O cantor português Marco Paulo morreu esta quinta-feira, avançou a SIC Notícias.
O artista lutava há vários anos contra um cancro de pulmão e outro no fígado, sendo que, em setembro, o estado de saúde agravou-se, com a quimioterapia a não surtir efeito. Há vários dias que estava internado no hospital CUF Tejo, em Lisboa.
Nascido em Mourão, Évora, em 21 de janeiro de 1945, Marco Paulo era o nome artístico de João Simão da Silva. A longo da sua carreira, editou mais de 70 álbuns, com temas como "Eu Tenho Dois Amores", "Morena Morenita", "Joana", "Sempre Que Brilha O Sol", "Taras E Manias" ou "Nossa Senhora", tendo atingido recordes de vendas.
O cantor também teve uma série biográfica: "Marco Paulo" foi lançada em 2023 na plataforma OPTO e emitida na íntegra na SIC.
Já este ano, o artista descobriu um novo tumor no fígado, sendo que, já esta terça-feira, na sua crónica "Postal do Dia", o jornalista Luís Osório dizia que "Marco Paulo está pronto para sua última viagem".
Christian Baudet/Flickr (CC BY-NC-SA 2.0)O facto de não existirem pedreiras ativas com granito na cidade do Porto, um dos requisitos solicitados, dificultou esta missão, mas a professora não desistiu.
O Granito do Porto, presente em edifícios históricos da cidade invicta como a Reitoria da Universidade do Porto, o Hospital de Santo António e a Sé do Porto, foi reconhecido como Pedra Património Mundial, num processo gerido pela Subcomissão da Pedra Patrimonial, da União Internacional das Ciências Geológicas, IUGS, (International Union of Geological Sciences) e apadrinhado pela UNESCO.
O anúncio oficial decorreu recentemente no Congresso Geológico Internacional, organizado pela IUGS e no qual a UNESCO atribuiu ao Granito do Porto um diploma que assim o certifica.
A trabalhar nesta candidatura desde 2013, Maria Ângela Almeida, geóloga e professora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), foi a responsável por este feito. O facto de não existirem pedreiras ativas com granito na cidade do Porto, um dos requisitos solicitados, dificultou esta missão, mas a professora não desistiu. Com um artigo publicado em 2015, juntamente com o investigador e professor Arlindo Begonha da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, sobre a importância histórica e cultural do Granito do Porto, voltou a tentar, em 2023, com uma candidatura mais detalhada e conseguiu que esta pedra integrasse a lista das 55 primeiras pedras mundiais consideradas Património da UNESCO.
Maria Ângela Almeida | Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
A designação de “Pedra Património da UNESCO” pretende realçar o conhecimento geológico, uso e conservação da pedra natural com importância histórica em todo o mundo. Consiste no reconhecimento internacional de pedras naturais cuja aplicação contribui para a compreensão da evolução de diferentes civilizações ao longo da História, em particular através da identificação da pedra local aplicada no património construído, explorada em pedreiras históricas.
Maria Ângela Almeida, geóloga e professora da FCUP, realizou a candidatura que levou ao reconhecimento do Granito do Porto como Pedra Património Mundial. Foto: SIC.FCUP
Como tudo começou
Foi Fernando Noronha, professor da FCUP e reconhecido geólogo do Porto, quem desafiou Maria Ângela Almeida a trabalhar com esta pedra natural. “Entrou no meu gabinete com uma caixa de amostras de granito e perguntou-me se estava interessada em estudar o granito do Porto”, recorda a professora do Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território da FCUP.
A resposta foi positiva e daí resultou um trabalho que a fez mergulhar, também, na história da cidade.
“É um granito de duas micas, que se instalou há cerca de 310-320 milhões de anos”, descreve a professora, que estudou, ao pormenor, este granito e as suas características petrográficas, geoquímicas e petrogenéticas. “Quisemos compreender a relação das propriedades intrínsecas do granito com a riqueza e diversidade do património construído na cidade, pois grande parte da cidade do Porto se desenvolveu sob este maciço”, acrescenta Maria Ângela Almeida.
“Chama-se Granito do Porto porque foi, pela primeira vez, na cidade do Porto, nos anos 30, que este tipo de granito recebeu uma atenção diferente. O estudo de granitos semelhantes em outras regiões do norte do país teve início neste granito do Porto”, conta. Apesar do nome, não é exclusivo do Porto, existindo noutras cidades como a Póvoa de Varzim, e parte de Vila Nova de Gaia, por exemplo.
A ratificação de 13 novas candidaturas a nível mundial em 2024 decorreu em junho. Assim, em Portugal, o Granito do Porto e o Calcário de Ançã, este ano distinguidos, juntam-se aos mármores de Estremoz (2017), ao calcário Lioz (2019) e à brecha da Arrábida (2022), que já contavam com as designações de Pedra Património Mundial.
O processo é gerido pela Subcomissão da Pedra Patrimonial, HSS, (Heritage Stone Subcommission) da União Internacional das Ciências Geológicas, IUGS, (International Union of Geological Sciences) em parceria com a UNESCO.
Rita Félix/CNC-UC"A investigação abre caminho a novas possibilidades de investigação sobre o envelhecimento".
A partir do estudo dos efeitos das células senescentes – células que se acumulam à medida que os órgãos envelhecem – em outras partes do corpo humano, duas equipas de cientistas portugueses descobriram que a presença destas ‘células velhas’ na pele pode afetar negativamente outros órgãos do corpo humano, especialmente o cérebro, ao espalhar sinais de envelhecimento. Esta descoberta abre caminho ao estudo de futuras terapias que possam atrasar o processo de envelhecimento do corpo humano.
“Esta investigação constitui a primeira evidência direta que células senescentes na pele podem acelerar o envelhecimento noutras partes do corpo. Sugere, portanto, que a senescência de células da pele pode contribuir para efeitos generalizados de envelhecimento”, explica a equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC-UC/CiBB) da Universidade de Coimbra (UC) e da Faculdade de Farmácia da UC (FFUC) envolvida na investigação.
Para desenvolver este estudo, as equipas de cientistas investigaram os efeitos de células senescentes na pele de ratinhos jovens. Conseguiram perceber que a presença destas células envelhecidas na pele levou à diminuição da função musculo-esquelética, aumentou a fraqueza física e diminuiu a capacidade de memória dos ratinhos. Observaram ainda que o cérebro era afetado, nomeadamente o hipocampo, zona-chave para a memória e a função cognitiva, “condições frequentemente observadas no envelhecimento”, sublinha uma das coordenadoras do estudo, Cláudia Cavadas, líder do grupo de investigação em Neuroendocrinologia e Envelhecimento do CNC-UC/CiBB. “Estas reações indicam que houve uma ligação entre as células envelhecidas na pele e o cérebro”, avança.
Os resultados deste estudo contribuem, assim, para o conhecimento do envelhecimento do organismo, “podendo abrir caminho para investigar intervenções inovadoras que visem atrasar o processo de envelhecimento sistémico”, destaca a cientista. “Potencialmente, podem ainda explicar a ligação entre doenças cutâneas e outras doenças associadas ao envelhecimento”, acrescenta.
Novos dados sobre o envelhecimento do corpo humano são cruciais na atualidade, uma vez que “o envelhecimento da população é uma preocupação global e um dos maiores fatores de risco das principais doenças crónicas, como as doenças neurodegenerativas”, refere ainda a cientista.
