, acrescentando que este acordo vai trazer "uma nova dimensão a nível internacional" ao formato. Já Ricardo Carbonero, Head of Prime Video Content para Portugal e Espanha, diz que a plataforma está orgulhosa de ter a série no catálogo: "Sabemos que é um regresso muito aguardado e, em parceria com a TVI, acreditamos que tem potencial para se tornar um ícone para as próximas gerações".
Além de membros do elenco original, a série contará com novos talentos que serão selecionados através de um casting, cujas inscrições já abriram no site da estação de Queluz de Baixo.
Este é mais um conteúdo em português que se junta ao catálogo da Amazon Prime Video, que inclui "Operação Maré Negra", "Chega a Casa", "A Crónica dos Bons Malandros" ou "PRAXX".
National Geographic)No entanto, existe resistência linguística e mensagens contrárias.
A jornalista portuguesa Marian Van Zeller está de regresso ao National Geographic Portugal (NatGeo Portugal). E com ela traz uma nova temporada de "Na Rota do Tráfico".
Desta vez, a jornalista "vai desvendar os segredos mais bem escondidos sobre algumas das maiores indústrias criminosas do mundo, desde o tráfico de órgãos, armas e drogas alucinogénias como o LSD e MDMA". A série também vai abordar o mundo do cibercrime e das criptomoedas, algo que "através de esquemas criptográficos e ciberpiratas usando roubos de identidade, fraudes de cartões de crédito e ransomware, se estão a tornar autênticas “armas fantasma” na venda de um dos recursos mais valiosos do mundo: a informação", acrescenta o canal.
A terceira temporada estreia no dia 18 de fevereiro, a partir das 22h30, sendo que os episódios seguintes vão para o ar aos sábados, também a partir das 22h30.
fauziEv8"A melhor maneira de proteger o seu computador de ataques externos e reduzir consideravelmente o risco de ocorrência de problemas de segurança passa pela actualização constante das aplicações instaladas."
Quase todos os dias, utilizadores comuns são bombardeados com inúmeros avisos para atualização do software instalado nos seus computadores e smartphones. Estas atualizações devem-se a vários motivos, desde novas funcionalidades adicionadas, correção de erros do normal funcionamento do software ou, ainda mais crítico, a atualizações de segurança, ou seja, correções para falhas de segurança conhecidas. Estas falhas de segurança são normalmente usadas para infectar o computador não protegido e colocá-lo sob o comando de um qualquer agente criminoso com objectivos ilícitos.
Estes avisos para realizar atualizações de segurança devem ser levados a sério e o utilizador deverá dedicar alguns minutos por dia a esta tarefa. A título de exemplo, desde o início do ano 2012, foram corrigidas mais de milhares de falhas de segurança consideradas como muito graves em aplicações de uso comum como o Java, Firefox, Chrome ou Internet Explorer. A melhor maneira de proteger o seu computador de ataques externos e reduzir consideravelmente o risco de ocorrência de problemas de segurança passa pela actualização constante das aplicações instaladas.
Normalmente o computador está configurado para fazer estas actualizações de forma automática, sem a intervenção do utilizador, mas nem sempre isto acontece. Para garantir um bom índice de actualização das aplicações instaladas existem várias soluções profissionais e gratuitas que funcionam como complemento ao anti-vírus, criando assim uma segunda linha de protecção.
A título de exemplo (existem outras soluções) sugere-se a instalação do Personal Software Inspector da empresa Secunia (http://secunia.com/vulnerability_scanning/personal/). Esta aplicação varre o seu computador à procura de aplicações vulneráveis, indicando soluções para a sua correção, sempre que estas existam.
U.S. Army/Pfc. Jordan Fuller/Domínio públicoAs histórias de que a Bulgária está a ser arrastada para o conflito na Ucrânia têm surgido regularmente, desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala a 24 de fevereiro de 2022.
Este artigo é uma tradução para português de Portugal dum artigo em inglês da RFE/RL.
