Está de regresso para a sua última temporada: o drama policial "Hightown" estreia dia 15 de agosto no TVCine Emotion.
Segundo o canal premium de cinema, "a agente Jackie Quiñones (Monica Raymond) tem de se debater com as suas lealdades e crenças para escolher o caminho certo na maior luta da sua vida – uma luta onde os que lhe são mais próximos podem ser também os mais perigosos. travando uma batalha contra os seus demónios (álcool, drogas, causas sem saída…), Jackie vê-se enredada nos lugares sombrios de Cape Cod", acrescenta o canal.
Além de Raymund no papel principal Amaury Nolasco, Atkins Estimond, Dohn Norwood, James Badge Dale e Riley Voelkel integram o eleco regular.
A série será emitida a partir das 22h10, sendo que irá para o ar todas as quintas. Após a transmissão, ficará disponível no serviço de streaming TVCine+.
Série ficará também disponível no serviço de streaming do canal.
Está de regresso para a sua última temporada: o drama policial “Hightown” estreia dia 15 de agosto no TVCine Emotion.
Segundo o canal premium de cinema, “a agente Jackie Quiñones (Monica Raymond) tem de se debater com as suas lealdades e crenças para escolher o caminho certo na maior luta da sua vida – uma luta onde os que lhe são mais próximos podem ser também os mais perigosos. travando uma batalha contra os seus demónios (álcool, drogas, causas sem saída…), Jackie vê-se enredada nos lugares sombrios de Cape Cod”, acrescenta o canal.
Além de Raymund no papel principal Amaury Nolasco, Atkins Estimond, Dohn Norwood, James Badge Dale e Riley Voelkel integram o eleco regular.
A série será emitida a partir das 22h10, sendo que irá para o ar todas as quintas. Após a transmissão, ficará disponível no serviço de streaming TVCine+.
wirestock/Envato ElementsFotos, livros e objetos serão tratados e conservados pela Unidade do município.
São dezenas de documentos, fotografias e filmes sobre Viana do Castelo, pertencentes a individualidades e entidades, e que, agora, vão ser doados à autarquia para serem tratados e divulgados, anunciou esta quarta-feira o município vianense.
Na nota enviada às redações, a autarquia esclarece que os autos de doação das várias peças documentais forma aprovadas em reunião de executivo, sendo que esse "vasto conjunto de documentos, fotografias e outros" ficará à guarda da Unidade Orgânica de Arquivo e Memória, que vai iniciar os processos de "tratamento, conservação, acessibilidade e comunicação" de todos os objetos.
A autarquia irá receber assim vários documentos da associação Ephemera, que doa "documentos do espólio da família Teresa Mayer" que integram "vinte caixas dossier que integram livros, documentos diversos e testamentos".
Serão também doadas por particulares (Joaquim Esteves Jácome, Ilídio Rego e José Alberto Torres) "duas bobines de película Super8 contendo imagens inéditas da romaria de Nossa Senhora da Agonia entre 1970 e 1972", um "conjunto documental em formato digital de fotografias dos autos de São João, das Marchas de Portela Susã e Subportela e programas das festas" e, ainda , "um conjunto documental" sobre a "Mercearia Confiança, que existiu na rua Mateus Barbos entre 1923 e 1986".
A Unidade Orgânica de Arquivo e Memória integra o Departamento de Educação, Conhecimento, Cultura e Património da autarquia.
Uma atração ardente que se tornou gelada: é a premissa do filme "Todos Menos Tu", que estreia esta sexta-feira, 09, no TVCine Top.
Protaganizado por Glen Powell e Sydney Seeney, o filme tem uma história simples inspirada na peça de Shakespeare "Muito Barulho Por Nada": "Depois de um econtro promissor, Bea (Sweeney) e Ben (Powell) descobrem que a sua paixão ardente se reduziu inexplicávelmente por causa de um mal-entendido", conta o canal premium de cinema, acrescentando que o destino troca as voltas aos dois quando "se reencontram inesperadamente num casamento na Austrália. É aí que decidem fazer o que qualquer adulto maturo faria: fingem ser um casal".
A comédia de Will Gluck, que realizou e coassina o argumento com Iliana Wolpert, foi um fenómeno de bilheteira em Portugal, chegando mesmo a ser o segundo mais visto do ano. Além de Powell e Sweeney, Alexandra Shipp, Josh Bonnello e Nat Buchanan completam o elenco.
O filme será emitido a partir das 21h30, ficando disponível no serviço de streaming TVCine+ após a transmissão.
O jornalista e radialista João Paulo Guerra morreu este domingo, em Lisboa. A notícia foi avançada pela RTP.
Segundo o jornal digital Observador, citando a Agência Lusa, Guerra estava doente há algum tempo, tendo acabado por falecer no hospital Curry Cabral.
Com uma carreira de mais de 60 anos, o jornalista era considerado uma das maiores referências da rádio em Portugal, tendo passado pela RTP e TSF e foi também Provedor do Ouvinte da rádio pública. Colaborou também na imprensa escrita e foi guionista na SIC.
BOOMFIT/DivulgaçãoCampanha da loja de fitness assume-se como "provocadora" e coincide com a época de incêndios.
O treino não acaba no ginásio: desenvolve-se no terreno. É este o mote da nova campanha da loja online de fitness BOOMFIT: a marca portuguesa lançou esta quinta-feira a ação de sensibilização "Um Treino Que Salva Vidas" e que retrata a preparação exigente dos bombeiros.
A campanha, dirigida às redes sociais, coincide com a "época em que existem uma maior propensão para incêndios de grandes dimensões e que, na grande maioria das vezes, coloca as populações em risco", refere a marca portuguesa em nota enviada às redações, sublinhando que a ação "destaca os desafios que envolvem a preparação física de um Bombeiro, em que o treino árduo não se fica pelo ginásio, acabando por se desenvolver no terreno, onde as cordas e os pneus são trocados por mangueiras e troncos ardidos e onde cada exercício, cada repetição, é um passo para ajudar no combate às chamas que são muitas vezes difíceis de controlar".
O vídeo cria um paralelismo entre o treino com equipamentos de fitness e situações no teatro de operações. Vítor Brandão, CEO da BOOMFIT, considera que o timming da campanha, em plena época de incêndios é "propositado" e o vídeo é uma "chamada de atenção" para o facto de todo o trabalho de preparação de um bombeiro ser "exigente" e dever "servir para despertar a consciência de todos nós, valorizando o trabalho árduo destes heróis. Nunca fez tanto sentido trazer este tema para cima da mesa", sustenta.
TVI/DivulgaçãoCanal substitui TVI Ficção e aposta em conteúdos generalistas
Ana Rita Clara, João Ricardo Pateiro, Tony Carreira, Zé Lopes ou Merche Romero são apenas algumas das caras do novo canal do grupo Media Capital. V+ TVI vai ser lançado a 09 de agosto, substituindo o canal TVI Ficção.
O canal de Queluz de Baixo divulgou esta sexta-feira o teaser do novo canal e disponibilizou informação sobre a grelha de programação aos anunciantes.