A investigação abre, assim, caminho a novas possibilidades de investigação sobre o envelhecimento que podem focar-se, por exemplo, “em conhecer melhor as células senescentes na pele e explorar novas estratégias que visem eliminar ou neutralizar células senescentes na pele com o objetivo de reduzir os seus efeitos sistémicos no envelhecimento do organismo”, acrescenta o cocoordenador deste estudo, líder do Laboratório de Envelhecimento Celular e Molecular da Clínica Mayo, nos Estados Unidos da América, João Passos.
Os resultados desta investigação estão disponíveis no artigo científico "Senescent cell transplantation into the skin induces age-related peripheral dysfunction and cognitive decline", publicado na revista Aging Cell, que tem como primeira autora a estudante de doutoramento da FFUC e do CNC-UC, Ana Catarina Franco.
Serviço de Imprensa IDF/Domínio PúblicoEm apenas algumas horas, os ataques aéreos israelitas destruíram o mercado histórico de Nabatieh e a antiga árvore Maloula
Em apenas algumas horas, dois ataques aéreos israelitas arrasaram locais que representam séculos da riquíssima história do sul do Líbano. A região, conhecida como Jabal Amel, está desde há muito associada à sua comunidade muçulmana xiita, predominantemente duodecimano, com raízes profundas e considerada uma das mais antigas do mundo. Esta zona montanhosa, atravessada pelo rio Litani, tem vista para o mar Mediterrâneo e está ligada ao monte Líbano, a Wadi al-Taym e ao vale de Beqaa.
Estes ataques não se limitam a fazer vítimas humanas; o seu objetivo é eliminar as raízes, a cultura e os meios de subsistência das populações do Líbano e da Palestina. Não se tratam de danos colaterais - é uma estratégia intencional para apagar a alma da terra, a sua história e o seu povo.
Mas, à medida que milhares de pessoas são mortas e feridas no genocídio israelita em curso na Palestina e nos ataques brutais ao Líbano, a necessidade urgente de salvar vidas e de lidar com o trauma ofusca muitas vezes a perda devastadora causada pela destruição sistemática do património, da memória e da história.
O coração do sul
Uma das inúmeras vítimas desta ação foi o mercado histórico de Nabatieh[nota]Nota do tradutor: apesar de encontrar a designação "Nabatia", optou-se por manter a designação inglesa, pois não conseguimos encontrar essa designação em documentos oficiais[/nota], a maior cidade de Jabal Amel e um movimentado centro de vida e comércio durante gerações, com edifícios e lojas mais antigos do que a própria Israel.
Nabatieh foi durante muito tempo um centro comercial e cultural de uma região que historicamente ligava a Jordânia, a Palestina, a Síria e o sul do Líbano, um ponto de encontro onde comerciantes e viajantes se reuniam, trocando bens e histórias, mantendo viva a força vital cultural e económica da região.
A destruição do mercado não é um incidente isolado, mas faz parte da estratégia de longa data de Israel de atacar marcos culturais, espelhando um desejo colonial de apagar as raízes e as memórias dos povos que habitam estas terras.
Publicação na rede social X de Hisham (@Hisham10452): "O mercado de Nabatieh, antes e depois. Não nos vergamos" [Tradução livre]
Segundo Kamel Jaber, um jornalista local que há muito acompanha a história da sua amada cidade, “a destruição é tão completa que torna os socos [nota]Nota do tradutor: também designados de "azoques" ou "souq" em inglês, socos corresponde a todo o tipo de mercados árabes.[/nota] irrecuperáveis. Desde 1975, temos vindo a perder gradualmente o nosso património devido aos ataques israelitas e, de todas as vezes, a resposta tem sido reconstruir algo moderno, não recriar o antigo como era”.
Milhares de pessoas recorreram às redes sociais para documentar os rostos e as histórias deste antigo mercado, entre as quais Badia Hani Fahs[nota]Nota do tradutor: Badia é uma ativista libanesa, conhecida na imprensa internacional por ter lutado contra o facto do divórcio no Líbano retirar a mães a custódia dos filhos, entregando-a à autoridade masculina da família paterna. Apesar disso, conseguiu reunir-se com os filhos mais de 10 anos depois do divórcio[/nota]:
O coração de Nabatieh ardeu…
Aqui estava a loja de guloseimas Dimasi, aquela que deixou Sidon há muito tempo e se instalou em Nabatieh. Há apenas alguns meses, fizeram uma remodelação e começaram de novo.
Ao lado, estava a loja do meu primo Kamel Jaloul, a primeira sapataria de homem do mercado. Nenhum noivo ia ter com a sua noiva sem usar sapatos do Jaloul.
Na esquina, ficava a livraria Hijazi. Todos nós comprávamos lá as mochilas e o material escolar para nós e para os nossos filhos. Quando éramos miúdas, costumávamos pedir emprestados romances em segunda mão por apenas algumas liras.
Em frente, ficava o Studio Al-Amal. Entrávamos para ver o Al-Husseini e encontrávamos fotografias com 60 a 70 anos, fotografias dos nossos avós e dos seus amigos.
Um pouco mais abaixo ficava a Farmácia Baalbaki, gerida por uma família que veio como refugiada do vale do Beqaa. As suas origens são da família Alou, mas foi-lhes dado o nome Baalbaki, tornando-se este o seu apelido.
Virando à esquerda, deparamo-nos com o orgulho da indústria de Nabatieh, a Sultan Sweets. O cheiro a limpo, a natas frescas e a kunafa extra estaladiça enchia o ar. Não se podia entrar sem que nos oferecessem um doce e um gole de água.
Seguindo em frente, passávamos pela Livraria Farol, propriedade do simpático Rafaat Hatit, que fugiu de Kfeyoun durante a Guerra das Montanhas e se instalou em Nabatieh, mantendo o mesmo nome da livraria.
Em frente à livraria, encontravam-se as duas lojas mais importantes do mercado, geridas por duas mulheres notáveis: Hasiba, Umm Rami Al-Amin, e Maha, mulher do ativista Afif Qaddih.
Na porta ao lado, as Especiarias Al-Mashaal, propriedade de Ali Batata.
Subindo a colina, encontrava-se a Arnout's Falafel, a loja de falafel mais famosa de todo o Sul. Arnouti é de origem albanesa e viveu em Akka, onde aprendeu a arte de fazer falafel. Depois da Nakba, veio para Nabatieh, trazendo consigo o seu ofício e, a cada ataque a Nabatieh, era atingido por outro desastre.
Ao seu lado, estava a loja do Mukhtar Hassan Jaber, que herdou do seu pai, Nizar Jaber. Era nesta loja que se encontrava tudo o que se precisava. Aqueles que não conheciam Nizar Jaber nunca tinham visto o amor e a bondade encarnados num homem.
Do outro lado, a Discoteca Al-Sha'ar, que fazia o mercado dançar ao som das últimas tendências musicais de leste a oeste.
Este é o nosso coração que ardeu, e não apenas um quarteirão de betão.
Kamel Jaber, jornalista, numa publicação na rede social Facebook
Oliveiras antigas, mercados históricos e comunidades inteiras. Não são apenas vítimas da guerra, mas alvos deliberados de uma campanha para negar às populações o seu património e a sua identidade.
Árvores antigas, raízes profundas
Horas depois da destruição do mercado de Nabatieh, outro ataque aéreo israelita atingiu a cidade vizinha de Mayfadoun, destruindo a casa da família Rtail, conhecida pelo seu antigo carvalho do Monte Tabor, que é testemunha da história da região há séculos e é conhecido localmente como a árvore Maloula. Com uma altura superior a 18 metros e um tronco de cinco metros, a árvore de Maloula é mais do que uma relíquia natural. Tem um significado cultural, histórico e pessoal.