Uma mãe na Bulgária diz estar aliviada pelo facto do seu filho estar a viver no estrangeiro e fora do alcance do que receia estar a chegar a casa: não apenas um projeto militar com homens aptos, mas um destacamento para a Ucrânia para combater a invasão das forças russas no conflito mais sangrento que o continente tem testemunhado desde a Segunda Guerra Mundial.
"Pela primeira vez, não estou preocupada que o meu filho tenha deixado a Bulgária", disse "Elena", que não quis que o seu nome verdadeiro fosse divulgado, ao serviço em búlgaro da RFE/RL, explicando que ficou preocupada após ouvir falar duma "possível mobilização militar".
Nenhum plano ou intenção deste tipo foi anunciado, muito menos discutido ou referido, pelo governo búlgaro.
Como muita desinformação atualmente, é provável que este rumor se dissemine pelas redes sociais. Neste caso, uma conta pró-russa na rede social Facebook com mais de dez mil seguidores e um rapper popular deram grande parte do fôlego a este rumor na Bulgária.
Neste caso, aqueles que divulgaram a desinformação sobre o projeto pareciam ter-se agarrado a um fundo de verdade: membros do governo tinham discutido a revisão duma lei que exigia preparação de militares na reserva em tempo de paz. De facto, a 18 de janeiro, o Tribunal Constitucional do país foi chamado a pronunciar-se sobre a legalidade duma medida do género.
Ao explicar uma potencial revisão da lei sobre reservistas, o Ministro da Defesa búlgaro Dimitar Stoyanov disse que uma deliberação [do tribunal] poderia ajudar a esclarecer uma ambiguidade jurídica sobre o assunto que remonta, pelo menos, a 2016. Desde então, oficiais búlgaros têm afirmado que o governo não estava a ponderar se deveria restaurar o serviço militar obrigatório - algo que foi abolido em 2008 - nem estava a preparar-se para uma mobilização geral.
Uma confusão fabricada
Mas, apesar das garantias de que nenhuma mobilização ou destacamento para a Ucrânia estava sequer a ser discutida, alguns búlgaros não estavam convencidos.
Yordan Halachev, que tem mais de onze mil seguidores no Facebook, mostrou-se céptico quanto às motivações do governo, escrevendo de forma sarcástica: "Não, não está relacionado com a guerra na Ucrânia. O governo está apenas a perguntar"! A conta de Halachev publica conteúdos exclusivamente pró-russos, na sua maioria relativos à guerra na Ucrânia, mas também às relações internacionais em geral.
Uma das que leu e partilhou a publicação de Halachev foi "Elena", que diz ter trabalhado no passado como jornalista. "Elena" nega ter "entrado em pânico", mas ficou especialmente preocupada depois de ter lido na "imprensa internacional" que tinham ocorrido mobilizações noutros locais da Europa de Leste, embora nenhum país tenha tomado tais medidas ou esteja a planear fazê-lo.
As histórias de que a Bulgária está a ser arrastada para o conflito na Ucrânia, e até a mobilização, têm surgido regularmente, desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala a 24 de fevereiro de 2022, veiculada especialmente por aqueles que estão do lado pró-Kremlin do espectro político, nomeadamente o Partido do Renascimento, de extrema-direita, e o seu líder Kostadin Kostadinov.
A publicação de Halachev na rede social Facebook, a dia 19 de janeiro, foi rapidamente partilhada, com alguém a comentar "O picador de carne emperrou". Foi também partilhada em grupos naquela rede social, confirmou o serviço em búlgaro da RFE/RL. Uma conta com o nome de "Nikolina Mihailova" partilhou esse em onze desses grupos, três dos quais com mais de 150 mil seguidores.
Os rumores de mobilização foram amplificados quando o popular rapper Stanislav Naydenov-Spence profetizou no seu programa de 12 de janeiro que tal medida estava prestes a acontecer. "Eles vão enviar o exército búlgaro para a Ucrânia", disse ele a milhares de seguidores sem apresentar qualquer prova.
Como todos os países da União Europeia (UE), a Bulgária tem atualmente um exército totalmente profissional com 37 mil efetivos, de acordo com os dados do Banco Mundial para 2019. Na reserva, a forças são de cerca de 45 mil efetivos. Um relatório do Ministério da Defesa búlgaro de 2021 concluiu que um número considerável de reservistas não tinha formação militar.