Além da aposta na ficção nacional, transitando da TVI Ficção as séries "Morangos Com Açúcar" e "Inspetor Max", o V+ TVI vai apostar em ficçao internacional, com a emissão dos formatos colombiano "Café con Aroma de Mujer" e argentino "Esperanza Mia". Confirmando o caráter generalista e competitivo com a CMTV, o canal vai também apostar em blocos noticiosos curtos à hora certa com o "V+ Notícias" e relatos dos jogos do SL Benfica, FC Porto e Sporting CP num "estúdio estádio" com o programa "V+ Futebol. Há ainda lugar a late night shows com o programa sobre sexualidade "Segredos do Prazer" e "V+ Fama".
No início do mês de julho, o grupo Media Capital dizia que o V+ TVI vai estar "em sintonia" com o "ADN" do universo TVI, "enquanto canal falado em português e que quer estar próximo dos portugueses.
Segundo o grupo de media, o novo canal pretende reforçar o "posicionamento" da Media Capital no mercado de media, reforçando o conjunto de canais TVI (TVI, CNN Portugal, TVI Reality, TVI Internacional e o serviço de streaming TVI Player).
José Eduardo Moniz mantém-se como diretor-geral do novo canal, partilhando a liderança com os restantes canais do grupo Media Capital. Já Hugo Andrade é o responsável pelo conteúdos pela programação do canal e Nuno Santos é o diretor de informação.
O V+ TVI ficará disponível na MEO, NOS e Vodafone.
TVIProduto emblemático da estação de Queluz de Baixo regressa com novo elenco e em formato série.
Foi uma das novelas de maior sucesso na TVI e agora regressa para um remake: a estação detida pelo grupo Media Capital e a Amazon Prime Video vão apostar numa nova versão de "Ninguém Como Tu".
Com 20 episódios, a produção ganha um novo formato e um elenco totalmente renovado, sendo a ausência mais notada a de Alexandra Lencastre, que deu vida à personagem principal "Luísa Albuquerque" na produção de 2005. Lúcia Moniz, Guilherme Filipe, Maria José Paschoal, Marco Delgado, Pedro Sousa, Laura Dutra, Gonçalo Waddington, Leticia Spiller, Rodrigo Trindade, Diana Palmerston, Diogo Fernandes, Maria Gomes Andrade, Ana Lopes e Rafael Ferreira fazem parte do elenco da nova série a que se juntam Benedita Pereira, Joana Seixass e Paulo Rocha que fizeram parte do elenco da novela original.
A sinopse mantém-se, contudo, inalterada: "Na série, vai ser retratada a permanente luta pela conquista dos sonhos que dão sentido à existência humana", descreve a estação em comunicado, acrescentando que, "para a inescrupulosa Luísa Albuquerque, é para isso que o dinheiro serve: realizar sonhos". Mas tudo isso muda quando Luísa "recebe uma sentença fatal: tem apenas um ano de vida. Perante a revelação de que, afinal, o mais importante o dinheiro não compra, até onde é que será capaz de ir para encontrar a felicidade e o amor que guiam a vida?".
A nova aposta vai ser produzida pela See My Dreams, produtora que está responsável por outras apostas da TVI no streaming, como as novas séries "Morangos Com Açúcar", atualmente em exibição no canal: "Este é o regresso de um produto da TVI que marcou a televisão nacional. “Ninguém como Tu” continua a ser uma das novelas de maior sucesso de sempre, que promete conquistar novamente o público português", sublinha.
A produção ainda não tem data de estreia, mas ficará disponível no serviço da Amazon em Portugal.
Axel Hartmann/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)Tinha 69 anos.
A cantora fadista portuguesa Mísia morreu este sábado em Lisboa. A informação foi avançada pelo escritor e amigo da música Richard Zimler nas redes sociais.
Segundo o jornal digital Observador, a cantora estava internada num hospital em Lisboa devido a "doença prolonga". "Partiu em paz, docemente, sem dores", escreveu Zimler.
Alter ego de Susana Maria Alfonso de Aguiar, Mísia nasceu no Porto em 1955. Lançou o seu primeiro trabalho em nome próprio em 1991, tendo gravado 13 discos com letras de José Saramago ou Agustina Bessa-Luís e ficado associada como a criadora do chamado "novo fado". Ao longo da carreira colaborou também com Amélia Muge e Mário Cláudio.
LightFieldStudios/Envato ElementsA importância que se dá ao corpo não mudou, mudou apenas o formato da atenção que lhe damos.
Quando se aproxima o verão, o tempo aquece, aligeiramos as roupas, atualizamos o roupeiro de inverno para verão e, com uma certa ansiedade, olhamos para o nosso reflexo no espelho. Parece que, de ano para ano, fica cada vez mais longe da nossa perceção de corpo adequado a mostrar na praia.
E se fosse possível entrar numa loja e comprar um corpo de praia? Podia escolher-se o tamanho, a cor, a pele… O ser humano tem tendência a perseguir a perfeição sem olhar para as consequências. Há quem faça dietas draconianas que provocam distúrbios mentais, há quem apanhe sol sem limites que resultam em doenças na pele, há quem sobreponha a sua aparência física aos outros aspetos da vida, apenas para sentir o seu real valor. Então e se os corpos “da loja” viessem com uma etiqueta onde estivessem escritos todos os efeitos secundários, queríamos comprá-los na mesma?
Antes de responder a esta pergunta vejamos como o corpo era visto no passado.
Já na Atenas antiga, o corpo bem formado era um elemento importante da ideia da democracia, acreditava-se que o calor corporal incentivava a discussão e a participação nos assuntos do estado. O ideal era o princípio de kalos kagathos – a combinação da beleza corporal com a bondade espiritual. Na Idade Média surgiu uma atitude ambivalente em relação ao corpo, era ao mesmo tempo condenado (a alma era prisioneira do corpo) e exaltado (o mistério da encarnação de Cristo). O corpo começou a ser percebido como uma metáfora da sociedade – a sua coesão e harmonia ou, pelo contrário, a sua rutura e conflitos. Uma abordagem inovadora e puramente materialista do corpo e da sua fisiologia pode ser encontrada em François Rabelais. Na sua perspetiva, é no corpo e graças à continuidade das gerações que é possível medir e acompanhar o tempo histórico.
O que mudou ao longo de anos?
Na verdade, a importância que se dá ao corpo não mudou, mudou apenas o formato da atenção que lhe damos.
Estamos rodeados de corpos perfeitos, caras bonitas, pessoas magras a sorrir para nós em cartazes ou fotos postadas no Instagram. E fácil ficar confuso com as próprias interrogativas: “se eu fosse mais magra, se tivesse um nariz mais pequeno, peito maior/menor, cabelo ondulado/liso… – aqui cada um pode terminar a frase de forma livre – seria muito mais feliz.”
Algumas investigações comprovam que isto, não só não funciona, como tem o efeito inverso. Indivíduos que implementaram dietas foram examinados após 4 anos do início do processo e os resultados mostraram que todos eles, independentemente de manterem ou não o peso, revelaram um nível de felicidade inferior ao apresentado no início da dieta.
Situação semelhante acontece no caso das cirurgias plásticas. Em 2011 foi realizada uma investigação na Noruega com cerca de 2000 jovens, que mostrou que quem as decidiu fazer, têm como denominador comum um nível de felicidade bastante mais baixo do que a média dos jovens em geral. Através destes meios invasivos arriscam uma oportunidade de se sentirem mais felizes, mas, lamentavelmente, as cirurgias são apenas mais um ponto na lista de procedimentos que podem fazer precisamente o inverso.