De acordo com a tradição local, a árvore esteve sempre ali. Em 1995, Abu Rashid Rtail, um dos seus muitos cuidadores ao longo dos séculos, partilhou histórias contadas pelo seu pai, que viveu até aos 100 anos, e por um ancião da família Najda, que viveu até aos 115, sendo que um e outro alegavam que a árvore tinha o mesmo aspeto ao longo das suas vidas. Com uma longevidade de séculos, a árvore tornou-se um monumento vivo, encarnando o património e a memória de Mayfadoun.
O município de Mayfadoun deu o seu nome ao bairro - “Hay Al Maloula” - como reconhecimento da sua importância. Segundo Rashid Rtail, filho de Abu Rasheed, um grupo de engenheiros chegou a inspecionar o monumento e confirmou a sua notável idade de mais de 500 anos, estimando que poderia até ter uma longevidade mais de, talvez, até 1100 anos. Este tipo de longevidade é raro, sendo que as árvores antigas sobrevivem graças à sua resistência às doenças e ao clima.
Numa entrevista em 2010, Rasheed recorda que a Maloula era muito maior antes de ser repetidamente atingida pela artilharia israelita, destruindo muitos dos seus ramos mais altos. E com a destruição da sua casa “mais do que uma vez devido aos alvos da Maloula, esta recusou-se a cair, mesmo depois da sua congénere na cidade de Deir Siryan ter caído durante a última agressão [na guerra de 2006], tornando-a na árvore antiga mais importante do distrito de Nabatieh”.
A árvore servia de ponto de encontro para viajantes e peregrinos que se dirigiam a Nabatieh para a comemoração anual da Ashura, um famoso evento que honra o martírio do Imã Hussein na Batalha de Karbala, ligando Nabatieh e Mayfadoun através de tradições partilhadas e servindo de testemunha silenciosa dos rituais mais importantes da região. Outrora, os seus ramos acolheram o riso das crianças durante as festas e a sua sombra ofereceu descanso aos viajantes e aos habitantes locais cansados.
Um ataque aéreo israelita a este antigo e majestoso ser vivo e à casa da família Rtail, que se encontrava ao seu lado durante gerações, reduziu a casa a escombros e danificou a árvore que sobreviveu a séculos e talvez a um milénio, mas que poderá ter sido finalmente morta por este último ataque israelita.
O coração de Mayfadoun A casa do falecido Haj Toufic Rtail, pai dos falecidos Haj Rashid Rtail e Haj Mohammad Reda Rtail. O lugar da árvore Maloula.
Destruição sistemática
A destruição destes símbolos culturais e históricos está relacionada com uma lógica colonial mais alargada. A árvore de Maloula, a casa de Rtail e o mercado de Nabatieh, tal como inúmeros outros marcos e lugares, não são apenas estruturas físicas: são a personificação da resistência, da história, dos laços e da cultura da comunidade. A sua existência desafia a narrativa de erradicação que Israel procura impor. Durante muitos séculos esta terra foi habitada, o seu povo cultivou histórias ricas, construiu cidades e manteve comunidades que continuam a viver, a criar e a resistir.
Ao lamentar a perda destes marcos insubstituíveis e a perda de vidas humanas de cortar o coração, encontramos o consolo na força da memória e da comunidade. O amor que une as pessoas à sua terra, à sua história e umas às outras permanece inquebrável. Este amor, esta memória, permitir-lhes-á reviver, reconstruir e continuar a viver. Os lugares e as histórias existem na memória e, a partir dessa memória, as pessoas - e a natureza - erguer-se-ão de novo, como têm feito ao longo de gerações.
Este artigo, escrito por Walid El Houri, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo. ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.
gpointstudio/Envato ElementsEntre os problemas de saúde mental mais mencionados, a ansiedade e a depressão lideram a lista.
Um estudo coordenado por Lara Guedes de Pinho, professora do Departamento de Enfermagem da Universidade de Évora e investigadora do CHRC, revelou dados preocupantes sobre a saúde mental dos estudantes do ensino superior. O estudo iniciou a recolha de dados a 10 de outubro de 2022 e repetiu esta recolha em 2023, envolvendo neste último ano 2.136 universitários de 6 universidades portuguesas. Os resultados indicam uma prevalência preocupante de sintomas depressivos e ansiosos, com quase 23% dos estudantes a referirem estar diagnosticados com uma doença mental. Destes, 49,7% referem ter sido diagnosticados após a pandemia de COVID-19.
Entre os problemas de saúde mental mais mencionados, a ansiedade lidera com 19,4%, seguida da depressão com 13,3%. O estudo mostrou ainda que 38,9% dos estudantes sofrem de sintomas depressivos que variam de moderados a severos, com 7,2% apresentando sintomas graves. Como agravante, 11,8% referem ter pensamentos acerca de que estaria melhor morto ou de se ferir a si mesmo de alguma forma.
Lara Guedes de Pinho, refere que se mantém a tendência em relação ao ano de 2022, embora com um ligeiro aumento na gravidade dos sintomas. Acrescenta que as universidades estão já a tomar algumas medidas, nomeadamente com atividades promotoras da saúde mental e reforço do apoio psicológico aos estudantes, mas é necessário um reforço externo às universidades. Muitos dos problemas surgem antes da entrada para a universidade, pelo que devem ser tomadas medidas também no ensino básico e secundário, bem como haver uma estratégia de promoção da saúde mental desde a infância nos cuidados de saúde primários e nas escolas.
Além disso, quando questionados sobre o impacto desses problemas no desempenho académico e na vida pessoal, 31,5% relataram dificuldades significativas. Os sintomas ansiosos também são uma realidade para 39,2% dos estudantes, que se classificam entre moderados e graves.
O estudo também destaca que o sexo feminino e os estudantes de menor nível socioeconômico, especialmente aqueles que vivem deslocados de suas casas, são os mais afetados. Questionados sobre a quem recorreriam se necessitassem de ajuda, a maioria refere que conversaria com os amigos (75,4%), seguida de psicoterapia (40%), porém, somente 26,4% dos alunos recorreriam ao aconselhamento psicológico oferecido pela universidade.
A investigadora do Comprehensive Health Research Centre (CHRC) da Universidade de Évora acrescenta que tendo em conta os dados revela-se de extrema importância capacitar os pares para a primeira ajuda em saúde mental e para o encaminhamento para especialistas em caso de necessidade. O Programa de Saúde Mental da Universidade de Évora, Vagar (Mente), pretende monitorizar a saúde mental dos universitários anualmente e desenvolver programas que visam esta capacitação na academia.
Os motivos mais citados para a não procura de ajuda foram os custos elevados (62,6%) e o longo tempo de espera para conseguir uma consulta (54,7%). Para Lara Guedes de Pinho, esses dados revelam a urgência de políticas de saúde mental mais acessíveis e eficazes não só no meio universitário, mas também com respostas ao nível do Serviço Nacional de Saúde.
Este estudo sublinha a necessidade de atenção redobrada à saúde mental dos estudantes, um problema crescente que foi agravado pela pandemia e que merece mais atenção das instituições de ensino e das autoridades de saúde.