Segundo a lei em vigor no país, os búlgaros na reserva militar não podem ser chamados para treino quando em tempo de paz, uma vez que qualquer formação deve ser feita de forma voluntária.
Por toda a UE, a invasão não provocada da Ucrânia pela Rússia desencadeou um repensar sobre a Defesa, com os responsáveis de todo o continente a questionar as capacidades das suas respetivas forças militares.
A Guerra nas redes
Embora as origens exatas dos rumores da mobilização búlgara não sejam claras, a guerra da Rússia contra a Ucrânia está também a ser travada online, com o Kremlin a ser acusado de intensificar as suas atividades de desinformação.
"A desinformação em torno da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 marcou uma escalada nas operações de informação de longa data da Rússia contra a Ucrânia e as democracias livrs", disse a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) num documento de trabalho em novembro de 2022.
A Bulgária provou ser um terreno fértil para notícias falsas, grande parte das quais alegadamente plantadas e/ou alimentadas por entidades ligadas ao Kremlin. O país está em autogestão desde junho de 2022, quando o governo pró-ocidental do primeiro-ministro Kirill Petkov caiu após uma moção de censura com apenas seis meses no poder. O país realizará em abril outra eleição parlamentar rápida, a quinta em dois anos.
Durante a crise da COVID-19, a Bulgária sofreu as taxas de mortalidade mais elevadas da UE, uma vez que as taxas de vacinação se atrasaram, em parte graças ao ceticismo alimentado pela desinformação nas redes sociais por parte de forças apoiantes do Kremlin.
"A Bulgária oferece um ambiente particularmente frutífero para a propagação da desinformação pró-russa. Os níveis de literacia mediática são baixos, enquanto o passado comunista do país enraizou as atitudes pró-russas na cultura dominante", escreveu o site de notícias búlgaro Kapital Insights em maio de 2022.
Embora raros, os rumores sobre a mobilização de cidadãos da UE para lutar na Ucrânia surgiram, pelo menos, noutro país.
Na República Checa, a desinformação nas redes sociais referiu que Petr Pavel, o general reformado do exército que derrotou o milionário populista Andrej Babis na segunda volta das eleições de 28 de janeiro, tornando-se o novo presidente, preparava-se para recrutar checos para o exército para irem combater na Ucrânia. Durante a campanha, Pavel, que foi presidente do Comité Militar da OTAN, foi descrito como sendo um defensor da guerra.
Não se sabe quem esteve por detrás da campanha na República Checa, e a polícia anunciou que estava a investigar. O derrotado Babis pagou outdoors com a mensagem de que a República Checa seria arrastada para uma guerra em grande escala, caso não fosse eleito.
Escrito por Tony Wesolowsky a partir do relato de Georgi Angelov, jornalista do Serviço em Búlgaro da RFE/RL.
DivulgaçãoNovo single antecede lançamento do álbum de estreia
Já está disponível o novo single de VSP AST. Chama-se "Tarde Livre" e está disponível desde esta sexta-feira nas plataformas digitais.
Segundo a Sony Music Portugal, o novo tema do coimbrense Fernando Gariso é uma "picada da juventude em marcha. Solta, despreocupada e sem justificações a dar". O artista natural de São Martinho do Bispo tem como referências "Machine Gun Kelly, XXX Tentacion, Juice Wrld e Lil Peep, assim como de clássicos como Nirvana, Green Day ou Linkin Park", resgatando "uma sonoridade melódica dominada por guitarras, baterias e produção contemporânea de estúdio".
O tema surge depois de "Caminho Duma Superstar" e "Bleach" e antecipa o lançamento do álbum de estreia. Conta também com vídeo de David Conceição.
Direitos reservadosOs resultados de um estudo realizado no Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Iscte) indicam que a perceção de pessoas refugiadas acerca do desejo de contacto por parte da sociedade de acolhimento está relacionada com a sua adaptação psicológica e sociocultural.