Voltando à questão inicial, da próxima vez que observar o seu reflexo no espelho e tiver dúvidas se tem um corpo adequado para ser exibido a outros na praia, lembre-se que todas aquelas pessoas também têm corpos, têm espelhos, têm as suas inseguranças e, tal como nós, iriam à imaginária “loja dos corpos”, mas seguramente sairiam sem trocá-lo, pois NENHUM nos assenta melhor que o PRÓPRIO.
Universidade de Trás-os-Montes e Alto DouroPeças foram criadas por utentes de instituições do distrito de Vila Real.
São cerca de 20 chapéus, "nascidos de mãos séniores", que vão estar em exposição na sala de exposições da Biblioteca Central da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real. É a exposição "Chapéus há muitos", uma iniciativa conjunta da Pró-reitoria para a Cultura e Serviços de Documentação, do centro de Cultura e Responsabilidade Socila da instituiçao e do Centro Social e Paroquial de Constantim (CSPC).
Segundo a nota enviada pela instituição transmontana, a mostra é uma ação coletiva, reunindo peças criadas por utentes de "19 instituições de solidariedade social de Alijó, Montalegre, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real": "Feitos com diversos materiais reciclados, os chapéus foram ganhando forma e feitios, conforme a imaginação dos idosos", acrescenta.
A inauguração da exposição acontece já a 26 de julho. Além de representantes da UTAD e do CSPC, a ação contará com a presença de 130 idosos das 19 instituições envolvidas, além de um programa que inclui atuações do Grupo de Bombos de Constantim, da Tuna da Universidade Sénior de Peso da Régua e várias tunas da UTAD, além de um missa em honra de São Joaquim e Sant'Ana.
A exposição estará patente até "final de agosto", podendo ser visitada de segunda a sexta, entre as 10 e as 17h. A entrada é gratuita.
Universidade de CoimbraInvestigadora espera que "tenha deixado uma semente de consciência e responsabilidade ambiental".
O projeto BlueWave, coordenado por Ana Marta Gonçalves, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) realizou, ao longo dos últimos três anos, várias atividades relacionadas com a preservação ambiental e do oceano, com o intuito de que as jovens gerações se tornem agentes de mudança.
De acordo com a investigadora, também ligada ao Centro de Ecologia Funcional (CFE), «os principais objetivos foram envolver os jovens nas questões relacionadas com o oceano, sensibilizando-os para a importância da sua preservação e promovendo mudanças de comportamento em relação à exploração dos recursos marinhos, e capacitar os professores com materiais didáticos, contribuindo para um ensino de qualidade».
No decorrer deste projeto, Ana Marta Gonçalves visitou sete escolas de Portugal Continental e Ilhas, levando até aos jovens do ensino secundário várias atividades que lhes permitiram adquirir conhecimentos sobre o oceano, desenvolver competências de literacia marinha e também participar ativamente na proteção do meio ambiente.
«Para além das sessões em sala de aula, desenvolvemos várias atividades interativas com os diferentes materiais didáticos criados no âmbito deste projeto. Houve também lugar para limpezas de praia que deram origem a exposições para as comunidades escolar e local. Os três anos de projeto culminaram com a idealização e apresentação de projetos de empreendedorismo azul a aplicar na área de residência de cada grupo de alunos», revela.
O projeto BlueWave veio incentivar os jovens a agir de forma consciente em relação ao oceano e a desenvolver soluções inovadoras para os desafios que este enfrenta, contribuindo, desta forma, para a sensibilização da comunidade escolar e para a promoção de uma maior consciencialização sobre a importância da proteção dos ambientes marinhos.
«Foi uma experiência muito enriquecedora para todos os envolvidos. Os alunos puderam aprender de forma prática e aplicada, e mostraram bastante interesse e compromisso com as questões ambientais e dos oceanos. Os professores também se envolveram de forma ativa e dinâmica, adquirindo novas competências e conhecimentos para transmitir aos alunos», garante a investigadora do CFE.
Segundo a investigadora, a formação online para os professores foi fundamental para a sua capacitação e transmissão de ferramentas didáticas, garantindo a qualidade do ensino. Este projeto evidenciou que «é possível envolver os jovens em questões importantes como o lixo marinho, biodiversidade marinha e alterações climáticas, e que eles têm vontade de participar e contribuir para um futuro mais sustentável», considera.
«Espera-se que o BlueWave tenha deixado uma semente de consciência e responsabilidade ambiental nestas jovens gerações e que possam levar esses valores para a vida adulta, tornando-se cidadãos ativos e comprometidos com a preservação do planeta», conclui.
Associação Porto PrideEvento Pride é o mais antigo do norte de Portugal e desafia agentes da cidade a envolver-se.
Está prometido "um programa diversificado que inclui, conferências, atividades culturais e momentos de celebração, promovendo o encontro entre pessoas, instituições, empresas e ativistas". A organização do Porto Pride anunciou esta terça-feira as datas do "evento Pride mais antigo do note de Portugal": o evento decorre de 13 a 15 de setembro, descritos como "três dias de luta e celebração".
Coincidindo com o mesmo ano em que o Porto será o palco do encontro da European Pride Organisers Association (EPOA), o Porto Pride continua a abrir-se à cidade: "Estamos atualmente a desafiar as pessoas e agentes culturais da cidade a proporem e organizarem iniciativas durante os três dias do evento", refere a organização numa nota enviada à imprensa.
Além disso, a agenda do evento ainda não está fechada, estando, no entanto, definidos dois eventos: o habitual Arraial Porto Pride, que, no ano passado, se realizou no Parque da Pasteleira, mas que a organização pretende ver deslocado "para o centro da cidade"; e o "Porto Pride Summit", uma conferência de Direitos humanos que pretende "promover locais de trabalho mais inclusivos para as pessoas LGBTI+, logo no primeiro dia do evento. A ação acontecerá na Porto Business School, no dia 13 de setembro, e contará com a presença de representantes do governo, da EPOA e de empresas parceiras do evento.
Para o coordenador-geral do Porto Pride Diogo Vieira da Silva, o evento já é de escala internacional e o impacto que tem na economia portuense "já não pode ser mais ignorado": "Sempre que anunciamos as datas do evento, a quantidade de mensagens de pessoas internacionais que recebemos a questionar qual o melhor hotel ou a melhor forma de chegar ao Porto é avassaladora, principalmente dos nossos vizinhos de Espanha", refere.
O canal Casa E Cozinha vai estrear um novo reality show de decoração: "Mudanças na Casa de Família" vai para o ar de segunda a sexta, a partir de 05 de agosto.
A série vai acompanhar "as renovações realizadas por uma equipa de especialistas em design de interiores, eletricidade e canalização, arquitetura, construção e carpintaria, paisagismo e consultoria de sustentabilidade, garantindo que cada aspeto das necessidades de renovação da casa seja coberto", refere o canal.
Cada episódio vai abordar a transformação de uma casa de uma família "indicada por membros da comunidade pelas suas contribuições e desafios enfrentados" por parte de "uma equipa especialistas que trabalha para renovar a casa da família, transformando-a num lar mais funcional e esteticamente agradável": ""Mudanças na Casa de Família" é um programa que não transforma apenas as casas, visa ter também um impacto positivo na vida das famílias e na comunidade, destacando a importância de ajudar os outros e o poder de uma vizinhança unida", acrescenta a estação.