O serviço de streaming do Canal Panda Portugal vai ter mais conteúdos a partir de 01 de novembro: a quinta temporada da série de animação "Pocoyo" vai ficar disponível de forma exclusiva durante um mês no Panda Plus.
Os episódios serão disponibilizados durante os dias 01 e 02 de novembro, numa cadência de 13 episódios em cada dia: "Os pequenos fãs vão poder assistir às aventuras de uma das suas personagens favoritas, que estarão disponíveis na plataforma ao longo de todo o mês", refere o canal produzido pela Dreamia.
A nova temporada mantém a forte componente educativa, ajudando as crianças "a explorar e a descobrir coisas novas, ao mesmo tempo que promove valores como a curiosidade, a franqueza, o interesse, a tolerância, o respeito e o amor". A grande novidade no mundo "Pocoyo" é a chegada da sua irmã: "Enquanto os primeiros episódios mantêm o seu charme clássico, a segunda parte apresenta uma nova dinâmica em que vemos Pocoyo a viver as alegrias e desafios desta nova fase". Além desta novidade, a série terá também dois episódios especiais dedicados ao Dia das Bruxas.
"Pocoyo" é uma série infantil hispano-britânica, estreada originalmente em 2005. Ao todo, já foram produzidos mais de 200 episódios dedicados ao "menino de 3 anos, cheio de curiosidade, que abre as portas do quotidiano para incentivar a aprendizagem".
RTP/DivulgaçãoEvento de "talks inspiradoras" de vários jornalistas que fizeram ou fazem parte do principal bloco noticioso do canal.
"Jornalismo que faz História" é o nome de um ciclo de conferências que a RTP vai dinamizar para assinalar os 65 anos do "Telejornal". E a primeira "talk" acontece esta sexta-feira, dia 18.
"Iniciamos um ciclo de talks inspiradoras, que se estenderá ao longo do próximo ano, e onde os grandes protagonistas serão os jornalistas que testemunharam e viveram em primeira mão alguns dos eventos mais marcantes da nossa história", refere a estação pública em comunicado, acrescentando que estas ações "pretendem mostrar ao publico as emoções, os desafios e decisões que estão por detrás da notícia. Queremos, mais do que nunca, reforçar a nossa proximidade com quem nos acompanha há décadas".
Além de assinalar o aniversário do principal bloco de notícias do serviço público de rádio e televisão, o objetivo do ciclo é também humanizar o jornalismo, "refletindo sobre o papel transformador das histórias reais na nossa sociedade. Mais do que uma celebração, este ciclo de "talks" será uma oportunidade para refletir sobre o impacto do jornalismo no passado, presente e futuro, e sobre a forma como as histórias reais continuam a moldar a sociedade.
A primeira conferência do ciclo será moderada pela jornalista Maria Nobre e contará com as intervenções de Carlos Fino, Daniela Santiago, Fátima Campos Ferreira, Hélder Silva, João Pedro Mendonça, José Rodrigues dos Santos, Magda Rocha, Pedro André Esteves e Rita Marrafa de Carvalho: "Cada um destes jornalistas trará uma experiência única, partilhando histórias que marcaram a sua carreira e a história do nosso país e do mundo", assegura. A ação terá transmissão em direto através da plataforma RTP Play a partir das 18h45.
O "Telejornal" é o programa mais antigo da televisão portuguesa, sendo emitido diariamente desde 19 de outubro de 1959. É transmitido em simultâneo na RTP1, RTP Internacional e RTP África.
Agência Drible // Marketing Digital, Branding & Web"Solto" abriu no passado dia 19 de setembro no centro de Vila Nova de Famalicão.
Uma marca "elegante" e "bem definida" com uma "perfeita harmonia" entre todos os elementos. É desta forma que a agência criativa Drible descreve o branding do novo restaurante "Solto", do grupo Marco, no centro de Vila Nova de Famalicão.
Inaugurado no passado dia 19 de setembro, o Solto assume-se como uma steakhouse que promete "surpreender e conquistar pela qualidade a ambiente", refere a agência, sublinhando que o restaurante tem uma "decoração moderna e acolhedora, acompanhada de um serviço de excelência" para qualquer "jantar especial ou uma refeição descontraída".
Assumindo-se como "um espaço premium", a nova unidade do grupo Marco foca-se nas carnes frescas grelhadas, "a grande estrela" de um menu que inclui também as massas a disputar as atenções. O grupo pretende que o novo restaurante reafirme o posicionamento como referência na cidade, diversificando "a sua oferta gastronómica na região": "O Solto convida todos os apreciadores de boa carne a visitarem o espaço", acrescenta.
O trabalho da equipa criativa da Drible passou por desenhar uma "marca elegante e bem definida, com todos os elementos em perfeita harmonia": "Soltamos a nossa criatividade e o Restaurante Solto nunca mais se sentiu perdido", acrescentou a equipa.
Esta colaboração entre a agência de marketing digital, branding e web e o grupo de restauração não é de agora. Ao longo de sete anos, a Drible foi a responsável pelo branding de todo o grupo, gerindo atualmente as redes sociais do primeiro restaurante, o "Restaurante Marco", "conhecido pelas suas francesinhas em Vila Nova de Famalicão". Além do "Marco" e do "Solto", o grupo tem ainda o espaço de brunch e lunch "Roma Romã".
mstandret/Envato ElementsO também teólogo alerta para as consequências de unir preceitos religiosos com pretensões políticas
Esta é uma republicação integral em português do Brasil de um artigo da autoria de Andrea DiP, Clarissa Levy, Claudia Jardim, Ricardo Terto e Stela Diogo e disponibilizado originalmente no site da Agência Pública.
O Brasil é um Estado laico, pelo menos oficialmente, desde o final do século 19. Na prática, porém, as influências da religião no governo ainda são evidentes. Nos últimos anos, pesquisadores têm chamado atenção para a tendência de algumas igrejas neopentecostais se organizarem como grandes empresas, difundindo ideologias que atribuem aos indivíduos a responsabilidade por seu sucesso ou fracasso. Entre elas, é possível destacar a teologia da prosperidade e a teologia coaching.
Um desses pesquisadores é o jornalista Ranieri Costa, convidado do Pauta Pública desta semana. Ele é autor do livro "Teologia coaching: a ilusória ideologia de que nascemos só para vencer", lançado este ano pela Fonte Editorial[nota]ainda não disponível em Portugal[/nota]. Na entrevista, ele explica o que é esse pensamento, difundido por igrejas e agora também por influenciadores ou coaches, que utilizam a linguagem religiosa com foco no sucesso individual – um exemplo deles é o atual candidato à prefeitura de São Paulo Pablo Marçal. Para Costa, que também é teólogo e pastor evangélico, o problema não está nas crenças individuais, mas na instrumentalização da fé nas relações sociais e políticas.
Segundo o pesquisador, a lógica de responsabilizar unicamente as pessoas e negar os problemas sociais constitui uma forma de violência discursiva. Ele entende que é violento negar a dor e a fragilidade humana. “A teologia coaching ignora as desigualdades e trata como falta de vontade própria, de entusiasmo e de propósito. Com isso, o ciclo de violência é intensificado neste caso, porque as pessoas que já estão sofrendo com a desigualdade sofrem com culpa de não conseguirem prosperar.”
Leia os principais pontos da entrevista e ouça o podcast completo abaixo.