A História mostra-nos que as pessoas podem ser forçadas a abandonar as suas casas por conflitos, persecuções ou outras crises humanitárias, levando a fluxos avassaladores de migrações e refugiados. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados identificou várias emergências de refugiados, tais como a da Síria ou a mais recente na Ucrânia. De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados e o website ourworldindata.org, a Turquia acolhe o maior número de refugiados do mundo (quase 4 milhões) com um rácio dramaticamente elevado do número de refugiados em relação à população em geral, o que contrasta com as baixas taxas observadas em Portugal.
“O processo de mudança cultural e psicológica que ocorre como resultado do contacto entre diferentes grupos culturais e os seus membros chama-se aculturação”, explica Imge Terzi, primeira autora de um estudo realizado no CIS-Iscte que investigou a forma como as orientações de aculturação e discriminação percebidas estavam relacionadas com a adaptação psicológica e sociocultural de refugiados sírios.
Neste estudo, as investigadoras seguiram uma abordagem que salienta a importância de considerar as relações dinâmicas das orientações de aculturação percebidas do grupo minoritário e as da sociedade de acolhimento. Imge explica que as orientações de aculturação se orientam em dois eixos: "os refugiados podem ter ou não o desejo de contacto com a sociedade de acolhimento e podem querer ou não manter a sua própria cultura, o mesmo acontecendo com os membros da sociedade de acolhimento relativamente às suas preferências do processo de aculturação de minorias". A investigadora também sublinha que mais importante do que a preferência ou orientação de cada grupo "é a concordância ou desencontro destas orientações, estando as relações intergrupais mais pobres associadas a um desajuste ou discordância entre o que cada grupo deseja e pensa ser desejado pelo outro".
Recorrendo à participação de 109 refugiados sírios residentes na Turquia, as investigadoras avaliaram as suas orientações de aculturação, e as suas perceções acerca das orientações de aculturação da sociedade turca. Os participantes responderam também a questões sobre a perceção de discriminação, bem como a sua adaptação psicológica e sociocultural.
Os resultados mostraram que um desejo mais forte de manutenção cultural estava associado a uma menor adaptação psicológica, não havendo relação entre o desejo de contacto e a adaptação sociocultural. Para além disso, quando os refugiados consideraram a sociedade turca mais aberta ao contacto, relataram níveis mais elevados de adaptação psicológica e sociocultural. Finalmente, quando os refugiados relataram um desencontro entre as suas orientações de aculturação e as que consideravam ser as da sociedade turca, relataram níveis mais baixos de adaptação psicológica e sociocultural e níveis mais elevados de discriminação percebida.
De acordo com as autoras, estas conclusões realçam o papel crítico das orientações de aculturação percebidas, apoiando a importância de considerar uma abordagem mútua do processo de aculturação de pessoas refugiadas. Uma implicação importante é o papel positivo da perceção do desejo de contacto para a adaptação dos refugiados sírios, que salienta o possível impacto benéfico das atitudes dos membros da sociedade de acolhimento em relação ao grupo minoritário e ao seu processo de adaptação. Estes dados sublinham igualmente a importância das intervenções para fortalecer e reforçar a comunicação e o contacto entre os refugiados e os membros da sociedade de acolhimento.
Segundo Imge, esta abordagem dinâmica do processo de aculturação pode também ser relevante para outros grupos étnicos e minoritários para além dos refugiados. É essencial considerá-la quando migrantes e refugiados chegam a um novo ambiente cultural. No acolhimento de refugiados ucranianos em toda a Europa após a recente guerra, acrescenta que “seria benéfico considerar esta abordagem mútua e dinâmica da aculturação quando se pretende promover a sua adaptação psicológica e sociocultural”.
Imge Terzi é atualmente doutoranda no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa e, no seu projecto de doutoramento, está a examinar a aculturação e adaptação de diferentes grupos de refugiados na Turquia e em Portugal. O estudo aqui apresentado é da autoria de Imge Terzi (CIS-Iscte), Rita Guerra (CIS-Iscte), e Kinga Bierwiaczonek (Universidade de Oslo), tendo sido recentemente publicado como um capítulo no livro académico Examining Complex Intergroup Relations: Through the Lens of Turkey.