Apresentado pela jornalista Cheryl Hickey, cada episódio vai para o ar às 22h.
Produzido pela Dremia, responsável pelos canais Panda e Hollywood, o Casa e Cozinha está disponível na MEO, NOS e Vodafone Portugal.
Este artigo é baseado em um artigo publicado no site New Arab a 11 de maio de 2024 e noutro artigo subsequente publicado a 30 de maio de 2024. Esta versão editada é republicada na plataforma Global Voices como parte de um acordo de parceria de conteúdo.
Na sua canção intitulada "Hind's Hall", Macklemore alerta o governo dos EUA, dizendo ao presidente Joe Biden que "o sangue está nas suas mãos” e de que não votará nele nas próximas eleições de novembro.
https://www.youtube.com/watch?v=fgDQyFeBBIo
Macklemore, mais conhecido por sucessos como "Thrift Shop" e "Can't Hold Us", de 2012, já lançou músicas socialmente conscientes, apoiando os direitos LGBTQ+ e, ao mesmo tempo, criticando os males da sociedade, incluindo a pobreza e o consumismo.
Neste artigo, a New Arab analisa o significado por detrás do título do tema de Macklemore sobre Gaza.
O significado por trás de "Hind's Hall"
A canção tem o nome do prédio da Universidade de Columbia ocupado recentemente por estudanres e que rebatizaram em homenagem a Hind Rajab, uma menina palestiniana de seis anos morta em Gaza.
Dezenas de manifestantes tomaram o Hamilton Hall a 30 de abril no campus da Columbia, barricando as entradas e colocando uma faixa com a expressão "Palestina Livre" numa janela, enquanto os administradores os alertavam de que seriam expulsos por isso.
Post de Abier (@abierkhatib) na rede social X: "Lágrimas. Muitas lágrimas. Estudantes de Columbia exibiram uma faixa onde se lê "Hind's Hall", referindo-se à menina de 6 anos morta pelo exércio israelita..."
Os manifestantes insistiram que permaneceriam no espaço até que a universidade concordasse com três exigências: deixar de investir em Israel e em empresas que apoiam a guerra em Gaza, transparência financeira e amnistia para os manifestantes.
Post de Macklmore (@macklemore) na rede social X: ""Hind's Hall" já disponível em streaming. Todos os lucros reverterão para a UNRWA (Agência das Nações Unidas para a Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente)."
Horas mais tarde, a polícia de Nova York, munida de escudos anti-motim, entrou no prédio à força, retirando dezenas de pessoas e varrendo também o acampamento do campus.
A ação da polícia municipal ocorreu a pedido da universidade, de acordo com um comunicado da força policial.
A resposta policial é mencionada na música, em que Macklemore faz um rap:
Se estudantes em tendas montadas no relvado Ocupando o pátio é realmente contra a lei E um motivo para chamar a polícia e o seu batalhão Onde é que o genocídio se enquadra na vossa definição, hein?
Macklemore
Os estudantes universitários mobilizaram-se durante semanas em universidades de todo o mundo contra a ofensiva mortal de Israel apoiada pelos EUA, com a polícia a desocupar à força os acampamentos de protesto de uma forma semelhante ao que ocorreu em Columbia, com 2000 pessoas presas um pouco por todo os EUA.
Os estudantes de Columbia são considerados a força motriz por trás dos protestos em universidades de todo o país e do mundo.
O que aconteceu com a pequena Hind?
Hind Rajab, homenageada pelos estudantes ativistas de Columbia que rebatizaram o prédio da universidade ocupada com o seu nome, foi morta pelas forças israelitas em janeiro.
Segundo os relatos, Hind e cinco dos seus familiaress foram alvos de uma emboscada de bombardeamentos israelitas num carro no bairro de Tal al-Hawa, na cidade de Gaza, matando a sua tia, tio e quatro primos. Ferida e presa no carro com os seus familiares mortos, Hind fez um pedido de socorro à Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano (PRCS), dizendo-lhes que estava com medo e implorou que a resgatassem. Doze dias depois, Hind e seus familiares foram encontrados mortos no veículo.
A PRCS disse que Youssef Zaino e Ahmed Al-Madhoun, os dois paramédicos enviados para resgatar Hind, também foram mortos por Israel, depois da sua ambulância ter sido atacada durante a missão de resgate.
Após uma investigação exaustiva, o Euro-Med Human Rights Monitor concluiu mais tarde que Hind e os seus familiares foram mortos numa “execução planeada e executada pelo exército israelita… em plena luz do dia”.
De acordo com um relatório da Euro-Med de fevereiro, Hind, com os seus tio, tia e três primos, foram mortos por tiros e estilhaços de bombas de tanques enquanto fugiam do bairro, algo que Israel os tinha instruído a fazer.
A história de Hind tornou-se um símbolo da guerra brutal de Israel em Gaza, onde famílias inteiras foram massacradas sem qualquer sinal de que Telavive esteja a tentar evitar as baixas civis.
Post de sarah (@sahouraxo) na rede social X: "Dublin, Irlanda. Um mural de Hind Rajab, a menina palestiniana de 6 anos morata em Gaza pelas forças israelitas, com membros da família e paramédicos."
"Hind's Hall" sobe nos tops musicais dos EUA
"Hind’s Hall", de Macklemore, continua a alcançar popularidade nos serviços de streaming, ocupando um lugar de destaque nas várias tabelas musicais nos EUA.
De acordo com a revista Billboard, "Hind’s Hall" tem ocupado um lugar relevante nem tabelas como o "Rap Digital Song Sales Charts", onde apareceu em segundo lugar. Enquanto isso, nas tabelas de vendas de músicas digitais de todos os géneros, "Hind’s Hall" também ficou no top 10, chegando ao sétimo lugar.
Alguns analistas musicais afirmam que a música quase poderia ter sido consolidada como a música de rap mais vendida no país. No entanto, nas tabelas da Billboard 200, "Hind’s Hall" alcançou apenas a posição 184, mas continua a ter sucesso fora dos EUA.
Na tabela indie do Reino Unido, "Hind’s Hall" alcançou a 8.ª posição, a 51.ª posição no "UK Singles" e a 18.ª posição no Australia Hip Hop/R&B.
Macklemore referiu que o dinheiro ganho com o seu lançamento mais recente será usado para ajudar a arrecadar fundos para a Agência das Nações Unidas para a Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA).
Este artigo, escrito pela publicação The New Arab e traduzido por Hani Hassan, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo. ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.
Grupo Renascença MultimédiaAplicação aposta na "flexibilidade" e numa biblioteca "sempre organizada".
A plataforma de podcasts da Renascença Multimédia tem agora uma nova aplicação para smartphones. O grupo de media, que detém as rádios Renascença, a RFM e MEGA Hits, além da promotora Genius y Meios, anunciou o lançamento da nova versão da aplicação da POPCASTS esta sexta-feira.