[Andrea Dip] O que é a teologia coaching? Como ela se diferencia da teologia da prosperidade? Na teologia da prosperidade, ainda que de forma distorcida, havia uma relação com o divino, ou seja, o sujeito que está envolvido dentro de uma igreja que comunica a mensagem da prosperidade, ele tinha a figura de Deus dentro dessa equação. Para prosperar ele precisava de Deus. Ele precisava dar o dízimo, ter uma vida íntegra e ser uma pessoa com participação ativa na igreja, mas, no final das contas, o que daria a ele a prosperidade financeira era a ação de Deus em retribuir o seu ato de obediência, de generosidade e de comprometimento com a igreja. Na teologia coaching, isso muda um pouco porque Deus é tirado dessa relação. É uma teologia que defende que tudo que o sujeito precisa para prosperar e alcançar o sucesso está dentro dele mesmo, ou seja, ele não precisa ser retribuído por Deus. Basta apenas que ele se dedique intensamente a cumprir metas estabelecidas, quase sempre, através de algum tipo de guru, como esses que nós temos visto por aí. Então, a teologia da prosperidade barganha[nota]Nota do editor: negócio de troca por troca[/nota] com Deus e a teologia coaching é formada por sujeitos que se consideram deuses de si mesmos, capazes de fazer tudo que precisa.
[Andrea Dip] No último domingo, vimos um absurdo protagonizado por Datena e Marçal durante um debate eleitoral para a prefeitura de São Paulo. Você diz que a teologia coaching é violenta, principalmente na política. Por quê? E de que maneira essa onda tem crescido na política brasileira? A teologia coaching é violenta porque nega a dor e a fragilidade humana. Ao fazer essa negação, ela coloca as pessoas que sofrem numa situação em que, ao buscar essa prosperidade, elas acabam sendo vítimas da lógica desse discurso e passam a ser os algozes de si mesmos. Então, o sujeito que passa a ser abastecido com esse tipo de conteúdo passa a desconsiderar o fracasso e as negatividades. Só que, por mais que eles desconsiderem essas, elas não deixam de existir. Negar tudo isso, negar o cenário de desigualdade social que enfrentamos em nosso país, produz violência. A teologia coaching ignora as desigualdades e trata como falta de vontade própria, de entusiasmo e de propósito. Por isso ela é violenta. Por negar as dores, as fragilidades e as mazelas, colocando as pessoas que estão sendo abastecidas por esse discurso em uma posição de que não podem sofrer nem demonstrar o sofrimento. Devem buscar o sucesso, ignorando todas essas dores e mazelas. Contudo, essas coisas não deixam de acontecer. Com isso, o ciclo de violência é intensificado neste caso, porque as pessoas que já estão sofrendo com a desigualdade sofrem com culpa de não conseguirem prosperar.
[Andrea Dip] Silas Malafaia, que influencia bastante o eleitorado evangélico, se posiciona contra Pablo Marçal. Os dois teoricamente são evangélicos e de direita. Quais são as diferenças e o desentendimento entre eles. Primeiro, a gente precisa falar que esse desentendimento é temporário, não vai durar. Caso Marçal vá para o segundo turno [contra Boulos], imediatamente Malafaia não vai retirar o que disse, mas vai declarar apoio ao Marçal. Isso porque, [em entrevista], ele me disse que apoiaria qualquer pessoa contra o Boulos. Então, a única forma dessa guerra continuar é com Marçal não indo pro segundo turno ou indo contra Nunes. Aí pode ser que o Malafaia continue essa briga. Caso contrário, não vai continuar. O Malafaia, ele tem de fato uma importante influência política no contexto evangélico. A igreja Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica do país e é toda segmentada, não existe uma Assembleia de Deus. Há inúmeras igrejas Assembleia de Deus, e Silas Malafaia é líder de uma delas, mas, por ele ser líder da Assembleia, é um cara muito influente. Contudo, a minha leitura é que o Silas tem uma influência política menor do que ele acha e maior do que a imprensa acha que ele tem. É aquele cara que tem uma noção exagerada de si mesmo. Essa briga toda se dá por questões políticas de apoio a Bolsonaro. O Malafaia percebeu que o Marçal tem potencial de ocupar o posto do Bolsonaro, mas ele não gosta do Marçal, nunca gostou. Isso começou lá atrás, quando o Marçal quis falar que o Malafaia tinha participação na maçonaria. Para um pastor evangélico é uma ofensa muito grande, e ali começou toda a briga deles. Ele disse para mim que, a princípio, os problemas que ele tinha com o Pablo Marçal eram teológicos. Silas Malafaia foi pregador da teologia da prosperidade. Então esse sujeito, que é um dos maiores pregadores da teologia da prosperidade, diz que tem problemas teológicos com o cara da teologia coaching. Olha onde a gente tá inserido. A diferença entre eles é que o Malafaia é um cara analógico, assim como a teologia da prosperidade. Muito embora ele se comunique bem nas redes sociais dele, ele tem um alcance considerável, maior inclusive que os outros pregadores mais antigos da teologia da prosperidade, mas ele é o cara analógico. Ele não é o cara do online como Pablo Marçal. E isso se aplica no aspecto teológico, se aplica num aspecto político e vai para todas as esferas. A capacidade que um tem de se mobilizar nas redes sociais, ser mais do que a do outro, afeta todas as suas participações na sociedade.
Associação Espaço JacobeusMostra quer levar peregrinos a um "percurso que nunca acaba".
"Não passes pelo Caminho... Deixa antes que o Caminho passe por ti" é o mote da exposição inaugurada no passado dia 21 de setembro no Posto de Turismo de Fátima, Ourém.
Dinamizada pela Associação Espaço Jacobeus (AEJ), em colaboração com o Turismo Centro de Portugal e o município de Ourém, a mostra pretende levar os peregrinos a descobrirem os Caminhos de Santiago de uma perspetiva: "Esta exposição é um desafio a quem visita o posto de turismo para iniciar a preparação do Caminho de Santiago", diz o presidente do AEJ António Devesa, acrescentando que, quem vier visitar a exposição, "perceberá melhor o que é o Caminho e se vai ao encontro dos seus desejos".
A mostra reúne vários objetos relacionados com a "peregrinação jacobeia", assim como fotos dos "diferentes caminhos de Santiago e do património que atravessam", símbolos e estatuetas de Santiago, além de "um conjunto de histórias ilustradas de peregrinos, recordações, peças de artesanato e o pote da típica queimada galega", frisa a associação.
A exposição estará patente até dia 03 de novembro, sendo visitável diariamente no horário de funcionamento do Posto de Turismo. A entrada é gratuita.
A AEJ é uma associação católica de Braga surgida em 2004 que "preserva, na sua essência, o espírito ecuménico de aceitação de todas as pessoas, raças e credos". Conta com 800 associados.
O município de Oeiras vai promover um workshop sobre a arte das tatuagens já no próximo dia 19 de outubro.
"Iniciação à Arte de Ser Tatuador" é o nome da ação que será dirigida pelo artista Paulo Viegas na Casa da Juventude de Oeiras e é dirigida a jovens entre os 15 e os 35 anos.
DivulgaçãoOperadora recomenda que utilizadores descarreguem conteúdos antes do fim do serviço.
É o fim de um serviço galardoado! A MEO vai descontinuar o serviço MEO Kanal já a partir de novembro. A informação começou a ser enviada aos clientes da operadora esta semana.
"Em 2012, criámos o MEO Kanal que veio revolucionar e democratizar o acesso dos portugueses ao pequeno ecrã. Passados 12 anos, outras soluções foram desenvolvidas pelo mercado, aliadas a novas necessidades dos utilizadores e espetadores", refere a empresa.