A aplicação quer disponibilizar "uma experiência mais fácil e envolvente aos fãs de podcasts e conteúdos em língua portuguesa", juntando-se à versão para computador disponibilizada no final de 2021: "Cada vez mais próximos, o Grupo Renascença Multimédia possibilita o acesso a conteúdos de qualidade integrados numa experiência mais prática e envolvente", refere o grupo de media católico em nota enviada à comunicação social, acrescentando que "a flexibilidade é uma das grandes vantagens da app e a biblioteca está sempre organizada e à espera do próximo clique".
Além dos "conteúdos da casa" como os podcasts "Extremamente Desagradável" de Joana Marques (Renascença), "Ninguém POD Comigo" de Ana Garcia Martins (RFM) ou "De Manhã é Prata" de André Pinheiro (MEGA Hits), a POPCASTS está aberta a podcasts de "projetos independentes, artistas, empresas" e de "outras rádios e grupos de comunicação social que pretendam dar a conhecer os seus trabalhos.
A app é gratuita e pode ser descarregada na App Store e na Google Play.
Galopim de Carvalho/Direitos reservados"As pedras, no seu falar de silêncio, revelam a quem as sabe escutar, não só de que foram e como foram feitas e, muitas delas, a respectiva idade".
“Saxa loquuntur” é a expressão latina que quer dizer “as pedras falam”. São como que livros onde está escrita a história da Terra.
Esta interessante imagem, que retirei da Exposição de Maura Grimaldi, em Lisboa, de 27/06 a 27/07 de 2024, diz que as pedras, no seu falar de silêncio, revelam a quem as sabe escutar, não só de que foram e como foram feitas e, muitas delas, a respectiva idade. Com efeito, as pedras, ou seja, as rochas podem ser entendidas como documentos escritos que os geólogos aprendem a ler. No caso particular das rochas sedimentares, as letras dessa escrita são, sobretudo, os seus minerais e os fósseis que muitas delas encerram, há milhões de anos. Nas outras duas classes de rochas, as magmáticas e as metamórficas, os fósseis, salvo em casos muito especiais e raros, não têm representação.
Fixemo-nos, portanto, nas rochas sedimentares, como as mais importantes neste discurso.
Como constituintes mais peliculares da litosfera, acessíveis à curiosidade dos geólogos, estas constituem um domínio particularmente importante da Geologia e são o fulcro das preocupações da Sedimentologia, uma especialização relativamente recente que se fica a dever aos interesses das grandes empresas petrolíferas. Armazéns ou arquivos de vultuosa informação, estas rochas têm-nos permitido conhecer grande parte da história da Terra e da vida. Numa linguagem com preocupações de estilo, poder-se-ia dizer que as rochas sedimentares trazem consigo as marcas dos seus progenitores, as das condições ambientais em que foram geradas e, muitas delas, a data do seu nascimento. É, pois, nesta medida que podemos comparar as camadas de rochas sedimentares às páginas de um grande livro onde está escrita essa história.
Em 1941, o físico e cosmólogo ucraniano, naturalizado norte-americano, George Gamow (1904-1968) escreveu: “O Livro dos Sedimentos, reconstruído pelo esforço de diversas gerações de geólogos, equivale a um extensíssimo documento histórico, ao lado do qual todos os alentados volumes da História da Humanidade não passam de insignificantes opúsculos”.
Se o leitor abarcar os como e os porquês, os quando e os onde da dinâmica inerente aos processos que levam à alteração das rochas em superfície por efeito dos agentes externos, à erosão, ao transporte e à sedimentação, ou seja, à sedimentogénese;
Se interiorizar os principais conceitos sobre os mais variados ambientes de sedimentação (marinho litoral, marinho profundo, fluvial, estuarino, deltaico, glaciário, eólico, lacustre, entre os mais conhecidos) que hoje nos rodeiam em todas as latitudes, a ponto de os poder correlacionar com os do passado;
Se souber que foram ambientes iguais ou semelhantes a esses que, ao longo de milhares de milhões de anos, estiveram na origem de uma parte substancial das rochas da crosta (as sedimentares) e se adquirir preparação de base nestes domínios.
Irá entender a maravilhosa história do planeta que nos deu e assegura a vida, e deixará de olhar para a Geologia como uma disciplina desinteressante e fastidiosa que, tantas vezes, professores não habilitados, seguidores acríticos de manuais de ensino estereotipados, debitam sem entusiasmo, por dever de ofício, que o aluno decora por obrigação curricular e que lança no caixote do esquecimento, passado que foi o exame final.
Tem sido este o quadro nacional no ensino obrigatório, onde a Geologia sempre foi subalternizada. Foi este o quadro em que, salvo as sempre honrosas excepções, cresceram e se formaram as mulheres e os homens que hoje temos na política, na administração, nas empresas, na cultura, nos media, no cidadão comum.
No século X, a Enciclopédia de Os Irmãos da Pureza, obra colectiva acabada por volta 980, diz, numa notável antecipação aos modernos conceitos, que “a erosão destrói perpetuamente as montanhas e que o escorrer das águas pluviais arrasta rochedos, pedras e areia para o leito das torrentes e rios; diz-se ainda que, por seu turno, ao escoarem-se, os rios acarretam tais materiais para os pântanos, lagos e mares, onde os acumulam sob a forma de camadas sobrepostas”.
No século XIII, Alberto, o Grande (1206-1280), aludia ao “lodo agarradiço e viscoso, trazido pelas águas, que cimenta a terra (material detrítico, desagregado) e a transforma em rocha dura”.
No século XIV, Jean Buridan (circa 1300-1360), filósofo francês e reitor da Universidade de Paris, questionou algumas das concepções aristotélicas e ecreveu, reformulando uma ideia vinda da Antiguidade: “Onde hoje se encontra o mar foi outrora terra e, inversamente, onde a terra firme está no presente, esteve o mar e aí voltará”.
No século XV, Leonardo da Vinci (1452-1519) admitia que os fósseis encontrados nas montanhas eram restos de seres vivos depositados no fundo dos mares. Polemizando entusiasticamente com os defensores de ideias conservadoras, contrárias às suas, da Vinci descreveu notavelmente os grandes processos actuais e passados da erosão, sedimentação e fossilização, numa óptica muito próxima das concepções presentes.
No século XVII, o dinamarquês Niels Steensen (1638-1686), médico e cientista, teve papel igualmente importante na área da geologia sedimentar, no seu todo, incluindo a estratigrafia, muito antes desta disciplina se ter afirmado como tal, dizia: “se as conchas e outros restos de antigos seres vivos, encontrados nas rochas de uma dada região, são despojos de animais marinhos, as camadas que os contêm são necessariamente marinhas”, concluindo que o mar ocupara essa região. Por outro lado, ao dizer que “as camadas são formadas paralelamente à horizontal, em obediência à gravidade terrestre”, Steno introduziu o que ficou conhecido por “princípio da horizontalidade original”, concepção que lhe permitia concluir: “quando as camadas se encontram inclinadas, tal é devido a deformação posterior". Uma outra sua afirmação, segundo a qual, “qualquer camada é mais moderna do que a que lhe fica por baixo e mais antiga do que a que lhe está por cima”, foi considerada o “princípio fundamental da estratigrafia”, pois mostrou que as camadas sedimentares são cada vez mais modernas à medida que se sobe na série. Estas afirmações constituem hoje verdades mais do que evidentes, mas foram, na época, o abrir portas a grandes passos em frente. Com este autor, as sucessões de camadas sedimentares passaram a funcionar como “arquivos da natureza”, como lhes chamou, mais tarde, o naturalista e geólogo alemão Peter Simon Pallas (1741-1811), e o geólogo francês Faujas de Saint-Fond (1741-1819), ou como “anais do mundo físico”, no dizer do padre francês contemporâneo, Giraud Soulavie (1752-1813), fundador da moderna estratigrafia paleontológica.
No século XVIII, o geólogo escocês, James Hutton (1726-1797), considerado o pai da geologia moderna, afirmou “A história da Terra pode ser decifrada a partir do estudo das rochas sedimentares estratificadas, uma vez que estas rochas se geraram de modo comparável ao dos modernos sedimentos em formação sob os nossos olhos”. Este raciocínio é hoje usado, automaticamente, sem qualquer hesitação, quando, através do estudo das rochas sedimentares, procuramos conhecer o ambiente e as condições em que foram geradas. Uma tal concepção, que constituiu um passo decisivo neste tipo de investigação, assenta nos trabalhos de Hutton e do seu concidadão Charles Lyell (1797-1895). Conhecido por “Princípio do Uniformitarismo”, “Princípio do Actualismo”, ou “Princípio das Causas Actuais”, dele se conhece a expressão que ficou clássica – “O presente é a chave do passado”. Esta frase diz concretamente, na situação em que aqui é usada, que qualquer corpo de rocha sedimentar foi depositado por agentes geológicos vulgares, tais como gravidade, chuva, vento, água corrente, gelo, acções marinhas, etc., todos eles processos familiares nos dias de hoje.
As rochas sedimentares, no geral sedimentos antigos posteriormente compactados e transformados em pedra (litificados), guardam as marcas deixadas pelos ambientes e agentes deposicional semelhantes aos actuais. É, pois, com base neste princípio que se elaboram reconstituições paleoambientais, contemporâneas das rochas sedimentares correlativas. Hutton dizia, ainda, que “a Terra é um sistema dinâmico, cuja superfície está constantemente em transformação em virtude do calor armazenado no seu interior e dos efeitos causados em superfície pela energia solar”. Por outro lado, no desenvolvimento da teoria plutonista, de que foi o protagonista mais visível, as rochas sedimentares ganharam o significado que não tinham tido até então. Com efeito, o modelo cíclico implícito nesta visão resultava, segundo ele, de “um equilíbrio dinâmico entre o soerguimento do terreno (elevação de montanhas), por efeito do calor interno, e a sua erosão”. Hutton mostrou, também, que os materiais resultantes desta erosão eram acumulados em sucessivas camadas sedimentares e aí consolidavam, originando rochas como conglomerados, arenitos, argilitos, calcários, entre outras. Ao dizer que “as camadas de rochas sedimentares foram antigos sedimentos que se transformaram em rochas”, Hutton dava ênfase à petrificação ou litificação dos sedimentos, um processo geológico com duração de milhões de anos, habitualmente referida por diagénese. Dizia ainda este, que foi professor de geologia da Universidade de Edimburgo, “que não via vestígios nas rochas que lhes indicassem um começo”. Esta outra particularidade da sua concepção cíclica trouxe novamente, para a ribalta das grandes controvérsias científicas da época, o problema da dimensão do tempo geológico, imenso na teoria huttoniana, em contraste com os cerca de 6000 anos defendidos pela Bíblia.
NomadSoul/Envato ElementsCanais Disney em Portugal viram a sua programação afetada e voos em vários países foram cancelados.
Uma falha informática a nível mundial afetouvários setores de atividade na manhã desta sexta-feira. O problema esteve numa atualização lançada esta noite para um produto de antivírus da empresa Crowdstrike e afeta o sistema operativo Windows, obrigando os computadores a reiniciar de forma contínua. A falha foi detetata e uma nova atualização já foi lançada, sendo que os sistemas irão demorar a normalizar.
A falha afetou bancos, companhias aéreas, supermercados e até meios de comunicação social, como a Sky News. A estação britânica acabou por recuperar a emissão, ainda que de forma muito limitada no tempo, com pivôs a lerem as últimas notícias sem grafismos de emissão, teleponto ou, mesmo, sem reportagens. Os outros canais do grupo também foram afetados.
A falha aconteceu a nível mundial. Em Espanha, por exemplo, todas as companhias aéreas foram afetadas e no Reino Unido vários aeroportos registaram cancelamentos de voos e a empresa de caminhos de ferro Govia Thameslink registou problemas por toda a rede. Também em França houve problemas nos sistemas informáticos dos Jogos Olímpicos e no aeroporto de Zurique, na Suíça, todos os voos foram cancelados.
Índia, Nova Zelândia e Estados Unidos, onde, aliás, se começou a detetar o problema, também registaram dificuldades, com voos cancelados devido a problemas nos serviços de comunicação. Nos EUA, a situação foi ainda mais dramática, com as linhas de emergência no estado do Alasca a estarem fora de serviço.
Em Portugal, os utilizadores relataram problemas no acesso aos serviços de telecomunicações das principais operadoras e na utilização de softwares como o "Microsoft 365", "Teams" ou no acesso à plataforma "Azure". Houve também relatos de falha nos serviços do banco Santander Portugal.
Nos media, os canais da Walt Disney PortugalDisney Channel, Disney Júnior e National Geographic Portugal viram a sua programação afetada.
Também durante a manhã desta sexta-feira, o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora Sintra) ficou sem sistema, sendo que, segundo a SIC Notícias, o registo de pedidos de consulta e de exames estava a ser feito em papel. No entanto, o gabinete de imprensa do hospital já veio garantir que o problema não estava a ser causado devido à falha mundial, mas sim devido a um problema pontual na base de dados da unidade.
Os aeroportos portugueses registaram vários atrasos . O check-in em algumas companhias aéreas poderá ser mais demorado, estando já a surgir filas nos balcões da Ryanair, uma das companhias aéreas afetadas pelo problema a nível mundial. As transportadoras estão a aconselhar os passageiros a informarem-se sobre o estado do voo e a deslocar-se de forma atempada para os aeroportos.
O Centro Nacional de Cibersegurança referiu à Agência Lusa de que há "várias organizações afetada" pelo incidente, embora com "diferentes graus de impacto".
Universidade de CoimbraModelo foi desenvolvido com base em 40 pacientes.
Um estudo liderado pelo Departamento de Engenharia Informática (DEI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) indica que abordagens de Transfer Learning (TL) levam a uma diminuição do número de falsas previsões, mantendo a mesma capacidade de previsão em modelos de Machine Learning (ML).
Esta investigação, desenvolvida no âmbito do projeto “RECoD-Towards Realistic Epileptic Seizure Prediction: dealing with long-term concept drifts and data-labeling uncertainty”, está publicada na revista “Scientific Reports”.
O TL é uma técnica de ML em que um modelo pré-treinado numa tarefa é ajustado para uma nova tarefa relacionada. Treinar um novo modelo de ML é um processo demorado e intenso que requer uma grande quantidade de dados, elevado custo computacional e várias iterações antes de estar pronto para produção. Em vez disso, usa-se o TL para treinar novamente os modelos existentes em tarefas relacionadas e com novos dados.