A operadora detida pela Altice Portugal refere que o serviço será descontinuado a partir do dia 28 de novembro, recomendando que, se os clientes ainda tiverem conteúdos na plataforma, descarreguem-nos até esse dia: "Após 28 de novembro, não será possível qualquer recuperação, pelo que deve fazer o download antes dessa data", acrescenta.
Apesar do fim do serviço, a MEO promete novidades: "Esta descontinuação permitirá libertar recursos para continuarmos a inovar e a apresentar-lhe soluções de qualidade", acrescenta.
O MEO Kanal surgiu em 2012 como uma forma de partilha de conteúdos, criando um canal de televisão em formato playlist acessível através da televisão (carregando no botão verde do comando e introduzindo um sequência de seis números), mas também através da internet. O serviço foi utilizado por dezenas de pessoas e empresas que viram ali uma forma de divulgar os seus conteúdos, tendo mesmo sido galardoado com vários prémios em ao longo dos anos.
"As implicações deste estudo vão para além das escolhas individuais dos consumidores", afirma a equipa de investigação.
Uma equipa de investigadoras do Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Iscte), do Ispa e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa-IPL analisou as barras de cereais disponíveis no mercado português, tendo encontrado discrepâncias entre as perceções de consumidores e o conteúdo nutricional real destes produtos.
Num mundo em que a conveniência muitas vezes se sobrepõe às escolhas saudáveis, as investigadoras Magda Saraiva (William James Center for Research, Ispa), Margarida Garrido (CIS-Iscte), Cláudia Viegas (ESTSL, IPL) e Marília Prada (CIS-Iscte) tiveram como objetivo mapear o perfil nutricional das barras de cereais, uma escolha popular de snack entre os consumidores atarefados. “A qualidade nutricional dos diferentes tipos de barras de cereais disponíveis em Portugal e as perceções das pessoas sobre elas não tinham sido exploradas anteriormente”, afirma Magda Saraiva, a primeira autora do estudo, destacando o seu aspeto inovador.
Depois de analisar a informação nutricional de 277 barras de cereais de dois grandes retalhistas, a equipa de investigação descobriu que muitas barras de cereais, muitas vezes comercializadas como alternativas saudáveis aos snacks tradicionais, não cumprem as diretrizes nutricionais nacionais relativas a nutrientes essenciais como o açúcar, a gordura e o sal. “O teor de açúcar variava muito entre os produtos analisados”, afirma Marília Prada. “Verificámos que algumas barras tinham menos de 1%, enquanto outras chegavam a uns surpreendentes 57%”, continua. De acordo com o trabalho de investigação, mais de metade dos produtos foram classificados como tendo um elevado teor de açúcar e menos de 20% seriam classificados como “verdes” no sistema de semáforo nutricional. “Estes dados são alarmantes, especialmente quando consideramos que estes produtos podem ser considerados muito convenientes e são comummente anunciados como uma escolha saudável”, acrescenta Magda Saraiva.
No estudo, os e as participantes apreciaram o sabor e a conveniência destes snacks. Contudo, também os consideraram pouco saudáveis, altamente calóricos e excessivamente processados. Margarida Garrido acrescenta que “a perceção das barras de cereais como pouco saudáveis foi particularmente evidente entre as pessoas com formação em áreas relacionadas com a saúde”.
Uma das tarefas que os participantes tinham de completar no estudo era estimar a percentagem de açúcar, fibra, gordura e proteína contida em diferentes barras de cereais. “Verificou-se uma lacuna significativa na compreensão do consumidor sobre o conteúdo nutricional, com participantes a sobrestimarem os níveis de proteína e fibra nestes produtos”, afirmou Cláudia Viegas. De acordo com a equipa de investigação, estes resultados sugerem a necessidade de melhor educar sobre a leitura dos rótulos e a compreensão das orientações nutricionais, uma vez que esta perceção errada pode levar os consumidores a fazer escolhas que não estão alinhadas com os seus objetivos de saúde.
“As implicações deste estudo vão para além das escolhas individuais dos consumidores”, afirma a equipa de investigação. Os fabricantes devem reconsiderar a fórmulas dos seus produtos, com foco na redução do açúcar e da gordura e melhorando a qualidade nutricional, algo que deve ser acompanhado de uma rotulagem clara e transparente. A principal conclusão é a necessidade de um esforço colaborativo entre as partes interessadas, incluindo decisores políticos e organizações de saúde, para promover opções mais saudáveis no mercado e, sobretudo, ajudar os consumidores a tomar decisões informadas.
Este texto é publicado n’o largo. no âmbito do projeto “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa“, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.
Uma equipa de investigadoras do Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Iscte), do Ispa e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa-IPL analisou as barras de cereais disponíveis no mercado português, tendo encontrado discrepâncias entre as perceções de consumidores e o conteúdo nutricional real destes produtos.
Num mundo em que a conveniência muitas vezes se sobrepõe às escolhas saudáveis, as investigadoras Magda Saraiva (William James Center for Research, Ispa), Margarida Garrido (CIS-Iscte), Cláudia Viegas (ESTSL, IPL) e Marília Prada (CIS-Iscte) tiveram como objetivo mapear o perfil nutricional das barras de cereais, uma escolha popular de snack entre os consumidores atarefados. “A qualidade nutricional dos diferentes tipos de barras de cereais disponíveis em Portugal e as perceções das pessoas sobre elas não tinham sido exploradas anteriormente”, afirma Magda Saraiva, a primeira autora do estudo, destacando o seu aspeto inovador.
Depois de analisar a informação nutricional de 277 barras de cereais de dois grandes retalhistas, a equipa de investigação descobriu que muitas barras de cereais, muitas vezes comercializadas como alternativas saudáveis aos snacks tradicionais, não cumprem as diretrizes nutricionais nacionais relativas a nutrientes essenciais como o açúcar, a gordura e o sal. “O teor de açúcar variava muito entre os produtos analisados”, afirma Marília Prada. “Verificámos que algumas barras tinham menos de 1%, enquanto outras chegavam a uns surpreendentes 57%”, continua. De acordo com o trabalho de investigação, mais de metade dos produtos foram classificados como tendo um elevado teor de açúcar e menos de 20% seriam classificados como “verdes” no sistema de semáforo nutricional. “Estes dados são alarmantes, especialmente quando consideramos que estes produtos podem ser considerados muito convenientes e são comummente anunciados como uma escolha saudável”, acrescenta Magda Saraiva.
No estudo, os e as participantes apreciaram o sabor e a conveniência destes snacks. Contudo, também os consideraram pouco saudáveis, altamente calóricos e excessivamente processados. Margarida Garrido acrescenta que “a perceção das barras de cereais como pouco saudáveis foi particularmente evidente entre as pessoas com formação em áreas relacionadas com a saúde”.
Uma das tarefas que os participantes tinham de completar no estudo era estimar a percentagem de açúcar, fibra, gordura e proteína contida em diferentes barras de cereais. “Verificou-se uma lacuna significativa na compreensão do consumidor sobre o conteúdo nutricional, com participantes a sobrestimarem os níveis de proteína e fibra nestes produtos”, afirmou Cláudia Viegas. De acordo com a equipa de investigação, estes resultados sugerem a necessidade de melhor educar sobre a leitura dos rótulos e a compreensão das orientações nutricionais, uma vez que esta perceção errada pode levar os consumidores a fazer escolhas que não estão alinhadas com os seus objetivos de saúde.