«Este artigo apresenta uma abordagem de TL para desenvolver modelos personalizados de previsão de crises epiléticas (desenvolvidos para cada paciente) com base em Deep Neural Networks (DNNs). Este modelo foi desenvolvido com base em 40 pacientes da base de dados EPILEPSIAE. Consequentemente, o modelo foi usado para otimizar preditores para novos doentes», começa por explicar César Teixeira, docente do DEI e investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC).
Os resultados, prossegue o autor do artigo e líder do projeto, «mostraram que o desenvolvimento por TL permite obter cerca de quatro vezes menos falsos alarmes, mantendo a mesma capacidade de prever crises do que quando os modelos são treinados do zero. Assim, foi possível concluir que as limitações induzidas pelo baixo número de crises podem ser superadas através da utilização destas técnicas», acredita.
De acordo com o docente da FCTUC, o projeto RECoD, para além do modelo de TL desenvolvido, contribuiu também para o desenvolvimento de abordagens não-supervisionadas para a deteção do estado pré-crise e para a interpretação e explicação de preditores de crises epiléticas.
O consórcio deste projeto envolveu a FCTUC, a Universitätsklinikum Freiburg (UKFR) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
O artigo científico “Addressing data limitations in seizure prediction through transfer learning” está disponível para consulta aqui.
Pedro Plassen Lopes/Flickr (CC BY-ND 2.0 DEED)Operadora portuguesa fez o balanço da utilização de comunicações no festival
A NOS Portugal divulgou esta quarta-feira o balanço do tráfego de comunicações registadas na sua rede móvel durante o festival NOS Alive e a vencedora incontestável foi Dua Lipa.
O concerto da artista anglo-albanesa conseguiu ter mais de 13 mil clientes da operadora a usar a rede em simultâneo, consumindo "quase dois Terabytes, o correspondente aos dados usados durante um dia no aeroporto de Lisboa", indica a operadora, que acrescenta que, só no dia de Dua Lipa como cabeça de cartaz, os festivaleiros ligados à rede móvel da operadora consumiram "mais de 6,7 Terabytes" de dados.
Os concertos de Pearl Jam e Smashing Pumpkins também registaram um tráfego muito próximo ao registado durante o concerto da cantora. Aliás, o concerto dos Smashing Pumpkins foi o concerto que registou "mais partilhas no espaço de uma hora" entre as 21h e as 22h.
Ao longo de todo o festival, Instagram, WhatsApp e Facebook foram as apps mais utilizadas "para partilhar os momentos mais emocionantes", sendo que, 15% dos utilziadores da rede móvel da operadora eram estrangeiros, vindos princiopalmente do Reino Unido, Espanha, França, Itália e Estados Unidos da América.
A NOS diz que o sucesso destes números se deve à grande operação aplicada no terreno, com a instalação "mais de 100 antenas, 16 das quais 5G, que permitiram oferecer serviços nos picos de utilização extrema de rede, minimizando falhas" e sem interferir com ações específicas e baseadas em 5G: "Mesmo com o grande consumo de dados, alcançou-se uma disponibilidade de rede móvel 4G e 5G superior a 99,7%, sem falhas registadas, e conseguiram-se velocidades médias 5G acima de 505 Mbps para downloads, e 78 Mbps para Uploads", frisa.
O NOS Alive decorreu entre os dias 11 e 13 de julho no Passeio Marítimo de Algés. A promotora Everything Is New já divulgou as datas para 2025: no próximo ano, o festival decorre de 10 a 12 de julho.
o largo.Nova página disponibiliza informações úteis para os utilizadores, notícias e artigos de opinião.
A Diocese de Setúbal lançou esta terça-feira o seu novo portal. O endereço mantém-se em www.diocese-setubal.pt, mas a iniciativa quer tornar a comunicação da diocese com os fiéis.
A nova página surge no arranque das comemorações do Jubileu diocesano e vai disponibilizar informações sobre toda a atividade desempenhada naquela comunidade, incluindo "todas as informações relativas ao Jubileu, como horários das missas, questões e respostas sobre sacramentos, notícias sobre a vida da diocese e artigos de opinião que procuram ajudar a formar também por esta via digital", refere a diocese, citada pela Agência Ecclesia.
O novo website traz também um "novo design" e também o acesso a fotografias de eventos e atividades, vídeos dos vários responsáveis eclesiásticos, além de um acesso mais "facilitado às informações sobre cada Paróquia da Diocese", acrescenta.
A Diocese de Setúbal arrancou esta terça-feira, 16, com as celebrações do Jubileu, assinalando o 49.º aniversário da constituição daquela comunidade.
Será um casamento para vida ou "um desastre à espera de acontecer"? É este o mote do filme "Beautiful Wedding: Um Casamento Maravilhoso", que estreia esta sexta-feira, 19, no canal TVCine TOP.
Baseado no bestseller erótico de Jamie McGuire e com argumento da própria autora e do realizador Roger Kumble, "Beautiful Disaster" é a sequela do filme "Beautiful Disaster – Um Desastre Maravilhoso", abordando um novo capítulo da história de Abby (Virginia Gardner) e Travis (Dylan Sprouse), depois de uma noite de excessos e de um casamento: "Abby e Travis acordam após uma noite de folia em Las Vegas e verificam que acabaram de se casar. Na companhia dos seus melhores amigos e com centenas de milhares de dólares ganhos no póquer, o grupo viaja para o México, onde irá gozar uma sumptuosa e louca lua de mel", refere o canal premium de cinema.
Mas o caos está mesmo ao virar da esquina e o casal "Trabby" vai ter escolher "se devem ficar juntos ou se o seu casamento é mais um desastre à espera de acontecer. Poderá a relação sobreviver a este grande compromisso?", acrescenta a estação.
A comédia romântica será exibida a partir das 21h30 e, após a emissão, ficará disponível no serviço de streaming TVCine+.
Município de AlijóConcertos são de entrada gratuita
"Diversidade musical" é o que promete o cartaz do festival Sons do Parque, que acontece já este fim de semana em Alijó.
Com um cartaz diversificado, o objetivo do festival trazer até à região uma "viagem pelo palco do Sons do Parque vai atravessar o soul, blues, funk, jazz, rock & roll, punk, grunge e garage, sem descurar a música portuguesa", frisa a autarquia alijoense em nota envida às redações.
Expresso Transatlântico, Steffan Morrison, Sven Hammond, The Twin Souls, Noa & The Hell Drinkers e Biblioteka compõem o cartaz do festival, assumindo-se assim como um "lugar especial para os alijoenses e para todos aqueles que visitam e querem voltar" e uma "uma prova viva de que a confluência de diferentes sonoridades e estilos musicais".
Os concertos acontecem no dia 19 e 20 de julho no Parque da Vila, em Alijó, e a entrada é gratuita. Todo o programa pode ser consultado no site oficial do festival.
Tom Tang/UnsplashO Tetris faz 40 anos este ano, mas a comunidade russa do jogo é bastante recente.
Este artigo foi publicado pela primeira vez na revista Novaya Vkladka em russo. Uma versão traduzida e editada é republicada pela Global Voices com permissão.
No dia 6 de junho de 2024, o famoso jogo de computador Tetris fez 40 anos. Inventado pelo programador soviético Alexey Pajitnov, o jogo há muito que ultrapassou o estatuto de amador. Em 2010, realizou-se o primeiro Campeonato Mundial de Tetris Clássico (em inglês, "Classic Tetris World Championship", CTWC). Hoje, pessoas em todo o mundo jogam Tetris de forma profissional e existe também uma comunidade de Tetris na Rússia, com a qual falámos no aniversário do lançamento do seu jogo favorito. Apesar da comunidade russa ser muito mais pequena do que a ocidental, os jogadores conseguem participar em torneios internacionais.
O "Classic Tetris Russia", uma analogia do CTWC americano, foi criado em 2020 por Viktor Sergeev, de 39 anos, que se interessou pelo jogo depois de ter visto um vídeo do campeonato durante uma viagem de negócios, alguns anos antes. Começou por estudar as regras e descarregou o jogo, dedicando inicialmente até quatro horas por dia à prática. Começou então a transmitir os seus jogos no Discord, onde conheceu outros fãs de Tetris.
Sergeev ansiava por participar em competições, mas não conseguia encontrar nenhum campeonato russo, pelo que decidiu ele próprio organizar um torneio online. Os primeiros participantes foram os seus novos conhecidos que se juntaram às suas transmissões. Em 2019, ele próprio ganhou a competição, com apenas dez pessoas a competir. Agora, o número de participantes aumentou ao ponto de ele duvidar que consiga manter o seu lugar entre os melhores jogadores.
De acordo com o atual responsável pela organização do Campeonato Russo de Tetris Clássico, Mikhail Yerukhimovich, o número de participantes varia e pode chegar até às 16 pessoas. Ele explica este número relativamente pequeno de jogadores devido ao elevado critério para a entrada. Na altura em que participam no torneio, todos os jogadores estão "imersos no jogo" há mais de um ano e apresentam resultados elevados.
Yerukhimovich refere que raramente se juntam novas pessoas à comunidade. "Poder-se-ia dizer que não as encontramos, mas que as pescamos e as convidamos para se juntarem a nós. Penso que isto é um problema para qualquer comunidade com um foco restrito, especialmente uma comunidade de jogos", afirma, acrescentando que ainda têm esperança de popularizar o Tetris competitivo na Rússia.
Sergeev acredita que o pequeno número de jogadores na Rússia pode dever-se à complexidade do jogo, que desencoraja muitos recém-chegados a jogar profissionalmente: "O Tetris é um jogo astuto. Parece fácil, mas quando se começa a aprender, há muitas nuances. Além disso, é preciso ter tempo para praticar e não há muita gente que se possa dar a esse luxo. É como um desporto".
Atualmente, há 235 membros no grupo de aficionados do Tetris no VKontakte, incluindo estudantes. Sergeev afirma que a maioria dos jogadores de Tetris são homens. Durante todo o tempo que passou a jogar o jogo, nunca viu raparigas a participar em competições russas ou estrangeiras e diz que as mulheres que seguem o seu grupo são sobretudo apoiantes.
Os jogadores mais ativos do grupo confirmam que o Tetris profissional pode ocupar muito tempo e exige grande persistência. Maxim, um estudante de Yakutsk, dedica cerca de quatro horas por dia à preparação para os campeonatos, e pelo menos uma hora nos dias normais para "manter a forma". Ele afirma que não há mais do que vinte jogadores de verdade entre os seguidores do grupo "Classic Tetris Russia".
Maxim começou a interessar-se pelo Tetris em 2022 e, quando soube que o jogo era considerado um e-sport, começou a levá-lo a sério. Nunca perde o campeonato russo, que se realiza duas vezes por ano, durante o inverno e o verão. Também participa mensalmente em torneios internacionais online.
As comunidades russa e ocidental usam a versão de Tetris lançada pela empresa japonesa Nintendo, em 1989. Poucos são os que conseguem ganhar dinheiro com a participação nos campeonatos. Na Rússia, não existem quaisquer prémios em dinheiro, enquanto que, no CTWC havia um prémio total de pouco mais de 20 mil dólares [nota]cerca de 18 500 euros[/nota], em 2023, com cada jogador a pagar uma taxa de inscrição de 50 dólares[nota]cerca de 46 euros[/nota]. Os jogadores a partir dos 13 anos podem qualificar-se para o torneio mundial, mas têm de passar nas difíceis competições de qualificação. A maioria dos vencedores do CTWC são oriundos dos EUA.
Existe também uma secção europeia do campeonato (CTES), com competições locais a decorrer na Finlândia, Alemanha, Singapura e Hong Kong. À medida que os jogadores atingem novos recordes, o jogo torna-se mais desafiante. Em 2024, por exemplo, Blue Scuti, um estudante de 13 anos dos EUA, completou o jogo, aumentando o nível máximo de 29 para 39.
Muitos jogadores russos esforçam-se por participar em competições internacionais. Um deles, Andrey Kosenko, de 29 anos, ganhou fama em 2023. Nesse ano, o jogador de Volgodonsk tornou-se o vencedor do torneio mensal "Classic Tetris Monthly" (CTM). Depois de dezenas de meios de comunicação social o terem apelidado de primeiro campeão mundial, Kosenko explicou rapidamente nas redes sociais que, apesar de se ter tornado o primeiro participante russo a ganhar este torneio, não se tratava "de um campeonato mundial global", mas de uma competição mensal. Kosenko afirma que "os convites para entrevistas nos jornais e na televisão já são demasiados".
O grupo russo de entusiastas do Tetris atrai seguidores que não jogam de facto, mas que ocasionalmente seguem as competições online. Andrey, de Novosibirsk, diz que se interessou pelo Tetris graças aos vídeos do canal de YouTube "Yuri The Professional". "Ver duas pessoas desconhecidas do estrangeiro a jogar é difícil sem um comentador", explica Andrey. O locutor Yuri Ivanov, que é responsável pelo canal, tem comentado os campeonatos de Tetris desde 2016.
Como guia turístico no Museu da Tecnologia Informática em Novosibirsk, o trabalho de Andrey está também ligado aos jogos de vídeo retro. Entre as peças em exibição estão muitas consolas do século passado, nas quais também se pode jogar Tetris. Andrey jogou pela última vez em 2020 no "Tetris 99", onde 99 jogadores podem competir em simultâneo. O acompanhamento dos torneios tornou-se especialmente interessante, diz ele, quando apareceu o primeiro jogador russo, por quem Andrey "torceu e vibrou".
Enquanto outros atletas russos não estão autorizados a participar em torneios internacionais devido à guerra na Ucrânia, os jogadores russos de Tetris não enfrentam tais restrições: pelo menos oito jogadores continuam a participar em competições internacionais e a manter um elevado nível de desempenho, tendo alguns até estabelecido recordes mundiais. Em 2024, um jogador com o username "Portalll" ganhou um prémio de 700 dólares [nota]cerca de 650 euros[/nota] no torneio "Mega Masters", organizado pela comunidade CTM. Afinal, salienta Yerukhimovich, é difícil imaginar como é que os torneios de um jogo feito na Rússia seriam realizados com restrições para os russos.
Este artigo, escrito e publicado pela revista Novaya Vkladka, foi originalmente publicado no site Global Voices Online e republicado em português de Portugal n'o largo. ao abrigo da licença Creative Commons CC BY 3.0.