“As implicações deste estudo vão para além das escolhas individuais dos consumidores”, afirma a equipa de investigação. Os fabricantes devem reconsiderar a fórmulas dos seus produtos, com foco na redução do açúcar e da gordura e melhorando a qualidade nutricional, algo que deve ser acompanhado de uma rotulagem clara e transparente. A principal conclusão é a necessidade de um esforço colaborativo entre as partes interessadas, incluindo decisores políticos e organizações de saúde, para promover opções mais saudáveis no mercado e, sobretudo, ajudar os consumidores a tomar decisões informadas.
Pedro A. Pina/RTPCanal de informação chega a duas novas operadoras esta segunda-feira.
O canal de notícias RTP3 está agora disponível em Angola e Moçambique através das operadoras Multichoice Africa naqueles dois mercados.
Numa nota desta segunda-feira, a estação pública portuguesa esclarece que o acordo de distribuição vai permitir "levar mais longe a missão da RTP, enquanto operador de serviço público, pela sua relação privilegiada com os países de língua portuguesa e ir ao encontro das necessidades dos diversos públicos".
Os espetadores angolanos poderão acompanhar a RTP3 através da operadora DStv, na posição 532. Já os espetadores moçambicanos, poderão ver a estação através da operadora GOtv, no canal 35. Contudo, para assistir, poderá ser necessário subscrever um pacote de canais específico.
"O que se passa no mundo e os temas que marcam a atualidade, sempre com o rigor e a confiança que definem a cobertura informativa da RTP, é agora também assegurado pela distribuidora MultiChoice", acrescenta a estação pública.
Pertencente ao serviço público de rádio e televisão, a RTP3 é um canal de notícias 24 horas, tendo esta designação desde 2015. Atualmente, está presente em todos os operadores nacionais, assim como na TDT.
DivulgaçãoCanal vai estar presente em três operadoras nacionais.
Depois da substituição da TVI Ficção pelo V+TVI, o espaço no cabo dedicado à ficção nacional ficou orfão... mas não por muito tempo. A SIC prepara-se para lançar um novo canal: o SIC Novelas, que está disponível na plataforma de streaming do grupo Impresa, a Opto SIC, vai chegar à MEO, NOS e VodafonePortugal.
A informação foi divulgada pela própria estação num anúncio que tem estado a passar nos intervalos da emissão do "terceiro canal".
Não se sabe, contudo, quais serão os conteúdos que farão parte da grelha do canal. Atualmente na Opto SIC, "Dancing Days", "Rosa Fogo", "Floribella" e "The Light Of Hope" estão em emissão em formato maratona.
O canal ficará disponível no dia 01 de outubro na posição 14 da MEO, 131 da NOS e 69 na Vodafone Portugal.
Lançado em 2023, o SIC Novelas foi anunciado como sendo o primeiro canal FAST ("Free ad-supported streaming) de uma televisão portuguesa, sendo o seu acesso gratuito para o espetador.
É descrito como sendo um "thriller de alta cilindrada" e uma "saga familiar". Chama-se "This Town" é a nova série do TVCine Edition, que estreia esta quarta-feira, dia 25.
Criada por Steven Knight, que também desenvolveu a série "Peaky Blinders", "This Town" passa-se no Reino Unido de 1981: "Ambientada num mundo de laços familiares, emoções adolescentes e música que definiu uma geração, "This Town" conta a história da formação de uma banda num cenário de violência, capturando o modo como o génio criativo pode emergir de um tempo de loucura", refere o canal premium de cinema, acrescentando que a série seguirá "um grupo de jovens que lutam para escolher o seu próprio caminho na vida e que precisam de uma segunda oportunidade oferecida pela música".
Com seis episódios, a série terá também uma banda sonora de Kae Tempest, Dan Carey e ESKA, além dos temas que marcaram aquela época. Levi Brown, Jordan Bolger, Ben Rose e Eve Austin encabeçam o elenco que inclui Michelle Dockery, Nicholas Pinnock, David Dawson e Geraldine James.
A série de seis episídios será emitida todas as quartas-feiras, a partir das 22h10, no canal TVCine Edition, ficando disponível na plataforma de streaming TVCine+.
IKEA PortugalChama-se BRÄNNBOLL e conta com 14 artigos no cardápio.
Querem-se adaptar a qualquer divisão da casa, assumindo um "design arrojado e colorido". É o objetivo dos 14 artigos da coleção BRÄNNBOLL que a IKEA Portugal lançou nas suas lojas este mês.
Segundo a marca sueca, a coleção "pretende mostrar que, tal como brincar, jogar deve ser para todos, e devemos conseguir fazê-lo em qualquer área da casa, sem ter de esconder ou disfarçar", reforçando que o conjunto é algo "revolucionário", até porque segundo a investigação dos designers, "os jogadores e as pessoas com as quais partilham o espaço, querem peças flexíveis que permitam criar um espaço para gaming, quando se está a jogar, e que se integrem muito bem na decoração da casa, quando não se está a jogar".
Com "móveis portáteis e produtos adaptáveis para vários fins, bem como produtos para organizar o equipamento ou manter os petiscos de fácil alcance", a coleção também se destaca pelo facto de se afastarem "da estética de gaming tradicional, de forma a serem integradas na decoração da casa", mas "contribuindo para um melhor desempenho durante as sessões de gaming".
A coleção também incluiu "valores fundamentais, como união, inclusão, saúde e bem-estar, com o objetivo de reforçar que o gaming é acessível a todos, independentemente da idade, do género ou do estilo".
Os produtos BRÄNNBOLL já estão disponíveis nas lojas da IKEA Portugal.
Associação Cultural e Desportiva de Santa Marta de PortuzeloÉ a segunda vez que associação local organiza o evento.
É na Casa do Povo de Santa Marta de Portuzelo que vai acontecer a "Noite Branca" daquela freguesia de Viana do Castelo. O evento acontece no dia 28 de setembro e terá dj para levar a festa a um "outro nível".
Numa nota enviada às redações, a Associação Cultural e Desportiva de Santa Marta de Portuzelo indica que o objetivo é "ter um número elevado de participantes. A animação começa a partir das 22 horas", acrescenta. O dj Ricardo Ribeiro será o animador.
A entrada tem um custo de três euros.
Esta é a segunda edição da Noite Branca de Santa Marta de Portuzelo.
Está de regresso para a sua última temporada: o drama policial "Hightown" estreia dia 15 de agosto no TVCine Emotion.
Segundo o canal premium de cinema, "a agente Jackie Quiñones (Monica Raymond) tem de se debater com as suas lealdades e crenças para escolher o caminho certo na maior luta da sua vida – uma luta onde os que lhe são mais próximos podem ser também os mais perigosos. travando uma batalha contra os seus demónios (álcool, drogas, causas sem saída…), Jackie vê-se enredada nos lugares sombrios de Cape Cod", acrescenta o canal.
Além de Raymund no papel principal Amaury Nolasco, Atkins Estimond, Dohn Norwood, James Badge Dale e Riley Voelkel integram o eleco regular.
A série será emitida a partir das 22h10, sendo que irá para o ar todas as quintas. Após a transmissão, ficará disponível no serviço de streaming TVCine+.
Série ficará também disponível no serviço de streaming do canal.
Está de regresso para a sua última temporada: o drama policial “Hightown” estreia dia 15 de agosto no TVCine Emotion.
Segundo o canal premium de cinema, “a agente Jackie Quiñones (Monica Raymond) tem de se debater com as suas lealdades e crenças para escolher o caminho certo na maior luta da sua vida – uma luta onde os que lhe são mais próximos podem ser também os mais perigosos. travando uma batalha contra os seus demónios (álcool, drogas, causas sem saída…), Jackie vê-se enredada nos lugares sombrios de Cape Cod”, acrescenta o canal.
Além de Raymund no papel principal Amaury Nolasco, Atkins Estimond, Dohn Norwood, James Badge Dale e Riley Voelkel integram o eleco regular.
A série será emitida a partir das 22h10, sendo que irá para o ar todas as quintas. Após a transmissão, ficará disponível no serviço de streaming TVCine+.
wirestock/Envato ElementsFotos, livros e objetos serão tratados e conservados pela Unidade do município.
São dezenas de documentos, fotografias e filmes sobre Viana do Castelo, pertencentes a individualidades e entidades, e que, agora, vão ser doados à autarquia para serem tratados e divulgados, anunciou esta quarta-feira o município vianense.
Na nota enviada às redações, a autarquia esclarece que os autos de doação das várias peças documentais forma aprovadas em reunião de executivo, sendo que esse "vasto conjunto de documentos, fotografias e outros" ficará à guarda da Unidade Orgânica de Arquivo e Memória, que vai iniciar os processos de "tratamento, conservação, acessibilidade e comunicação" de todos os objetos.
A autarquia irá receber assim vários documentos da associação Ephemera, que doa "documentos do espólio da família Teresa Mayer" que integram "vinte caixas dossier que integram livros, documentos diversos e testamentos".
Serão também doadas por particulares (Joaquim Esteves Jácome, Ilídio Rego e José Alberto Torres) "duas bobines de película Super8 contendo imagens inéditas da romaria de Nossa Senhora da Agonia entre 1970 e 1972", um "conjunto documental em formato digital de fotografias dos autos de São João, das Marchas de Portela Susã e Subportela e programas das festas" e, ainda , "um conjunto documental" sobre a "Mercearia Confiança, que existiu na rua Mateus Barbos entre 1923 e 1986".
A Unidade Orgânica de Arquivo e Memória integra o Departamento de Educação, Conhecimento, Cultura e Património da autarquia.
Uma atração ardente que se tornou gelada: é a premissa do filme "Todos Menos Tu", que estreia esta sexta-feira, 09, no TVCine Top.
Protaganizado por Glen Powell e Sydney Seeney, o filme tem uma história simples inspirada na peça de Shakespeare "Muito Barulho Por Nada": "Depois de um econtro promissor, Bea (Sweeney) e Ben (Powell) descobrem que a sua paixão ardente se reduziu inexplicávelmente por causa de um mal-entendido", conta o canal premium de cinema, acrescentando que o destino troca as voltas aos dois quando "se reencontram inesperadamente num casamento na Austrália. É aí que decidem fazer o que qualquer adulto maturo faria: fingem ser um casal".
A comédia de Will Gluck, que realizou e coassina o argumento com Iliana Wolpert, foi um fenómeno de bilheteira em Portugal, chegando mesmo a ser o segundo mais visto do ano. Além de Powell e Sweeney, Alexandra Shipp, Josh Bonnello e Nat Buchanan completam o elenco.
O filme será emitido a partir das 21h30, ficando disponível no serviço de streaming TVCine+ após a transmissão.
O jornalista e radialista João Paulo Guerra morreu este domingo, em Lisboa. A notícia foi avançada pela RTP.
Segundo o jornal digital Observador, citando a Agência Lusa, Guerra estava doente há algum tempo, tendo acabado por falecer no hospital Curry Cabral.
Com uma carreira de mais de 60 anos, o jornalista era considerado uma das maiores referências da rádio em Portugal, tendo passado pela RTP e TSF e foi também Provedor do Ouvinte da rádio pública. Colaborou também na imprensa escrita e foi guionista na SIC.
BOOMFIT/DivulgaçãoCampanha da loja de fitness assume-se como "provocadora" e coincide com a época de incêndios.
O treino não acaba no ginásio: desenvolve-se no terreno. É este o mote da nova campanha da loja online de fitness BOOMFIT: a marca portuguesa lançou esta quinta-feira a ação de sensibilização "Um Treino Que Salva Vidas" e que retrata a preparação exigente dos bombeiros.
A campanha, dirigida às redes sociais, coincide com a "época em que existem uma maior propensão para incêndios de grandes dimensões e que, na grande maioria das vezes, coloca as populações em risco", refere a marca portuguesa em nota enviada às redações, sublinhando que a ação "destaca os desafios que envolvem a preparação física de um Bombeiro, em que o treino árduo não se fica pelo ginásio, acabando por se desenvolver no terreno, onde as cordas e os pneus são trocados por mangueiras e troncos ardidos e onde cada exercício, cada repetição, é um passo para ajudar no combate às chamas que são muitas vezes difíceis de controlar".
O vídeo cria um paralelismo entre o treino com equipamentos de fitness e situações no teatro de operações. Vítor Brandão, CEO da BOOMFIT, considera que o timming da campanha, em plena época de incêndios é "propositado" e o vídeo é uma "chamada de atenção" para o facto de todo o trabalho de preparação de um bombeiro ser "exigente" e dever "servir para despertar a consciência de todos nós, valorizando o trabalho árduo destes heróis. Nunca fez tanto sentido trazer este tema para cima da mesa", sustenta.
TVI/DivulgaçãoCanal substitui TVI Ficção e aposta em conteúdos generalistas
Ana Rita Clara, João Ricardo Pateiro, Tony Carreira, Zé Lopes ou Merche Romero são apenas algumas das caras do novo canal do grupo Media Capital. V+ TVI vai ser lançado a 09 de agosto, substituindo o canal TVI Ficção.
O canal de Queluz de Baixo divulgou esta sexta-feira o teaser do novo canal e disponibilizou informação sobre a grelha de programação aos anunciantes.
Além da aposta na ficção nacional, transitando da TVI Ficção as séries "Morangos Com Açúcar" e "Inspetor Max", o V+ TVI vai apostar em ficçao internacional, com a emissão dos formatos colombiano "Café con Aroma de Mujer" e argentino "Esperanza Mia". Confirmando o caráter generalista e competitivo com a CMTV, o canal vai também apostar em blocos noticiosos curtos à hora certa com o "V+ Notícias" e relatos dos jogos do SL Benfica, FC Porto e Sporting CP num "estúdio estádio" com o programa "V+ Futebol. Há ainda lugar a late night shows com o programa sobre sexualidade "Segredos do Prazer" e "V+ Fama".
No início do mês de julho, o grupo Media Capital dizia que o V+ TVI vai estar "em sintonia" com o "ADN" do universo TVI, "enquanto canal falado em português e que quer estar próximo dos portugueses.
Segundo o grupo de media, o novo canal pretende reforçar o "posicionamento" da Media Capital no mercado de media, reforçando o conjunto de canais TVI (TVI, CNN Portugal, TVI Reality, TVI Internacional e o serviço de streaming TVI Player).
José Eduardo Moniz mantém-se como diretor-geral do novo canal, partilhando a liderança com os restantes canais do grupo Media Capital. Já Hugo Andrade é o responsável pelo conteúdos pela programação do canal e Nuno Santos é o diretor de informação.
O V+ TVI ficará disponível na MEO, NOS e Vodafone.